O Gato...
Olho pela vidraça e encontro seus olhos assustados...
Um enorme gato preto ronda meu jardim, o terraço, os bancos sob os frondosos prunos.
Gato preto e silvestre. Grande como um filhote de tigre.
Tenho pena do bichano. Sua liberdade de felino sem dono já se transformou em solidão. Ele vem rondando a casa, como quem pede família e carinho...
Bem que eu gostaria de um gatinho. Mas tenho um lobo em casa não gosta dos bichinhos...
Vou dar para ele ( o lobo ) um poema do Ferreira Gullar.

O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso faz ronron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia
que esse ronron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ronron em seu peito
não é doença - é carinho.
Comments
se gostamos de humanos porque não dos animais que são fiel.
essa mania de falar que da arlegia não cola mais e desculpahehehe colei a mensagem no meu orkut tudo bem???lambejossss
Posted by: selmamini | julho 26, 2006 2:51 AM
...tudo bem por aqui! ;-)
Posted by: tiagón | julho 4, 2006 1:07 PM
MEUS QUERIDOS, ESTOU LONGE DE CASA E SEM PODER RESPONDER E ATUALIZAR O BLOG. TENTAREI ALGO, UMA FOTO QUEM SABE DURANTE ESTA SEMANA. MUITOS BEIJOS
Posted by: nora borges | julho 2, 2006 11:07 PM
Oi!!!
Tenho duas perguntinhas para fazer para a correspondente na Espanha. AI as praias são públicas?
Qual a coisa mais estranha que a senhora acha dai?
Abs
Posted by: Maitê | julho 2, 2006 9:06 PM
Linda a crônica. Sensibilidade... como têm os gatos.
Posted by: Cláudio Costa | julho 2, 2006 12:19 AM
Apesar de não me dar bem com gatos, uma graça teu texto e a foto e o poema!
Continuas ótima!
Beijo
Posted by: Pics | junho 29, 2006 6:59 PM
Olha Norinha, sou doida mesmo por cachorros, já tive trocentos deles. Mas aqui sou rodeada por gatinhos, já que parece que todos os vizinhos têm pelo menos um. Acho lindo aqueles olhinhos olhando pra mim, com uma carinha tão doce!
Beijo enorme
Posted by: Solange A. | junho 26, 2006 6:44 PM
Meus amigos, lindos são vocês. Estou lendo os comentários e louca para ir visitá-los, respondê-los, publicar novos posts... mas agora tô tão sem tempo!
Muitos beijos.
Posted by: nora borges | junho 25, 2006 10:59 AM
Esse livro do Ferreira é maravilhoso!
Eu não sou muito de bicho, mas se me obrigassem a ter um... Seria um gatinho. rs
Beijoca!
Posted by: Karina | junho 25, 2006 2:48 AM
Nora, esse livrinho infantil do Ferreira Gullar é lindo, cheio de poemas sobre gatinhos, as ilustrações são da Adriana Calcanhotto, sabia?
A minha neta mais velha tinha medo de gatos e ficou amiga deles depois que lemos algumas vezes os poemas do Gullar.
Bom fim de semana pra você querida.
PS - estou aguardando a correspondencia do Recife!
Posted by: BethS | junho 25, 2006 2:11 AM
Gosto de gatos.
João gosta de cães.
Luciana gosta de hamsters, coelhinhos brancos e ursos peludos, mas o que ela queria mesmo era um irmãozinho.
...
Temos um belíssimo aquário. :)
Beijos, querida!
Ana
Posted by: Ana Lúcia Merege | junho 25, 2006 1:16 AM
Amo os gatos desde pequena, já perdi a conta de quantos tive. Eles são muito bonitos, não têm vergonha de pedir carinho e são um pouco misteriosos. Hoje só tenho uma, a Nini, que você já deve ter visto no blog. É minha companheira das horas em que fico sozinha, e quando chego em casa é a primeira que vem "contar" o que aconteceu. O gato preto na certa quer ser seu amigo, Nora. Beijo pra você.
Posted by: adelaide | junho 25, 2006 12:10 AM
Também prefiro a fidelidade e cumplicidade dos cachorros, mas tenho que confessar que os felinos tem algo muito especial quando querem conquistar. Me fez lembrar o gato de botas do Sherek.
Posted by: Nani | junho 23, 2006 4:05 PM
Conheci sua pela navegando por esse mar da internet e adorei, muito simpático e agradável. Queria saber mais sobre você, gosta de se corresponder? Eu conheci Espanha faz algum tempo e desde que voltei disse que um dia ainda volto pra ficar de vez, hoje dou aulas de espanhol aqui em minha cidade. Me escreve, queria umas dicas. Beijos e tudo de bom. (kmonjardim@yahoo.com.br)
Posted by: Karla | junho 23, 2006 1:34 PM
Querida Nora,
além do belo texto a foto está linda. Sempre caprichando nos detalhes!
Beijinhos na alma,
Rosinha.
Posted by: Rosinha | junho 22, 2006 12:51 AM
Que lindo poema do Ferreira Gullar. Gosto de gatos, apesar de preferir os cachorros. A Flavinha fez um post bem legal com informações sobre os gatos, vc viu?
Beijinhos
Posted by: Alline | junho 21, 2006 12:37 AM
Leve como a brisa do már me olha do alto da varanda miando a compasso de Sant-Saens ( O carnaval dos animais)
livre como gostariamos de ser.
Porque gostei, voltarei!
Posted by: Jalves | junho 20, 2006 11:08 PM
Nora, eu tenho cachorro, mas adoro um gato também. O engraçado é que tenho pensado em ter um. Beijocas e uma linda semana para você.
Posted by: Yvonne | junho 20, 2006 12:46 PM
Não chego a ser louco por gatos. Prefiro os cães, mas há alguns muito tocantes...
Bem, com o Ferreira Gullar escrevendo, abraço até tigres.
Beijos.
Posted by: Milton Ribeiro | junho 20, 2006 10:59 AM
Nossa que lindo! F. Gullar arrebenta.
Gosto de gato preto..pra mim é sorte.
Beijão, Nora.
Posted by: Mônica | junho 20, 2006 12:58 AM
Meu marido gosta dessa poesia, ele gosta de animais, mas não pode ter gatos, pois tem asma.
Posted by: Roseane | junho 19, 2006 7:10 PM
É, dá dó desses bichos abandonados... Gatos são muito bonitos, até os bem sofridos.
Uma vez, no primeiro outono que passei aqui em Sacramento, numa outra casa (alugada), tinha um gato estranho e doente (parecia asmático) que vivia plantado na nossa porta, louco para entrar. Inclusive, ele marcou a porta como seu território. Como ele era muito sujo e selvagem, eu não deixava ele entrar, mas era até engraçada a persistência dele. Em vez de ficar virado para a rua, ele ficava um tempão com a cara virada para a nossa porta. Comecei a dar comida. Uma vez, minha sogra nos visitou e começou a fazer carinho no gato. Tanto, que ele a arranhou. Coitado, não devia estar acostumado com esse tipo de atenção. Logo depois disso, a gente se mudou, e não sei o que aconteceu com ele.
Posted by: Leila | junho 16, 2006 3:42 PM