August 2008 Archives

congés d'été

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faço como os franceses: fecho o bazar e parto para as férias de verão.

mas... juro que tomo uma birita no cavern club pelos amigos!!

:D

não, não é o primeiro de uma série. é uma faxina que eu estou fazendo na minha inbox... 52 mails não lidos, que eu nem sei onde estão......... 
 
encontrei os à ne pas rater de berlim. versão minha. escrito à pedido. e que já serviu pra um par de pessoas, inclusive o vizinho do loto azul, que diz pras pessoas comemorarem coisas brindando com tsingtao...! (primeira vez que eu tomei tsingtao foi amsterdam, cara. that's the fucking globalisation...!)
 
bueno, começava assim, berlim:  
  

como um dos filmes da minha vida é "asas do desejo", of course, fui ver o anjo. a vista de berlim, lá de cima, é esplendorosa... e é mesmo emocionante. eu me senti dentro da película...!

. altes museum - é onde está nefertiti (a mais bela das berlinses, assim os alemães a chamam), imagem da minha infância e adolescência, quando eu queria ser arqueóloga - culpa do indiana jones... e lia sobre o 'egipto' dos faraós. os outros dois museus, o pergamon e o de artes plásticas (esqueci o nome) ficam atrás do altes, e tu pode pagar uma entrada que dá acesso aos três. no pergamon, tem-se uma idéia de "saque". os caras transportaram templos gregos e castelos persas (inteiros)... e reconstruíram dentro do museu... maluco.

. operncafé, um café lindíssimo, com uma apfelstrudel delícia, próximo ao altes e à universidade, o endereço é unter den linden, 5. a avenida onde ele está é uma via antiga de berlim (tu vai encontrá-la nos óleos do museu... n'outros tempos). em frente ao café (do outro lado da avenida), tem o memorial aos mortos da segunda guerra, num lugar que parece um templo grego (bizarro). lá dentro é um coice, o mea culpa dos alemães. 

. easy side galery - é o trecho do muro maior que ainda resta em berlim. e ver 'o muro', não tem preço. é mais longe do centro, porém dá pra ir a pé, e é um passeio legal, pois nos faz adentrar na estética comunista! de alexanderplatz entrando na karl marx allee, segue, que é o acesso à berlim oriental. é outra cidade (se encontrar no caminho - karl marx allee, um lugar totalmente retrô, com jeito de salão de beleza de l'époque... entra pra tomar uma birita!)

. bundstag, é o parlamento. vale entrar, é gratuito, a vista da cidade no terraço é bem bonita, à beira do rio, e as fotos da história da queda me engasgaram... essa coisa de povo nas ruas. todo mundo pela mesma causa... o folheto explicativo sobre o parlamento é uma aula de civilização e republicanismo. (mais ou menos ficção científica em pindorama. cada parlamentar alemão custa uma entrada de cinema por ano, por habitante. tá bem?!)

. o portal de brademburgo é um cartão postal - fica nas costas do bundstag.  

. tiergarten, é o parque onde está o "anjo" (a coluna da vitória), e, um dos caminhos pra se chegar à ele, é em frente ao bundstag. homens nus tomando banho de sol, crianças e guardas. todo mundo na boa. meu ideal de civilização.

. tacheles é um squat, cheio de alternativos, cervejas e bandas. o clima é legal. a juventude berlinense e tal... o endereço é oraniemburger strasse, 54-56a.  

. nosso café da manhã era no einsten café, tem vários em berlim, mas nóíamos no da kurfuestrasse, 21. menos turistas e mais autóctones. lugar charmoso, não muito barato pra um petit-deje, mas vale o momento. e corre-se o risco de topar com o wim wenders, que o frequenta... ;)

mon oncle

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por exemplo, se você não tem carpete em casa, o aspirador-de-pó é um aparelho que serve, basicamente, para fazer barulho.

até a página 232 dá pra pensar que a contradição é insustentável, e a revolução, inevitável. 

não por outra. é o livro que jack london escreveu em homenagem à marx, karl. a primeira metade é sua contribuição para divulgar o materialismo histórico e a dialética marxista.

não é a melhor literatura que já li. mas é um livro fascinante. lançado em 1907. visionário.

london veio da classe operária. leu marx. e, numa viagem à inglaterra, conheceu os grotões da produção têxtil inglesa**, descritas em 'o capital' - dão lágrimas aos olhos e desprezo pela raça. 

falando nele, marx penhorava seu casaco (no singular), de temps en temps, pra levantar uma grana. quando era o caso, não podia ir trabalhar na biblioteca. não era de bom-tom entrar sem casaco no recinto. quando isso acontecia, ele trabalhava em casa. na mesma mesa onde suas filhas faziam os deveres, e sua mulher cozinhava, e todos faziam as refeições. de vez em quando, eles penhoravam a louça também.

* o titulo em português é 'o tacão de ferro'.

** narrado em 'o povo do abismo'.