July 2008 Archives
de tão bom..............
falta escrever os dois últimos (importantíssimos) parágrafos de um artigo científico. bom. au lieu de. talvez antevendo as novas ótimas, troquei 40 mails com o marido ainda agorinha. dois paragráfos importantíssimos não saem concomitantes à esse tête-à-tête transatlântico. mesmo que seja entre os autores do paper... ok...
passei três, as últimas semanas envolvida com o outro. foi o primeiro artigo científico escrito em francês. o percurso mostrou ser, o idioma, um problema desse tamanhinho perto das articulações e negociações teórico-empíricas-estilísticas-e-aprioris-e-posterioris acadêmicos.
sim, foi também o primeiro escrito com colegas franceses. e foi um sofrimento todo o processo. sofrimento mental. e um enorme aprendizado - côté cliché, oui. mas verdade. como diz bethânia, desses momentos do labor que, enquanto tu faz, tu tem a percepção do acontecimento: estou aprendendo meu ofício.
e, claro, uma alegria de cinco-pontos-de-exclamação-íntimos, reconhecer, no meio do tumulto, tuas frases en français intactas! quand même! e c'est fini!
e eu hoje, avant, eu estava doce... por isso. e que em uns poucos dias saio de férias. atravesso o canal da mancha de trem e desembarco nos braços do meu amor.
e hoje, après, meu orientador me diz num francês que dispensa legenda: tu iras à mar del plata. daí... ficou enorme... que eu até esqueci os importantissimos par...
! ! ! ! !
foi o que ouvi essa manhã. do jornalista da rádio france-info para o presidente da s.n.c.f. (companhia pública francesa de trens).
o homem, impassível:
-- nunca.
no que ouviu a réplica, muito lógica, do jornalista:
-- e por quê não?
a imprensa na frança é interessantíssima.
love+home.
:D
bonito, n'est-ce pas? é a pata de elefante.
carinho que chegou do amigo gustavo 'prego' telles - esse barbudo, com cara de poucos amigos e olhar gentil. junto: link pra matéria sobre a pata, pela mtv, e um convite (cruel!) pro show de segunda no teatro de câmara - que eu já sei, foi do caralho...!
daqui, escutei os dois álbuns em sequência e homenagem.
merci, prego! merci!
xirú número 1: c'est moi, eu. não importa, tomando um rosé em amsterdam, comendo caviar em paris, degustando uma apfelstrudel em berlim, não importa...
xirú número 2: a pequena luísa, minha sobrinha (emprestada do marido). mas ela ainda não aceita o fato (é porque ela ainda não fez três anos, quando ela chegar na minha idade, vai ser um dado tranqüilo). e manda: eu não sou xirú, eu sou a luísa. a xirú é do avião, e do dindo...!
xirú número 3: o antonio. só falta o bigode, não?
porque chegou até a holanda a interdição do tabaco, um café em amsterdam vai funcionar como a igreja "única e universal dos fumantes de deus", onde a "comunidade é livre para fumar e louvar o bom deus em paz".
eu que ando achando que a religião vai por implodir esse continente... amém aos holandeses, ever!
p.s. em berlim não pode mais. também...
p.p.s. começa a ficar chato isso. et alors... não era proibido proibir já há quarenta anos? tempos muito conservadores os nossos... :(
se for uma questão de traduzir, assim deveria chamar-se a animação do israelense ari folman no brasil (em cartaz?) .
ele estava na seleção de cannes desse ano. não levou nada.
eu assisti ontem. o desenho é muito bonito, personagens "chapados" num cenário tridimensional, uma história que te pega pela mão, uma música que te envolve... dentro de uma busca.
até o final [...].
muito. muito bom. uma das melhores coisas que vi no cinema ultimamente.
(senti vontade de soluçar pelo mundo inteiro.)
assistam!
update (sem acentos): segundo o michel, parece que so depois de outubro no brasil. vale a pena esperar.



pra situar. um homem que busca a memoria de uma guerra que viveu e apagou de sua mente. (côté autobiografico do ari folman)
pra atiçar - que eu também pensei, tudo que ja vi de guerra me basta. a opção pelo desenho é engenhosa. da possibilidade de trabalhar cenas e incutir sensações que são amenizadas pelo fato de "não" serem reais. e nesse clima, o cara te pega pela mão e te conduz com muita habilidade. até o fim. (...)
mais não falo, pois não quero estragar o prazer de persone.
e todo mundo lamentou que ele não levou nada em cannes.