chegadas
estava estendida na banheira, olhando meu pêlos pubianos.
tinha vontade de cantar alto. e cantava. e era quase o silêncio.
e não era triste. um livro, o idioma nem importa mais.
mas cansaço do dia:
nicotina...
uns olhinhos brilhantes na plaza mayor.
pode ser mais que a urgência sem pressa dos orgasmos.
cada dia.
nem defesa houvesse.
teu teto até minha partida.
quantias de bicicletas. eu quis um cachorro pra cuidar de nós, e que a saída dos canais não houvesse.
que bruxelas não nos esperasse. escala.
que a porta do meu trem nunca fechasse, me levasse de quantos avos meus.
os que restassem: pra outros avant-gardes.
que telhados e palavras. apropriei-me.
pra acostumar a outro aeroporto de cada vez, o mesmo abraço.
teu.
pra sair da cama antes,
trazer os croissants pro café da manhã.
e me apaixonar pelos pêlos da tua barba na pia do banheiro.

lindo texto.