March 2008 Archives

rentrer (pas)

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il arrive que

c'est pas moi

je n'arrive guère

qui arrive

c'est pas moi,

la fleur,

chez moi.

la nuit

n'arrive jamais

 

 - x -   

et ça, j'aime bien:

 

peter sarstedt : where do you go to my lovely

as casas maille produzem mostarda desde 1747. e mantém uma boutique aqui na cidade, que é coisa de louco. céus, que dilema escolher o que levar pra casa:

manjeiricao.jpg

mostarda com... manjericão

ervas verdes.jpg

ervas verdes

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queijo "bleu"

orange gengibre.jpg

laranja e gengibre

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ameixa e conhaque

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figo e coentro

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pêssego e pimenta

clementine e pistache.jpg

tangerinas da corsa e pistache

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maçã e canela

fruits rouges.jpg

frutas vermelhas

cassis de dijon.jpg

e as duas instituições da borgonha: mostarda de dijon com cassis de dijon.

porque os franceses são loucos. ça c'est clair! e eu adoro. 

é o que se comemora hoje na frança. ela viveu na criméia no século iv. morreu lá, e no mesmo século, queimada dentro de 'sua' igreja que, nesse tempo, era pagã. depois não era mais, mas daí já tinham ateado fogo na mulher... os delizes da católica e apostólica igreja, romana ou ortodoxa - não sei quem queimou a mulher .

quem reza pra larissa, a santa, são os gregos e os russos, especialmente.

eu recebo cumprimentos. de metida. russos à parte, meu nome não tem nada a ver com isso. o boris pasternak escreveu, o david lean filmou...

 

3155gr3.jpge a minha mãe se apaixonou. pelo omar sharif, evidentemente. (ah, aquele moustache...)

ps. mas eu estou aqui, comprando mostarda e olhando os telhados, entre boulot e etecéteras. (!)

e sobre essa bobagem inédita - 35 emails trocrados entre os vizinhos, gente cool. eu mais atrasada que o gejfin. além do fuso horario, copio e colo a ministra: "todos os meus posts são inéditos. menos pros verbeaters, porque verbeaters são telepatas"; e publico um post velho (do tempo em que eu tinha tempo pra escrever, inclusive titulos imensos; e, ah, do tempo que o sindico escrevia historias de amor no blog dele!), e anuncio apoio aos contra-movimentos. qualquer um.  

very important: sem word, sem acentos.

:: vc sabia q?... ou, animal planet... ou, o maravilhoso mundo do sexo animal, ou ainda... larissa tb é cultura - inútil / 8 de abril de 2005. ::

essa semana foi terrível. kgs de coisas pra ler, tempo zerado, neurônios faltando e tal [não! o tal não! q o tal ficou pra ler as histórias de amor do gejfin]
 
acabei de apresentar um texto na aula de economia. isso q me consumiu a semana mais do q o resto. os textos variam, cada semana alguns apresentam, de 15 a 80 pags, dependendo da sorte da criatura. eu, pé frio, peguei um texto.... de 270 pags! um livro, 'a revolução brasileira' do caio prado jr... gostava mais se fosse o caio... fernando abreu...

enfim, ontem noite grande, eu tentava terminar com o caio, q me solicitou a semana inteira sem folga cara insistente. e ainda tive q ficar ouvindo uma gata, no cio. e dando pra todos os gatos do bairro. a vida é assim mesmo, injusta. enquanto uns estudam, outros trepam... 

... foto de gatos trepando ... 

mas isso me lembrou q eu sou uma veterinária, por incrível q pareça, e q alguém por aí pode não saber porque q as gatas são tão cretinas com as almas q querem ler algo sobre a estrutura social política e econômica do brasil em 1966.

aula de fisiologia da reprodução felina, em linhas gerais, vamos pro ato, q é o q interessa: pois bem, as gatas têm sua ovulação induzida pelo ato sexual. ou seja, o óvulo está pronto, no cio, mas só é liberado para o útero com o estímulo do macho. vejamos mais de perto: o pênis do gato está coberto por espículos na ponta [imaginem uma escova de limpar o vaso - do banheiro, bem entendido!]. esses pêlos grossos estão no sentido da glande para o corpo do pênis. então, o pênis entra with no problem! mas quando sai... sai com todos os seus grossos pêlos arranhando tudo q encontra pela frente [dói, sim senhor]. esse é o estímulo para ovulução.

logicamente q a gata, depois da primeira vez, já sabe, como dizia a minha mãe [ah os artifícios das mães!] e, no caso dela veramente, q 'dar, dói'!
mas ela dá mesmo! e grita pra caralho! [literalmente]
e eu fico escutando...

vimos o niagara de jeff koons.


eth18_sm.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e seu dolphin.

pop12_sm.jpgmuito sintomáticos do nosso mundo. ocidental e além.

vimos clássicos americanos (?) e modernos confirmados (basquiat, lichsteinstein, wharol, eticétera).

nos pegaram no contrapé, porque, ao contrário do normal, o museu não mantém em exposição um acervo permanente, reservando espaço às temporárias. exceção às tulipas, ao puppy, do mesmo koons, e às imensas peças de richard serra, que constituem la materia del tiempo abrigadas numa sala igualmente enorme, e à mamá, a aranha prenhe do louis burgeois - que eu adorei, todo o museu abrigava a exposição art in the usa: 300 años de innovación.

mas a tulipa negra - que na real muda de cor, é do caralho.

hay que se diga, a descoberta do país basco espanhol começou, de verdade, com os espetaculares pintxos nas tabernas de donostia - porque os espanhóis são francamente o povo mais notívago do continente. eu gosto! além das tabernas, donostia é une très jolie ville, balneário pequeno, sofisticado, às margens do atlântico, e que foi a mais do que boa surpresa da viagem.

nos nossos delírios, apareço chamando pelo nome dele com um mega-fone em inúmeros e variados, grandes e públicos espaços, onde multidões me escutam. freud poderia explicar, de lá e de cá; mas não é o caso.

barcelona foi a última parada espanhola das férias. porque ficamos ilhados em bilbao. d'onde reservamos hotel, pedindo instruções e ponto de referência: 15 minutos à pé da estação barcelona nord etc. impecable. salvo que a rua do hotel, situada na barceloneta - o que viemos a desvendar muito tempo depois, não constava nominalmente no nosso mapa, nem no do google maps - mesmo clicando em agrandir...

nossos 15 minutos viraram 40. os catalães, em que pese o que eu deles sabia, foram muito gentis e prestativos, embora nenhum conhecesse a calle rera palau.  

muito tempo depois... chegamos na plaza del palau. duda me disse: eu vou por aqui, tu vai por ali! às vezes eu concordo com ele mesmo sem conhecer precisamente seus planos - costuma me fazer feliz. assim, eu disse que sim. e saí à direita. a praça, essa, é pequena, tem um monumento no centro e gramados no entorno, de modo que se pode ter uma visão além do alcance de n'importe où. 

em menos de cinco minutos, a constatação: das três esquinas do lado direito, nenhuma era a rera palau. mas na avenida em frente, localizei o banco popular da esquina. feito! viro pra esquerda e...

cadê o homem??


Agrandir le plan

é preciso dizer que a noite já era grande, se eu abrisse minha carteira, poderia ser sugada pelo vácuo, e eu não conhecia nada, nem ninguém em barcelona, ainda. em suma, uma pequena catástrofe.

acendi um cigarro, refletindo que o melhor seria esperar que ele voltasse e aparecesse bem ali onde nos separamos. não, não temos telefone celular. ele, por convicção. eu, por falta do que fazer com isso na frança.

je me suis dit: o tempo do cigarro, depois eu entro em pânico. enquanto isso, decifrava mensagens obscuras, instruções obliteradas, indicações que pudesse ter perdido nas suas últimas palavras, qualquer indício extraviado: eu vou por aqui, tu vai por ali! ...?

e foi assim que, antes mesmo do meu cigarro acabar, nossos delírios viraram reais sem mega-fone, e eu abri o peito, enchendo as ruelas da ribera: E D U A R D O !

ato contínuo, o porteiro de um outro hotel à cinco metros de mim me ofereceria água com açúcar, e me colocaria a par de meios de comunicação mais eficientes e menos perturbadores. ele não o fez. e o marido não apareceu.

repeti a operação. e o medo já era físico, quando o vi n'outra esquina, acenando, a mochila nas costas, a touca e o pacote de amsterdamer na mão, e seu lindo sorriso aberto. nos beijamos no meio do passeig d'isabel ii. e depois pudemos até comprar erva-mate no mercado de la boqueria.