pequenos furtos
se há de escrever...
que ao menos não se esmaguem com palavras as borboletas.
a palavra precisa lança o som à velocidade da luz
mas quando chega envelopada, selada e carimbada, aprecio!
sou contraditório, sou imenso, há multidões dentro de mim
e haja cigarro pra todos!
ninguém é autosuficiente que não possa rastejar
rastejaremos de trem até vichy!
que ao menos não se esmaguem com palavras as borboletas.
a palavra precisa lança o som à velocidade da luz
mas quando chega envelopada, selada e carimbada, aprecio!
sou contraditório, sou imenso, há multidões dentro de mim
e haja cigarro pra todos!
ninguém é autosuficiente que não possa rastejar
rastejaremos de trem até vichy!

DATE: 11:34 AM
Larissa gentil !e isso fez-me lembrar do que me disse, num momento imprevisível, uma borboleta:"Roger... não esmague-me com palavras...Tome minhas asas e voe sobre os ventos Verá que só os desatentos me percebem As crianças, os bichos, os mendigos Os que sentem minha dança e voam comigo Outros me afastam com um tapa aborrecido Esquecidos da alegria, do amor e da esperança Em minhas asas a dor descansa... Como uma criança sem memória Minha história dura poucas horas Pouco tempo para quem deve Mostrar que o mundo esqueceu De se sentir mais leve Do que eu Acho que você me entende..."tu é uma borboleta querida, Larissa.um beijo flutuante-lhe.