faço como os franceses: fecho o bazar e parto para as férias de verão.
mas... juro que tomo uma birita no cavern club pelos amigos!!
:D
não, não é o primeiro de uma série. é uma faxina que eu estou fazendo na minha inbox... 52 mails não lidos, que eu nem sei onde estão.........encontrei os à ne pas rater de berlim. versão minha. escrito à pedido. e que já serviu pra um par de pessoas, inclusive o vizinho do loto azul, que diz pras pessoas comemorarem coisas brindando com tsingtao...! (primeira vez que eu tomei tsingtao foi amsterdam, cara. that's the fucking globalisation...!)bueno, começava assim, berlim:
como um dos filmes da minha vida é "asas do desejo", of course, fui ver o anjo. a vista de berlim, lá de cima, é esplendorosa... e é mesmo emocionante. eu me senti dentro da película...!
. altes museum - é onde está nefertiti (a mais bela das berlinses, assim os alemães a chamam), imagem da minha infância e adolescência, quando eu queria ser arqueóloga - culpa do indiana jones... e lia sobre o 'egipto' dos faraós. os outros dois museus, o pergamon e o de artes plásticas (esqueci o nome) ficam atrás do altes, e tu pode pagar uma entrada que dá acesso aos três. no pergamon, tem-se uma idéia de "saque". os caras transportaram templos gregos e castelos persas (inteiros)... e reconstruíram dentro do museu... maluco.
. operncafé, um café lindíssimo, com uma apfelstrudel delícia, próximo ao altes e à universidade, o endereço é unter den linden, 5. a avenida onde ele está é uma via antiga de berlim (tu vai encontrá-la nos óleos do museu... n'outros tempos). em frente ao café (do outro lado da avenida), tem o memorial aos mortos da segunda guerra, num lugar que parece um templo grego (bizarro). lá dentro é um coice, o mea culpa dos alemães.
. easy side galery - é o trecho do muro maior que ainda resta em berlim. e ver 'o muro', não tem preço. é mais longe do centro, porém dá pra ir a pé, e é um passeio legal, pois nos faz adentrar na estética comunista! de alexanderplatz entrando na karl marx allee, segue, que é o acesso à berlim oriental. é outra cidade (se encontrar no caminho - karl marx allee, um lugar totalmente retrô, com jeito de salão de beleza de l'époque... entra pra tomar uma birita!)
. bundstag, é o parlamento. vale entrar, é gratuito, a vista da cidade no terraço é bem bonita, à beira do rio, e as fotos da história da queda me engasgaram... essa coisa de povo nas ruas. todo mundo pela mesma causa... o folheto explicativo sobre o parlamento é uma aula de civilização e republicanismo. (mais ou menos ficção científica em pindorama. cada parlamentar alemão custa uma entrada de cinema por ano, por habitante. tá bem?!)
. o portal de brademburgo é um cartão postal - fica nas costas do bundstag.
. tiergarten, é o parque onde está o "anjo" (a coluna da vitória), e, um dos caminhos pra se chegar à ele, é em frente ao bundstag. homens nus tomando banho de sol, crianças e guardas. todo mundo na boa. meu ideal de civilização.
. tacheles é um squat, cheio de alternativos, cervejas e bandas. o clima é legal. a juventude berlinense e tal... o endereço é oraniemburger strasse, 54-56a.
. nosso café da manhã era no einsten café, tem vários em berlim, mas nós íamos no da kurfuestrasse, 21. menos turistas e mais autóctones. lugar charmoso, não muito barato pra um petit-deje, mas vale o momento. e corre-se o risco de topar com o wim wenders, que o frequenta... ;)
até a página 232 dá pra pensar que a contradição é insustentável, e a revolução, inevitável.
não por outra. é o livro que jack london escreveu em homenagem à marx, karl. a primeira metade é sua contribuição para divulgar o materialismo histórico e a dialética marxista.
não é a melhor literatura que já li. mas é um livro fascinante. lançado em 1907. visionário.
london veio da classe operária. leu marx. e, numa viagem à inglaterra, conheceu os grotões da produção têxtil inglesa**, descritas em 'o capital' - dão lágrimas aos olhos e desprezo pela raça.
falando nele, marx penhorava seu casaco (no singular), de temps en temps, pra levantar uma grana. quando era o caso, não podia ir trabalhar na biblioteca. não era de bom-tom entrar sem casaco no recinto. quando isso acontecia, ele trabalhava em casa. na mesma mesa onde suas filhas faziam os deveres, e sua mulher cozinhava, e todos faziam as refeições. de vez em quando, eles penhoravam a louça também.
* o titulo em português é 'o tacão de ferro'.
** narrado em 'o povo do abismo'.
de tão bom..............
falta escrever os dois últimos (importantíssimos) parágrafos de um artigo científico. bom. au lieu de. talvez antevendo as novas ótimas, troquei 40 mails com o marido ainda agorinha. dois paragráfos importantíssimos não saem concomitantes à esse tête-à-tête transatlântico. mesmo que seja entre os autores do paper... ok...
passei três, as últimas semanas envolvida com o outro. foi o primeiro artigo científico escrito em francês. o percurso mostrou ser, o idioma, um problema desse tamanhinho perto das articulações e negociações teórico-empíricas-estilísticas-e-aprioris-e-posterioris acadêmicos.
sim, foi também o primeiro escrito com colegas franceses. e foi um sofrimento todo o processo. sofrimento mental. e um enorme aprendizado - côté cliché, oui. mas verdade. como diz bethânia, desses momentos do labor que, enquanto tu faz, tu tem a percepção do acontecimento: estou aprendendo meu ofício.
e, claro, uma alegria de cinco-pontos-de-exclamação-íntimos, reconhecer, no meio do tumulto, tuas frases en français intactas! quand même! e c'est fini!
e eu hoje, avant, eu estava doce... por isso. e que em uns poucos dias saio de férias. atravesso o canal da mancha de trem e desembarco nos braços do meu amor.
e hoje, après, meu orientador me diz num francês que dispensa legenda: tu iras à mar del plata. daí... ficou enorme... que eu até esqueci os importantissimos par...
! ! ! ! !
foi o que ouvi essa manhã. do jornalista da rádio france-info para o presidente da s.n.c.f. (companhia pública francesa de trens).
o homem, impassível:
-- nunca.
no que ouviu a réplica, muito lógica, do jornalista:
-- e por quê não?
a imprensa na frança é interessantíssima.
love+home.
:D
bonito, n'est-ce pas? é a pata de elefante.
carinho que chegou do amigo gustavo 'prego' telles - esse barbudo, com cara de poucos amigos e olhar gentil. junto: link pra matéria sobre a pata, pela mtv, e um convite (cruel!) pro show de segunda no teatro de câmara - que eu já sei, foi do caralho...!
daqui, escutei os dois álbuns em sequência e homenagem.
merci, prego! merci!
xirú número 1: c'est moi, eu. não importa, tomando um rosé em amsterdam, comendo caviar em paris, degustando uma apfelstrudel em berlim, não importa...
xirú número 2: a pequena luísa, minha sobrinha (emprestada do marido). mas ela ainda não aceita o fato (é porque ela ainda não fez três anos, quando ela chegar na minha idade, vai ser um dado tranqüilo). e manda: eu não sou xirú, eu sou a luísa. a xirú é do avião, e do dindo...!
xirú número 3: o antonio. só falta o bigode, não?

