reclame

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falando nesse cartaz do steinlen, que é de 1894 - e voilà à quoi il ressemble...

 

steinlen.jpg

 

eu lembrei de port sunlight e da publicidade do sunlight soap.

port-sunlight é uma cidade inglesa, relativamente próxima de liverpool, que william lever construiu para os operários que trabalhavam em sua usina de sabonetes... na verdade é um pouco mais que isso, escolas, hospitais, parques, a cidade parece de boneca.

a suite da história, todo mundo conhece: a tentacular ex-gessy-lever, atualmente unilever, que, vejam o desaforo, adquiriu até a casa de mostardas maille...

mas o interessante é como william hesketh lever fazia a publicidade dos seus sabonetes 'poupando' os serviços de um steinlen da vida. ele colecionava obras de arte com o intuito de copiá-las incluindo "o sabonete" sunlight na cena. não, os artistas nem faziam idéia que, além etc., vendiam sabão.  

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alguns, quando tomavam conhecimento, deploravam com todas as suas forças. por exemplo, william frith (que pintou a tela abaixo). mas sem acordos de copyright, melhor pra lever. entre nós, ela não nasceu predestinada a um anúncio de sabão em pó?

 

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depois, lever construiu, na cidade que ele construiu - ohlahlah, um museu - em homenagem a sua mulher - quê bonito: o lady lever art galery, que reune todas essas e muitas outras obras de arte. um acervo bem impressionante numa cidadezinha vitoriana - e operária, perdida no wirall inglês. 

le temps s'en vole vite... quando é passé.

essa semana é a mais interminável da face da terra na minha folhinha, onde os três gatos - o negro, o pardo e o brasino - invejam o leite, que além de puro, é stérilisé (?!?), da menina de vestido vermelho no cartaz antigo que théophile alexandre steinlen desenhou pra leiteria quillot et frères, em montigny sur vengeanne, na côte d'or francesa... foi ele quem desenhou o famosérrimo e batidérrimo - mas tão lindo, cartaz da compagnie du chat noir. d'ailleurs todos eles foram impressos na imprimerie charles verneau, que ficava na 114 rue oberkampf, paris - oui. também estou a par de todas as festividades alemãs, italianas, belgas, canadenses que ocorrem nesse mês de junho. mês d'ailleurs que eu faço 32. sim, faz horas que eu tenho sempre 30 ali do lado...  

o que interessa: semana que vem eu chego em porto alegre ;D  

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é o filme (déjà surpreendente) de yann arthus-bertrand que tem lançamento mundial amanhã. pra quem estiver em paris, haverá uma sessão ao ar livre às 22h no champ-de-mars. pra quem sintoniza france2, uma versão editada pra tv vai ao ar às 20h35m. 

 

 

à guise d'info, arthus-bertrand é fotografo. são dele as fotos de uma exposição que aconteceu simultaneamente em muitas cidades européias - que eu saiba, vi em paris, bruxelas e uma-ou-duas-outras-que-não-lembro-mais, chamada la terre vue du ciel. isso era 2007.  

 

update: des images époustouflantes! traduzindo: fantásticas...!

para assistir ao filme: ele está na internet até 14 de junho. options : em português, inglêsespanholfrancês.

o  trailler com legendas em português.  

isso é, en france mes chers amis, onde sempre é possível assistir "o último tango em paris" no grand écran. porque sempre está em cartaz. mas isso não é nada... mais aqui - a colaboration do ops! desse mês (das noivas, das mães e das cerejas inclusivamente e não nessa ordem...).

pont au change

porque às vezes esperar é bem BOM.

coco avant chanel estreiou ontem, e no metrô de paris - e tudo se passa no metrô... a publicidade do filme foi recusada. no cartaz a atriz audrey tautou, quem interpreta gabrielle-coco, figura com um olhar muito chanel e uma cigarette muito contingente. a RATP, vocês sabem... la loi c'est la loi etc..

 

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bom. também não é a primeira vez.

o selo em homanegem à malraux é uma foto retocada, o cigarro sumiu. a biblioteca nacional, retirou o mégot de gainsbourg, antes do homem ir pra capa do catálogo fumando...

mais do mesmo, no affaire cigarette... lá no ops! 

esse é o cartaz que a gente encontra pelos metrôs, divulgando exposição dedicada ao cineasta na cinemathèque de paris. 

 

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a RATP - companhia de trasporte público da região metropolitana de paris, responsável pelos affiches, justifica: lei évin, que baniu de cena toda a publicidade de cigarros em 1991, neste rico país.

e como é da alma francesa. voilà toda uma polêmica!

costa-gavras, o diretor da cinemathèque, achou um absurdo. a ministra da saúde, roselyne bachelot, não é a favor de que "retirem o cachimbo de tati". claude évin, o autor da lei, se diz dépassé par les événements... e contra o consumo de cataventos e assemelhados, sobretudo pelo emblemático diretor de mon oncle (aliás a foto é desse filme). a RATP, acha todo mundo muito relativista e diz que "la loi c'est la loi!" (lei é lei!), ora. 

 

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a ironia: tati não acende seu catavento, digo, cachimbo, em NENHUM dos seus filmes...!

 

em tempo, meu séjour aqui faz anos hoje. parabéns pra mim. ;) 

PhD

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eu tô pela metade de um capítulo. o último da tese, que eu comecei a escrever por primeiro. duvido que interesse os detalhes sórdidos, grosso modo, tem um linha, uma idéia, que costura tudo, mas cada capítulo é quase independente do outro. quer dizer, é uma revisão bibliográfica, uma metodologia, conceitos analíticos diferentes. e eu comecei pelo último porque era o assunto mais estranho aos meus conhecimentos adquiridos. seria o capítulo mais difícil.

é um pequeno sofrimento intelectual, mental, tomar pé de algo desconhecido sozinha. nas primeiras leituras tu não tem nem parâmetro pra saber se um artigo presta ou não - afora alguma lógica interna. se as refêrencias são boas. e se o que ele propõe é pertinente pra área. menos ainda, dá pra saber se é novidade.

aqui na frança, ao contrário do brasil, tu não tem aula durante o doutorado. e o meu orientador eu vejo a cada mês e meio, que é muito tempo pra esperar e pedir alguma explicação - se ele tiver uma pra dar, antes de tocar adiante o trabalho. o processo é solitário.

muita leitura depois, dá pra identificar o que é bom, razoável, o que tem a ver com o que tu tá fazendo e o que pode ser usado na tua discussão. muito fosfato queimado depois, tu encontra os pontos de diálogo e uma forma de utilizar as refêrencias agenciando-as numa discussão nova, a tua.

meu método de trabalho é começar a escrever de manhã, até meio ou fim de tarde. mas a cada hora e meia, eu preciso olhar pela janela e ruminar um pouco, lavar uma louça que tá pela pia, guardar um sapato, um casaco, tomar um suco de laranja - acabou minha erva-mate, não deixa de ser uma pequena tragédia...

no fim de tarde eu leio coisas novas, ou releio - porque, quando não se conhece quase nada do assunto, não se tem as 'chaves de interpretação', é preciso reler pra encontrar o que tu precisa, nem que seja pra contradizer o autor.

à noite, olhar o jornal das 20h, ver um filme, ler o monde, um livro de literatura, e deixar o cérebro no automático. porque, nesse momento é que ele faz relações novas. em geral, a matéria pra escrita do dia seguinte, porque o cérebro faz o link, mas o processo cognitivo prescinde de palavras - já dizia wittgenstein, e é preciso o discurso pra ligar lancaster, terroir, simon, montanha, ... numa discussão que se sustente ao longo de todo um capítulo.

se eu fosse o nash, eu derivava uma fórmula de trinta páginas - a tese dele... eu não sou o nash e não compreendo números...

o trabalho é lento. a casa é uma balbúrdia de livros e teses de outros, abertos ou fechados, recheados de papeizinhos ou lápis dentro, marcando coisas importantes - às vezes bem inúteis quando relidas, e pilhas de papers pelo sofá e inutizando a mesa da sala.

mas é bom sentir que tu te 'mexe' já razoavelmente numa discussão que te era quase estranha quarenta dias atrás.

(e que agora é só tocar adiante)  x  ( + 3 capítulos...).

arton901

no grand palais 

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 até 13 de julho do ano corrente. ( ! )

v e r b e a t b l o g s

moi

  • 30, exilada na frança, por conta e risco. comunicável e visível, porém.

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