mon oncle

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por exemplo, se você não tem carpete em casa, o aspirador-de-pó é um aparelho que serve, basicamente, para fazer barulho.

até a página 232 dá pra pensar que a contradição é insustentável, e a revolução, inevitável. 

não por outra. é o livro que jack london escreveu em homenagem à marx, karl. a primeira metade é sua contribuição para divulgar o materialismo histórico e a dialética marxista.

não é a melhor literatura que já li. mas é um livro fascinante. lançado em 1907. visionário.

london veio da classe operária. leu marx. e, numa viagem à inglaterra, conheceu os grotões da produção têxtil inglesa**, descritas em 'o capital' - dão lágrimas aos olhos e desprezo pela raça. 

falando nele, marx penhorava seu casaco (no singular), de temps en temps, pra levantar uma grana. quando era o caso, não podia ir trabalhar na biblioteca. não era de bom-tom entrar sem casaco no recinto. quando isso acontecia, ele trabalhava em casa. na mesma mesa onde suas filhas faziam os deveres, e sua mulher cozinhava, e todos faziam as refeições. de vez em quando, eles penhoravam a louça também.

* o titulo em português é 'o tacão de ferro'.

** narrado em 'o povo do abismo'.

de tão bom..............

falta escrever os dois últimos (importantíssimos) parágrafos de um artigo científicobom. au lieu de. talvez antevendo as novas ótimas, troquei 40 mails com o marido ainda agorinha. dois paragráfos importantíssimos não saem concomitantes à esse tête-à-tête transatlântico. mesmo que seja entre os autores do paper... ok...

passei três, as últimas semanas envolvida com o outro. foi o primeiro artigo científico escrito em francês. o percurso mostrou ser, o idioma, um problema desse tamanhinho perto das articulações e negociações teórico-empíricas-estilísticas-e-aprioris-e-posterioris acadêmicos.

sim, foi também o primeiro escrito com colegas franceses. e foi um sofrimento todo o processo. sofrimento mental. e um enorme aprendizado - côté cliché, oui. mas verdade. como diz bethânia, desses momentos do labor que, enquanto tu faz, tu tem a percepção do acontecimento: estou aprendendo meu ofício.

e, claro, uma alegria de cinco-pontos-de-exclamação-íntimos, reconhecer, no meio do tumulto, tuas frases en français intactas! quand même! e c'est fini!

e eu hoje, avant, eu estava doce... por isso. e que em uns poucos dias saio de férias. atravesso o canal da mancha de trem e desembarco nos braços do meu amor. 

e hoje, après, meu orientador me diz num francês que dispensa legenda: tu iras à mar del plata. daí... ficou enorme...   que eu até esqueci os importantissimos par...

! ! ! ! !

foi o que ouvi essa manhã. do jornalista da rádio france-info para o presidente da s.n.c.f. (companhia pública francesa de trens).

o homem, impassível:

-- nunca.

no que ouviu a réplica, muito lógica, do jornalista:

-- e por quê não?

 

a imprensa na frança é interessantíssima.

almost

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love+home.

:D

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 na frança

 

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naturalmente

não é cachaça.

é pastis

de marselha.

;)

bonito, n'est-ce pas? é a pata de elefante

patadeelefante1

carinho que chegou do amigo gustavo 'prego' telles - esse barbudo, com cara de poucos amigos e olhar gentil. junto: link pra matéria sobre a pata, pela mtv, e um convite (cruel!) pro show de segunda no teatro de câmara - que eu já sei, foi do caralho...!

daqui, escutei os dois álbuns em sequência e homenagem.

merci, prego! merci!   

xirú número 1: c'est moi, eu. não importa, tomando um rosé em amsterdam, comendo caviar em paris, degustando uma apfelstrudel em berlim, não importa...

xirú número 2: a pequena luísa, minha sobrinha (emprestada do marido). mas ela ainda não aceita o fato (é porque ela ainda não fez três anos, quando ela chegar na minha idade, vai ser um dado tranqüilo). e manda: eu não sou xirú, eu sou a luísa. a xirú é do avião, e do dindo...!

xirú número 3: o antonio. só falta o bigode, não?

antonio_mate

porque chegou até a holanda a interdição do tabaco, um café em amsterdam vai funcionar como a igreja "única e universal dos fumantes de deus", onde a "comunidade é livre para fumar e louvar o bom deus em paz".

eu que ando achando que a religião vai por implodir esse continente... amém aos holandeses, ever!

p.s. em berlim não pode mais. também...

p.p.s. começa a ficar chato isso. et alors... não era proibido proibir já há quarenta anos? tempos muito conservadores os nossos... :(

se for uma questão de traduzir, assim deveria chamar-se a animação do israelense ari folman no brasil (em cartaz?) . 

 

ele estava na seleção de cannes desse ano. não levou nada.

eu assisti ontem. o desenho é muito bonito, personagens "chapados" num cenário tridimensional, uma história que te pega pela mão, uma música que te envolve... dentro de uma busca. 

até o final [...].

muito. muito bom. uma das melhores coisas que vi no cinema ultimamente.

(senti vontade de soluçar pelo mundo inteiro.)

assistam!  

 

update (sem acentos): segundo o michel, parece que so depois de outubro no brasil. vale a pena esperar.

pra situar. um homem que busca a memoria de uma guerra que viveu e apagou de sua mente. (côté autobiografico do ari folman)

pra atiçar - que eu também pensei, tudo que ja vi de guerra me basta. a opção pelo desenho é engenhosa. da possibilidade de trabalhar cenas e incutir sensações que são amenizadas pelo fato de "não" serem reais. e nesse clima, o cara te pega pela mão e te conduz com muita habilidade. até o fim. (...)

mais não falo, pois não quero estragar o prazer de persone.

e todo mundo lamentou que ele não levou nada em cannes.

v e r b e a t b l o g s

moi

  • 30, exilada na frança, por conta e risco. comunicável e visível, porém.

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