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        <title>impop</title>
        <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/</link>
        <description>1. metal, alt. rock, ambient, electronica, experimental, noise. 2. não pop. </description>
        <language>pt</language>
        <copyright>Copyright 2010</copyright>
        <lastBuildDate>Mon, 14 Dec 2009 23:10:59 -0300</lastBuildDate>
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            <title>IMPOP LIST GALORE TOP 2009 pt 1: the BERÊ&apos;S CHOICE</title>
            <description><![CDATA[<p>durante os próximos dias o amigo leitor, ou você aí mesmo, estará vendo AQUI no impop, com exclusividade, não apenas UMA lista com os melhores álbuns de 2009 -- ligando agora você recebe quatro, eu disse QUATRO listas de melhores álbuns de 2009, além de um conjunto de espátulas de borracha, um jogo de xícaras para cozinhar e um objeto brilhante. e telefonando agora AGORA você recebe adiantado, inteiramente de graça, a primeira das quatro, eu disse QUATRO listas de melhores álbuns de 2009, senão, behold: </p>

<p><br />
~.~</p>

<p><br />
<div style="text-align: center;">IMPOP<br />
LISTA OS MELHORES ÁLBUNS DE 2009<br />
PARTE 1 de 4</p>

<p>:</p>

<p>TOP10 DE <a href="http://verbeatblogs.org/bereteando">BERETEANDO</a><br />
<em>por el_tiagón</em></div></p>

<p><br />
~.~</p>

<p><br />
<div style="text-align: center;"><small>tem youtube playlist sampler: </small></div></p>

<div style="text-align: center;"><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/p/4F9F8D09B757817B&hl=en_US&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/p/4F9F8D09B757817B&hl=en_US&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><small><br>[ou <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=4F9F8D09B757817B">http://www.youtube.com/view_play_list?p=4F9F8D09B757817B</a>]</small></div>

<p><br />
~.~</p>

<p><br />
<img src="http://i49.tinypic.com/2h7dqw7.jpg" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"><strong>10 <a href="http://www.bigbigbusiness.com/">Big Business</a></strong>: <em>Mind The Drift</em> <small>#rock/stoner #usa</small><br />
<blockquote>tem algo que me incomoda há muito no <strong>Big Business</strong> e eu não sei bem o que é -- provavelmente o vocal, meio forçado, meio sem jeito. escutei Mind the Drift a primeira vez achando que seria a única, mas me vi querendo ouvir o refrão de <em>Gold and Final</em> de novo, e escutei o disco todo outra vez. no outro dia deu saudades da linha de guitarra no início de <em>Cats, Mice</em> e nesse mesmo dia à tarde fiquei com <em>Ayes Have It</em> no repeat depois alternando com <em>Cold Lunch</em> e desde então já são quase 30 giros: sim, isso vicia. </p>

<p><br />
é uma banda que pode ser alinhada ao <strong>Torche</strong> não apenas na gravadora (crias da Hydra Head): são ambas um trio e fazem essa mesma espécie de <em>doom rock</em>, vivendo uma dualidade de ser pop-FM em determinados momentos e sludge doom no outro. muitas vezes na mesma faixa. se olhamos para a genealogia da banda, nenhuma surpresa: o Big Business é formado pela cozinha do <strong>Melvins</strong>, verdadeiro pilar dos releases anárquicos e da inclassificação esquizofrênica. e como é sabido, <em>que </em>cozinha: Coady Williams é um monstro baterista, preciso e criativo, e Jared Warren -- que também fica no vocal -- comanda todas as distorções (principal fator sludge da banda) num baixo com overdrive duplo. o terceiro integrante, Toshi Kasai, foi a adição recente deste disco, e com vantagens: quando não toma a frente da música com linhas limpas e grudentas, cria texturas como grafitti sobre o muro de cimento que os outros integrantes constroem.</p>

<p>NEM QUERIA, mas não pude evitar que Mind the Drift aparecesse nessa lista. nem todas as faixas são tão boas, mas é um trabalho novo e único; e estranhamente viciante. </p>

<p><br />
<em>ponto forte: </em>tem bateria sobrando pra dois discos aqui, quase desperdício<br />
<em>ponto fraco: </em>o vocal não convence</blockquote></p>

<p><br />
<img src="http://i49.tinypic.com/21eu8gy.jpg" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"><strong>09 <a href="http://www.helcaraxe.com/">Helcaraxë</a></strong>: <em>Broadsword</em> <small>#black/death metal #usa</small><br />
<blockquote>eu já dava o ano como fraco para o death metal quando surgiram, na finaleira, um par de discos nada menos que fantásticos. ambos vieram como que do nada; bandas que eu não conhecia, e despedaçaram por completo minha existência com um death híbrido, pesado e com alto grau de memorabilidade nas composições.</p>

<p><br />
os gringos da <strong>Helcaraxë</strong> são a primeira delas. Em Broadsword, a um death de temática viking soma-se velocidade e <em>rasp backing vocals</em> de black metal, e uma boa porção de técnica nas guitarras e no baixo: impiedosamente rápido, grave e distorcido, vai debulhando tudo por onde passa. algumas faixas são bastante curtas e diretas, como a powerhouse "The Iron Shield"; já "Eye of Fire", que evoca um <strong>Gojira</strong> do mal, bate nos 6'. são 11 faixas em 35 minutos, mas parece menos; é um disco que, embora massivo no instrumental, passa rápido -- por interessante, bem escrito. o que me leva ao início desse texto: discos de death metal saíram aos montes esse ano, mas todos compostos naquele mesma velha fórmula -- ou pior, entregues ao deathcore pula-pula azedo e sem graça. bandas de death criativas tem espaço sobrando na cena. passinho a frente por favor. ou como o Helcaraxë, patrolem o caminho. </p>

<p><br />
<em>ponto forte: </em>refrões épicos em death growl<br />
<em>ponto fraco: </em>a voz ficou baixa no mix, apesar da boa produção</blockquote></p>

<p><br />
<img src="http://i45.tinypic.com/alg02f.jpg" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"><strong>08 <a href="http://www.myspace.com/memorydrivendoom">Memory Driven</a></strong>: <em>Relative Obscurity</em> <small>#doom metal #usa</small><br />
<blockquote>eu sou fã de <strong>Place of Skulls</strong>, e quando descobri que o guitarrista Dennis Cornelius montou uma nova banda, fui correndo encontrar os riffs iômmicos com cobertura de fuzz e licks viciantes do inferno. </p>

<p>para minha surpresa, eles estavam lá! </p>

<p><em>Relative Obscurity</em>, estreia do <strong>Memory Driven</strong>, é um disco todo em torno das guitarras, naquela linha <em>60's melodies </em>de <strong>Crowbar</strong>, afinação baixa, encharcadas de resina stoner. não as mais originais do mundo, mas grudentas, das que provocam o efeito "catar as letras na internet" no mesmo instante. o clima doom é fornecido mais pela melancolia, nas harmônicas e na temática, do que por sombrio (escute "Forever Lasting Sadness" e entenda). o vocal é limpo e segura bem as inflexões, apesar de faltar alguma pegada. se nem tudo é perfeito, fato é que se trata de um grande álbum de estreia: deliciosamente fácil de ouvir e espalhando carisma de seis cordas a rodo.</p>

<p><br />
<em>ponto forte: </em>as linhas melódicas<br />
<em>ponto fraco: </em>os intervalos de efeitinhos sintetizados space-prog entre uma faixa e outra -- fica bacana na primeira vez, mas depois acaba se tornando chato, atravancando as canções.</blockquote> </p>

<p><br />
<img src="http://i49.tinypic.com/2zprtb8.jpg" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"><strong>07 <a href="http://slayer.com">Slayer</a></strong>: <em>World Painted Blood</em> <small>#thrash metal #usa</small><br />
<blockquote><strong>Slayer</strong>. SLAYER. VELHO SLAYER. Slayer tipo "Seasons in the Undisputted Intervention". SLAYER. o único remanescente com dignidade do Big Four of Thrash. Slayer. DAVE F*ING LOMBARDO. porrada na orelha. riffs de Hannemann. o vocal de Araya. DAVE LOMBARDO. Slayer. velho Slayer de guerra, cansado, careca e com uma postura meio mainstream/palha demais, mas ei --</p>

<p><br />
Slayer.</p>

<p><br />
<em>ponto forte: </em>SLAYER FUCKING LOMBARDO<br />
<em>ponto fraco:</em> o mix "fininho" pra emular old-school oitentista. </blockquote></p>

<p><br />
<img src="http://i47.tinypic.com/b4glu1.jpg" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"><strong>06 <a href="http://www.myspace.com/serpentthrone">Serpent Throne</a></strong>: <em>The Battle of Old Crow</em> <small>#stoner/metal #usa</small><br />
<blockquote><em>"Picture this: say there was a heavy rock festival in like '72 where Black Sabbath, Wishbone Ash, the Scorpions, Budgie, and like Cactus are supposed to play, but then, due to a series of plane crashes and natural disasters, only 1 surviving member from each band can make it. In order to calm down the crowd of heavy rockers, Iommi grabs a couple dudes from the other bands and puts together an emergency band. And then Uli Roth says, "We don't need a singer because he'll just get in the way of the riffs." I think that's what Serpent Throne is aiming for. Whether we get there or not is another story, but we'll drink some beer and rip some guitar harmonies along the way."</em></p>

<p><br />
com uma autodescrição dessas, só faltava tocar <em>pouco</em> pra ser vitória completa. ms hooray: os caras do <strong>Serpent Throne</strong> não só tocam bem como escrevem, com notas musicais, exatamente o que se propõem: tio <strong>Iommi</strong> saindo pra fazer jam com a turma. pense em Iommi tocando no <strong>Nebula</strong>, e mandando o vocalista fazer sanduíches. pense em kits mínimos, simples, espartanos de instrumentos; pense em trilha para road movies, pense em botecos com palco em cima de engradado de cerveja, no amor louco dos anos 70. ponha o disco pra tocar de novo. </p>

<p><br />
<em>ponto forte: </em>o entrosamento e a coesão dos músicos<br />
<em>ponto fraco: </em>melhor, só se esses caras tivessem um vocalista.</blockquote></p>

<p><br />
<img src="http://i48.tinypic.com/2qvscp3.jpg" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"><strong>05 <a href="http://www.impious.net/">Impious</a></strong>: <em>Death Domination</em> <small>#death/thrash metal #swe</small><br />
<blockquote>1. volte ao primeiro parágrafo sobre o Helcaraxë. </p>

<p>2. aqui: old school of swedish death metal + kill go fast kill faster kill! não tão técnico como <strong>Gorod</strong> ou <strong>Neuraxis</strong>, nem tão inovador como <strong>Withered</strong>: porém mais agressivo, com grandes doses adicionais de brutalidade. não existem faixas de tempo médio, que seja, em <em>Death Domination</em>: é tudo downhill, e com lâminas. todo o disco é uma grande massa de destruição. já veteranos, patinando na Metal Blade sem conseguir destaque, desta vez conquistaram o direito à jogar na primeira linha. </p>

<p>enfim o <strong>Impious</strong> faz jus ao nome. com bravura e louvor.</p>

<p><br />
<em>ponto forte: </em>maior rage container do ano. listen up and unwind!<br />
<em>ponto fraco: "We're not trying to be original or something",</em> <a href="http://blogs.myspace.com/index.cfm?fuseaction=blog.view&friendId=75869907&blogId=518725580">disse o guitarrista</a>. bueno, deu certo. </blockquote></p>

<p><br />
<img src="http://i46.tinypic.com/33eio85.jpg" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"><strong>04 <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&ct=res&cd=2&ved=0CBMQFjAB&url=http%3A%2F%2Fwww.omvibratory.com%2F&ei=EwInS4SCJtXhlAfhvvyqDQ&usg=AFQjCNG9VyCc7QWpFHdFg3-fV4Ddycuzfg">Om</a></strong>: <em>God is Good</em> <small>#doom/stoner/psych #usa</small><br />
<blockquote>se me vendessem, eu ia dizer que é picaretagem. capa de anjinho, banda com nome hare buda krishna e disco de título gospel??!?</p>

<p><br />
<em>intervalo.</em> era uma vez uma banda de doom metal chamada <strong>Sleep</strong>. ela viveu curtamente, influenciou toda sua geração mais a posterior, e morreu. dessa partida, dividiu-se em duas: de um lado, <strong>High on Fire</strong>; do outro, <strong>Om</strong>. a primeira levou a sala e os eletrônicos. a segunda ficou com a cozinha. as duas seguem únicas.</p>

<p>a Om de Al Cisneros (voz/baixo) é uma das bandas mais verdadeiras que se pode ouvir: nada além de um duo, baixo e bateria -- hoje aos cuidados do <strong>Grails</strong> Emil Amos, já que Chris Haklus largou o futebol (e o drum kit). Cisneros tem duas variações para seu baixo: a) sem distorção e b) cortando rocha. no vocal, entrega um mix de budismo, ásia menor, religiosidade, bíblia e espiritualismo; muitas de suas faixas parecem verdadeiramente mantras, com voz leve, pouco modulada, riffs hipnóticos de baixo e tempo sub-doom: lento como um camelo sem pressa, mas isso não significa que seja inofensivo. </p>

<p>já há alguns anos que a Om vem no meu panteão de bandas preferidas: é uma espécie de equivalente do rock para o ambient. em God Is Good estão as marcas registradas da banda (inclusive a longa duração de algumas faixas: <em>Thebes</em> bate os 19 minutos), e mais: além da bateria ter ficado mais esperta e presente (e se ouve com perfeição cada tom e cada prato), há passagens de tambura e de flauta, acentuando a aura oriental. se o ambient é esparso, a Om é densa, embora sem peso; é uma música que tem presença e embala, com sua aparente simplicidade. e vai ficando como um hábito, e se perpetuando. </p>

<p><br />
<em>ponto forte:</em> o baterista do Grails foi uma grande contratação<br />
<em>ponto fraco: </em>dura apenas 34 minutos :(</blockquote></p>

<p><br />
<img src="http://i50.tinypic.com/5mmn5.jpg" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"><strong>03 <a href="http://www.jvcmusic.co.jp/soilpimp/">SOIL & "PIMP" Sessions</a></strong>: <em>6</em> <small>#jazz #jap</small><br />
<blockquote>o marketing do <strong>Soil & "Pimp" Sessions</strong> é o de "death jazz": jazz com energia e agressividade de metal. é um exagero, certamente, mas nem tanto: imagine um clube de swing (de jazz, não o de -- ou será que a metáfora funciona igual, hm) repleto de energético, amendoim e japoneses tocando numa big band que não pode desacelerar senão o ônibus explode. (imaginou? eu fiquei pensando no ônibus atropelando todo mundo na pista, dando zerinho.)</p>

<p><br />
(o que não deixa de funcionar, também.)</p>

<p>em alguns momentos é um hard bop inflamado; noutros sobra soul, inclusive numa versão de "Papa's Got a Brand New Bag", de <strong>James Brown</strong>. e há muitos grooves latinos e riffs de metais que parecem regidos por <strong>Hermeto Paschoal</strong>. mas apesar das referências, tudo no Soil & "Pimp" Sessions grita NOVO/NUEVO -- o grupo faz parte de uma novíssima geração de jazz combos que estão infestando os clubs do Japão, tomando o lugar da dance music naquelas pistas e, de quebra, revitalizando este respeitável senhor chamado Jazz. </p>

<p>sem dúvida a maior descoberta do ano, e tenho a sensação de que ainda há muito a descubrir em <em>6</em>. chego lá quando conseguir parar de repetir "Quartz and Chronometer".</p>

<p><br />
<em>ponto forte: </em>President, aka Shacho: sua função na banda é a de "agitator, spirit". ele não toca; apenas dança, toma o palco, rege, solta um scat de vez em quando, e inventa um posto novo em bandas de jazz ou qualquer outro estilo <br />
<em>ponto fraco:</em> algumas faixas com vocal, que perdem muito em espontaneidade</blockquote></p>

<p><br />
<img src="http://i45.tinypic.com/15q22ad.jpg" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"><strong>02 <a href="http://www.sunblind.net/">Tim Hecker</a></strong>: <em>An Imaginary Country</em> <small>#ambient/electronic #can</small><br />
<blockquote>o canadense <strong>Tim Hecker </strong>é um dos músicos que eu gostaria de conhecer, conversar sobre música, pagar uma cerveja, implorar por uma collab com o <a href="http://verbeat.org/aygn">aygn</a>. </p>

<p><br />
de todos desta lista, <em>An Imaginary Country</em> é o mais <em>álbum</em> de todos. as imagens de uma terra imaginária levam para um grande passeio, com mapa e sightseeing, comparável à um romance de narrativa linear. menos barulhento do que em outros discos, mas não inteiramente plácido (em alguns locais há mellotrons distorcidos impedindo essa realização), Hecker incrementou sua fábrica de synth drones com alguns eventos de guitarra, que mesmo altamente processados injetam pequenas colônias de vida, como bactérias, no caldo de paisagens sonoras que compõe.</p>

<p>apesar de algumas faixas mais silentes, como "Paragon Point" e "Borderlands" (onde parece muito a <strong>Colleen</strong>), ganharem destaque, é nos extremos que este disco se mostra mais marcante. a abertura, "100 Years Ago", traz uma linha simples, emotiva, do supracitado mellotron, que vai crescendo e gravando lentamente, até dissolver-se nos batimentos de "Sea of Pulses" e seguir criando novos drones. já no final, ao término de "Currents of Electrostasy" (que evoca <strong>Fennesz</strong>), retornam aqueles drones, emergindo lentamente durante "Where Shadows Make Shadows" e enfim desaguando em "200 Years Ago", que retoma a mesma frase do ponto de partida. mas, paradoxalmente, parece nos ter viajado em direção ao passado. conceitual, mas sem ser psicológico; é um álbum inteligente, dedicado, de ambient -- característica que não foi cumprida por seus pares, como <strong>Loscil</strong> ou <strong>Pan American</strong>, que também lançaram inéditos em 2009. </p>

<p>An Imaginary Country é um dos grandes discos de ambient de todos os tempos. e um dos melhores realizados.</p>

<p><br />
<em>ponto forte: </em>a experiência que o álbum provoca<br />
<em>ponto fraco: </em>nenhum</blockquote></p>

<p><br />
<img src="http://i45.tinypic.com/2s6rbcw.jpg" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"><strong>01 <a href="http://www.goatwhore.net/">Goatwhore</a></strong>: <em>Carving Out The Eyes of God</em> <small>#black/death metal #usa</small><br />
<blockquote>sabe como faz black/death metal? usa a velocidade e a estrutura do primeiro com as guitarras do segundo. do vocal faz-se um mix, tanto na variação quanto na simples soma. </p>

<p><br />
ou escute o disco de 2009 do <strong>Goatwhore</strong>.</p>

<p>que sempre foi uma banda de elevada técnica, mas pouca inspiração e um vocal mediano (em que pese a extensa lista de serviços de Ben Falgoust, do <strong>Soilent Green</strong> -- cujo último disco esteve <a href="http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/12/top10.html">no meu top de 2008</a>, inclusive). mas eles compraram um daqueles kits onde diz "todos os seus problemas estão resolvidos plim puf!" e então puf! Falgoust está cantando de forma (e também na letra) demoníaca, e os riffs ganharam vida e brilho e estão macios e sedosos, digo -- crocantes e grudentos como seus cabelos. <em>Carving Out the Eyes of God</em> é um testemunho de violência que busca raiz no crust punk tão caro ao black metal: muitas das guitarras vem de lá, só que mais graves e pesadas. "Provoking the Ritual of Death" é um exemplo cadenciado; a faixa-título vai para o lado mais feroz; "Reckoning Of The Soul Made Godless" é Celtic Frost de carteirinha. e ainda cabe espaço para o southern sludge, afinal estamos em Nola: "In Legions, I am Wars of Wrath" carrega a flâmula da identidade geográfica e é um dos melhores momentos do disco. </p>

<p>técnica irretocável (outra bateria exemplar desta lista: prevejo em breve chuva de sponsors para bancar videoaulas de Zack Simmons, que também esmurra no <strong>Nachtmystium</strong>), equilíbrio perfeito entre agressividade e melodia, entre batida hardcore e andamentos de death clássico. e muita blasfêmia, pra contrabalançar a <strong>Om</strong>. 2009: o ano é da Goatwhore. (maior nome.)</p>

<p><br />
<em>ponto forte/fraco:</em> n/a</blockquote></p>

<p><br />
~.~</p>

<p><br />
quer uma amostra? tem sampler mixtape: <strong><a href="http://anonym.to/?http://www.mediafire.com/?mjwbzn0zyk1">aqui</a></strong> [mediafire/56mb]</p>

<p><br />
~.~</p>

<p><br />
este foi o <strong>TOP 2009 de <a href="http://verbeatblogs.org/bereteando">bereteando</a></strong>. a IMPOP LIST GALORE MELHORES TOP ÁLBUNS 2009 EM QUATRO PARTES C/ CRACK LIMÃO E HEY segue com <em>impop favorites</em> <a href="http://verbeatblogs.org/bunker">Renner Rodgers</a>, <a href="http://verbeat.org/blogs/aldurin">Áldur Gonssalvson</a> y <a href="http://verbeat.org/blogs/brigatti">Tio Briga</a> nos próximos episódios. & <a href="http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/11/black_sea_fennesz_ou_retrospec.html">também não deixe de conferir o melhor disco do ano para <em>another impop fave</em> mr. el primo</a>. </p>

<p><br />
CONTINUA AMANHÃO<br />
<br><br><br></p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/12/impop_melhores_de_2009.html</link>
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            <pubDate>Mon, 14 Dec 2009 23:10:59 -0300</pubDate>
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            <title>impop video sessions #02: JAZZ, JAPAN</title>
            <description><![CDATA[<p><br />
<div style="text-align: center;"><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/p/4CD32BDED27CC931&amp;hl=en_US&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/p/4CD32BDED27CC931&amp;hl=en_US&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>

<p><small>[ou  <a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=4CD32BDED27CC931">http://www.youtube.com/view_play_list?p=4CD32BDED27CC931</a>]</small></div></p>

<p><br />
japão; bebop; free jazz; swing; fusion; avant-garde. uma playlist que une artistas tradicionais e consagrados e o novo jazz japonês que superlota os clubs de Tóquio, Osaka, Oita et al. uma compilação jorrando criatividade, inventividade e energia. insira mais uma frase clichê sobre um mundo musical nada clichê etc. são vinte faixas entre 1950 e 2009: aperte o play e vá.</p>

<p><br />
<blockquote> • <a href="http://www.basisrecords.com/indigo/ index.html">Indigo Jam Unit </a> • <a href="http://www.mmjp.or.jp/m_satoh/">Masahiko Sato</a> • <a href="http://quasimode.jp/">Quasimode</a> • <a href="http://www.hiromimusic.com/">Hiromi Uehara</a> • <a href="http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/">Natsuki Tamura & Satoko Fujii</a> • <a href="http://www.worldapart.co.jp/pez/eng/">PE'Z</a> • <a href="http://www.keisho.info/english.html">Keisho Ohno</a> • <a href="http://www5e.biglobe.ne.jp/~ruins/">Korekyojinn</a> • <a href="http://www.jvcmusic.co.jp/jam/">J.A.M</a> • <a href="http://www.soilpimp.com/">SOIL ＆"PIMP" Sessions</a> • <a href="http://www.bekkoame.ne.jp/~cisum">Jun Fukamachi</a> • <a href="http://www.jamrice.co.jp/yosuke/">Yosuke﻿ Yamashita</a> • <a href="http://www.jabberloop.com/">Jabberloop</a> • <a href="http://www.extra-freedom.co.jp/artists/sleep_walker/">Sleep Walker</a> • <a href="http://www1.odn.ne.jp/takashi-m/index2.html">Takashi Matsunaga</a> • <a href="http://www.skingraftrecords.com/bandhtmlpages/koenjipg.html">Koenji Hyakkei</a> • <a href="http://www.earth-beat.net/">Satoru Shionoya</a> • <a href="http://www.senridrums.com">Senri Kawaguchi</a> & <a href="http://www.uprize.jp/yabori/">Fragile</a> • <a href="http://www.allaboutjazz.com/php/musician.php?id=11771">Toshiko Akiyoshi</a> • <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shizuko_Kasagi">Shizuko Kasagi</a> • </blockquote><br />
</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/11/jazz_japan_impop.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">avant-garde</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">fusion</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">japão</category>
            
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            <pubDate>Mon, 16 Nov 2009 20:25:13 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>diy &amp; win: POMPLAMOOSE</title>
            <description><![CDATA[<p><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7jM2YwhaNCc&hl=en&fs=1&fmt=18"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/7jM2YwhaNCc&hl=en&fs=1&fmt=18" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>

<p><br />
na verdade isso é bastante pop, mas assim como o também-visto-por-aqui <a href="http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/04/hotel_santa_clara.html">Hotel Santa Clara</a>, fica longe da imundície generalizada e descartável que caracterizamos como POP. </p>

<p>como quem diz: pode até ser fácil, assoviável e em 4x4, desde que seja LIMPINHO.</p>

<p><br />
o POMPLAMOOSE -- francês para <em>pomelo</em> -- está confortavelmente instalado no mundo indie, e como o HSC, tem seus momentos twee, mas não apenas isso: poderia ser também um case de social media nesses tempos de webernets, se não desse tanta preguiça. senão vejamos: <a href="http://www.youtube.com/NatalyDawn">Nataly Dawn</a> e <a href="http://www.youtube.com/JackConteMusic">Jack Conte</a>, músicos jogando suas proezas no youtube, resolveram unir forças em 2008. não apenas como namorados, mas também como banda. conhecedores do poder multiplicador <a href="http://www.verbeat.org/blogs/andrepase/2009/10/adobe-e-google-querem-a-sua-tv-mas-nao-voce-conhece.html">deste nó central</a> da internet, transformaram o modus operandi <em>do it yourself </em>em base e lançaram-se em <strong>videosongs</strong>. diferentes do videoclipes, seu manifesto tem dois pontos: </p>

<blockquote>• o que você vê no vídeo é o que ouve, ou seja, sem overdubs na edição;<br>
• se você ouve, em algum ponto do vídeo vai ver -- todos os elementos da música estão no vídeo.</blockquote>

<p>o resultado produz vídeos bastante parecidos, gravados no estúdio do casal em Corte Madera, California -- porém sempre cheios de carisma e bom humor. vemos (a gracinha) Nataly cantando com excelência cool e tocando baixo, e Jack com violão, bateria, teclados, acordeão, xilofone, percussões e traquitanas. também nisso reside o charme do duo -- a propriedade hipnótica de ver o que se está ouvindo funciona como num show ao vivo, mas com o requinte de uma montagem criativa.</p>

<p><br />
<img src="http://s293116852.onlinehome.us/wp-content/uploads/2009/07/whats-up-there.jpg" width="500"></p>

<p><br />
claro que nada disso seria válido não fossem as músicas interessantes. as canções são inspiradas, compostas com esmero falsamente despretensioso e muitas passagens diferentes. e grudentas, como se espera -- com o auxílio da imagem, transpassam a honestidade necessária para diferenciar-se num estilo tão coberto de posers de 25 cents. as linhas de baixo de Nataly tem mais soul do que se ouve nos similares, e Jack sabe usar o Hammond com propriedade, sem exageros. também nos arranjos (veja o cuidado com as pausas e os vocais dobrados) a dupla acerta. junte a espontaneidade do espírito folk e, se isso não se tornar destaque no mainstream, pode ficar com mais raiva de tudo mais que toca na FM. aliás, é difícil acreditar que as faixas foram feitas sem um produtor profissional por trás. (ou seria justamente o contrário?)</p>

<p><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yXVktRI04w4&hl=en&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/yXVktRI04w4&hl=en&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>

<p><br />
talento puro: garimpando, se acha até no youtube.</p>

<p><br />
• <a href="http://www.pomplamoose.com/">site oficial</a> • <a href="http://www.myspace.com/pomplamoosemusic">myspace</a> • <a href="http://www.youtube.com/user/PomplamooseMusic#play/user/0A480B346BE7ECEF/0/FCCoggBkcdM">youtube</a> • <a href="http://twitter.com/pomplamoose">twitter</a> •</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/11/diy_win_pomplamoose.html</link>
            <guid>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/11/diy_win_pomplamoose.html</guid>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">profiles</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">indie</category>
            
            <pubDate>Wed, 04 Nov 2009 22:37:46 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>moonrise hotel; #mixtape</title>
            <description><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/_belial/481126091/sizes/m/"><img src="http://farm1.static.flickr.com/190/481126091_b751463fd6.jpg"></a></p>

<p><br />
porque a ideia de uma mixtape madrugadeira relax vem dos momentos em que eu preciso que a música seja quase <em>invisível</em> -- não que tenha menos personalidade, mas que seja mais quieta, que tenha um andamento mais devagar, que não abuse dos agudos, que não tenha sobressaltos. eu quero notar a música, mas minimamente; quero que ela envolva minha concentração e diminua o ritmo estressante do dia, mas de uma forma muito sutil. </p>

<p>a descrição poderia muito bem abraçar todo o ambient, mas não é disso, ou só disso que se trata; ambient é sensacional (e <a href="http://verbeat.org/aygn">jardinagem</a> é vida), mas nem toda hora é boa pra soundscapes. e sair pelo trip-hop ou downtempo seria fácil, e provavelmente desinteressante, demais. </p>

<p>donde uma mixtape que tem um pé no post-rock, embora totalmente impop e descaracterizado. há boa dose de mistureba, mas é unida principalmente por uma <em>textura</em> que acompanha as faixas: uma maciez instigante. a seleção foi pensada como fechamento de noite, e por isso vai ficando cada vez mais rarefeita, mais esparsa; se você estiver trabalhando, por exemplo, pode querer parar ali na faixa 10 pra não levitar demais. </p>

<p>quando o cérebro já quer descanso mas é preciso ainda fazer alguma coisa antes, e o silêncio é muito duro e melodias doces exigiriam atenção demais. uma mixtape que é um lugar de passagem, um pouso, um descanso. de inenarrável riqueza. (mesmo sem grandiloquência.) </p>

<p><br />
vou ouvir agora, outra vez.</p>

<p><br />
<a href="http://www.mediafire.com/?iez0xzzyiyg"><strong>moonrise hotel - download @mediafire</strong></a> <br />
01 <a href="http://iinnppuuttoouuttppuutt.blogspot.com/">input_output</a> - indústria brasileira de lavadoras automáticas<br />
02 brant bjork - sun brother<br />
03 grails - bad bhang recipe<br />
04 scatter - godown<br />
05 maudlin of the well - interlude iii<br />
06 rachel's - cuts the metal cold<br />
07 eric satie - tapestry of wrought iron<br />
08 balmorhea - process<br />
09 dale cooper quartet and the dictaphones - aucun cave<br />
10 labradford - recorded and mixed at sound of music, richmond, va<br />
11 windy & carl - balance (trembling)<br />
12 stars of the lid - part two<br />
13 loscil - faint liquid<br />
68'14</p>

<p><br />
<em><small>* foto: flickr de <a href="http://www.flickr.com/photos/_belial/">c@rljones</a></small></em><br />
</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/09/moonrise_hotel_mixtape.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">mixtapes</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">ambient</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">electronica</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">mixtape</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">post-rock</category>
            
            <pubDate>Wed, 16 Sep 2009 23:40:24 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>cante com seus japoneses preferidos</title>
            <description><![CDATA[<p>um guia em três passos, levemente aproximado e de resultados periclitantes pero cumplidores, quando calha</p>

<p><br />
PREMISSA<br />
quem afirma que a música atravessa uma fase pouco criativa não faz ideia da bobagem que está dizendo -- e entre os motivos está a produção musical do japão. nas mais diversas vertentes, parece sempre estar (pelo menos um, quase sempre muitos passos) à frente no avant-garde, na ousadia. uma incursão pelas cenas de rock alternativo, metal ou electronica, por exemplo, resultam em <s>horas</s> anos do mais puro JÚBILO a ouvidos curiosos. </p>

<p>porém uma desvantagem é que geralmente ficamos a uns três ALFABETOS de distância na hora de entender o que dizem. cantar junto sem ultrapassar o limite olímpico de EMBROMATION também é tarefa árdua, já que, além de difíceis de encontrar, letras de música japonesa vem em ideogramas -- que não significam nada para a imensa maioria dos não-japoneses.</p>

<p>isto posto, </p>

<p><br />
1. CASE<br />
凛として時雨 [Rin Toshite Shigure] - DISCO FLIGHT</p>

<blockquote><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XD8i_jlw0gs&hl=en&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/XD8i_jlw0gs&hl=en&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></blockquote>

<p><br />
2. escolhida a canção, disque google para transcrição. busque banda + música + lyrics. se não funcionar, tente o equivalente pro para "letras" = 歌詞. <br />
em nosso exemplo, tivemos logo sorte: <a href="http://j-lyric.net/artist/a04e1c7/l012a3b.html">http://j-lyric.net/artist/a04e1c7/l012a3b.html</a>.</p>

<blockquote>窓から見えるの　世界の配列　甘い匂いがするの　景色の裏側に<br>
イカレタ僕はね　意識をスピードのDISCO FLIGHTに乗せて<br>
目を閉じれば　世界は消えるの<br><br>

<p>感情に入り込んだ空のリズムは TIME 溶け出していく<br />
誰もいなくなった空の裏側に FLIGHT 溶け出していく</p>

<p>灰色と紫のフリをしている僕にだけ　少し夢を見させて<br />
目を閉じるからあの色を見せて　揺れる紫色のDISCO SKY</p>

<p>もう少しだけ見えない所で　揺れる紫色のDISCO FLIGHT</p>

<p>イカレタ僕はね　世界と消えるの</p>

<p>感情に入り込んだ空のリズムは TIME 溶け出していく<br />
誰もいなくなった空の裏側に FLIGHT 溶け出していく</p>

<p>世界を見下ろして体が透き通っていく　揺れる意識を見失う<br />
目を閉じるからピストルを僕にだけ　浮かぶ紫色のDISCO SKY</p>

<p>もう少しだけ見えない所で　揺れる紫色のDISCO FLIGHT</blockquote></p>

<p>3. o que é muito bonito visualmente, mas a não ser que você possua um superpoder linguístico (e de visão -- diferenciar ideogramas kanji requer nível 32 em <em>"jogo dos 7 erros"</em>, além de não ter cursado Miopia) nada disso tem sentido algum, porque precisamos dos fonemas. é onde entra a <u>romanização</u>. existe mais de uma opção na internet, mas em nossos testes destacamos el <a href="http://www.romaji.org/">romaji.org</a>. copia-se ideogramas, cola-se marcando -> TO ROMAJI, e voilà: sílabas!</p>

<blockquote>
mado kara mie runo sekai no hairetsu amai nioi gasuruno keshiki no uragawa ni<br>
ikareta bokuha ne ishiki wo supido no DISCO FLIGHT ni nose te<br>
me wo toji reba sekai ha kie runo<br>
<br>
kanjou ni iri kon da sora no rizumu ha TIME toke dashi teiku<br>
daremo inakunatta sora no uragawa ni FLIGHT toke dashi teiku<br>
<br>
haiiro to murasaki no furi woshiteiru boku nidake sukoshi yume wo misa sete<br>
me wo toji rukaraano shoku wo mise te yure ru murasakiiro no DISCO SKY<br>
<br>
mou sukoshi dake mie nai tokoro de yure ru murasakiiro no DISCO FLIGHT<br>
<br>
ikareta bokuha ne sekai to kie runo<br>
<br>
kanjou ni iri kon da sora no rizumu ha TIME toke dashi teiku<br>
daremo inakunatta sora no uragawa ni FLIGHT toke dashi teiku<br>
<br>
sekai wo mioro shite karada ga suki tootte iku yure ru ishiki wo miushinau<br>
me wo toji rukara pisutoru wo boku nidake uka bu murasakiiro no DISCO SKY<br>
<br>
mou sukoshi dake mie nai tokoro de yure ru murasakiiro no DISCO FLIGHT
</blockquote>

<p><br />
e aí está. mais fácil que isso, só com bolinhas pulando nas palavras em vídeo de youtube. </p>

<p>(e o que significa? bueno, pra isso a <a href="http://translate.google.com">tradução do google</a> continua sendo o melhor farol. e não mais que isso -- uma luz sobre o tema. use os ideogramas e traduza preferencialmente para o inglês.)</p>

<p><br />
<div style="text-align: center;">~.~</div></p>

<p><br />
no próximo bloco, traduzindo grindcore <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2StEWupdWlQ">pig squeals</a>.</p>

<p><br />
• <a href="http://sigure.jp/">凛として時雨</a> • </p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/09/cante_com_seus_japoneses_prefe.html</link>
            <guid>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/09/cante_com_seus_japoneses_prefe.html</guid>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">tools of the trade</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">alt.rock</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">japão</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">post-hardcore</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">rin toshite shigure</category>
            
            <pubDate>Thu, 03 Sep 2009 22:34:55 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>[impop?] KURT ASTLEY</title>
            <description><![CDATA[<p><br><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NN75im_us4k&hl=en&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NN75im_us4k&hl=en&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>

<p><br />
num breve átimo de suspensão da descrença e da fadiga, clico no play do vídeo acima, que chega dizendo "Nirvana vs Rick Astley - Never Gonna Give Your Teen Spirit Up". </p>

<p><br />
impossível adivinhar: a versão STEALTH do inefável rick roll é BRILHANTE. como em todo mashup que merece o nome, causa nível 10 de estranhamento/wha?/mindfuck. não apenas isso; o garage sujo e podre original vira um rock/pop radiofônico grudento. Rick Astley poderia fazer fortuna numa banda de HARDCORE MELÓDICO. </p>

<p><br />
e, provavelmente, também Roy Orbison. </p>

<p><br />
créditos a Morgoth, que apesar do nome black metal é dj em uma festa onde só toca mashups desse tipo. deve ser bastante divertido. (<a href="http://djmorgoth.blogspot.com/2009/07/never-gonna-give-your-teen-spirit-up.html">download da faixa aqui</a>. no <a href="http://www.mashupyourbootz.blogspot.com/">blog da festa</a> tem sets completos também.) </p>

<p><br><br><br><br />
• <a href="http://www.djmorgoth.com/">dj morgoth</a> • </p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/07/kurt_astley.html</link>
            <guid>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/07/kurt_astley.html</guid>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">coringas</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">mashup</category>
            
            <pubDate>Mon, 20 Jul 2009 15:39:21 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>novíssimos talentos: CHON</title>
            <description><![CDATA[<p>hoje cedo tropecei num <a href="http://grindingtheapparatus.net/content/view/555/57/">sampler do The Apparatus</a>: uma compilação underground de tech metal, bandas todas independentes/sem qualquer tipo de contrato assinado. não cheguei nem na metade (do caminho, vale conferir <a href="http://www.myspace.com/aphoticdiscord">Aphotic Discord</a>) -- parei na faixa 5 e fiquei no repeat. </p>

<p><br />
<object width="250" height="40"> <param name="movie" value="http://listen.grooveshark.com/songWidget.swf"></param> <param name="wmode" value="window"></param> <param name="allowScriptAccess" value="always"></param> <param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&widgetID=8666763&style=wood&p=0"></param> <embed src="http://listen.grooveshark.com/songWidget.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="250" height="40" flashvars="hostname=cowbell.grooveshark.com&widgetID=8666763&style=wood&p=0" allowScriptAccess="always" wmode="window"></embed></object><br />
<small><em>(Chon, Temporarily Destabilized -- mp3 mal etiquetado no grooveshark)</em></small></p>

<p><br />
a música do CHON é menos <em>tech metal </em>e mais <em>math shred stravaganza</em>, na linha de Cloudkicker, Behold the Arctopus e Volta do Mar. ou Don Caballero num teto de cafeína. jams altamente técnicas e muito precisas, pedal duplo esparramando pra todos os lados, composições grudentas, inspiradas. evidentemente, trabalho de quem está há muito tempo na estrada, tocando e praticando, e olha o tanto de veteranos sem lançar disco etc. </p>

<p><br />
ERRADO.</p>

<p><br />
a descrição no post do Apparatus diz somente: <em>CHON is a young math-rock/metal/fusion band from Oceanside, California. Allegedly, their former drummer was 11 years old when he joined the band.</em></p>

<p><br />
<img src="http://c2.ac-images.myspacecdn.com/images01/68/l_8727873243c3629638d1241795160561.jpg" height="240"><img src="http://c3.ac-images.myspacecdn.com/images01/44/l_b0d85c50cbfb33d05963f5a0ba9eba02.jpg" height="240"><img src="http://c1.ac-images.myspacecdn.com/images01/7/l_831aa0e3366c503d0e8a19f9f8f901f8.jpg" height="240"></p>

<p><br />
a <a href="http://www.myspace.com/musicofchon">demo de quatro faixas</a>, que vem recebendo destaque nas webernets, foi gravada por Mario (guitarra solo, 16), Esiah (baixo, 14), Erick (guitarra, 18) e Nathan (bateria, 12). à exceção de Erick, são todos irmãos. INFANTES. Mario e Esiah começaram na seção rítmica, quando foi legada ao mais novo e começaram a mexer com cordas. tocam seus instrumentos atuais há três anos. </p>

<p><br />
típicos rapazinhos viciados? o líder Mario, que deve comer Malmsteeny Loops com fanta uva no café da manhã, <a href="http://www.getfuckedon.com/interviews.htm">contou numa entrevista</a>: <em>"I play guitar all day everyday unless I'm at school or chillin with friends... and sometimes i bring my guitar to school and play there."</em></p>

<p><br />
<img src="http://c1.ac-images.myspacecdn.com/images02/21/l_354ccba637ef4f4a83d9ceade4b4ae6c.jpg" width="550"></p>

<p><br />
apesar de terem vencido um "battle of bands" local e estarem abrindo um caminho promissor com sua demo, nem tudo é fácil na carreira de uma banda adolescente. este ano já ocorreram duas baixas: um novo baixista foi anunciado, porque Esiah resolveu seguir seu sonho de tornar-se um boxeador; e a procura por um baterista continua, já que Nathan...</p>

<blockquote><em>Hey. Our drummer Nathan quit the band today. <strong>He is still very young and he just wants to be a kid.</strong> Being in a band and having to practice and play shows all the time is too much work for him. So If you are down to try out or know anyone who might be interested hit us up by sending a message.  Nathan is going to play shows with us until we find a permanent drummer.</em> <small><a href="http://blogs.myspace.com/index.cfm?fuseaction=blog.view&friendId=390734744&blogId=480094212">30/03/2009</a></small></blockquote>

<p><br />
com ou sem o caçula, um álbum está programado para este ano. fica registrada a torcida do impop pelo sucesso destes novos músicos. e aguardaremos o triunfal retorno de Nathan às baquetas.</p>

<p><br />
e louvemos! porque ENQUANTO HOUVER JOVENS QUE <em>etc</em>. </p>

<p><br />
• <a href="http://www.myspace.com/musicofchon">CHON @myspace</a> • <br />
</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/07/novissimos_talentos_chon.html</link>
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            <pubDate>Mon, 06 Jul 2009 21:22:21 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>o melhor dos mundos [2]</title>
            <description><![CDATA[<p>...como se sabe, <a href="http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/03/o_melhor_dos_mundos.html">é o Japão</a> --</p>

<p>mas isso não significa que o espaço para garotas à frente de bandas extremas não siga crescendo. COM GUSTO.</p>

<p>para sua sexta-feira, impop traz mais eye candy gutural. cheio de doçura.</p>

<p><br />
1. <strong>GRACE PERRY</strong>, Landmine Marathon - grindcore/EUA</p>

<p><img src="http://c3.ac-images.myspacecdn.com/images01/13/l_b23437688e21ce569ebbe9ab247564ea.jpg" width="550"></p>

<p><br />
tr00 grindcore. morena de cara limpa botando os pulmões pra fora. é uma pena que a banda seja pouco criativa, porque ela manda bastante bem. insana como <a href="http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/06/um_disco_de_horror_a_day_of_ni.html">Julie Christmas</a>. a exemplo de <a href="http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/08/the_magic_from_oss.html">Anneke</a>, me casaria instantaneamente com ela.</p>

<p><br />
<object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p8zswxRth7w&hl=en&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/p8zswxRth7w&hl=en&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="550" height="350"></embed></object></p>

<p>• <a href="http://landminemarathon.blogspot.com/">landmine marathon</a> • <a href="http://www.myspace.com/landminemarathon">@myspace</a> • </p>

<p><br />
2. <strong>ALISSA WHITE-GLUZ</strong>, The Agonist - metalcore/Canadá</p>

<p><img src="http://c2.ac-images.myspacecdn.com/images01/11/l_6e2a6df3f14d77b55ac0de67d50802ed.jpg" width="550"></p>

<p><br />
pra quem gosta de um pouco de BRILHO -- aqui temos metalcore, postura 100% poser, etc. mas antes ela que Jonathan Davis ou Fred Durst, né? o som vai na linha do chaoscore sinfônico à <a href="http://www.youtube.com/watch?v=acrQGBYz_vg">uneXpect</a>, com tecladinhos (e sessões de fotos) à Nightwish. prevejo dvd solo e duetos com Dave Mustaine dentro de 20 minutos. </p>

<p><br />
<object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aXzIeI0mkFI&hl=en&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/aXzIeI0mkFI&hl=en&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="550" height="350"></embed></object></p>

<p>• <a href="http://www.myspace.com/theagonist">the agonist @myspace</a> • </p>

<p><br />
3. <strong>ANDREIA DUARTE</strong>, Reaching Hand - hardcore/Portugal</p>

<p><img src="http://c4.ac-images.myspacecdn.com/images01/31/l_1779fa1233e573e97bf0b8e1a29a3cd7.jpg" width="550"></p>

<p><br />
Andreia tem o exato timbre e biotipo pra uma banda de hardcore. magriça, pequena, e cantando gritado no 4x4 a 180bpm. pena que seja straight edge <a href=http://c1.ac-images.myspacecdn.com/images02/103/l_1b7947e9af1c49f59160b3cb00a7766c.jpg">de mão tatuada e tudo</a>. </p>

<p><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Z6fy9pVJ1i4&hl=en&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Z6fy9pVJ1i4&hl=en&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="550" height="350"></embed></object></p>

<p>• <a href="http://www.myspace.com/reachinghand">reaching hand @myspace</a> • </p>

<p><br />
4. <strong>KRYSTA CAMERON</strong>, Iwrestledabearonce - metalcore/EUA</p>

<p><img src="http://s3.amazonaws.com/hottopic_shockhound_production/images/547936/Picture_1.png" width="550"></p>

<p><br />
as entrevistas que vi não deixaram dúvida: que mina CHATA. o som é meio floreado demais e atrai ódio instantâneo de legiões de headbangers. mas além de um gutural impressionante, ela fez <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4DKPgZ51ywU">um clipe berrando <em>de óculos</em></a> -- e se isso não vale pontos, a gente vai ter que começar tudo de novo.</p>

<p><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-xadbOTtzXc&hl=en&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/-xadbOTtzXc&hl=en&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="550" height="350"></embed></object></p>

<p>• iwrestledabearonce <a href="http://www.myspace.com/iwrestledabearonce">@myspace</a> • </p>

<p><br />
bonus track:<br />
5. Vivian Slaughter, Mika Penetrator, Risa Reaper, <strong>GALLHAMMER</strong> - doom/black metal/Japão</p>

<p><img src="http://b5.ac-images.myspacecdn.com/00436/51/31/436711315_l.jpg" height="260"><img src="http://b9.ac-images.myspacecdn.com/00436/99/91/436711999_l.jpg" height="260"><img src="http://b0.ac-images.myspacecdn.com/00436/06/85/436715860_l.jpg" height="260"></p>

<p><br />
imperdoavelmente ficou de fora do <a href="http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/03/o_melhor_dos_mundos.html">round oriental</a>. trio feminino, excelente banda; pioneira, eficiente e bem sucedida. porradaria sem perdão. sem concessões. </p>

<p><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6balaHGQg38&hl=en&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/6balaHGQg38&hl=en&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="550" height="350"></embed></object></p>

<p>• <a href="http://www.myspace.com/ghammercrust">gallhammer @myspace</a> • </p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/07/o_melhor_dos_mundos_2.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">reviews</category>
            
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">reaching hand</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">the agonist</category>
            
            <pubDate>Fri, 03 Jul 2009 16:34:37 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>o fim do outono</title>
            <description><![CDATA[<blockquote><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mRhVI7cpcS4&hl=en&fs=1&rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/mRhVI7cpcS4&hl=en&fs=1&rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></blockquote>

<p><br />
sim, o inverno está próximo; mas na verdade, "Autumn Leaves" não se trata do outono que vai nos deixando. apesar do possível trocadilho na tradução, o standard do jazz tem uma carreira anterior -- como <em>chanson</em>. "Les Feuilles Mortes" surgiu da adaptação de um poema do surrealista <a href="http://xtream.online.fr/Prevert/">Jacques Prévert</a>, feita por ele mesmo para <a href="http://www.imdb.com/title/tt0038853/">um filme <em>noir</em> em 1946</a>. a temática da película (e também recorrente do autor) é a Paris pós-Segunda Guerra.</p>

<p><br />
<em><blockquote>Oh! je voudrais tant que tu te souviennes<br />
Des jours heureux oů nous étions amis<br />
En ce temps-la la vie était plus belle,<br />
Et le soleil plus brűlant qu'aujourd'hui<br />
Les feuilles mortes se ramassent a la pelle<br />
Tu vois, je n'ai pas oublié...<br />
Les feuilles mortes se ramassent a la pelle,<br />
Les souvenirs et les regrets aussi<br />
Et le vent du nord les emporte<br />
Dans la nuit froide de l'oubli.<br />
Tu vois, je n'ai pas oublié<br />
La chanson que tu me chantais.</blockquote></em></p>

<p><br />
se observamos <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JWfsp8kwJto">esta interpretação de Yves Montand</a>, é clara a tristeza na melodia; canção que evoca saudades, lamento, um tango europeu. nesse clima foi cantada por Johnny Mercer (e mais tarde <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Gnp58oepHUQ">Nat King Cole</a> (et alii)), que levou a faixa para os EUA em 1949 e a traduziu para o inglês -- suavizando as <em>folhas mortas</em> do título como apenas outonais. </p>

<p>essa foi apenas a primeira das mutações; à medida em que outras leituras foram surgindo, o intuito original começou a se desprender. em 1955, o pianista Roger Williams vendeu um milhão de cópias com sua grandiloquente versão instrumental/orquestrada <small>(<a href="http://www.lastfm.com.br/music/Roger+Williams/_/Autumn+Leaves">preview</a>)</small>, popularizando a música com o topo das paradas. começou a ser ouvida durante as jam sessions nos pubs de jazz; em 58, Miles Davis foi sideman de luxo na gravação de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=xvL-i0VE7Co">um arranjo de Cannonball Adderley</a> -- que embora inclua uma introdução cheia de groove (e grandes solos de sopro, claro), não fez mais do que dar algum swing à mesma linha melódica. </p>

<p>a desconstrução nuclear, e final solidificação no songbook do jazz, aconteceu em dezembro do ano seguinte, com a gravação quase avant-garde de Bill Evans. </p>

<p>no vídeo que abre este post, o que ouvimos não é apenas um bop veloz, alegre; em certos momentos é quase outra música -- responsabilidade do estilo "cheio de notas" de Evans, que, francamente, comia jazz com cereal no café da manhã. nas gravações de <a href="http://www.jazzdisco.org/bill-evans/catalog/#riverside-rlp-12-315">Portrait in Jazz</a>, Scott LaFaro; na apresentação acima, já dos anos 60, o porto-riquenho Eddie Gomez é quem debulha o contrabaixo com seus solos demolidores (provavelmente contrariando <a href="http://www.verbeat.org/blogs/brigatti/2005/10/o_baixista_nao_come_ninguem.html">a crença de alguns colegas por aí</a>). mais tarde essa se tornaria a leitura mais repetida do standard; upbeat and swingin'. </p>

<p><br />
que o diga a versão de Stanley Jordan para duas guitarras simultâneas, 387bpm e ombreira tripla. (embora Charnett Moffett não faça um solo de contrabaixo tão doentio como o de Gomez, não duvidar; a precisão e velocidade são de derrubar o <s>queixo</s> ouvido.)</p>

<p><br />
<blockquote><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/baDM3_6w8-E&hl=en&fs=1&rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/baDM3_6w8-E&hl=en&fs=1&rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></blockquote></p>

<p><br><br><br />
folhas mortas caem, o outono vai nos deixando, chansons d'amour tornam-se improvisos tocados à heroína, o ciclo continua etc. outro inverno chega e, entre as coisas a aproveitar, é que entramos na melhor estação para se ouvir jazz. <br />
<br><br><br><br />
</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/06/o_fim_do_outono.html</link>
            <guid>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/06/o_fim_do_outono.html</guid>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">genealogia</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">bill evans</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">jazz</category>
            
            <pubDate>Fri, 05 Jun 2009 20:55:32 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>jazzstories: blue skies, um estudo </title>
            <description><![CDATA[<p><object width="499" height="40"> <param name="movie" value="http://listen.grooveshark.com/songWidget.swf"> <param name="wmode" value="window"> <param name="allowScriptAccess" value="always"> <param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&widgetID=7961788&style=wood&p=0"> <embed src="http://listen.grooveshark.com/songWidget.swf" type="application/x-shockwave-flash" flashvars="hostname=cowbell.grooveshark.com&widgetID=7961788&style=wood&p=0" allowscriptaccess="always" wmode="window" width="499" height="40"></object><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://widgets.clearspring.com/o/48f3f305ad1283e4/4a11d1d051919ec1/48f3f3053cbe0b4e/9717b31f" id="W48f3f305ad1283e44a11d1d051919ec1" width="1" height="1"><param name="movie" value="http://widgets.clearspring.com/o/48f3f305ad1283e4/4a11d1d051919ec1/48f3f3053cbe0b4e/9717b31f" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowNetworking" value="all" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /></object><br />
<small>clique play antes de ler. senão é arroz sem feijão. nem bife. quiçá fritas.<br />
(e se você no feed não vê um player aí em cima, bom motivo pra visitar o blog ^^)</small><br />
<br><br><br></p>

<p><br />
<strong>de uma trança feita em canção</strong></p>

<p><br />
<em><blockquote>Yib-iab-bapapa-baba-bou-ba-bara<br />
Baraba-bapa-na-nu-da-dee-da-lade-la</blockquote></em></p>

<p><br />
Estou sentado. No sofá da minha sala. Olhando para o nada. As pernas abertas, os antebraços apoiados nas coxas. As costas no sofá; não inclinadas para a frente, como fosse mover-me; mas jogado. Inerte. O cérebro ocupado demais em seu vácuo repleto de eletricidade. Dentes cerrados. Nos ouvidos, zumbido, enquanto ouço Ella Fitzgerald cantar Blue Skies. </p>

<p><br />
<em><blockquote>Blue skies<br />
Smiling at me<br />
Nothing but blue skies<br />
Do I see</blockquote></em></p>

<p><br />
Se os fatos simplesmente são, e porque são já foram, não posso evitar obcecar-me pelo instante em que o fio se rompe. O momento exato do abandono. Primeiro o quando em que ela decidiu deixar-me. E depois o quando em que ela colocou o plano em prática. O instante em que perpendiculares retomam sua sina de paralelas. Cabos soltos, sem tensão, sem energia. Como o varal que arrebentei ontem ao pendurar as roupas. A corda de náilon trançada que foi ficando puída no aro atarraxado à parede e de final de semana em final de semana teve um milímetro desgastado e assim com o passar do tempo fibra por fibra vai soltando e cortando até que resta apenas uma linha fina azul onde eu pendurei o lençol de malha também azul também puída pela última vez e então tudo ao chão e eu como que compreendendo a ironia da metáfora deixei tudo jogado no piso imundo. Se é pra romper-se, que seja sujo e derrotado; a lama se lava. Não há maneira honrada de levar-se um soco no rim.</p>

<p><br />
<blockquote><em>Dab-dun-de-rum-de-roo-de-raw<br />
Bee-dabadadu-dararoo-da-bee-doo</em></blockquote></p>

<p><br />
Fios negros. Há fios negros por todos os lados. Smiling at me. Querendo fundir-se ao carpete. No piso da cozinha. Caminho pela casa contando quantos vejo. São dezenas. No banheiro. Na pia. No ralo do chuveiro. Na cama. Nos travesseiros. São centenas. Nas minhas roupas jogadas pelo chão. No meu pescoço. Na meu abdômen. No meu peito. São milhares. Nas panelas, nas colheres e no saleiro. Entre as páginas do jornal não-lido de hoje. Nas frestas das janelas. Subindo pelas paredes, crescendo do teto, amalgamando-se às teias de aranha. Na minha boca e nos meus dentes. Fios negros encaracolados por dentro do meu corpo. Entre os dedos dos meus pés. Brigando por lugar com minhas sobrancelhas. </p>

<p>Num post-it amarelo que serviu como único veículo da despedida: <em>"...de recordação, os meus cabelos espalhados pela casa". </em></p>

<p><br />
<em><blockquote>Never saw the sun <br />
Shinin' so bright<br />
Never saw things <br />
Goin' so right</blockquote></em></p>

<p><br />
Os cabelos dela. Espalhados pela casa. Ella canta alegre a partida. Ela deve estar sorrindo. Blue skies smiling at her. Deve ter ido embora feliz. Deixando-me aqui com a roupa suja e seus cabelos negros. Ella cantarola em escárnio. De-doo-dee-doo-de-roo-de-doo-de-daw. O destaque de capa do jornal não-lido de hoje que repousa inerme sobre a mesa comemora algo sobre o Dia da Mulher. Quão adequado. Um por um - recolho os fios numa caixa. Tão frágeis e tão firmes. Pinicando minhas mãos. Aquieto-me trançando-os. Coloco Blue Skies para tocar outra vez.</p>

<p><br />
<blockquote><em>Blue days<br />
All of them gone </em></blockquote></p>

<p><br />
Blue days, all them to come.<br />
<br><br><br></p>

<p>~.~</p>

<p><br><br><br><br />
texto de 2005 para um projeto (naufragado) de historiografia ficcional do jazz. <br />
<small>dentro deste conceito, não deixe de conhecer o <a href="http://mojobooks.virgula.uol.com.br/">mojo books</a></small><br />
<br><br></p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/05/jazz_blue_skies_um_estudo.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">reverências</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">ella fitzgerald</category>
            
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            <pubDate>Mon, 18 May 2009 20:03:16 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>chegando na área: HOTEL SANTA CLARA</title>
            <description><![CDATA[<div style="text-align: center;"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3615/3471798332_0b97ac10e4.jpg" width="500" height="342" alt="hsc" /></div>

<p><br />
SHAMBLING BANDS foi o termo utilizado pelo mestre John Peel. "To shamble", andar arrastando os pés, como uma criança com o roupão da mãe andando sonolenta pela casa - é cena infantil como eram as letras destas bandas do início dos 80, prosaica (e por isso cativante) como suas melodias.</p>

<p>Anos mais tarde, o rótulo evoluiria para <a href="http://www.last.fm/tag/twee">TWEE</a> - já declaradamente apossado de elementos <em>folk</em> e levando a sério a proposta de candura e simplicidade. São características que associam-se de forma invariável ao imaginário hippie flower-power make-love-not-war - e se estivermos tratando de um grupo com ONZE integrantes, a imagem fica bastante adequada. </p>

<p>Não, o <a href="http://www.myspace.com/hotelsantaclara"><strong>HOTEL SANTA CLARA</strong></a> não viaja pelo Brasil numa Kombi 72 fazendo shows em descampados por um prato de comida; as semelhanças terminam aí. Com embrião em novembro de 2007, a banda foi evoluindo até adotar a estética <em>"bee our guest"</em>: não apenas <em>literalmente</em> abrir espaço para novas sonoridades/integrantes/instrumentos como já também escancarar a proposta <em>cute</em> (assista a <a href="http://vimeo.com/2501606">este clipe</a> e compreenda). Tanta receptividade resultou na atual formação: Laura, Bêra, Pablo e Rapha, vocais; Ricardo e Rodrigo, guitarras; Achutti, baixo; Ressel, teclado; Gautier, trompete; Felipe, bateria; Pato, violino. O primeiro EP deve sair ainda em 2009 - mas já se pode escutar quatro faixas <a href="http://www.myspace.com/hotelsantaclara">no myspace do HSC</a> - ou até arriscar um <a href="http://blogs.myspace.com/index.cfm?fuseaction=blog.view&friendId=304564781&blogId=479113505">backyard collection</a> honesto (e de apropriado clima <em>jam session</em>). </p>

<p>Com chicletes de ouvido de alta aderência entre as composições (livre-se de "Witty Song") e comparada <a href="http://www.hagah.com.br/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=&local=&regionId=1&template=4062.dwt&section=Blogs&post=159126&blog=17&coldir=1&channel=69">pelo jornal Zero Hora</a> à Belle & Sebastian, as canções do Hotel Santa Clara foram colocadas à prova por quatro convidados de Impop: </p>

<p><br />
<blockquote><a href="http://verbeat.org/blogs/aldurin/">Thiago Aldurin</a>, <small><em>professor e folk freak</em></small><br />
<blockquote>Sons como o do Hotel Santa Clara podem ser efetivos na tentativa de descomplicar o mundo. As melodias leves, mesmo quando acompanhadas de letras fortes, cativam e tiram um pouco de visgo dos problemas do dia-a-dia. A banda não exagera nas semelhanças com suas referências de indie rock-com-muita-gente, como Belle & Sebastian e I'm From Barcelona. As músicas incluem a vontade de bater palmas e as letras, que têm o gancho para se inspirarem em temáticas comuns, sintonizam a "tradição" desse tipo de indie rock. Aliás, é preciso ressaltar que os meninos acertam em cheio na escolha do nome - sem descambar para a ironia insossa de algumas bandas que se pretendem "descoladinhas". Aqui temos, certamente, uma banda a ser acompanhada.</blockquote></p>

<p><a href="http://verbeat.org/blogs/brigatti/">Gustavo Brigatti</a>, <small><em>jornalista de cultura e ouvinte compulsivo</em></small><br />
<blockquote>A música do Hotel Santa Clara é o que se convencionou chamar de "música fofa". E, bom, é isso mesmo. Melodiosa e cantando em inglês, a banda lembra muito o finado quinteto paulistano Maybees (hoje conhecido por Ludov) - incluindo aí o vocal feminino na medida para <em>lullabies</em>. Que são a base das composições do grupo, diga-se de passagem.<br />
Mas acredito não caberem aqui comparações. Tampouco discorrer sobre influências, veio daqui, vai pra lá, essas coisas. Isso pelo simples fato de que a sensação de <em>déjà vu</em> é tão dominante que melhor mesmo é apenas botar os fones de ouvido, relaxar e aproveitar. E, olha - tá de bom tamanho.</blockquote></p>

<p><a href="http://verbeat.org/blogs/forsit/">Olivia Maia</a>, <small><em>escritora e twee girl</em></small><br />
<blockquote>Se Belle & Sebastian é influência da banda Hotel Santa Clara, me parece influência superada. Ainda a graça de se contar histórias, mas as músicas são um pouco mais variadas em estilo, assim, de música pra música. Talvez porque seja o de se esperar, em banda com tanto integrante (ou). Mas é ponto pra eles. Vá ouvir Fitting Silhouettes e Witty Song. Não que a banda seja algo de novo genial original e revolucionário. Não é. De olhar as tags da banda no last.fm a gente já sabe o que esperar: "indie pop" com "folk" e "twee", e é isso mesmo que você leva, com músicas mais ou menos saltitantes, mais ou menos pop. Em uma ou outra música eles dão umas escapadas, e dá pra imaginar o grupo enorme achando graça em variar as influências e as misturas e tentar qualquer coisa mais inesperada. E no final das contas a música é boa. Boa de ouvir e prestar atenção nas letras pra pegar os detalhes e o inevitável sotaque. Pra jogar no iPod e abstrair o trânsito maldito de São Paulo (por essa eles não esperavam).</blockquote></p>

<p><br />
<a href="http://blogretalhos.wordpress.com/">Daniela Hinerasky</a>, <em><small>jornalista e insider</small></em><br />
<blockquote>Thank you Sorocaba*<br />
 <br />
Não sou isenta pra falar da HSC porque sou amiga de parte do pessoal jovem da banda. Também sou suspeita porque gosto do estilo "indie-folk" deles. Pra mim o mais bacana é a música bem-humorada e despretensiosa com claras - e declaradas - referências de grupos consagrados dos quais são fãs, como Belle & Sebastian. <em>"Uma delicinha"</em> de som, eu diria - me apropriando do jeito todo mimoso da Laura estilosa Madalosso, a voz feminina da banda, que nos shows arrebata a platéia com o sorriso tímido e a voz <em>girlie</em>.<br />
Nada é pouco para o HSC - são 11 integrantes, diferentes instrumentos, vários vocalistas, inspirações e experimentos. Mas não chegam nem perto do over porque este é o conceito: entre (e hospede-se) se quiser, "just for fun".<br />
"Feel free to 'bee our guest'!", sorriem. Então, sinta-se à vontade no Myspace, ou no <a href="http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=77869">Trama Virtual</a>, onde dá pra baixar todas as composições deles e ouça tu mesmo. O convite é nosso!</p>

<p><small><em>*um agradecimento em tom de brincadeira que o vocalista (Bera) faz na demo "Samba do Desavisado", como se estivessem fazendo show em Sorocaba. HSC ainda vai hospedar o Brasil inteiro. </em></small></blockquote></blockquote></p>

<p><br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3629/3471798518_41371cc00a.jpg" width="500" height="332" alt="hsc" /></div><br />
<br><br><br></p>

<p><strong>5+1 PERGUNTAS PARA HOTEL SANTA CLARA</strong></p>

<p>Contatada para uma breve entrevista por e-mail, a vocalista Laura não fugiu ao conceito e encaminhou as respostas avisando: <em>"São onze criaturas discutindo, dando pitacos, e taí o compilado de tudo. Sendo assim, definitivamente é a entidade coletiva em peso"</em>.</p>

<p><br />
<em><strong>1. </strong>Como fica o processo de composição, com tantos integrantes na banda - e ainda por cima em um estilo onde a introspecção é uma característica? </em><small>Pergunta de Gustavo Brigatti</small><br />
<blockquote>Cada um é livre pra escrever e compôr à sua medida, sem pressa, sem pressão, sem molde neste ou naquele estilo. Há um certo consenso não-planejado sobre letras, composições e arranjos. E, à medida que eles vão sendo criados, vão sendo trazidos à tona para audição dos outros. Ninguém veta nada. Apenas escolhemos dentro desse consenso o que será lapidado até chegar a ser gravado ou tocado em show; essa etapa é mais coletiva. Também, nem todos escrevem ou compõem, e cada música tem um pouco - ou muito - de quem a fez. É ótimo. </blockquote></p>

<p><em><strong>2.</strong> No myspace, vocês falam em "have fun", em receber novos músicos na banda, sempre com um tom descontraído. Em que ponto o HSC passou de diversão pra ser uma empreitada mais séria, profissional?</em><br />
<blockquote>Nunca deixou ou deixará de ser diversão. Esse é o mote principal. Quando um não puder olhar mais pra cara do outro, falar uma merda bem grande e rirmos disso, não vai ter mais tesão. Mas acho que foi quando do nosso segundo show, final do ano passado, que nos rendeu uma tirinha no jornal local (Zero Hora) e pessoas fora do nosso círculo de amigos começaram a prestar atenção no que fazíamos. Ainda estamos muito dentro desse processo, amadurecendo, aprendendo, errando, construindo nossa sonoridade, nossa imagem, nosso espaço dentro da ebulição musical à nossa volta.<br />
</blockquote><br />
<em><strong>3.</strong> Vocês são comparados a Belle & Sebastian, mas moram no país da Malu Magalhães. País tropical (outra estética), jovem menina sendo referência nacional pro estilo - é bom ou ruim? E ainda: vocês percebem uma cena indie/folk no Brasil, ou apenas iniciativas (bandas/músicos) raras e isoladas?</em><br />
<blockquote>Nosso estilo não é folk por essência. Temos alguma coisa, em algumas composições, mas não dá pra dizer que esse é nosso referencial. A Mallu em si não incomoda muito. O que chateia é a enorme projeção de alguns poucos músicos e bandas enquanto centenas de outros artistas que fazem tão bem quanto - ou melhor - não têm o menos incentivo dos meios pesados e das <em>majors</em>. Mesmo sem esse incentivo as coisas acontecem, muito pela acessibilidade da internet; rolam sim movimentos de estilos - inclusive indie/folk - pipocando com qualidade em alguns cantos do Brasil. E, de novo, a internet - muito através das redes sociais - trata de minimizar os isolamentos geográficos, trazendo tudo pra esfera do ambiente virtual. Sem isso, vocês aí do blog provavelmente não teriam chegado a nós.</blockquote></p>

<p><em><strong>4.</strong> Tem um EP chegando. É independente? Vocês tem planos de fazer alguma tour, e nesse caso... já compraram um ônibus (de dois andares?) Como fica a parte de planejar uma banda com um grupo tão numeroso de integrantes?</em><br />
<blockquote>1. Sim, é independende. Além disso, caseiro.<br />
2. Temos planos de divulgar o trabalho em outras cidades e estados, claro. Não sabemos ainda se em forma de tour ou em shows isolados. Tocamos em São Paulo em março e surgiu convite pra voltarmos no meio do ano. Além de Sampa, queremos muito fazer show em Curitiba, onde temos bandas parecidas com a Hotel, e interior do RS. Mas, por hora, vamos dar um tempinho com os shows até terminarmos o EP. Todos temos compromissos externos à banda, e tudo junto não funciona. Por isso, por partes, a gente vai fazendo nossa história dar certo.<br />
3. Essa é uma parte bem complicada. Exige muita logística pelo que falei acima: cada um tem suas atividades pessoais. Uns têm mais tempo flexível que outros, mas rola muito respeito nesse aspecto; se um não pode ir ao ensaio, beleza. Dá-se um jeito sempre. Somos 11, mas cada um é tão importante quanto o outro. Por isso, show, se um não puder, preferimos não fazer.<br />
Saírmos pra tour de 1 mês tocando direto não acontecerá nunca, provavelmente. O que pode rolar é uma mini-tour de um feriado.</blockquote></p>

<p><em><strong>5.</strong> Ainda sobre o grande grupo. Tem alguma sonoridade ainda faltando no HSC? Que no ensaio alguém diga "pô, podia ter um vibrafone ou uma zabumba aí"?</em><br />
<blockquote>Isso acontece direto - xilofones, ukeleles, trombones, flautas, casiotones e outros instrumentos legais seriam todos bem-vindos! Não que esteja fazendo falta, mas estamos sempre brincando com sonoridades novas.</blockquote></p>

<p><em><strong>+ Bônus:</strong> numa mixtape com o clima "a cor e o som do HSC", quais seriam as onze faixas escolhidas?</em><br />
<blockquote>01 Belle & Sebastian - Like Dylan in the Movies <em>(Bêra)</em><br />
02 The Beatles - Here Comes the Sun <em>(Rodrigo)</em><br />
03 Tilly and the Wall - I Always Knew <em>(Rapha)</em><br />
04 I'm from Barcelona - Treehouse <em>(Achutti)</em><br />
05 Iron & Wine - Cinder and Smoke <em>(Pablo)</em><br />
06 Soko - Dandy Cowboys<em> (Laura)</em><br />
07 Radiohead - Paranoid Android<em> (Ressel)</em><br />
08 Acid House Kings - Say Yes if You Love Me<em> (Gauti)</em><br />
09 Of Montreal - When You're Loved Like You Are <em>(Ricardo)</em><br />
10 The Smiths - Cemetery Gates <em>(Pato)</em><br />
11 Wilco - Impossible Germany <em>(Felipe)</em></blockquote></p>

<div style="text-align: center;">~.~</div>
<br><br>
<strong>Veredito Impop:</strong> confira antes e acompanhe de perto a trajetória. Para ser banda "promissora", hoje em dia, basta ser competente; mas junte a isso um raro carisma musical coletivo, e você tem uma banda para curtir e <em>torcer</em>. 

<p>• Hotel Santa Clara <a href="http://www.myspace.com/hotelsantaclara">//myspace</a> • <a href="http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=77869">//tramavirtual</a> • <a href="http://twitter.com/hotelsantaclara">//twitter</a> • </p>

<p><br />
<div style="text-align: center;">~.~</div><br />
<br><br><br />
<small>tem uma banda incipiente e arrisca tomar pedrada no review? escreva para blogs arr ^ oba verbeat.org com um endereço de internet que contenha arquivos mp3. o critério para o que é ou não "impop" pode ser altamente subjetivo e sujeito a rejeição sumária dos autores. fora isso, arrisque! <br />
</small></p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/04/hotel_santa_clara.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">chegando na área</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">folk</category>
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">indie</category>
            
            <pubDate>Fri, 24 Apr 2009 21:47:06 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>the yellow shark</title>
            <description><![CDATA[<p><strong><div style="text-align: right;"><em>por <a href="http://www.interney.net/blogs/malla">Lucia Malla</a>, convidada especial</em></div></strong></p>

<p><br />
Eu não entendo de música. Faço minhas viagens musicais, apenas, e são ultra-pessoais. Mas fui inspirada a escrever sobre. O que me inspirou para tal crime ao impop foi <a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/frank-zappa-1940-1993-obras-orquestrais/">este texto</a> compartilhado pelo Tiagón <a href="http://www.google.com/reader/shared/user/00037954674655632834/state/com.google/broadcast">no seu GReader</a>. Vindo do PQP Bach, falava da fase de música orquestral de Frank Zappa; mais exatamente, do célebre London Symphony Orchestra (que eu adoro, diga-se de passagem).</p>

<p><img src="http://3.bp.blogspot.com/_umVPctM9AqI/SIERzThOl7I/AAAAAAAAAYM/ZxEE0dT1weU/s320/zappa.jpg" align="left" vspace="10" hspace="10">Impossível falar em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Frank_Zappa">Frank Zappa</a> sem citar sua ironia e crítica a absolutamente tudo que passava por sua vida - e algumas vezes tenho a impressão de que essa era a forma que ele achava de mostrar algo de valor às pessoas: ironizando. Das músicas do início de sua carreira, com Mothers of Invention - que culminaram no delicioso <em>We're only in it for the money</em>, de 1968, uma crítica clara ao flower-power álbum de 1967 <em>Sargent Pepper's</em>, dos Beatles; ao <em>The Yellow Shark</em>, último disco de composições dele lançado em 1993, meses antes de sua morte em dezembro - lembro de ler no obituário da Veja sobre o fato.</p>

<p><em>The Yellow Shark</em> é uma compilação de músicas da sua carreira tocadas pela orquestra alemã Ensemble Modern, na época uma das poucas a valorizar o experimentalismo zappônico. Mas para entender o impacto musical de Yellow Shark, é necessário relembrar <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jazz_From_Hell">Jazz from Hell</a></em> (1986), ou pelo menos uma faixa do disco: "G-spot tornado".</p>

<p><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sDI5Ci_7YL4&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/sDI5Ci_7YL4&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>

<p><br />
<em>Jazz from Hell</em> é o ápice do experimentalismo de Zappa com o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Synclavier">synclavier</a>, um sintetizador onde ele gerava composições as mais tresloucadas sem uso de nenhum instrumento e as executava ao belprazer. Era o "instrumento" perfeito para o seu cérebro super-criativo e fervilhante de ideias. <em>Jazz from Hell</em> é o jazz livre feito por uma máquina - o modo Zappa de criticar o free jazz, talvez.</p>

<p>"G-spot tornado", com sua levada frenética, fecha o disco e deixa o ouvinte meio que ao fim de uma luta quase sexual com o som: a música termina em pleno clímax. De acordo com o próprio Zappa, "G-spot tornado" era impossível de ser tocada por um ser humano. E foi por causa dessa afirmação que <em>The Yellow Shark</em> virou uma obra singular.</p>

<p>O festival de Frankfurt decidiu homenagear Frank Zappa em suas apresentações de 1992. Para tal, a orquestra Ensemble Modern escolheu, junto à Zappa, as músicas a serem tocadas - cuja apresentação em Frankfurt, uma das poucas que Zappa pôde participar, finaliza com "G-spot tornado" conduzida pelo próprio Zappa. Um clássico para fãs. Para as apresentações de <em>The Yellow Shark</em> pela Ensemble Modern, Zappa exigiu que os instrumentos da orquestra tivessem amplificação como uma banda de rock, o que torna a sonoridade muito peculiar. É o que dá amplitude magnífica a "Outrage at Valdez", por exemplo. Cabe ainda destacar "Welcome to United States", cuja letra nada mais é que o antigo formulário da imigração americana para pedido de vistos, interpretado da maneira Zappa de ser. :D</p>

<p>Mas é um Zappa nitidamente emocionado, num senso de êxtase calmo, a imagem que fica do <em>The Yellow Shark</em> (e por isso a capa é simbólica ao extremo): sua música "intocável" havia sido tocada por um bando de humanos. Suas composições haviam passado finalmente de devaneios da sua cabeça mirabolante para a História da música. Zappa podia descansar em paz.</p>

<p><br />
P.S.: Se eu tivesse que escolher 3 discos pra levar pra uma ilha deserta, Yellow Shark seria um deles.</p>

<p>P.S.2: Agradeço ao grande Gabriel por atiçar meu interesse inicial pela música de Zappa, e pelas incansáveis horas de som zappônico que me forneceu ao longo da vida.</p>

<p><br />
<div style="text-align: center;">~.~</div></p>

<p><em><br />
<div style="text-align: right;"><strong>por el tiagón</strong></div></em></p>

<p><br />
<a href="http://twitter.com/luciamalla">@luciamalla</a> me chamou no twitter, "vamos fazer uma resenha conjunta do yellow shark do frank zappa?" e eu antes de dizer que não sei nada de shark zappa já tô topando e dizendo que claro!</p>

<p>Zappa rock eu já ouvi suficiente pra saber dos humores e do gênio, mas ao perceber que <em>Yellow Shark </em>era uma obra sinfônica, pensei: FUTZ. porque nunca havia imaginado Zappa com orquestra e é dessa ordem dos bloqueios que surgem para preservar a sanidade. fui honesto e: Lucia, teu texto está incrível, eu não tenho o que fazer nesse post. <em>"crime ao impop" </em>ela disse ali em cima - que bobagem, falando com tanta propriedade da peça, Zappa-maníaca quase se desculpando - e por quê? mas insistiu e eu combinei que ia ficar de mão com ela durante o passeio pelo impop, então, </p>

<p><br />
consideração sobre o avant-garde de frank zappa interpretado por orquestra:</p>

<p><br />
FRITEX, baby. fritex.</p>

<p><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Fhz5LTcPUkc&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Fhz5LTcPUkc&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>

<p><br />
veja você que eu sei do que Zappa é capaz em estúdio. mas em orquestra é diferente. é, provavelmente, <a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando/2005/08/sugestao_para_m.html">o avant-garde do avant-garde do avant-garde</a>.  e eu me pego hipnotizado por faixas como "Dog Breath Variations" ou "Outrage At Valdez", e depois perturbado por "The Girl In The Magnesium Dress" e "Times Beach III". eu sei que fãs e ouvidos mais eruditos podem tirar universos de composições como essas, mas aqui é onde eu digo: BICHO, me perdi. </p>

<p><br />
todo mundo tem suas limitações.</p>

<p>eu chego no prog metal e no math rock de andamentos MAIS quebrados; mas botou uma orquestra - ainda mais sob comando ZAPPA - e sou eu quem tô quebrado. </p>

<p><br />
ouvi o disco na primeira vez com esforço, vivendo dualidade: tendo grande satisfação em certos momentos, noutros inquietação extrema e desejo urgente de pular a faixa. como em "Get Whitey", por exemplo; aparentemente serena e melódica, mas permeada de instrumentos e notas foras de lugar, ameaçadores. na segunda vez, mais confortável, mas ainda assim com grande vontade de "editar" o disco. é esse o momento em que o fã pula da cadeira e sai gritando impropérios, e calma aí que possivelmente te dê razão; não vou julgar por técnica ou forma, mas por linguagem. a ironia vanguardista de zappa é um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Frank_Zappa#Legacy">inegável legado da música moderna</a>, o que não significa que nós nos comuniquemos bem. nosso tradutor ainda não calibrou por completo.</p>

<p><br />
não há dúvida sobre o que Zappa criou. só não sei bem como (e se) vou chegar lá. <br />
enquanto isso, coleciono algumas músicas. e cultivo um desafio. </p>

<p><br><br><br><br />
• <a href="http://www.zappa.com/">site oficial</a> • </p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/03/the_yellow_shark.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">frank zappa</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">yellow shark</category>
            
            <pubDate>Tue, 31 Mar 2009 01:29:57 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>o melhor dos mundos</title>
            <description><![CDATA[<p><br><br />
<div style="text-align: center;"><a href="http://www.metaladies.com/2008/12/19/galmet/"><img src="http://www.metaladies.com/wp-content/gallery/galmet/cjfxnvzjt5a.jpg"><br />
<img src="http://www.metaladies.com/wp-content/gallery/galmet/nova_8.jpg"><br />
<img src="http://www.metaladies.com/wp-content/gallery/galmet/nova_27.jpg"></a><br />
<br><br><br />
<a href="http://www.geocities.jp/inthedilapidation"><img src="http://www.geocities.jp/inthedilapidation/images/fid_07_b.jpg"><br />
<img src="http://www.geocities.jp/inthedilapidation/images/fid_09_b.jpg"><br />
<img src="http://www.geocities.jp/inthedilapidation/images/fid_19_b.jpg"></a><br />
</div><br />
<br><br></p>

<p>é o JAPÃO.</p>

<p><br />
<div style="text-align: center;">~.~</div></p>

<p><br />
o amigo headbanger sabe: <br />
conhecer uma garota que goste de metal E seja bonita é uma bênção. <br />
conhecer uma garota que goste de metal extremo E seja bonita é tipo MEGASSENA.<br />
e uma garota bonita fazendo metal extremo era uma espécie jamais identificada nesse miasma de torpor fétido a que chamamos Terra.</p>

<p><br />
ATÉ AGORA. </p>

<p><br />
sim, você suspirou por <a href="http://uk.geocities.com/darksideandy/Photos/the_gathering_anneke-van-giersbergen.jpg">Anneke von Giersbergen</a>. aguentou o metal simplezinho de <a href="http://www.2flashgames.com/2fgkjn134kjlh1cfn81vc34/flash/f-Cristina-Scabbia-3264.jpg">Cristina Scabbia</a> (até ela virar -core e fazer <a href="http://www.metalsucks.net/2008/03/05/dave-mustaines-ego-will-not-allow-for-christina-scabbias-vocals/">dueto vergonhoso com Mustaine</a>). quis achar <a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/66/AngelaGossowWOA2006.jpg">Angela Gossow</a> gata, suspirou (<a href="http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/06/um_disco_de_horror_a_day_of_ni.html">comigo</a>) por <a href="http://www.self-titledmag.com/wp-content/uploads/2008/06/Woods_Desat.jpg">Julie Xmas</a> - mas é outra praia metálica. você pode até falar em <a href="http://www.coquetelmolotov.com.br/pt/noticias/20081028100900.jpg">The Donnas</a> ou - bah! - <a href="http://www.100xr.com/100_XR/Artists/L/L7/L7-band-1992.jpg">L7</a>. </p>

<p><br />
mas BABES no metal <em>extremo </em>- death, grindcore, GROWL, e com tanta competência - ainda não tinha pintado. </p>

<p><br />
e é exatamente por isso que há JOIO e JÚBILO ao descobrir Galmet e FID. respectivamente</p>

<p><br />
<div style="text-align: center;"><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TbJSaxRiA4g&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/TbJSaxRiA4g&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TBhQRJQ-cws&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/TBhQRJQ-cws&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></div></p>

<p><br />
a primeira pro lado do death, rolando um groove meio post-thrash; a segunda no grindcore sanguíneo. ambas fazendo uma barulheira fenomenal E eficiente. </p>

<p>além de apuro ESTÉTICO. </p>

<p><br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.metaladies.com/wp-content/gallery/galmet/nova_25.jpg"><br />
<small><em>e ainda por cima de CINCO cordas. marry me Sawa!!!111</em></small></div></p>

<p><br />
perversões à parte, é excelente ver mulheres entrando na cena de metal extremo. já há muito presentes no gueto gótico-metálico, porém ARISCAS a iniciativas mais agressivas. o Japão, outra vez, é a única maneira de romper um paradigma (com uma britadeira). e proporcionar magricelas tendo momentos de cookie monster tão eficientes como um jovem <a href="http://www.youtube.com/watch?v=SIRUzqHTNh8">Barney Greenway</a>. </p>

<p><br />
fizessem um hardcorezinho meia-boca e esse post não haveria. mas demolindo TUDO - como vocês puderam notar -, impop só tem a celebrar o trabalho pioneiro destas garotas. </p>

<p><br />
LONGA VIDA. longa vida ao underground. e em especial às baixistas de metal. </p>

<p><br />
<br><br><br><br></p>

<p><br />
obrigado a <a href="http://verbeat.org/blogs/estrambolia/">Truk</a> por FID. imagens de Galmet: thanks <a href="http://www.metaladies.com/">metaladies.com</a></p>

<p>• <a href="http://www.myspace.com/galmet">galmet @myspace</a> • <a href="http://www.metaladies.com/2008/12/19/galmet/">galmet @metaladies</a> • <a href="http://www.youtube.com/profile_video_blog?user=KamuiWaganeko">mais vídeos de galmet @youtube</a> • <a href="http://www.geocities.jp/inthedilapidation/index.html">FID official</a> • <a href="http://www.myspace.com/fidgrind">FID @msypace</a> • </p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/03/o_melhor_dos_mundos.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">reverências</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">reviews</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">death metal</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">flagitious idiosyncrasy in the dilapidation</category>
            
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            <pubDate>Wed, 25 Mar 2009 22:52:40 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Bill, Joe and Ann reviewing Beirut &amp; Sepultura</title>
            <description><![CDATA[<p><em><small>roubando da categoria <a href="http://twitter.com/oprimo">@oprimo</a> de "coisas excelentes demais para não ganharem um post"</small></em></p>

<p><br />
três velhinhos nonagenários tomando café da manhã e comentando duas faixas - uma do Beirut e outra do Sepultura. </p>

<p>Ann, além de chata, não entende picas. já os caras são ótimos. certamente tomaria uma ou DOZE cervejas com eles. </p>

<p><br />
<object width="480" height="295"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u5MZV29xotU&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/u5MZV29xotU&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"></embed></object></p>

<p><br />
velhinhos no metal VENCEM.</p>

<p><br />
<em><div style="text-align: right;"><a href="http://twitter.com/cabrapreta">dica via twitter do Mojo</a> </div></em></p>]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">reviews</category>
            
            
            <pubDate>Tue, 10 Mar 2009 15:31:27 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>impopCAST</title>
            <description><![CDATA[<p><a href="http://www.zshare.net/audio/54119431bf9de097/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3120/3198016284_ef78953a3a_o.jpg" width="400" height="374" alt="SESSIONS" align="right" vspace="6" hspace="10" /></a> a fim de evitar o uso infame demonstrado no título acima, llamamos IMPOP SESSIONS a mistura de podcast e mixtape que - tiagón y rênmero - criamos. </p>

<p><br />
A VOS. </p>

<p>com o intuito de compartilhar não apenas nossas escavações preferidas como também o papinho brabo entre elas. mas se não formos nós a fazer esse trabalho, quem o fará? ok, talvez nem seja necessário mas - rolou porque era a pilha, e ficou bacana, e vai ter mais. </p>

<p><br />
a não ser que vocês nos IMPEÇAM. <br />
pero aí já terão escutado, e o nosso objetivo, finalmente atingido. </p>

<p><br />
neste impop sessions #01, gravado ontem à noite via skype e editado no mesmo turno pelo camarada renmero, nosso <em>podmix tapecast </em>teve como modus operandi um super-trunfo musical: eu lançava uma carta contendo uma <em>canção</em>, renmero respondia com outra. assim montamos um playlist com 10 faixas, que embora bastante variadas entre si, acabam tendo diversos pontos conectores. slide guitar é um deles. guitarras crocantes é outro. um certo sotaque sulista (às vezes meio picareta). outra recorrência é o ritmo de contraataque: menos do que montar uma lista consistente e homogênea, a tônica era sacanear a escolha anterior - com estilo, claro. pra deixar bem variado. bem 'seu programa semanal de descobertas' e tudo o mais. entremeados às músicas, nossos comentários e até um tantinho de informação. em ritmo de botecagem. </p>

<p><br />
donde, por favor, por aqui: <br />
<a href="http://www.mediafire.com/?iyzm2yzljmu"><strong>clique para baixar.</strong></a></p>

<p>e se não quiser baixar, ok; <br />
<a href="http://www.zshare.net/audio/54119431bf9de097/">clique aqui para ouvir em streaming. </a></p>

<p><br />
quer tracklist? tem tracklist também. mas fica ali nos comentários pra quem for entrar na brincadeira e não gosta de SPOILER. os bravos. </p>

<p><br />
comentários, feedbacks e sugestões serão o OXIGÊNIO da próxima combustão. sonora. aguardamos.</p>

<p><br />
<a href="http://www.zshare.net/audio/54119431bf9de097/">ouçam!</a></p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/01/impopcast.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">sessions</category>
            
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">podcast</category>
            
            <pubDate>Wed, 14 Jan 2009 22:23:01 -0300</pubDate>
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