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        <title>impop</title>
        <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/</link>
        <description>1. metal, alt. rock, ambient, electronica, experimental, noise. 2. não pop. </description>
        <language>pt</language>
        <copyright>Copyright 2009</copyright>
        <lastBuildDate>Wed, 16 Dec 2009 13:53:43 -0300</lastBuildDate>
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            <title>IMPOP LIST GALORE TOP 2009 pt 2: ÁLDUR TOP NINE</title>
            <description><![CDATA[<p>disclaimer: esta é uma lista que DESTOARÁ das demais. é por sua conta e risco -- mas é também para o seu máximo deleite.</p>

<p>bueno.</p>

<p>"<em>druida do folk</em>" ou "<em>Áldur</em>" são epítetos que me acompanham e foram cunhados pelos comparsas que compartilham comigo a ÁRDUA, porém PRAZEIROSA, tarefa de listar aqui os melhores discos ouvidos durante este 2009 que se encerra, que se arrasta. de modo que ficam alertados sobre o conteúdo da MESMA.</p>

<p>não há uma ordem lógica. não sou bom com ordenações. procurei ir variando os estilos e, penso, construí uma listagem ESQUISITA o suficiente pra fazer jus aos apelidos que me perseguem. (não esperem muita racionalidade nos motivos.)</p>

<p>não tem sampler com vídeo porque, bom, em alguns casos não se acham exemplos dos artistas com a qualidade necessária.</p>

<p>portanto, sem mais DELONGAS, ei-la: <strong>FOLK AWARD 2009 - <a href="http://verbeat.org/blogs/aldurin">ÁLDUR</a> IMPROBABILIDADES MUSICAIS TOP NINE</strong></p>

<p><br />
<strong>~ <a href="http://www.verbeat.org/aygn/">all your gardening needs</a></strong> - <em>arranco</em> <small>#ambient</small> <img src="http://i98.photobucket.com/albums/l265/aldurin/folder-1.jpg" alt="all your gardening needs - arranco" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"></p>

<p><br />
os dois trabalhos do <a href="http://verbeat.org/blogs/bereteando"><strong>tiagón</strong></a> mereciam destaque nessa minha lista. fiquei com o ainda em "fase de testes" <em>arranco</em> porque este disco me surpreendeu e me emocionou. foi surpresa porque é "música-silêncio" que me pegou pelo estômago. <a href="http://verbeat.org/blogs/aldurin/2009/11/aygn.html">escrevi</a> sobre as sensações outro dia.</p>

<p>é trabalho cuidadoso. <strong>all your gardening needs</strong> é ir buscar os sons do cotidiano e transformar em música: de vendedor de batata-doce japonês a cantos das florestas tropicais de Myanmar e gotas de chuva caindo no meio do chão seco. um disco de poesias e paisagens imensas. "<em>música e poesia geográficas</em>" -- é o que tem lá dentro.</p>

<p>faixa na mixtape: <em>brotas de macaúbas</em></p>

<p></p>

<p><br />
<strong>~ <a href="http://balmorheamusic.com/">Balmorhea</a></strong> - <em>All Is Wild, All Is Silent</em> <small>#post-rock</small> <small>#ambient</small> <img src="http://static.rateyourmusic.com/album_images/s1928881.jpg" alt="Balmorhea - All Is Wild, All Is Silent" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"></p>

<p><br />
<strong>Balmorhea</strong> é post-rock com banjo. ponto. tem outras cordas (violoncelo, baixo, violino), mas o que eu ouço é sempre o improvável banjo compondo nessas músicas que são meu alívio imediato.</p>

<p>nesse disco tem mais piano e menos banjo. e piano tem essa capacidade de abrir espaço pra música vir atrás te destruindo. é destruição maneira, parece confortável e carinho, mas. tem um mundo inteiro pesando ali, porque <a href="http://verbeat.org/blogs/aldurin/2009/08/voce_nao_precisa_fazer_isso.html">um nome desses</a> não tá à toa.</p>

<p>lindo, lindo disco.</p>

<p>faixa na mixtape: <em>Remembrance</em></p>

<p></p>

<p><br />
<strong>~ <a href="http://lhasadesela.com/">Lhasa</a></strong> - <em>Lhasa</em> <small>#folk</small> <small>#<a href="http://www.last.fm/tag/new%20weird%20america">new weird america</a></small> <img src="http://static.rateyourmusic.com/album_images/s2132544.jpg" alt="Lhasa - Lhasa" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"></p>

<p><br />
quando eu conheci a <strong>Lhasa</strong>, cujo nome de batismo é <em>Lhasa de Sela</em>, não fui capaz de entender a música que saía dos fones. fiquei anos e anos com o primeiro álbum dela, <em>La llorona</em>, de 1998, parado no HD.</p>

<p>mas a vida gira. </p>

<p>a moça é a confusão dos lugares por onde passou: nasceu nos Estados Unidos, morou no México, na França e hoje está no Canadá, em Montréal. a música que ela faz, então, é uma  mistura de influências do folclore mexicano (as letras lembram as composições típicas da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ranchera">música ranchera</a>) com folk norte-americano e canadense (e daí o arrastado da voz, esse violão intermitente, percussão pesada, quase triste).</p>

<p><em>Lhasa</em> é um disco diferente dos dois anteriores. a influência latina não está óbvia ali, parece que ela se fechou mais no Canadá que a envolve dessa vez. as letras falam bastante sobre escuridão, o amor que se perde, a vida que fica mais distante. não é um disco pra ouvir e sair dançando, isso é certo. mesmo por isso, talvez, seja tão arrebatador.</p>

<p>faixa na mixtape: <em>Fool's Gold</em></p>

<p></p>

<p><br />
<strong>~ <a href="http://www.last.fm/music/HAYA">HAYA [哈雅乐团]</a></strong> - <em>寂静的天空 (Silent Sky)</em> <small>#worldmusic</small> <img src="http://static.rateyourmusic.com/album_images/s2529980.jpg" alt="Haya - Silent Sky " width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"></p>

<p><br />
o grupo <strong>哈雅乐团</strong> (<strong>HAYA</strong>, "margem") é formado por mongóis étnicos que vivem na região autônoma da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Inner_Mongolia">Mongólia Interior</a>, na China. saber muito mais do que isso <a href="http://www.google.com.br/search?q=%E5%93%88%E9%9B%85%E4%B9%90%E5%9B%A2%28Haya%29&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a">é bastante difícil, quase impossível</a>. a música que fazem tem traços da tradição mongol (especialmente na maneira como cantam) e influências chinesas e ocidentais.</p>

<p>em alguns momentos é possível dizer que fazem um "post-rock mongol", tocado com instrumentos chineses. as músicas são abertas, arejadas -- de um lirismo único, eu aposto (porque, entender, mesmo, não dá) -- com a vocalista <strong>Zhang Quansheng</strong> (<strong>张全胜</strong>) e sua voz de veludo ajudando bastante.</p>

<p>são canções de ninar em chinês entoadas no meio do deserto de Gobi. go figure.</p>

<p>faixa na mixtape: <em>雪山 (Snow Mountain)</em></p>

<p></p>

<p><br />
<strong>~ <a href="http://www.jvcmusic.co.jp/soilpimp/">SOIL & "PIMP" Sessions</a></strong> - <em>6</em> <small>#jazz</small> <img src="http://static.rateyourmusic.com/album_images/s2416595.jpg" alt="Soil &amp; Pimp Sessions - 6" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"></p>

<p><br />
maior descoberta do ano. quando eu precisei de um grau considerável de DEMÊNCIA ao longo do ano, foi nesse disco que encontrei. japoneses têm disso. se meteram a fazer -- e fazem MELHOR que qualquer outro -- uma banda de "<em>death jazz</em>" que ultrapassa limites, com um náipe de metais destruidor, todo swing que você NÃO imagina num nipônico e que, pra ACABAR, tem um <a href="http://farm4.static.flickr.com/3039/2757183676_8bbf58a521.jpg">AGITADOR</a> como <em>band leader</em>. <em>I rest my case</em>.</p>

<p>está na lista e estará sempre que discos novos aparecerem.</p>

<p>faixa na mixtape: <em>KEIZOKU</em></p>

<p></p>

<p><br />
<strong>~ <a href="http://www.cesaria-evora.com/">Cesária Évora</a></strong> - <em>Nha sentimento</em> <small>#worldmusic</small> <small>#morna</small>  <img src="http://static.rateyourmusic.com/album_images/s2505812.jpg" alt="Cesária Évora - Nha sentimento" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"></p>

<p><br />
dona <strong>Cesária Évora</strong> tem uma imponência que eu admiro. não deve em absolutamente nada às grandes divas que você quiser listar. eu teria muito orgulho se meu país fosse conhecido ao redor do mundo através da figura desta senhora. Cabo Verde deve ser um lugar improvável, cravado no alto de vulcões no meio do Atlântico, logo às portas da África, quente e solitário.</p>

<p>as pessoas de lá falam um idioma creole derivado do português -- durante séculos a língua de seus colonizadores -- quase ininteligível. a cadência da língua, a percussão leve da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Morna_%28music%29">morna</a> e da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Coladeira">coladeira</a> (os ritmos representados pela música da "<em>diva dos pés descalços</em>") dão uma impressão de que Cabo Verde fica ali no Caribe, entre palmeiras e praias azul-turquesas. mas é só reparar, com alguma atenção, nas letras e na seriedade com que dona <strong>Cesária</strong> canta as histórias cotidianas de seu país pra entender que não é bem assim.</p>

<p>o disco lançado em 2009, <em>Nha sentimento</em>, com composições dela própria e de outros cabo-verdeanos, é a prova de que este arquipélago caminha entre a alegria da música e a história de expropriações muito semelhantes à nossa própria. este eco que existe entre o que eu sinto e o que eles transmitem é o grande trunfo da música desta senhora admirável.</p>

<p>grande perda não ter ido assistir seu show na Virada Cultural do ano passado.</p>

<p>faixa na mixtape: <em>Serpentina</em></p>

<p></p>

<p><br />
<strong>~ <a href="http://www.illevriero.it/ianva/index-e.asp">IANVA</a></strong> - <em>Italia: Ultimo atto</em> <small>#darkfolk</small> <img src="http://static.rateyourmusic.com/album_images/s2268550.jpg" alt="Ianva - Italia: Ultimo atto" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"></p>

<p><br />
o <strong>IANVA</strong> é soturno. intercala nas suas músicas gravações de transmissões de rádio da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. tem até trechos de discursos do Mussolini. é uma composição entre a ATMOSFERA daqueles dias com letras críticas, irônicas ao sentimento que se apoderou dos italianos. tudo isso empurrado por uma mistura de influências do folclore no norte da península.</p>

<p>tem bombardeio, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=-gZzIlsNvDA">Pasolini</a> e canção tradicional italiana. tem voz de moça e chiado de rádio explodido.</p>

<p>é um grande "<em>disco histórico</em>".</p>

<p>faixa na mixtape: <em>Galleria delle grazie</em></p>

<p></p>

<p><br />
<strong>~ <a href="http://www.magnoliaelectricco.com/">Magnolia Electric Co.</a></strong> - <em>Josephine</em> <small>#americana</small> <small>#alt-country</small> <img src="http://static.rateyourmusic.com/album_images/s2163324.jpg" alt="Magnolia Electric Co. - Josephine" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"></p>

<p><br />
<strong>Jason Molina</strong> é um cara de várias bandas. esta, <strong>Magnolia Electric Co.</strong>, toca com mais seis músicos. a <strong>Songs: Ohia</strong> (outra favorita da casa, mas que não lançou disco em 2009, damn) leva sozinho.</p>

<p>tocam <a href="http://www.last.fm/tag/americana">americana</a>, <a href="http://www.last.fm/tag/alt-country">alt-country</a>, bem pouco "<em>alternative</em>" às vezes. tanto lá, na <strong>Songs: Ohia</strong>, quanto cá este moço consegue essas notas que escorrem entre linhas de baixo bem encaixadinhas (como seria de esperar de música country). a voz dele é o ponto mais forte da história toda: típica. imagino que todos os norte-americanos passando o KENTUCKY falem como ele -- ou cantem como ele, pra ficar na ideia.</p>

<p>não é o melhor trabalho da banda, que em 2007 me saiu com um disco QUÁDRUPLO, <em>Sojouner</em>, que é uma obra-prima. e mesmo quando solito, no <strong>Songs: Ohia</strong>, meu deleite é maior. no entanto, <em>Josephine</em> não foge à regra de qualidade e cuidado de todos os outros.</p>

<p>esta é outra banda que vai sempre estar nas minhas listas, sempre que lançar disco novo. ou enquanto o impop durar.</p>

<p>faixa na mixtape: <em>Josephine</em></p>

<p></p>

<p><br />
<strong>~ <a href="http://lisandro.biz/">Lisandro Aristimuño</a></strong> - <em>Las crónicas del viento</em> <small>#folk</small> <small>#argento</small> <img src="http://static.rateyourmusic.com/album_images/s2559042.jpg" alt="Lisandro Aristimuño - Las crónicas del viento" width="200" align="right" vspace="10" hspace="10"></p>

<p><br />
acho que o grande atrativo do <strong>Lisandro Aristimuño</strong> é a maneira como canta -- aqui e ali alguns silêncios: a música não precisa de voz o tempo todo. e eu arrisco dizer que ele acerta nessa escolha. isso até o último disco, no entanto. neste <em>Las crónicas del viento</em> alguma coisa mudou e Lisandro parece mais alegre. nos outros discos ele parecia estar com a navalha a poucos centímetros do pulso (o que me incomodava bastante), neste é outro cantor.</p>

<p>grande disco (duplo) que entrou na reta final da escolha.</p>

<p>faixa da mixtape: <em>Cosas de un soñador</em></p>

<p></p>

<p><br />
pois foi.</p>

<p>se quer tentar, eis <a href="http://www.mediafire.com/?onazyn5zgmg">a mixtape</a>.</p>

<p>é favor (a si) não perder a continuação do DESFILE. ainda por vir: <a href="http://verbeat.org/blogs/bunker">Renna Mero</a> e <a href="http://verbeat.org/blogs/brigatti">Mano Briga</a> -- <a href="http://verbeat.org/blogs/bereteando">tio Berê</a> <a href="http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/12/impop_melhores_de_2009.html">já foi</a>, você sabe.</p>

<p>êra 2010.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2009/12/impop_list_galore_top_2009_pt.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">alt.country</category>
            
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            <pubDate>Wed, 16 Dec 2009 13:53:43 -0300</pubDate>
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