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pelo line-up, é 1978 mesmo, ou no máximo começo de 1979.

Rainbow é uma banda mágica, usando um clichê multilateral - já que se trata de um encontro entre Ritchie Blackmore e Dio.

que Blackmore é um dos três gênios da guitarra dos últimos 40 anos, você já sabe.
e sobre Dio, se tem alguma dúvida, sugiro audição CUIDADOSA ao que faz o então jovem duende no vídeo acima. que até posso testemunhar, de próprio ouvido ao vivo já duas vezes e a última há três anos, que Ronald Padavona faz pensar em BOTOX VOCÁLICO.

sobre o disco, do link acima:

Long Live Rock n Roll was the last Dio era Rainbow album recorded. By this time, Blackmore and Dio had different visions musically. Blackmore wanted to sell out and start playing radio friendly love songs like the bands Foreigner and Boston were doing at the time. Ronnie wanted to keep playing his style of music, which was about dragons, wizards, kings, and all of that good stuff. Despite Blackmore's adamant objections to this musical direction of the band, Long Live Rock n Roll turned out to be an outstanding album. Song highlights include Gates of Babylon, Long Live Rock n Roll, Lady of the Lake, and the lightning-fast Kill the King. There is only one love song on the album, and it's called Rainbow Eyes. This song was probably Blackmore's idea. Rainbow Eyes is the only love song that Ronnie has sung since 1978. He sings about women sometimes, but not like a lovesick teenager.


com propriedade, não? sim, Lady of the Lake é fantástica, mas a melhor do álbum - solo de 1'10 e a melhor linha de baixo do hard rock - é The Shed.

vida curta: os três primeiros discos, foi o que durou a parceria.
talvez o suficiente, como tudo que Blackmore e Dio fazem.

mas quem está reclamando?

Rainbow '75-78: MAIOR registro da verdadeira e grandiosa alma do hard rock.
é o suficiente.


Eu tinha algo entre 15 e 20 anos, nunca vou me lembrar corretamente e, de fato, datas não importam muito. Mas graças à boa-vontade de Luiz, meu primo, eu ouvia o Daydream Nation do Sonic Youth, numa fita cassete. É, uma fita cassete, cara.

E o Sonic Youth ia entregando obra-prima atrás de obra-prima. "Teenage riot" abria o disco como o hino nacional abre um jogo de copa do mundo, depois vinha "Silver Rocket" se fazendo de punk-rock, depois emendava com "The Sprawl" e "Cross the breeze" e as guitarras seguiam resolutas, naquele timbre lindo que só o Sonic youth sabe fazer e que ninguém mais fará igual.

Até que chega "Providence", a oitava faixa. Tudo muda. O vigor das guitarras dá lugar a uma atmosfera escura e solene, pontuada pelo zumbido grave de um amplificador estourado e pelo lamento triste de um piano mal gravado.

E então, a letra. Falada e entregue por ninguém menos do que duas gravações de secretária eletrônica:

Watt here, I'm downstairs in this window.. yr uh, punk phone booth..

*beep*

Thurston, Watt.. Thurston.. I think it's 10:30.. we're callin' from Providence, Rhode Island. Did you find your shit? You gotta watch the mota, Thurston.. Yr fuckin memory just goes out the window. We couldn't find it in the van at all, we were wondering if you looked in that trash can.. when we threw out that trash, man.. with the bag in yr hand, did you dump it? Call later, bye.

Por alguma razão a faixa 8 caiu exatamente no finalzinho do lado A, então depois de "Providence" a fita parou e eu fui entregue a um silêncio levemente desconfortável. E no meio desse silêncio e em algum nível muito obscuro da minha cabeça, eu entendi a coisa toda, como que numa epifania.

Até hoje "Providence" continua sendo uma das melhores músicas que já ouvi.

Felizmente hoje temos Wikipedia pra enriquecer meu entendimento "formal" sobre a música:

Distante da maioria das sensibilidades roqueiras do álbum está a peça de musique concrete "Providence", mostrando algumas das tendências mais experimentais da banda. A música consiste de um solo de piano tocado por Thurston Moore e gravado com um walkman na casa de sua mãe, o som de um amplificador superaquecido e duas mensagens telefônicas mixadas, deixadas por Mike Watt, que ligou para Moore de um telefone público em Providence, Rhode Island. A música foi inusitadamente lançada como single e recebeu até um vídeoclipe de uma tomada só.

O clipe é esse aqui, meio tosquinho e com os palavrões censurados, mas vá lá. Fuçando mais os tubos da internet ainda descobri que a "letra" da música é por conta de uma sacola com cabos de guitarra e fitas cassete que Thurston havia comprado na noite anterior, quando a banda tocou em NY, e que havia sumido. Mike Watt estava ligando de Providence por conta de um show do Firehose que seria feito lá. A "Mota" que ele se refere é o apelido deles para maconha, que aparentemente andava lesando com a memória de Thurston.

jóias da família: Sabbath em compacto duplo de 1975. é do meu padrinho - o cara que me ensinou que havia música lá fora - e hoje está sob custódia de um primo. essa bolachinha traz o single - a faixa-título - e a instrumental Fluff, além de Paranoid e outra instrumental, Rat Salad.

frente
verso


Sabbath Bloody Sabbath é um disco que por pouco não existiu. depois de uma temporada frustrada na Record Plant de Los Angeles (com o abuso de drogas e álcool, não conseguiam terminar qualquer música), o quarteto voltou à Inglaterra e se instalou no castelo de Clearwall, em Gloucestershire - condado mais conhecido pelas competições de cheese rolling. à procura de inspiração, a banda resolveu compor e ensaiar nas masmorras do castelo. lá surgiram então os primeiros acordes da faixa título, seu riff, ela mesma completa, e então todo o disco - um dos mais importantes momentos da história do hard rock e do metal. e também o apogeu do Black Sabbath - depois disso, sua trajetória seria oscilante.

esse marco da música está próximo de completar 25 anos: foi lançado em 1° de dezembro de 1973. como acontece com obras de alto calibre, os riffs continuam atuais e de genialidade incomparada. o baixo segue ímpar em seu terreno, Ward demonstrava farto crescimento técnico e Ozzy vivia o auge da loucura - o que, em se tratando de Ozzy, é excelente.

abaixo, vocês ouvem Sabbath Bloody Sabbath - "o riff que salvou a banda", nas palavras de Tony Iommi. as imagens são da época.


Nobody will ever let you know
When you ask the reasons why
They just tell you that youre on your own
Fill your head all full of lies

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