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        <title>impop</title>
        <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/</link>
        <description>1. metal, alt. rock, ambient, electronica, experimental, noise. 2. não pop. </description>
        <language>pt</language>
        <copyright>Copyright 2008</copyright>
        <lastBuildDate>Tue, 19 Aug 2008 22:50:04 -0300</lastBuildDate>
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            <title>Meus melhores de 2008 (so far)</title>
            <description><![CDATA[<p>É uma lista altamente parcial (no sentido de "incompleta", não de "tendenciosa"), já que eu não fico caçando lançamentos do ano pra ouvir. Tanto que meu vício mais recente tem sido "Heaven or Las Vegas", disco do Cocteau Twins lançado em 1990. Além do mais faltam links e imagens das capas dos discos porque a maldita internet desse maldito hotel dessa maldita cidade está, mais uma vez, me deixando na mão.</p>

<p>Mas chega de disclaimer, vamulá:</p>

<p><u><strong>Girl Talk - Feed The Animals</strong></u></p>

<p>É o último trabalho de Greg Gillis, o mestre do mashup pop/rock/rap/Billboard top 100. Infelizmente, "Feed The Animals" repete EXATAMENTE a mesma fórmula do disco anterior, o "Night Ripper", validando a afirmativa de que Girl Talk é um mágico de um truque só.</p>

<p>Só que o truque dele é MUITO divertido!</p>

<p><u><strong>Vampire Weekend</strong></u></p>

<p>É a melhor coisa que ouvi em 2008. O som dos caras - que por alguma estranha razão anda sendo chamado de afro-pop - é muito amistoso, as letras são espertas e a dinâmica das músicas passeia num espaço agradável entre o vigoroso e o tranquilo. Mexidas no andamento, nos instrumentos (um órgão retrô ali, uma flauta acolá, um bongô mais adiante) e até na "estética" do som (às vezes puxando pro punk, pro caribenho ou pro kitsch) mantém o interesse firme e forte ao longo do disco. E ainda tem os competentes vocais de Ezra Koenig - que é homem, apesar do nome.</p>

<p>É uma obra-prima cujo único problema é ter apenas 34 minutos.</p>

<p>E, sim, tem muito hype em cima dos caras, mas não se deixe levar por isso.</p>

<p><u><strong>Portishead - Third</strong></u></p>

<p>Yeah, yeah, terceiro e antecipadíssimo disco dos papas do trip-hop e tal. Normalmente expectativas elevadas geram uma decepção proporcional, que, felizmente, não aconteceu. Mesmo depois de um hiato de 10 anos, o Portishead entrega o que todos esperavam - e com muita classe.</p>

<p>O disco é denso e construído sob os velhos (e funcionais) pilares do trip-hop: arranjos espartanos, tocados lentamente e em performances fortemente emocionais. Puxa pra baixo o mesmo tanto que o Vampire Weekend puxa pra cima - o que, portanto, o torna des-recomendável pra quem não curte navegar em emoções tristes.</p>

<p><u><strong>Fly Pan Am - Ceux Qui Inventent N'Ont Jamis Vecu (?)</strong></u></p>

<p>Olha, apesar deste disco fazer parte desta lista eu confesso que não entendo direito o rock experimental dos franco-canadenses do Fly Pan Am.</p>

<p>As músicas não parecem ir à lugar algum: os caras constróem uma "cena sonora" repetindo acordes nas guitarras por longos minutos, depois misturam live recordings com ruído e vocais perdidos, depois passam longos minutos em hiatos semi-silenciosos, depois "estragam" de propósito trechos das músicas, fazendo-as soar como se fossem glitches de um CD riscado ou um MP3 mal "encodado", e assim por diante. Só que existe uma "moral da história" no meio dessa bagunça: uma construção abstrata mas palpável e, num nível muito estranho da mente, perfeitamente compreensível.</p>

<p>E é isso que, de alguma forma, os torna geniais.</p>

<p><u><strong>Bonus Tracks:</strong></u> Comentários rápidos sobre outros lançamentos 2008itenses que ouvi.</p>

<p><strong>Daedelus - Love To Make Music To </strong>é delicioso como todos os outros discos de Daedelus. Mas, diferentemente do "Daedelus Denies the Day's Demise", esse investe numa atmosfera mais neutra ao invés daquela "animação toda" de sempre e, portanto, demora um pouco mais pra "bater"</p>

<p>O <strong>"Með suð í eyrum við spilum endalaust"</strong> (também conhecido como <strong>"disco do Sigur Rós com os caras pelados na capa"</strong>)... bem, esse aí é uma grande incógnita. Comprei, ouvi e ele ficou lá, encostado na prateleira virtual do meu iTunes. Não que o disco seja ruim, mas, sei lá, parece que foi apagado pela sombra do disco anterior (o absurdamente maravilhoso "Takk").</p>

<p>A faixa 4 de <strong>"The Midnight Organ Fight", do Frightened Rabbit</strong>, é tão boa que, sozinha, me fez comprar o disco na hora. Agora pergunta se eu tive tempo de ouvir o resto das músicas... :/</p>

<p>A eMusic inventou uma tal selo chamado "eMusic Selects" para promover bandas. Sim, é jabá, então fiquei olhando torto até que, de repente, apareceu <strong>"Keeper's", do Deastro</strong>...</p>

<p>E o <strong>Tape lançou "Luminarium"</strong> em 2008, disco atmosférico e rico de texturas que, infelizmente, não tive tempo de ouvir direito até agora.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/08/meus-melhores-de-2008-so-far.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">reviews</category>
            
            
            <pubDate>Tue, 19 Aug 2008 22:50:04 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Um pouco de muitos ou muito de poucos?</title>
            <description><![CDATA[<p>"Bati 2300 artistas no Last.fm", disse um transeunte do meu timeline do Twitter. O mesmo que, alguns dias antes, disse também: "fico orgulhoso quando faço download de uma banda que não tem nada mencionado no last.fm". Ficou claro que esse aí investe na variedade e se orgulha disso.</p>

<p>Já eu às vezes sofro com meus 65 downloads mensais da <a href="http://www.emusic.com">eMusic</a>. É que eles expiram se você não utilizá-los, e às vezes eu estou apenas começando a realmente aproveitar as compras do mês anterior quando me vejo obrigado a apressar a compra do mês atual. Além disso, às vezes eu curto ouvir bandas e discos já "velhos de guerra" (especialmente com fones de ouvido) e perceber detalhes, nuances e tudo aquilo que normalmente só se revela depois que o disco é revisitado.</p>

<p>São dois prazeres distintos. Um é <em>horizontal</em>: varrer o mundo buscando novidades - e como o mundão musical é bem amplo ouvem-se muitos discos poucas vezes. O outro é <em>vertical</em>, onde a idéia é aprofundar audições em um número pequeno de discos e bandas "eleitas". São poucos discos ouvidos muitas vezes.</p>

<p>Mas o que é melhor? Poucas bandas ouvidas com profundidade ou muitas bandas ouvidas superficialmente?</p>

<p>Pra piorar a escolha, alguns gêneros musicais parecem privilegiar uma ou outra abordagem. Discos esteticamente complexos, que investem mais em texturas e camadas, normalmente recompensam audições sucessivas. Isso é muito comum na música eletrônica, normalmente construída na base da "sobreposição" de sons. Já os álbuns que investem no clássico "verso-refrão-verso" e em conjuntos de timbres conhecidos (como o campeão "guitarra-baixo-bateria") não costumam guardar muitas surpresas sonoras na manga - mesmo se forem, como o velho e bom rock'n roll, uma delícia de se ouvir várias vezes.</p>

<p>Taí uma discussão sem fim - o que não é exatamente um problema. De qualquer forma aguardo para saber o que meus colegas de Impop (e você, meu querido telespectoleitor) tem a dizer...</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/08/um-pouco-de-muitos-ou-muito-de.html</link>
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            <pubDate>Tue, 12 Aug 2008 23:30:42 -0300</pubDate>
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            <title>&quot;Kind of Blue&quot; - Um comentário sobre jazz feito por quem não entende nada de jazz</title>
            <description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="Miles_Ahead.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/06/10/Miles_Ahead.jpg" width="250" height="261" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span>Semana passada eu ia lendo meus blogs e feeds quando topei com um post, favoritado pelo <a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando">grande chapa Tiagón</a>, sobre <a href="http://opensadorselvagem.org/blog/pqpbach/interludio-anexo-sobre-kind-of-blue/">"Kind of Blue", o megaboga disco de Miles Davis</a>. O post dizia que era "o disco mais vendido da história do jazz", "um dos mais importantes e influenciais de toda a música" e tal. Aí encasquetei que, naquela semana mesmo, ouviria "Kind of Blue" pela primeira vez.</p>

<p>O que me motivou foi o fato de que <em>eu não sei nada de jazz</em>. De fato, eu só tenho UM disco de jazz ("Giant Steps", de John Coltrane) e li algumas coisas muito picadas sobre como é que os músicos fazem jazz. Então resolvi me usar de cobaia para ver qual o efeito que "Kind of blue", erigido ao status de master-obra-prima-música-dos-deuses por quem entende da coisa, teria em meus ouvidos de neófito, despreparados para receber tais divindades.</p>

<p>Decidi ouvir o disco na sexta-feira, enquanto voava de Brasília para São Paulo - era o momento mais agradável do fim da semana de trabalho e ainda me dava a garantia de que eu não seria interrompido por ninguém durante uma hora e meia.</p>

<p>A primeira faixa, "So what", abriu, cuidadosamente, os trabalhos. A primeira sensação foi de conforto por perceber que os músicos estavam seguindo o "padrão jazz" que eu já conhecia: apresentar um <em>setting</em> - tipo um tema musical - e depois improvisar por cima. O tema me pareceu simples, duas notinhas, uma longa e uma curta - que até parecem mesmo dizer: "so what?". No entanto as progressões harmônicas eram bastante agradáveis - e desafiantes. Atualmente eu já ouvi o disco umas três vezes mas ainda não consegui me localizar totalmente nas mexidas de tom que os caras dão, especialmente em "Freddie Freeloader", a segunda faixa, que de repente descamba para um tom diminuto que, sei lá, eu não queria ser o cara que ia improvisar em cima daquilo.</p>

<p>Falando em improvisos, eles eram bem do jeito que eu havia lido: o esquema não era exibir técnica e velocidade, e sim trabalhar o lado melódico da coisa - coisa que, pelo que percebi, nosso amigo Miles faz tomando um cuidado todo especial não somente com a melodia, mas com a dinâmica e a expressão. E se considerarmos a melodia como o <em>storytelling</em> da música, a experiência de ver a história do disco sendo "escrita" em tempo real fez os quase 20 minutos das duas primeiras faixas passarem voando. </p>

<p>"Blue in green", a terceira faixa, reduziu a marcha do disco ainda mais, o que deixou bastante espaço para os instrumentos ficarem <em>ainda mais expressivos</em>. Eu acho isso bastante interessante, essa coisa de dizer mais com menos, de colocar intensidade no meio de discrição (até comentei disso <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2008/05/sutileza">no meu blog "normal"</a> outro dia), mas eu ainda não sabia que o melhor estava guardado para o final. Prosseguindo, em "All Blues", a faixa seguinte, reparei que até então os músicos praticamente não haviam caído em nenhum daqueles "clichês melódicos" - sabe, aquelas sequências manjadas que você vê espalhadas por aí, desde o fim das frases na música clássica (seeempre voltando pro tom básico e resolvendo a tensão construída anteriormente) até nas melodias pop de rádio. E aí eu pensava na base de "All Blues" e aquilo parecia <em>induzir as progressões mais óbvias</em>. Mas é como eu disse antes, não entendo nada de jazz - talvez não seja nada disso, mas pra mim o aparente esforço dos músicos em andar por um caminho genuinamente criativo deixava tudo ainda mais interessante.</p>

<p>E aí veio "Flamenco Sketches" - "esboços de flamenco", numa tradução livre. Meu amigo, minha amiga, eu lhes digo que "Flamenco Sketches" me propiciou uma experiência que tem que ser descrita no detalhe: </p>

<p>Nos primeiros 30 segundos, apoiado pelo piano e pelo contrabaixo, Miles expõe a primeira parte do tema no seu trompete. Melodicamente aquilo não tinha nada de mais, mas eram notas tão bem escolhidas, tocadas de um jeito tão bonito... era um daqueles casos onde o músico pega um punhado de notas simples, descompromissadas, e na hora de junta tudo acaba nascendo uma frase inesquecível - como as notas do tema de Star Wars ou da introdução de Come As You Are, do Nirvana.</p>

<p>Aí, na sequência, a base do piano/contrabaixo faz uma curva de, sei lá, um tom e meio e, para minha surpresa, vai parar num acorde ainda mais bonito. E Miles entra com uma nota - uma única nota - longa, alta e pungente em seu trumpete. <em>Precisamente nesse instante</em> me passaram algumas centenas de coisas na cabeça: a primeira foi "Uou!"; a segunda foi "ah, então é ISSO que aquelas cantoras ficam tentando fazer quando dão aqueles agudos chatérrimos e que todo mundo acha lindo e fica aplaudindo". É que no caso das cantoras elas até acertam a nota, dão a entonação certinha, botam um vibrato pra dar "um plus a mais" mas ainda assim sempre faltava alguma coisa... precisamente a coisa que estava, de alguma forma, contida naquele agudo pungente do trumpete de Miles Davis. Daquele instante em diante a fama de obra-prima de "Kind of Blue" estava plenamente justificada pra mim.</p>

<p>Só na terceira (ou quarta parte, sei lá) do tema, quando o piano toca aquela sequência realmente típica de flamenco (sabe a música do Vega, do Street Fighter? Mais ou menos aquilo ali) é que a música explica seu nome. E Miles vai acompanhando e, de uma forma que eu nunca vi antes, colocando música em <em>todo e qualquer movimento do seu trumpete</em> - inclusive na hora de silenciar as notas ou de tocar, bem <em>en passant</em>, um semitom. É mais ou menos como se o cara produzisse beleza musical até quando está parando de tocar, revestindo tudo de uma expressividade com a qual eu, definitivamente, não estava acostumado.</p>

<p>Fechando o disco veio um take diferente da mesma "Flamenco Sketches", também muito bom mas que não teve muita graça por causa do meu nível de fascínio com o take anterior. E aí o disco acabou e eu fiquei ali, perdido em algum ponto do céu do interior de São Paulo, sem saber que disco eu teria condições psicológicas de ouvir na sequência.</p>

<p>O veredito, portanto, é esse: eu posso não entender muito da coisa, mas achei o "Kind of Blue" fenomenal.<br />
</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/06/kind-of-blue-um-comentario-sob.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">reviews</category>
            
            
            <pubDate>Tue, 10 Jun 2008 18:58:37 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Isso não é música de gente séria</title>
            <description><![CDATA[<p>Tom Zé, lá em 1973, abriu seu disco "Todos os Olhos" cantando:</p>

<blockquote>Todo compositor brasileiro é um complexado. Porque então esta mania danada, essa preocupação de falar tão sério, de parecer tão sério, de ser tão sério...</blockquote>

<p>Eu, particularmente, adoro quando a música perde a compostura e vira piada, sarcasmo, nonsense ou coisa que o valha. E tem gente muito boa nisso, como por exemplo...</p>

<p><u><strong>Kid Koala</strong></u></p>

<p><object width="300" height="80"><param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/tzfErl3vCP/aus=false/"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://media.imeem.com/m/tzfErl3vCP/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"></embed><a href="http://www.imeem.com/veluria/music/GEa9RHox/kid_koala_like_irregular_chickens/">Like Irregular Chickens - Kid Koala</a></object></p>

<p>O garoto coala canadense pode até ser absurdamente habilidoso nas turntables, mas o que eu mais gosto no seu trabalho é o senso de humor. Quem clicou no "play" ali em cima deve ter percebido que "Like Irregular Chickens" é feita com <em>scratches </em>de sons de galinhas (e de gente imitando galinha!). <a href="http://www.imeem.com/people/TO_JIj/music/9T-YlAcP/kid_koala_flu_season/">"Flu Season"</a> segue o mesmo processo criativo, mas dessa vez com espirros, tosse e outras pneumopatias. E <a href="http://www.imeem.com/chronicade/music/EixekIcm/kid_koala_carpal_tunnel_syndrome_13_barhopper_ii/">"Barhopper 2"</a> é a primeira música da história a conter o som de um autêntico "silêncio desconfortável" em um encontro amoroso.</p>

<p><u><strong>The Rip Off Artist</strong></u></p>

<p>Sim, o nome do cara é "o artista da cópia descarada". Todos os seus discos copiam nomes de discos famosos, como o "Pump" do Aerosmith, o "In through the out door" do Led Zeppelin ou o "Pet Sounds" dos Beach Boys. E, ironicamente, o som é um IDM/Glitch cuidadosamente preparado e absolutamente original. E bem humorado, como a faixa abaixo deixa bem claro:</p>

<p><object width="300" height="80"><param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/CUV2EGtCkI/aus=false/"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://media.imeem.com/m/CUV2EGtCkI/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"></embed><a href="http://www.imeem.com/people/Eyq5iGA/music/SBpCMMmV/the_rip_off_artist_vibrating_vegetable/">Vibrating Vegetable - The Rip Off Artist</a></object></p>

<p><a href="http://complicatedinc.com/">O site dele</a> continha um monte de biografias fantásticas - todas falsas. Atualmente elas foram substituídas por uma mensagem informando que o artista "se aposentou". Eu estou rezando pra que seja mais uma brincadeira...</p>

<p><u><strong>Cex</strong></u></p>

<p>Cex é, literalmente, um moleque. Seu primeiro lançamento foi em 1998, quando ele tinha 16 anos. Os discos da sua fase de IDM seriam um trabalho de altíssima seriedade... não fossem algumas faixas de gozação que sempre abrem, fecham ou entremeiam os seus discos: "High Scores", por exemplo, é uma pegadinha sonora envolvendo um casal de lésbicas e um Playstation (sério!). "Furcoat" abre com um casal de músicos falsos chegando no tapete vermelho do MTV Music Awards e confrontando um Cex versão <em>gangsta</em>, com facas e tudo.</p>

<p><u><strong>Beastie Boys</strong></u></p>

<p>Os caras já são naturalmente espirituosos, mas o lado "piadinhas" dos Beastie Boys sai mesmo do armário é na coletânea "Anthology - The Sounds of Science", cheia de faixas, digamos, "descompromissadas", como o inesperado country em <a href="http://www.imeem.com/musicmath/music/_vp9_Krc/beastie_boys_15_railroad_blueswma/">"Railroad Blues"</a> e <a href="http://www.imeem.com/people/4dguaej/music/7-TT7VTY/beastie_boys_country_mikes_theme/">"Country Mike's Theme"</a>, ou a hilária <a href="http://www.imeem.com/princess82680/music/yI8jXNRq/the_beastie_boys_boomin_granny/">"Boomin' Granny"</a> que versa sobre o amor pelas velhinhas, e que merece um trechinho da letra reproduzido aqui:</p>

<blockquote>Because I saw you at the check-out line<br>
You dropped your coupons, and you were looking fine<br>
Sophisticated, and so mature<br>
I couldn't really care if you're sixty or seventy-four<br>
Because I want ya, and I need ya...</blockquote>

<p>Mas a melhor é "Netty's Girl", uma baladinha dor-de-cotovelo cantada por um Mike D. e um Ad Rock que, ou estavam realmente bêbados, ou fizeram a melhor performance pseudo-etílica da história. Ouça você mesmo:</p>

<p><object width="300" height="80"><param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/T1obU7tUtZ/aus=false/"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://media.imeem.com/m/T1obU7tUtZ/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"></embed><a href="http://www.imeem.com/symplicated/music/QWMyl7I8/beastie_boys_nettys_girl/">Nettys Girl - Beastie Boys</a></object></p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/06/isso-nao-e-musica-de-gente-ser.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">listas</category>
            
            
            <pubDate>Wed, 04 Jun 2008 00:43:05 -0300</pubDate>
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            <title>Para ouvir agora - DF Tram</title>
            <description><![CDATA[<p>No <a href="http://www.myspace.com/dftram">MySpace do cara</a> tá escrito assim: </p>

<blockquote>DF Tram is one of the most respected chillout djs/producers in north america and also one of the brains behind the band jumpcut and the <a href="http://www.ambi-sonic.com/">ambisonic</a> collective.</blockquote>

<p>Os <em>sets </em>dele são simplesmente geniais: faixas clássicas de ambient temperadas com <em>samples</em> obscuros, divertidos ou inusitados: jingles de comerciais dos anos 60, trechos de palestras sobre drogas, canções infantis, áudio de missões da NASA e o que mais der na telha. Acontece bem do jeitinho que o slogan da <a href="http://www.ambi-sonic.com/">Rádio AmbiSonic</a> diz: "tuning you in, chilling you out".</p>

<p>Uma boa iniciação ao trabalho de DF Tram são os sets da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chillits">Chillits</a>, pequena (e exclusiva) festa anual do gênero. Todos os sets de todos os DJs que tocaram na festa, desde o ano 2000, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chillits#Recordings">estão disponíveis para download</a>. Os de <a href="http://www.cloudfactory.org/music/chillits05.html">2005</a> e <a href="http://www.cloudfactory.org/music/chillits07.html">2007</a> eu garanto.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/06/para-ouvir-agora-df-tram.html</link>
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            <pubDate>Wed, 04 Jun 2008 00:28:56 -0300</pubDate>
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            <title>Acselerêitor</title>
            <description><![CDATA[<p>Eu adoro <a href="http://www.xlr8r.com/podcast">o podcast da revista XLR8R</a> - Não tem locução nem conversa fiada: ou é um apanhado de música nova ou um <em>DJ set</em> de gente muito fina. </p>
<p>Hoje fui almoçar tirando o atraso dos podcasts e ouvi muita música interessante vinda de lá. Clique nos links pra ouvir a faixa que eu comento:</p>
<p><a href="http://www.xlr8r.com/mp3/2008/03/alem-o">MC Gringo - Alemão</a> - Isso é globalização, meu amigo! MC Gringo é realmente alemão - um jornalista que mora no Rio e canta funk carioca em português com um sotaque hilário. Note que a base da música é emprestada do Kraftwerk... </p>
<p><a href="http://www.xlr8r.com/mp3/2008/03/jour-et-nuit">Christopher Bissonnette - Jour et Nuit</a> - Ah, o ambient. Aquele gênero musical onde cada faixa tem 10 minutos de <em>porra nenhuma</em> acontecendo. Por isso que, quando o ambient é bom, ele é <em>realmente</em> bom: afinal, é complicado fazer uma música boa usando apenas harmonias, texturas e reverb. </p>
<p><a href="http://www.xlr8r.com/mp3/2008/02/need-love">Otic Angst - Need That Love</a> - Tem só 23 anos o tal Otic Angst, mas o moleque produz seu "electro-soul" com esmero: cuida da batida, escolhe bem seus samples, inclui uma ou outra variação inusitada para manter o interesse e depois mistura tudo na medida certa. O resultado? "Need That Love" faz você levantar as duas sobrancelhas e sentir vontade de mexer a bunda. </p>
<p><a href="http://www.xlr8r.com/mp3/2008/02/pointy">Débruit - Pointy</a> - Soa quebrada, como se o cérebro estivesse doidão de alguma coisa e só conseguisse pensar pelas metades. Pra quem não usa drogas (meu caso) esse tipo de coisa é sempre interessante, é o jeito "limpo" de conseguir uma experiência mental parecida. </p>
<p><a href="http://www.xlr8r.com/mp3/2008/02/new-hollywood-babylon">Don Cavalli - New Hollywood Babylon</a> - Imagine Wesley Wilis compondo folk rock para filmes de Bollywood. Coisa linda! E o tal Don Cavalli é, surpreendentemente, francês.</p>
<p><strong>Bonus:</strong> <a href="http://www.xlr8r.com/podcast/2008/03/exclusive-mix-synth-tax-kid-kame">Synth Tax, DJ set de Kid Kameleon</a> (que escreve para a revista), contém funk carioca e Bonde do Rolê, mas AINDA ASSIM é a coisa mais divertida do universo e é absolutamente IMPERDÍVEL. Baixe djá e ouça sem preconceitos.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/05/acselereitor.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">listas</category>
            
            
            <pubDate>Mon, 05 May 2008 14:29:53 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Meus discos do mês</title>
            <description><![CDATA[<p>Comprei na <a href="http://www.emusic.com/">eMusic</a>. Sim, babo ovo mesmo.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="20080428.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/impop/20080428.jpg" class="mt-image-left" style="margin: 0pt 20px 20px 0pt; float: left;" width="155" height="155" /></span> <strong><u>Fennesz &amp; Sakamoto - Sala Santa Cecilia</u></strong></p>

<p>As paredes de barulho sonoro que o austríaco Christian Fennesz constrói com sua guitarra e seu Mac não são exatamente "acessíveis". Tanto que a comunidade dele no Orkut, por exemplo, tem minguados 37 membros.</p>

<p>"Sala Santa Cecília" é uma parceria de Fennesz e Ryuichi Sakamoto, gravada ao vivo na Itália para o festival Romaeuropa. Sakamoto contribuiu com pitadas eletrônicas, Fennesz entrou com sua sempre competente guitarra "ambient", e o resultado são 19 minutos* de uma sintonia ímpar - e olha que não é exatamente simples "sintonizar" barulho de guitarra hiperprocessado com <em>pops/clicks/glitches</em> aparentemente aleatórios. (<a href="http://www.myspace.com/fennesz">Myspace</a> - <a href="http://www.fennesz.com/">Site oficial</a>)</p>

<p>* - <span class="caps">DICA QUENTE</span>: Músicas longas são o melhor custo benefício da eMusic, já que você paga por faixa. Neste disco você leva 19 minutos de música por US$ 0,26 (sim, vinte e seis <span class="caps">CENTAVOS </span>de dólar).</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="20080428_2.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/impop/20080428_2.jpg" class="mt-image-left" style="margin: 0pt 20px 20px 0pt; float: left;" width="155" height="155" /></span><u><strong><span class="caps">OOIOO </span>- Kila Kila Kila</strong></u></p>

<p>É meu terceiro disco do OOIOO. Nesse ritmo eu vou completar minha coleção rapidinho...</p> 

<p>"Kila Kila Kila" segue a receita básica do OOIOO, ou seja, loucura psicodélica total, guitarras e batidas semi-tribais se repetindo por longas faixas, vocais meio "mantra" meio "coisas que o xamã da sua tribo cantaria". E é por isso que eu aprecio esse pessoal, pois há uma linha muito, muuuuito tênue entre o <em>nonsense</em> puro e simples e a <em>música extraída do meio do nonsense</em> - habilidade esta que eles esbanjam e que me fascina. (<a href="http://www.myspace.com/oooiooo">Myspace</a> - <a href="http://ooioo.jp/">Site oficial</a>)</p>

<p>&nbsp; <br /></p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="20080428_3.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/impop/20080428_3.jpg" class="mt-image-left" style="margin: 0pt 20px 20px 0pt; float: left;" width="155" height="155" /></span><u><strong>Tape - Opera</strong></u></p>

<p><em>Opera</em> é uma espécie de joguinho entre texturas "analógicas" e "digitais": acordeons misturados com glitches, violões e gaitas mesclados com ruído rosa e por aí vai.

<p>A abordagem do trio de multi-instrumentistas suecos responsáveis por este disco é bem evidente logo na primeira audição. Os instrumentos não são usados do jeito convencional - ao invés de tocar músicas (sequências de notas) eles <em>emprestam texturas</em>, timbres e cores para as faixas. A "moral da história" de cada faixa não está na sequência das notas que são tocadas, e sim em como estas texturas se misturam e se alternam. Se bobear, o título do disco (Opera) deve até ser uma piadinha com este jeito convencional de compor... (<a href="http://www.myspace.com/tapesthlm">Myspace</a> - <a href="http://www.tape.se/">Site oficial</a>)</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/04/meus-discos-do-mes.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">reviews</category>
            
            
            <pubDate>Mon, 28 Apr 2008 19:16:12 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>A música mais desagradável do mundo</title>
            <description><![CDATA[<p><a href="http://www.komarandmelamid.org/">Komar e Melamid</a>, dois artistas, fizeram uma pesquisa online para descobrir quais são as características mais indesejáveis em uma música.</p>

<p>O resultado? "A música mais indesejada tem 25 minutos aproximadamente, varia entre partes calmas e barulhentas, tempos rápidos e lentos, timbres extremamente altos ou baixos, e essa dicotomia deve ser apresentada de forma abrupta" - ou seja, como qualquer faixa do Godspeed You! Black Emperor, uma das minhas bandas prediletas.</p>

<p>Mas o melhor é que os caras resolveram montar uma música com estas características, compondo o que seria <a href="http://ubu.artmob.ca/sound/komar_melamid/KomarMelamid_The-Most-UnwantedSong.mp3">uma música cientificamente desagradável</a> (que pra mim é perfeitamente audível). Tem também o oposto, <a href="http://ubu.artmob.ca/sound/komar_melamid/KomarMelamid_The-Most-Wanted-Song.mp3">uma música construída apenas com características desejáveis</a>, que - previsivelmente - soa como uma mistura de Kenny G com qualquer faixa que toque na Jovem Pan.</p>

<p>No ramo da música "desagradável" (note as aspas), minha melhor recomendação é uma banda "irmã" do Godspeed, chamada Set Fire To Flames, e seu disco duplo intitulado "Telegraphs in Negative". Citando <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/03/as-compras-do-ms-do-primo-4">eu mesmo</a>:</p>

<blockquote>No site da gravadora Alien8, a história de Telegraphs in Negative é contada. Basicamente, os 13 integrantes da banda acharam um grande celeiro abandonado na área rural de Ontario, no Canadá, levaram o equipamento e se trancaram lá. "O álbum foi formado numa situação de isolamento auto-imposto, com a banda funcionando tanto individualmente quanto comunitariamente, em estágios de pouco ou nenhum sono, níveis variados de intoxicação, e confinados fisicamente", diz o site.

<p>Telegraphs in negative NÃO é um disco divertido. NÃO é um disco fácil. NÃO é um passeio no parque. É uma jornada difícil por consciências atormentadas, por demônios escondidos atrás de cada pilha de feno e de madeira velha. É um disco que vai incomodar e vai lhe deixar deprimido.</p>

<p>No entanto, Telegraphs in negative é intenso, e por isso mesmo profundamente expressivo, atingindo extremos onde, por exemplo, uma faixa contendo apenas trechos gravados de telefonemas ("Mouths trapped in static") fica linda e é mais emocional do que quaisquer 20 minutos de guitarra urrando no último volume.</blockquote></p>

<p>(Links da música desagradável/agradável via <a href="http://www.meiobit.com/udio-video-fotografia/a-cancao-que-ninguem-deseja-ouvir">MeioBit</a>)</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/04/a-musica-mais-desagradavel-do.html</link>
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            <pubDate>Mon, 21 Apr 2008 09:13:40 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Do que é preciso para fazer 10 minutos de música</title>
            <description><![CDATA[<p>Porque vivemos na era do rapidshare, do speeddating, do quicktime e do fasttracking. </p>

<p>Nem todo mundo anda com tempo de ouvir música comprida. Exemplinho: lembra do Daft Punk? Fez "One More Time", que tem 6:05 minutos na sua versão original. Aí botou pra tocar no rádio. E o rádio não tinha "time" para "one more time" inteira, então passaram a faca no break de dois minutos que ela tinha bem no meio, sem cerimônia. Dois minutos, cara! "Dá pra tocar uma Rihanna nesses dois minutos", devem ter dito.</p>

<p>Aí tem gente que faz músicas com oito, dez, vinte minutos. Algumas são tão boas que é o resto do mundo que pára para elas tocarem. Assim, para inaugurar minha participação neste blog (primeiro post êêê!), aqui vai meu <strong>TOP 10 músicas longas</strong>.</p>

<p><em><strong>10) "Everything lay still", <a href="http://www.myspace.com/colleenmusique">Colleen</a></strong> (10 minutos e 47 segundos)</em><br>Imagine que você ficou preso dentro de uma caixinha de música...</p>

<p><em><strong>9) "Another near miss", <a href="http://www.myspace.com/lauranoise">Laura</a></strong> (8 minutos e 51 segundos)</em><br>Laura é australiana e muito interessante. Esta faixa fecha o disco "Radio Swan is Down", a obra-prima da banda. Mas atenção para o spoiler: a música morre no final.</p>

<p><em><strong>8) "13 angels standing guard 'round the side of your bed", <a href="http://www.myspace.com/silvermtzion">A Silver Mt. Zion</a></strong> (7 minutos e 22 segundos)</em><br>É <em>exatamente</em> como 13 anjos da guarda em volta da sua cama soariam. E o engraçado é que esta faixa é uma exceção no trabalho normal do A Silver Mt. Zion, que normalmente faz música bem mais seca e difícil. (Curiosidade: "A Silver Mt. Zion" é apenas um resumo do nome correto da banda, "Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra & Tra-La-La Band")</p>

<p><em><strong>7) "Autobahn", <a href="http://www.myspace.com/kraftwerk">Kraftwerk</a></strong> (22 minutos e 43 segundos)</em><br>A música é mais velha que eu. E os mais velhos tem muito a ensinar. Vovô Schneider e Vovô Hutter já sabiam, há 34 anos, como construir belas experiências através de música - até mesmo experiências como a de viajar de carro. </p>

<p>(p.s.: <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL385750-7085,00-MORRE+O+FUNDADOR+E+EXBATERISTA+DO+KRAFTWERK.html">descanse em paz, Klaus Dinger</a>)</p>

<p><em><strong>6) "Milano", <a href="http://www.myspace.com/sigurros">Sigur Rós</a></strong> (10 minutos e 25 segundos)</em><br>O segredo da boa música longa são longos crescendos que desembocam em momentos de completa apoteose sonora, guitarra esmigalhando, bateria destruíndo, etc., como a que acontece bem no meio de "Milano". Você nem repara a voz de mulherzinha do vocalista....</p>

<p><em><strong>5) "First breath after coma", <a href="http://www.myspace.com/explosionsinthesky">Explosions in the sky</a></strong> (9 minutos e 33 segundos)</em><br> É como "Milano", mas não tem vocalista com voz de mulherzinha. De fato, não tem vocal nenhum. Mas muita coisa é dita pela melodia das guitarras.</p>

<p><em><strong>4) "TNT", <a href="http://www.last.fm/music/Tortoise">Tortoise</a></strong> (7 minutos e 33 segundos)</em><br>Essa música me lembra um amigo que, ao ouví-la pela primeira vez, fez uma cara inesquecível de "estou absolutamente fascinado com essa bateria".</p>

<p><em><strong>3) "Djed", <a href="http://www.last.fm/music/Tortoise">Tortoise</a></strong> (20 minutos e 59 segundos)</em><br>Os caras do Tortoise parecem se relacionar com a música em um patamar diferente das pessoas comuns. É como se eles morassem naquele andar 7 e 1/2 do filme "Quero Ser John Malkovich".</p>

<p><em><strong>2) "La canción de gurb", <a href="http://www.myspace.com/migala">Migala</a></strong> (8 minutos e 30 segundos)</em><br>É meio que uma versão mais longa para "Gurb's song", gravada três anos antes. "Gurb's song" conta, com um inglês cheio de sotaque <em>español</em>, a história de um amor súbito e incrivelmente intenso. E "La canción de Gurb" mostra, sem vocais mas com incrível nitidez de detalhes, a intensidade desse amor. Ouça com fones, bem alto.</p>

<p><em><strong>1) "Storm", <a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=125114977">Godspeed You! Black Emperor</a></strong> (22 minutos e 32 segundos)</em><br>Storm é perfeição. Primeiro a música sobe aos céus num looongo e maravilhoso <em>crescendo</em> de 10 minutos. Depois você é arrebatado por sete minutos da "tempestade" que dá nome à faixa. E o que resta pelos últimos cinco minutos não é a bonança, e sim uma paisagem destruída, pós-apocalíptica, magistralmente bela em sua tristeza profunda.</p>

<p>Eu conto na mão esquerda do Lula as bandas que eu tenho vontade de ver ao vivo. O GY!BE é a banda do dedão, a primeirona da lista. Reza a lenda que o som ao vivo é tão alto que o público tem que ir se afastando do palco aos poucos. Eu acho que nessa hora eu também me afastaria. De joelhos.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/impop/2008/04/do-que-e-preciso-para-fazer-10.html</link>
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            <pubDate>Thu, 03 Apr 2008 22:05:02 -0300</pubDate>
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