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num breve átimo de suspensão da descrença e da fadiga, clico no play do vídeo acima, que chega dizendo "Nirvana vs Rick Astley - Never Gonna Give Your Teen Spirit Up".


impossível adivinhar: a versão STEALTH do inefável rick roll é BRILHANTE. como em todo mashup que merece o nome, causa nível 10 de estranhamento/wha?/mindfuck. não apenas isso; o garage sujo e podre original vira um rock/pop radiofônico grudento. Rick Astley poderia fazer fortuna numa banda de HARDCORE MELÓDICO.


e, provavelmente, também Roy Orbison.


créditos a Morgoth, que apesar do nome black metal é dj em uma festa onde só toca mashups desse tipo. deve ser bastante divertido. (download da faixa aqui. no blog da festa tem sets completos também.)





dj morgoth

"Bati 2300 artistas no Last.fm", disse um transeunte do meu timeline do Twitter. O mesmo que, alguns dias antes, disse também: "fico orgulhoso quando faço download de uma banda que não tem nada mencionado no last.fm". Ficou claro que esse aí investe na variedade e se orgulha disso.

Já eu às vezes sofro com meus 65 downloads mensais da eMusic. É que eles expiram se você não utilizá-los, e às vezes eu estou apenas começando a realmente aproveitar as compras do mês anterior quando me vejo obrigado a apressar a compra do mês atual. Além disso, às vezes eu curto ouvir bandas e discos já "velhos de guerra" (especialmente com fones de ouvido) e perceber detalhes, nuances e tudo aquilo que normalmente só se revela depois que o disco é revisitado.

São dois prazeres distintos. Um é horizontal: varrer o mundo buscando novidades - e como o mundão musical é bem amplo ouvem-se muitos discos poucas vezes. O outro é vertical, onde a idéia é aprofundar audições em um número pequeno de discos e bandas "eleitas". São poucos discos ouvidos muitas vezes.

Mas o que é melhor? Poucas bandas ouvidas com profundidade ou muitas bandas ouvidas superficialmente?

Pra piorar a escolha, alguns gêneros musicais parecem privilegiar uma ou outra abordagem. Discos esteticamente complexos, que investem mais em texturas e camadas, normalmente recompensam audições sucessivas. Isso é muito comum na música eletrônica, normalmente construída na base da "sobreposição" de sons. Já os álbuns que investem no clássico "verso-refrão-verso" e em conjuntos de timbres conhecidos (como o campeão "guitarra-baixo-bateria") não costumam guardar muitas surpresas sonoras na manga - mesmo se forem, como o velho e bom rock'n roll, uma delícia de se ouvir várias vezes.

Taí uma discussão sem fim - o que não é exatamente um problema. De qualquer forma aguardo para saber o que meus colegas de Impop (e você, meu querido telespectoleitor) tem a dizer...

nas noites em que eu não quero ouvir nada específico e o shuffle fica me sacaneando com porcaria (ou insistindo pateticamente em Alice in Chains ou Megadeth, que ele adora), um dos coringas dourados é Wes Montgomery.

se acontecer por aí também, quebre a vidraça com o vídeo abaixo. Full House não é só o meu tema preferido - é um dos riffs mais memoráveis do jazz.

do tipo, se isso não te cativar, cara - é melhor começar a se preocupar.

[e pra quem toca guitarra, bônus: quero ver tu fazer metade disso aí tudo com o DEDÃO que nem o gênio.]