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impop pode ser impopular, e pode ser corruptela de anti-pop.
pela lógica, impop só não pode ser o óbvio.

impop pode ser rock. desde que não seja besta. nem vazio. nem hypado. impop pode ser irônico e dar uma detonada, se estiver na pilha; mas a verdade é que não tem muito sentido perder tempo com o que não vale a pena.

pode ser também um estilo extremo, ou extremamente mínimo. impop respeita gêneros e se alimenta de diversos deles. orgânicos, digitais ou híbridos. obscuros, experimentais e avant-garde.

pode ser simples? por que não.
impop se aventura no complexo e no nonsense. e assim pode medir a simplicidade.

impop não significa blasé, ou esnobe. impop pode até ser de dançar. só o que não se perdoa é aquilo que é feito com má intenção.
o resto é música.

impop se apaixona,
não teme a arte e não desvia a trajetória.
impop procura as harmonias e as notas da perfeita conexão neural. que se cada um de nós tem uma identidade sonora à procura da alma-gêmea, impop é um cardápio e um diário de bordo.

impop acredita que a música é um harém.

se a maioria do que é pop é ruim, raso e descartável, impop tem a obrigação de significar o contrário. ao menos em sua maioria.

há muito a explorar e impop é um satélite de antenas formato diapasão. com um filtro anti-spam sub-atômico. e a pretensão necessária de quem quer disseminar aquilo que julga belo e digno. ser microholofote. compartilhar relevância. pra transformar-se em sorriso auditivo.


impop não é tudo que não é pop.
impop é apenas um foco.