IMPOP LIST GALORE TOP 2009 pt 3: envelhecendo com TIO BRIGA

Olá. Essa será, salvo catástrofe, a lista mais pop que você verá aqui no Impop em qualquer tempo. E ela não tem como ser diferente. É preciso trabalhar com a massa quando se trabalha para a massa. O que não significa qualquer tipo de perda, existe algo ali naquele emaranhado de acordes viciados e rimas ordinárias implorando para ser encontrado.

Bom, se existe, em 2009 eu não encontrei. Sequer fui capaz de elencar 10 discos que foram ouvidos, de fio a pavio, durante o ano. Mas os que aqui estão, garanto, ficaram rodando por um longo tempo, ininterruptamente, em pelo menos três dispositivos diferentes, da data do seu lançamento até poucos dias atrás. Alguns continuam. Outros voltam de vez em quando. Mas todos, sem exceção, merecem ser ouvidos.

Ah, sim, não existem ordem. Se puder, baixem/comprem todos, compactem num único arquivo e coloquem no random. Há um exigente condutor ali. Chama-se qualidade. Confiem. As faixas indicadas são as melhores na minha opinião. Mas há outras.

Abaixo, um sampler com todos. A seguir, um a um. Escolha e vá.


1. Years of Refusal - Morrissey
Aos 50, a prima donna do pós-punk lançou o disco mais pesado, ácido e bonito que qualquer semanário palha inglês conseguiu colocar em sua capa este ano.


2. Préliminaires - Iggy Pop
Saber envelhecer é uma arte dentro do rock mainstream. E o último disco solo de James Osterberg faz esquecer que ele continua fazendo cover de si mesmo com os Stooges para ganhar dinheiro.


3. Coaster - NoFX
Punk rockers californianos quarentões fazendo barulho como garotos de 20. Decadência? Não quando você canta sobre o dia em que seus pais morreram de verdade e a festa (quase) terminou. Fat Mike, obrigado por continuar a ser o porta-voz da minha adolescência tardia.


4. Demo com bônus elegante - Maria Elvira e os Suprassumos do Suíngue
O combo mais divertido que ouvi este ano em Porto Alegre. Vocalista bonita, versátil e afinada, banda pesando a mão num hardblues, clima de bar junkie. Tem só quatro músicas gravadas, as quatro que mais ouvi esse ano. Talvez vire o ano com elas. Talvez não tenha escolha.


5. Sing Along Songs for the Damned and Delirious - Diablo Swing Orchestra
A única banda que mistura coisas que realmente interessam e dá certo. O primeiro disco está disponível para ser baixado, na íntegra, de graça e legalmente. Este, o segundo, é uma evolução natural. Mais dançante, mais experimental e muito mais divertido. Falei deles aqui.


6. World Painted Blood - Slayer
Não sou da praia do thrash metal, mas WPB fechou o ano me fazendo mudar de ideia. Tiagón explicar com muito mais propriedade aqui, já que sua lista também o inclui. A minha preferida:


7. Kitchen Door - Gru
Conheço muito pouco do pop gaúcho. E do que conheço, não gosto. Mas Gabi Lima acerta quando não dá a mínima para sua Pelotas natal e mistura influências que a colocariam facilmente para tocar num comercial de celular moderninho. Enquanto isso não acontece, baixe aqui o disco inteiro.

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