post-classical? um review de RACHEL'S
a wikipedia diz que é post-rock; a pitchfork prefere modern chamber music with an indie rock sensibility. tem quem goste de post-classical, o que é meio grandiloqüente. RACHEL's flutua por esses lugares todos, e ainda coloca um pouco de field recordings e experimenta, ou seja, cabe como uma luva em nosso tão querido avant-garde.
a escalação dos instrumentos vem assim:
Jason Noble - guitar, bass, and sampler
Rachel Grimes - piano, harpsichord, organ
Christian Frederickson - viola and laptop
Edward Grimes - drums, vibraphone, sampler
Greg King - films and keyboards
Eve Miller - cello
e não raro, tocam com mais cordas e instrumentos orquestrais. projeto um-dia paralelo e logo depois solo de Jason Noble, do RODAN, já fizeram shows em museus, bibliotecas e inferninhos. com suas muitas camadas de texturas, em certos momentos provocam curiosidade; em outros, é simplemente belo. há alternância de sonoridades entre canções (e entre discos); embora gostem de criar avalanches de notas rápidas, também trabalham muito com tempos quase parando, ambient, rarefeitos. e sempre com riqueza: um trabalho minimalista de composição acaba sutil diante do resultado.
apesar disso, as canções de Rachel's não são brancas, ou mera trilha sonora. elas são provocantes e muitas vezes despertam inquietude. geralmente trabalhando conceitualmente seus álbuns, trazem temas como as grandes cidades e a vida moderna (quase sempre de forma instrumental - raras são faixas com vocal). cada música tem grande evolução própria, que acaba costurando-se no todo do disco - principalmente em Selenography e Systems/Layers, os mais notáveis entre os seis (mais um split com o MATMOS) lançados entre 1995 e 2005.
atualmente, a banda está em hiato, e seus integrantes dedicam-se a outros projetos.
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