omega massif [ou] pós-fim do mundo sountrack

quando chegar o fatídico dia em que os mortos andarão sobre a terra e o planeta como conhecemos virar um deserto seco com raras formas de vida há de ter uma trilha sonora condizente com esse cenário. É aí que discos como Geisterstadt dos alemães do Omega Massif serão tocados no repeat por eremitas do alto de seus prédios em intensidade inacreditavelmnete alta em amplificadores empilhados na porta de suas moradas.
comparar a força da natureza em música que é esse disco do Omega com algo do Jesu ou do Pelican é aceitável para muitos, porém o Omega parece reunir o que há de melhor nas duas bandas: a distorção arrastada e inacreditavelmente densa do Jesu - mas sem o quê indie (!) de suas letras - com a agressividade do Pelican e suas melodias complexas e cheias de texturas - porém sem o letargismo exagerado.
a banda toca a trilha sonora de uma fenda cuspindo lava, de um deserto povoado por seres estranhos ou da terra rachando ao meio. Hardcore seria se o termo não fosse tão dissolvido.
dá pra encaixar um disco desse no post-metal, post-rock ou qualquer pós que queira. Acontece. Entretanto não é algo novo ou uma reinvenção de gênero que valha rotulações exageradas, é uma junção de elementos conhecidos de vários gêneros que pode até soar simplista pra quem conhcece, mas fica difícil passar incólume diante do resultado final.Entre esses rótulos, prefiro dizer que esse disco vai ficar restrito a quem procura antecipadamente a trilha sonora do pós-fim do mundo.
Renmero, o senhor é um grande filho da puta, hehe.