harperlewisharperlewis [ou] russian circles

quando primeiro escutei escutei essa "Haper Lewis" (velha conhecida de quem acompanha shows da banda, mas algo totalmente novo pra mim) do Russian Circles, presente no disco que vai ser lançado em Maio chamado Station nos meus fones castigados (porém um tanto potentes ainda) falei lá no twitter que os sete minutos de maestria melódica e pesada da faixa ganhariam um post aqui na casa dos sons pouco populares. hora de cumprir o dito.
vale logo dizer que o disco inteiro é muito bom, já conta como a grande porrada sônica de post-rock do ano aqui em casa. e olha que não sou muito de ficar logo anunciando que os discos são os melhores quando o ano ainda tem muito pra terminar, mas vale o exagero. a banda - que na verdade é um duo guitarra-bateria - conta com Brian Cook, na foto cima, do These Arms Are Snakes no baixo da faixa citada (e acredito, evidentemente, nas outras do disco), fazendo a linha densa para a bateria de Dave Turncrantz que começa mostrando serviço incrivelmente. sou é meio suspeito pra falar de canções com entradas de baterias solo, acabo gostando de todas que são assim, é o fraco que tenho pelo surramento inicial de um kit bem dado antes das guitarras caírem matando.
o guitarrista Mike Sullivan segura ao extremo a vontade de descer a mão por quase três minutos na faixa, fica tecendo linhas melódicas pra acompanhar o combo potente que a bateria e o baixo estão fazendo até chegar num momento que não dá mais e desce com gosto a mão num riff que faz instantâneamente tu balançares a cabeça sem perdão. vê nesse vídeo de uma apresnetação ao vivo como o negócio funcionar, quem tá ali perto da caixa de som balança sem saber a cabeça.
sacanagem essa banda ao vivo, por sinal. olha que a garvação é de baixa qualidade e não dá pra sentir o poderio total da banda em sua completa plenitude sonora, porém já garante o tapa sonoro bem dado. Harper Lewis, senhoras e senhores.
mas e o BATERA, hein? te mete! muito foda o cara. total respect por bateristas que fazem miséria com um kit mínimo.
é um verdadeiro GUERREIRO NÓRDICO, caro tiagón. compete-lhe tanto guiar o ritmo a batidas de trovão quanto extrair sons anormais de um kit pouco EXUBERANTE.
sensacionaç.