abril 2008 Archives

Cacetinhos em São Paulo, por Ricardo Freire.

Hi, Leandro Gejfinbein.

dengue (dengue) is now following you on Twitter!


new spheres

Jeff Jarvis publicou hoje ótimo texto fazendo uma reflexão clara e didática sobre as mudanças em curso no ecossistema que abriga os meios, a imprensa, as notícias e nós, enquanto consumidores e/ou produtores nessa selva. uma boa referência (aliás, em geral os textos dele serão sempre) que serve de ingrediente às discussões e apostas mercadológicas e/ou ideológicas que pairam por aí. 

e na carona, vale leitura também esse outro post de duas semanas atrás.

graça a coincidência, e juro que veio até mim - ao acaso - e não o contrário. mas tal que depois de um final de dia ontem com discussões quentes sobre visões, projetos e ideologias que permeiam blogs, às voltas com idéias e idéias e idéias desse povo conterrâneo de blogosfera, encontrei um interessante adendo ao que foi provacado pelo Ian Black, no post Blogueiros no Safari Urbano - PARTE I.

é uma pesquisa canadense sobre social media versus credibilidade e influência, resumida pelo coordenador do projeto nessa afirmação: "This shows that popularity doesn't always equate to credibility".

na minha interpretação, o que a pesquisa mostra em números é a idéia de que as ferramentas e os ambientes que são parte da chamada social media - blogs, redes sociais, fóruns, etc -, são usados pelas pessoas como forma de expandir e fortalecer laços e valores de confiança e troca de percepções, mas sem poder suficiente para alterar as bases nas quais essas relações e o que trafega nelas são construídos. ou, mais simples, é certo dizer que eu confiaria muito no que diz um blogueiro famoso amigo meu sobre um produto, mas porque ele é meu amigo, não porque é um blogueiro famoso. o que não quer dizer que as pessoas não passem a usar a social media massivamente como fonte de informações sobre produtos, serviços, empresas e marcas, mas uma vez que o percentual de adesão a esse comportamento não equivale ao quanto isso influencia de forma significativa na compra à revelia da opinião que não vem desses ambientes, chuto aqui que ajuda a reafirmar outra coisa sobre esse assunto que me parece mais coerente nesse atual saco de gato de achismos: relevância, credibilidade, confiança e até "verdade" (esse último, como uma parte perigosa disso) passam a ser cada vez menos possíveis de se dar a priori ou serem personificados em uma entidade externa, seja ela pessoa/blogueiro ou empresa; são do indivíduo.

logo, na hora de partir para a corrida maluca da produtização dessa massaroca toda e de aceitação por parte de um suposto mercado desses supostos produtos, vale refletir melhor sobre a diferença que existe no caso de uma opinião dada ao leitor efetivamente conseguir, do lado de lá, ser formadora ou limitar-se a ser apenas informadora.

o link para informações sobre a pesquisa aqui, via Media Post.
e nem adianta ficar odiando me repetir. ou pensar que pode mesmo ser bobagem, e que eu me acharia irritantantemente chato se leitor de mim mesmo e me deparando com essa entrega sentimentalista reincidente. mas é maior que resistência possível e cuspo essas pouquinhas linhas mais uma vez nos anos para dizer que é outono, é abril, e nem eu entendo mais direito como pode saudade desse tamanho me portoalegrizar de repente quando bate essa época no primeiro pseudo-frio ou melo-dia que aponta no Rio de Janeiro, como está desde o início da semana passada. mas pra encher menos, me limito só a contar da flutuação a poucos centímetros do chão que experimentei quando saindo de casa para o trabalho com céu e cristo absolutamente cobertos, justamente dia depois de ter lido na ZH sobre o primeiro friozinho que visitou minha cidade-mãe, selei janelas do carro, liguei estupidamente nos máximos as regulagens pró-frio do ar-condicionado do carro, dei play em Vitor Ramil e simulei Porto Alegre do Humaitá à Barra da Tijuca. lindo.