brasil, maraca, kaká, robinho e tudo mais

(certamente essa não é a melhor imagem do jogo (aí nem tinha começado), mas foi o suspiro último da bateria do celular).
ontem, então, foi minha primeira vez no Maraca, com 80 mil pessoas e ingresso valendo o preço pelos últimos 30 minutos de partida, dentro do campo, e umas 3 horas de experiência, fora. o estranho de jogos da seleção é que não é um público de futebol e existe no ar toda uma esquisitice de que não só o público, mas o jogo e o circo e a atmosfera e tudo mais fica com aquele ar um tanto fake e, não raras vezes, patético. mas nisso, também, enorme mérito dos cariocas que fácil vêem uma ótima oportunidade para 'zoar' e zoam muito. fiquei bem onde correu umas das camisas-bandeira gigantes, no anel superior, e justamente do lado acertadíssimo que assistiu de perto o show do segundo tempo, quatro gols, drible do robinho e tal.
com cerveja proibida no estádio, o grito que mais emplacou foi 'cerveeeja', mas logo atrás estava o 'vai tomar no cu, galvãããão', que tinha variações e deve ter sido responsável, acredito, por áudio fechado da torcida durante boa parte da transmissão. no quesito ridículo, destaque para o conteúdo dos gigantescos - e bonitões - telões do estádio, numa tentativa de emplacar gritos de torcida, com a letra para acompanhar (!!) e incluindo coisas como 'brasil, bota pra ferver!' (arf...). já o vencedor do prêmio de patético constrangimento foi nosso amigo Bebeto, que durante o intervalo apareceu num vídeo discursando por mais de 1min sobre problemas do mundo fechando com um pedido de que o estádio fizesse uma grande ola pelo bem da humanidade (paz, contra a miséria e essas coisas): "vamos lá, galera, vou contar até 10!" e contou, devagar "1... 2... 3... 4... 5..." e todo mundo se olhando... "7... 8... 9... ...10! levanta!" nada, ninguém deu a mínima, e amargando aquela vergonha alheia, alguns torcedores ainda engataram um "soziiiinho, soziiiinho...". foi divertido. nem preciso dizer também da chatice que é o kaká tocar na bola e tudo virar um jogo de vôlei, com a mulherada histérica gritando. e o momento 'sem noção total'? um clipe, também exibido no telão, celebrando melhores momentos da seleção jogando no estádio e terminou mostrando uma baita porradaria que rolou - não consegui saber qual era o jogo. tá certo que não é por isso que todo mundo vai sair batendo em todo mundo, mas dispensável, né?
de resto, superando até muito minhas expectativas, foi totalmente do caralho, e absolutamente tranqüilo chegar no estádio, entrar, sair e voltar pra casa. ok, eu estava em vantagem, acompanhado de amigos cariocas natos, mas mesmo por tudo que vi e já ouvi de outros amigos que foram, tudo correu muitíssimo bem mesmo. que bom.
talvez, tenha sido mesmo um primeiro ensaio valendo (e valeu) para o que estava espalhado por todo estádio, saudando os torcedores: "bem-vindo ao novo maracanã, palco da final da copa de 2014". enfim, que assim seja. espalham aí que 'o maraca é nosso', pois bem, agora é um pouco meu também.
panela nova é que faz comida boa...
conta comigo! eu sou uma das pobres mortais interessada no bla bla bla!!
lembra aquela do Zizek?
"não se faz a revolução pelo caminho da revolução. o revolucionário não está no lugar onde o sistema o espera."
aos agentes a quem tu te refere no texto, parece que um dia vestiram a camiseta da mídia revolucionária; e então entregaram tudo por um danoninho e um brinde.
maioria tá errada, e quem não tá errado tá sozinho, isolado ou é tomado por lunático - que é o teu caso. (heh)
como faz a ponte entre a incompreensão completa das TIC e o cenário que se aponta como possível e verdadeiramente novo para a ferramenta e as mídias?
respondamos, se possível! :)