outubro 2007 Archives
então rolou no domingo dia 21 de outubro, na PUC, o primeiro barcamp rio, capítulo mais recente da série de barcamp que já rolaram pelo brasil (florianópolis, porto alegre, sampa). a proposta é realizar uma 'desconferência', um encontro para apresentações e discussões de temas variados dentro de uma temática mais ampla, seguindo um método aberto e democrático - o que não pode querer dizer anárquico - onde o que será exposto e discutido e a ordem desses painéis são fruto já da dinâmica do próprio encontro, sem que haja uma agenda prévia. confesso que quando ouvi falar de barcamp no brasil, na época do primeiro que aconteceu em floripa, fiquei com o pé atrás, achando que no fundo seria uma junção de tecnoviciados pra falar bobagem, sem qualquer resultado relevante e ainda com informações obscuras sobre como e quem estaria por trás do evento para ter conseguido projetores e salas etc vendendo uma proposta tão 'frágil'. pois, mordi bastante minha língua. e a primeira observação que deixo aqui sobre o evento no rio é sobre minha boa surpresa em relação à organização, seriedade da proposta, estrutura, nível das discussões e mistura de perfis, experiências e posições entre toda a galera presente que - e isso é outro gol - extrapolou o número inicialmente previsto.
depois da sessão de abertura, as marcações dos painéis foram feitas. na imagem abaixo, fotos da agenda (qualquer um podia chegar lá e marcar, se achasse que tinha alguma coisa a dizer ou debate a provocar). ficou definido que seriam dois os espaços a serem usados, com o bom senso ditando o que valia estar no auditório e o que podia ficar restrito a um espaço menor.
pemaneci a maior parte do tempo no auditório, então é do que vi, ouvi e entendi do que aconteceu ali, sem qualquer isenção, que vou falar.o debate de largada foi proposto pelo Caribé, do Buzz Makers, com o título de "crise existencial do conteúdo 2.0", lançando como isca de discussão o fato de a 'web2.0' ter permitido o lançamento na rede de uma quantidade absurda de conteúdo e ferramentas e informação e opinião e interações pessoa a pessoa, que não se tem dúvida de quanto isso já é parte do ser humano, mas que ao mesmo tempo foge a quaisquer formas mais eficientes de classificação, busca, relacionamento, etc. e esse cenário, para o marketing (que é a área de atuação do Caribé) vira um problema, quando ao querer medir e manipular esse contexto, de modo que possa ser aproveitado comercialmente, o mais comum é ficarmos bem perdidos. apesar do foco em mercado, o papo foi longe e se falou em temas como web semântica, mercado marginal X mercado formal X tudo como uma coisa só - caso tropa de elite -, entre outras coisas que também apareceram aqui e ali ao longo do dia. minha participação nesse começo foi pequena, mas levantei da cadeira quando um amigo lá de trás, ao sugerir que ao invés de reprimir, o mercado deveria aprender e se aproveitar da dinâmica que existe no mercado informal, referiu-se a esse último como o jeito "errado" e o outro de "certo". há de se ter muito cuidado no uso dessas duas palavras para falar de qualquer coisa, especialmente numa 'desconferência'.
logo depois, uma guria apresentou um trabalho sobre orkut - uma pesquisa feita para a monografia de especialização em marketing - onde tentou mapear de que forma a rede social mais popular no brasil poderia servir de ferramenta de e-CRM para as empresas. fiquei na expectativa desse gancho direcionar a conversa para redes sociais de forma mais ampla, mas a exposição foi longa, a discussao demorou a engrenar e resolvi ver o que andava acontecendo no mundo lá fora. não encontrei nada, nada além de uma mesa com um monte de coisa boa pra comer e beber, o que se mostrou um tema também muitíssimo relevante, e por ali fiquei um tempo. de volta ao auditório, me reacomodei e não lembro como foi a conclusão do assunto do orkut.
seguindo a agenda, um cara se apresentou - trabalhava na microsoft -, e sem longa introdução, o que ele queria era levantar a bola de mídia tradicional X nova mídia, querendo ouvir opiniões e experiências. pelo que entendi, o ponto dele era garimpar caminhos de como e quando a nova mídia vai poder ser vista como boa oportunidade para anunciantes e do que dependeria isso. como falei, de um jeito ou outro os temas começavam a se cruzar e fácil a conversa tomava um outro rumo: exploração comercial de produção de conteúdo na era do fim do copyright, da informação livre e grátis, do P2P, etc; o exemplo dos quadrinhos; o comportamento das novas gerações; formas possíveis de 'empacotar' o intangível; e que exemplos do esforço de experimentar essas novidades poderíamos identificar mundo afora. foi aqui, também, que ganhei meu rótulo de leandro da globo.com, sobrescrevendo o gejfin - verbeat que eu tinha escrito no crachá. isso porque a primeira intervenção foi para dizer que essa busca por pistas que levem a um ou vários novos modelos de nos entendermos com a nova mídia também é preocupação das grandes empresas de mídia, e que talvez não exista mídia tradicional e nova, e sim a mídia e sua evolução, agregando novos valores, possibilidades, atores, dimensões. isso somado ao comentário de que muito provavelmente jamais tenhamos daqui pra frente um único caminho, um único modelo de interpretaçao e decodificação de tudo isso, mas vários, quem sabe infinitos e cada vez menos replicáveis e reaproveitáveis. concordaram em boa parte comigo a Daniela, da Editora Abril, e o Beto Largman, figuras bacanas que conheci por lá.
hora do almoço, numa triste caminhada até o Delírio Tropical da Gávea. triste porque era o céu mais azul e o sol mais quente e era domingo e no Rio de Janeiro. maspassamos ilesos pela provação. foram meus companheiros de mesa os digníssimos Ian, Inagaki, Edney, entre outros. vale o registro, entretanto, que a parte mais legal do almoço foi que de repente senta na mesa do lado o Moraes Moreira.
na retomada dos trabalhos, a programação precisou ser ajustada e começamos com Edney, Inagaki e o Interney Blogs. os dois blogueiros-empreendedores contaram uma breve história do projeto e trajetória pessoal de cada um pela blogosfera brasileira. sem qualquer dúvida eles foram e são importantes, tal como é o Interney Blogs. Mérito por estar se configurando como um caso de sucesso importante, representando um sentimento de "agora vai" de uma nação de blogueiros tupiniquins que, passado o momento de blogar motivado por egotrips, passam a se achar merecedores de remuneração para fazê-lo. mais profundamente, também, como se a verdadeira conquista do espaço de mídia pela nova ferramenta só fosse possível de afirmação quando enfim 'evoluir' à institucionalização da prática, assumindo aí modelagem gentilmente cedida pelo 'mercado'. nada contra, mas como eu discordo com a idéia de ser esse caminho a evolução ou o único caminho para qualquer coisa, ao fim do que os dois amigos disseram, fiz intervenções quantas foram possíveis para questioná-los e questionar também nós mesmos sobre tudo isso. a primeira coisa que quis saber do Edney foi se ele tinha alguma idéia de como esse modelo de monetização no qual o Interney Blogs está inserido evoluiria. isso porque penso que da forma como foi concebido, encontrando ou não em algum momento o objetivo para o qual foi criado - remunerar os autores -, se mostra um atentando à evolução do que os blogs conquistaram até aqui.
agrega-se um bom número de produtores de conteúdo, selecionados dentre aqueles que já detém já alguma notoriedade e audiência, cobrindo um conjunto de assuntos e interesses identificados como tendo certo apelo em relação ao público a que se destina a mídia; como valor, prega-se a garantia de um conteúdo de qualidade, alta relevância e autores detentores de incontestável reputação, especialmente em relação aos seus irmãos de 'profissão; organizado isso, através de contrato, esses autores aceitam veicular em seus espaços anúncios publicitários, mas que fique combinado com os consumidores que de forma alguma isso haverá de macular uma isenção opinativa daqueles autores; esses anúncios tem venda centralizada, o que facilita a relação com possíveis clientes e padronização de formatos e precificação; para promoção, contam com boa relação com o mercado, e distribuição de material - media kits - a agências e profissionais de marketing, além de parcerias com demais veículos de mídia.
responda agora rápido, qual é mesmo o "produto"? o texto acima serviria tranqüilamente para descrever, há uma boa centena de anos, a proposta de um jornal. isso, aquele mesmo, de papel. é uma visão que na prática não faz outra coisa senão moldar os blogs e tudo que está diretamente relacionado a eles a um formato antigo e que pressupõe a manutenção de uma série de valores que a ferramenta, ao surgir, veio confrontar. além de enxergar total insustentabilidade disso, fico incomodado porque percebo uma miopia generalizada, espantado de ver que isso tem figurado como certo e bonito entre os próprios agentes que deveriam se preocupar em seguir construindo justamente o contrário. como resultado, fica esvaziada uma discussão mais útil e inovadora, em prol de pensar e evoluir a mídia considerando os valores que são natos da ferramenta - também nossos, como protagonistas dessa história. todos perdemos, e ainda deixamos nossa guarda aberta à assimilação, tal como nos mostrou o episódio Estadão.
democratização da comunicação: se não lembras o que significa e por que é tão importante, a Verbeat desde os primordios de sua existência mantém esse manifesto no ar, que aborda o assunto. e mantemos porque achamos que está aí a principal conquista dos blogs. exatamente a diferença entre o que tínhamos antes e o que temos agora. que sentido teria então, de repente, passar a pregar o contrário disso?
qualidade e relevância de conteúdo: a democracia na comunicação, querendo nós ou não, pressupõe que qualquer que seja a pessoa ou entidade que se posicione como produtor de conteúdo não possa mais garantir qualidade ou relevância, pelo simples fato de que essa percepção passa a ser reconhecidamente individual, subjetiva e relativa, sofrendo interferência das mais loucas e legítimas variáveis, não existindo mais um conjunto muito claro de códigos comuns a serem respeitados. todo texto e abordagem sempre serão bons e relevantes exclusivamente para um alguém e por um momento. e, sendo assim, não digo que esses valores se perdem, mas não são fixos, imutáveis e seria uma enganação escrevê-los no texto do media-kit. tudo é monstruosamente rápido, mutável e imprevisível.
massa de audiência e temas de interesse do leitor: audiência, massa e mapeamento de interesses são incoerentes com um espaço que tem por característica a descentralização e interação e consumo em rede. toda compartimentação é suícidio e engatinham sistemas de medição qualitativa do real envolvimento das pessoas com o que é produzido nesses novos espaços. acesso não quer dizer interesse, interesse não quer dizer atenção, nem atenção quer dizer envolvimento. dizer possuir o último e precificar isso é, no mínimo, irresponsável. muito há ainda o que se decifrar dessas relações.
parece que existe uma comoção e deslumbre geral com o projeto Interney, que poucos vêem que o que está sendo defendido como inovação - ou saída desesperada para a monetização de blogs - é um modelo já consolidado e velho. engraçado que ironicamente do outro lado, dos grupos que dominam o mercado nesse modelo tradicional, pensa-se diferente e se investe em pesquisa e experimentação para descoberta dos novos caminhos. por essas e outras que ando me convencendo de que a blogosfera, como movimento e espaço de representação, acabou. mas talvez simplesmente era assim que tinha que ser mesmo e é hora de ficar atento para o que e quem estará nas próximas ondas do fluxo.
idéias?
enquanto te deixo pensando, termino o post na tangente e reservando espaço nobre para manifestar minha total admiração pelo último painel do barcamp daquele domingo. foi uma rápida exposição do trabalho de Liana Brazil e Russ Rive, diretores da SUPER UBER, uma empresa que trabalha na convergência entre arte, tecnologia e design. fiquei surpreso e feliz da vida de encontrar esse tipo de trabalho aqui no Brasil, Rio - tão pertinho - e fico torcendo para que de alguma forma em 2008 eu possa cada vez mais esbarrar - e a Verbeat junto - na galera que está navegando por esses outros mares. não deixe de visitar o site deles e dar uma olhada no portfolio e videos.
e, tendo a oportunidade, jamais deixe de ir a um barcamp.
(certamente essa não é a melhor imagem do jogo (aí nem tinha começado), mas foi o suspiro último da bateria do celular).
ontem, então, foi minha primeira vez no Maraca, com 80 mil pessoas e ingresso valendo o preço pelos últimos 30 minutos de partida, dentro do campo, e umas 3 horas de experiência, fora. o estranho de jogos da seleção é que não é um público de futebol e existe no ar toda uma esquisitice de que não só o público, mas o jogo e o circo e a atmosfera e tudo mais fica com aquele ar um tanto fake e, não raras vezes, patético. mas nisso, também, enorme mérito dos cariocas que fácil vêem uma ótima oportunidade para 'zoar' e zoam muito. fiquei bem onde correu umas das camisas-bandeira gigantes, no anel superior, e justamente do lado acertadíssimo que assistiu de perto o show do segundo tempo, quatro gols, drible do robinho e tal.
com cerveja proibida no estádio, o grito que mais emplacou foi 'cerveeeja', mas logo atrás estava o 'vai tomar no cu, galvãããão', que tinha variações e deve ter sido responsável, acredito, por áudio fechado da torcida durante boa parte da transmissão. no quesito ridículo, destaque para o conteúdo dos gigantescos - e bonitões - telões do estádio, numa tentativa de emplacar gritos de torcida, com a letra para acompanhar (!!) e incluindo coisas como 'brasil, bota pra ferver!' (arf...). já o vencedor do prêmio de patético constrangimento foi nosso amigo Bebeto, que durante o intervalo apareceu num vídeo discursando por mais de 1min sobre problemas do mundo fechando com um pedido de que o estádio fizesse uma grande ola pelo bem da humanidade (paz, contra a miséria e essas coisas): "vamos lá, galera, vou contar até 10!" e contou, devagar "1... 2... 3... 4... 5..." e todo mundo se olhando... "7... 8... 9... ...10! levanta!" nada, ninguém deu a mínima, e amargando aquela vergonha alheia, alguns torcedores ainda engataram um "soziiiinho, soziiiinho...". foi divertido. nem preciso dizer também da chatice que é o kaká tocar na bola e tudo virar um jogo de vôlei, com a mulherada histérica gritando. e o momento 'sem noção total'? um clipe, também exibido no telão, celebrando melhores momentos da seleção jogando no estádio e terminou mostrando uma baita porradaria que rolou - não consegui saber qual era o jogo. tá certo que não é por isso que todo mundo vai sair batendo em todo mundo, mas dispensável, né?
de resto, superando até muito minhas expectativas, foi totalmente do caralho, e absolutamente tranqüilo chegar no estádio, entrar, sair e voltar pra casa. ok, eu estava em vantagem, acompanhado de amigos cariocas natos, mas mesmo por tudo que vi e já ouvi de outros amigos que foram, tudo correu muitíssimo bem mesmo. que bom.
talvez, tenha sido mesmo um primeiro ensaio valendo (e valeu) para o que estava espalhado por todo estádio, saudando os torcedores: "bem-vindo ao novo maracanã, palco da final da copa de 2014". enfim, que assim seja. espalham aí que 'o maraca é nosso', pois bem, agora é um pouco meu também.
inevitável voltar de um evento desses com aquela sensação controversa de que é muito bom estar tão perto de idéias e pessoas tão à frente, e de que é muito deprimente ter que voltar para um país onde pouco, bem pouco (e tenho até bastante sorte de estar num lugar onde é bem mais possível) se consegue passar da imersão à prática e expansão e tudo mais.
é nessas horas, também, que se toma aquela porrada, clara, de como a miséria, a violência e essas merdas todas aí podem mesmo, pra caralho, mutilar a chance de desenvolver muito daquilo que é preciso desenvolver e experimentar para que se siga o fluxo ganhando mais que perdendo.
mas, enfim... IDEA é uma sigla, espertinha, que quer dizer 'Information: Design, Experience, Access' e pretende ser um encontro mais mente aberta sobre arquitetura de informação, comparado a outros eventos que rondam o tema e estão sob a chancela do IA Institute (o mais importante deles é o IA Summit, que ano que vem acontece na flórida). e o IDEA deste ano resolveu nos provocar a pensar a 'disciplina' exatamente a partir de uma idéia mais ampla e menos quadrada, menos 'disciplina', e mais desafiadora, de que isso pouco bem pouquinho tem a ver com sites e internet, só, e com a tarefa de ordenar a organizar, só, como uma biblioteconomia dos meios digitais no novo mercado, sendo os profissionais - arquitetos de informação - seres que tem no crachá essa descrição tecnóloga e bastante distante do que boa parte do mundo humano ainda entende por papéis ou vocações profissionais socialmente aceitos e reconhecidos como fundamentais, vitais.
pois, é vital. vital porque o design de informação - e vai caindo o termo 'arquitetura' - emerge da necessidade de um mundo mediado (sem ranço do termo, por favor), onde a informação é o componente maior que relaciona pessoas a tudo e todos o tempo inteiro e cada vez mais, e é imprescindível uito mais do que só ordenar e organizar, mas analisar, tratar e tornar disponível essa informação - seja em qual fluxo, suporte ou formato - para que simplesmente tudo seja melhor entendido. nisso, design da informação não é um título esquisito num crachá de empresa de internet, é uma competência, compartilhada pelos mais diferentes profissionais (e também os não profissionais) dos meios, dos espaços de significação, das linguagens, das informações. e me permito a não dar exemplos para não correr o risco de estragar tudo agora e limitar a viagem a três ou quatro formações.
divididos em 2 dias intensos, o evento abrigou apresentações que foram desde pesquisas e levantamentos de dados sobre um determinado contexto/problema simples (mas não menos interessante) até propostas de ferramentas e idéias geniais.
no site do IDEA é possível ter uma idéia do currículo dos indivíduos que falaram por lá e do que se propunham a apresentar. a real importância disso tudo e aproveitamento do que foi dito e visto, infelizmente, não tem como enfiar num post, falar. melhor que isso, tomara que bem logo eu consiga é colocar algumas dessas coisas em prática, que é forma melhor ainda de levar adiante e compartilhar. abaixo, links que levam a alguns desses lugares:
site IDEA: www.ideaconference.org
program and speakers IDEA2007: www.ideaconference.org/program.html
local projects: www.localprojects.net/lpV2/ | NYC public information exchange: www.pieaia.org
thingM: www.thingm.com
many eyes: www.many-eyes.com
19.20.21 project: www.192021.org
tracking transience: www.trackingtransience.net | site pessoal de hasan elahi: www.elahi.org
area/code: www.playareacode.com
nyc taxi 07 project: www.taxi07.org
mediated cultures, por micheal wesch: www.mediatedcultures.net
w. bradford paley site: www.wbpaley.com | text arc project: www.textarc.org
é pena, mas faltam referências de algumas apresentações. pena muita, porque dentre estas está o trabalho de um gênio doido e gente boa chamado Bradford Paley, que desde criança é um tarado por transformar dados em imagens e interações. faz coisas impressionantes, inegavelmente é apaixonado pelo que cria e, ao contrário do que poderia parecer, é um engenheiro-mestre-manipulador-de-fórmulas-impossíveis-e-códigos-e-algoritmos-informáticos que trabalha movido pela mais humana das filosofias, criando formas de as pessoas melhor entenderem e serem entendidas, numa síntese perfeita do que todo mundo tentou dizer e mostrar.
