setembro 2007 Archives
fui lá fazer a vistoria anual no carro hoje, coisa que tem aqui no rio de janeiro. e certamente cresceram fios brancos na minha cabeça por conta do compromisso, agendado com dias de antecedência. isso porque ano passado fui reprovado e gastei uma grana trocando pneus, e quando eles querem, encrencam, se bem que não tinham sido só os pneus, tinha muita coisa errada mesmo, eu não tava nem aí. dessa vez, eu tenso, e o cara cagou pra mim, olhou ali rapidinho 5 ou 6 coisas e estacionei que o documento já tá saindo. 'já tá saindo' pode significar uma espera de bom tamanho que é coisa que também tem aqui no rio de janeiro e esperava ate´mais tranqüilo que tinha sido aprovado, mas começou a me dar um medo e um medo que o corolla do velhinho foi vistoriado e todo novinho e aprovado com estrelinhas e tal e a porra do velho não ficava ereto e tremia as pernas caminhando e deus me livre desse filhodaputa andar perto de mim e de que adianta o carro estar todo direitinho se todo mundo sabe que sempre o problema é o filhadaputa que fica sentado atrás da direção. aquele velho não podia dirigir por aí, simplesmente não podia. mas eu fui embora rápido que até que não demorou muito. gostei da malandragem da funcionária ao entregar o documento que chamou só 'leandro' e daí perguntou pra mim 'leandro qual sobrenome?' ao invés de confirmar que era eu o leandro cujo complemento engasga e tal.
e hoje são dois meses de casamento. e é tão bom...
eis que tiro a bunda da cadeira, ou a cara do buraco. e o 82 é minha retomada, ainda pouco contente com a aparência, ainda incerto sobre o que fazer. e esse nome porque, entre outras coisas, depois de vários testes foi justamente o id de sistema que caiu pra mim, como o definitivo. e achei divertido o acaso. e achei que divertido já basta para justificar, e esquecer. que o melhor de 82 é representar nada ou muito pouco para quem chegar agora, assim, do nada. e representar nada é a sacada.
não ficou, bem, como eu queria. que queria que o que tivesse surgido não fosse mais blog, ou não como blog passou a ser agora. foi, foi sim, movido pelo ódio. pelo bizarro a que se reduziu nossa cena blogosférica (já sabia) e literária (surpresa - ou certeza - no último fim de semana). anotem aí a palavra da vez: patético. o mundo é patético, e velho.
no fim, consegui talvez só um blog do gejfin antigo mais cru. sei lá. também não importa.
que o que eu queria mesmo era a marta jogando no inter.
das coisas que mais me são nítidas nas lembranças do dia 11 de setembro de 2001, pouco depois de eu precisar sair correndo do international airport de washington sob orientações desesperadas e perdidas dos policias, foi que discutimos, já no carro a caminho de virginia beach, o que realmente significava a palavra collapsed repetida pelo comunicador do rádio que narrava perplexo o que acontecia em new york. the tower collapsed! the tower collapsed! ele gritava e nós querendo achar que queria dizer menos, bem menos do que deveria querer dizer; que só uma parte tinha caído, que só pedaços estavam arrebentados. porque não, não podia ter desmoronado. era absurdo demais, era inimaginável demais.
the tower collapsed!
por acaso hoje acordei pensando em fazer uma coisa. nem tinha me dado conta de ser 11 de setembro, até acessar as notícias, nem queria fazer post boboca com essa narrativa factual e emocional barata pra ilustrar o que tava querendo fazer. mas daí, foda-se, pensei, que são tantas as caras e profundidades e formas de a gente dizer qualquer coisa, e tudo tão misturado no fluxo, no que alcança, nos que vêem - e eu olhando a mim mesmo em bereteio - que, ora, é isso.
bueno, eis então que anuncio: este blog collapsed.
simples e definitivo assim, até surgir o que possa tomar-lhe o lugar, aqui e dentro de mim.
Cumprimentos ao hum ano de genial atividade blogolística verbeateneana no vizinho Loto Azul. Vivas a Bruno Yoang Porto e Billy Mo-hon Bacon, nossos correspondentes na terra do dragão.