de quando a gente tem que comer ainda muito feijão...
que eu pensava que já estava bem carioca, andando por toda a cidade, sacando tudo dos novos 'códigos', dando dicas e informação, normalizando o caos e íntimo das melhores carioquices, da praia ao botequim, passando - e bem - pelo samba. assim era, até que quinta passada me levaram no pagode da guanabara: o melhor samba de raiz, de mesa, que só vai quem conhece e gosta. hum...
pé lá dentro e na hora já não tinha disfarce possível para o neon piscante na minha testa indicando a real procedência deste guapo, ou que não fosse dizer de onde era, mas ao menos que dali não era. tudo foi absolutamente estranho, desconectado. não bizarro, não ruim, não desastroso. mas estranho e desconectado. porque não é fácil para um gaúcho entender a importância toda da 'roda' e por que as pessoas disputam ferrenhamente um espaço no 'primeiro anel' da roda. a roda, pra mim, era um bando de músicos batucando numas mesas de bar, coberta por várias garrafas de cerveja, que fazia um som incompleto porque ninguém cantava, que quem canta é a gente toda em volta, da roda, puxando todos aqueles sambas que não sei a letra. e todo aquele papo da energia da roda... e eu sem entender, que não significava lá muita coisa e o tempo passando e tudo começou a significar só que tinha gente demais e... estranho e... ah! e daí eu só queria ficar quieto com uma cerveja gelada e não tinha mais cerveja gelada. e não queria ficar fazendo amizade. e só um arzinho, por favor? ou um microsegundo metafísico de repente ser acolhido por um chimas no solzinho de inverno sentado no gramado do parcão.
mas tinha, tinha muita gente. e sei que não foi o melhor dia para eu ser apresentado à essa raiz toda, e que haverá uma próxima vez e agora já sei um tanto como é, e vou estar sossegado e vou conseguir prestar mais atenção a todos aqueles personagens, e admirirá-los e me dêem minha cerveja gelada e só não queiram que eu saiba todos os sambas, mas tudo bem que aos pouquinhos eu chego lá. pode demorar, pode, mas nunca disse que não queria continuar comendo. esse feijão todo que tá faltando. eu chego lá, tô dizendo; eu chego.
panela nova é que faz comida boa...
conta comigo! eu sou uma das pobres mortais interessada no bla bla bla!!
lembra aquela do Zizek?
"não se faz a revolução pelo caminho da revolução. o revolucionário não está no lugar onde o sistema o espera."
aos agentes a quem tu te refere no texto, parece que um dia vestiram a camiseta da mídia revolucionária; e então entregaram tudo por um danoninho e um brinde.
maioria tá errada, e quem não tá errado tá sozinho, isolado ou é tomado por lunático - que é o teu caso. (heh)
como faz a ponte entre a incompreensão completa das TIC e o cenário que se aponta como possível e verdadeiramente novo para a ferramenta e as mídias?
respondamos, se possível! :)