junho 2007 Archives

foco brasil

e eu me orgulho muito desses verbeaters chiques e famosos na china. foda, hein? foco brasil.

leia na edição #10 de theKONSTRUKT em Português

leia na edição #10 de theKONSTRUKT em Português:

• Grupos de apoio ao câncer em Second Life: um testemunho
• A questão da verificação de idade e os possíveis cenários futuros
• Isto não é um jogo: o relato de um egresso dos MMORPOGs no mundo "sem dragões para matar" de SL
• Os problemas com as listas de amigos; como fazer SL funcionar como uma verdadeira rede social?
• Residentes reivindicam estabilidade e segurança online: a Carta Aberta à Linden Labs
• Roleplaying em SL: quando uma segunda vida não é o suficiente
• Poster: a vampiresque Suus

leiam e divulguem :)

que eu pensava que já estava bem carioca, andando por toda a cidade, sacando tudo dos novos 'códigos', dando dicas e informação, normalizando o caos e íntimo das melhores carioquices, da praia ao botequim, passando - e bem - pelo samba. assim era, até que quinta passada me levaram no pagode da guanabara: o melhor samba de raiz, de mesa, que só vai quem conhece e gosta. hum...

pé lá dentro e na hora já não tinha disfarce possível para o neon piscante na minha testa indicando a real procedência deste guapo, ou que não fosse dizer de onde era, mas ao menos que dali não era. tudo foi absolutamente estranho, desconectado. não bizarro, não ruim, não desastroso. mas estranho e desconectado. porque não é fácil para um gaúcho entender a importância toda da 'roda' e por que as pessoas disputam ferrenhamente um espaço no 'primeiro anel' da roda. a roda, pra mim, era um bando de músicos batucando numas mesas de bar, coberta por várias garrafas de cerveja, que fazia um som incompleto porque ninguém cantava, que quem canta é a gente toda em volta, da roda, puxando todos aqueles sambas que não sei a letra. e todo aquele papo da energia da roda... e eu sem entender, que não significava lá muita coisa e o tempo passando e tudo começou a significar só que tinha gente demais e... estranho e... ah! e daí eu só queria ficar quieto com uma cerveja gelada e não tinha mais cerveja gelada. e não queria ficar fazendo amizade. e só um arzinho, por favor? ou um microsegundo metafísico de repente ser acolhido por um chimas no solzinho de inverno sentado no gramado do parcão.

mas tinha, tinha muita gente. e sei que não foi o melhor dia para eu ser apresentado à essa raiz toda, e que haverá uma próxima vez e agora já sei um tanto como é, e vou estar sossegado e vou conseguir prestar mais atenção a todos aqueles personagens, e admirirá-los e me dêem minha cerveja gelada e só não queiram que eu saiba todos os sambas, mas tudo bem que aos pouquinhos eu chego lá. pode demorar, pode, mas nunca disse que não queria continuar comendo. esse feijão todo que tá faltando. eu chego lá, tô dizendo; eu chego.

e agora?

que há dois dias eu venho trabalhar e queria ter fotografado a lua no céu azul, ali em são conrado, com a pedra da gávea compondo, mas passou. e que cada dia aumentam as hordas de seres humanos com o pan pendurado no pescoço, e todos almoçam nos mesmos lugares que almoçamos, aumentando as filas e não me incomodem! enquanto isso, ninguém, ninguém mas pára de atirar, atirar, atirar. saco...