Do Meu Inter Maior do Mundo
Domingo será o dia mais importante da história Colorada. Domingo, a final contra o Barcelona. Assisti ao jogo do Barça hoje e ficou claro aquilo que todo mundo já sabe há horas: não vai ser NADA fácil. Além de uma indiscutível qualidade técnica, acho que há ainda uma enorme vantagem num quesito de suma importância nesse tipo de decisão: experiência. O Barça é mais que um clube de futebol; é uma seleção, com todos os méritos individuais, além do talento com a bola, que jogadores precisam ter para serem escalados para seleções em qualquer lugar do mundo. No jogo, se equivalente o futebol, menos estarão psicologicamente afetados e menos atrapalhados poderão ser em situações críticas os jogadores do Barça do que os do Inter.
Cada jogo é um jogo, mas ter noção dessas diferenças e até que essa final prevista, se confirma, e vai ser difícil como já sabíamos que seria, faz com que o coração desde já fique pulando muito além do peito. Por outro lado, tranqüilos confirmamos também o que significa: dois times são indiscutivelmente os melhores de todo o mundo hoje. E somos um deles.
- Esse jogo poderia começar LOGO! -
Não sou lá um exímio entendedor de futebol, como são muitos dos meus amigos, e esquivo-me de análises técnicas aprofundadas. Entretanto, e por isso também, o que cai de maduro na minha frente é que para ganharmos será preciso ir além do futebol. A partir de agora, isso que eu desejo, o que mais quero - Papai Noel? - daqui de longe... de Tóquio, do Rio Grande, da massa Colorada. Quero ver o Inter comer a bola, levantar a grama, destruir os adversários. Quero ver gols impossíveis de serem perdidos por Ronaldinho, inacreditavelmente perdidos. Sorte. Quero ver toda a sorte do mundo. Ver fazermos os gols mais feios da história; de canela, de barriga, de bunda. A bola só precisa entrar, o resto não importa em nada, então que todos entrem junto com a bola. Que sejam mágicos em campo, espíritas, super-heróis. E nós pais e mães-de santo de qualquer que seja a religião. Que haja milagres para nos salvar de deslizes da defesa e ajuda sobrenatural que curve a bola em direção ao fundo das redes do Barcelona. Que o juiz erre para nós. Que a bola sobre pra gente, e mal dominemos e chutemos torto-de-qualquer-jeito, e que ela bata na trave e nas costas do goleiro deles, e entre. Ela, a bola, é vermelha e branca. Então que não faça desfeita. E que depois disso tudo, eu sobreviva; e saia por aí gritando que sou campeão do mundo.
Até lá, seja como for, fico experimentando o que já sei que levo daqui para o resto da vida. Hoje, vindo para o trabalho, ouvi a conversa de um segurança e um empacotador na garagem do supermercado onde deixo o carro. Um defendia que o Inter poderia superar fácil o Barcelona com o jeito de jogar do Colorado. O outro dizia que não é possível, que o Barça é o melhor time do mundo. Discutiam. Eu vi, ouvi e ri sozinho. Era do Internacional que aqueles cariocas estavam falando. O porteiro do meu prédio me aguardava ansioso ontem à noite; queria falar do jogo. Ontem, assisti em casa, mas soube que as TVs ficaram ligadas no trabalho e a galera parou para acompanhar. Acompanhar o Colorado. O que pode ter se repetido em São Paulo, em Buenos Aires, Barcelona, Paris, Tóquio. Era o Sport Club Internacional que eles estavam vendo. Internacional? Esse Clube aí que disputa com o Barcelona o título de campeão do mundo, no domingo, é o MEU Internacional de Porto Alegre. O Inter de metade dos gaúchos. O Inter da minha mãe; da minha fanática avó Adélia, que ia ao estádio e foi umas das primeiras sócias do Parque Gigante; o Inter do meu irmão. Não é qualquer Clube. É o Inter lá do Beira-Rio, da Padre Cacique. Da Minha história, das minhas camisas antigas, de vitórias e derrotas memoráveis, de jogos na superior sob frio e chuva. O Internacional que era invencível quando nasci; que vi ser campeão do Brasil uma vez, várias campeão gaúcho e, ainda ontem, vi ser capeão da Libertadores. Não é qualquer Clube, é o Meu Inter. O Inter da camisa vermelha que veio na mala, para o Rio de Janeiro; do escudo que tem na minha bomba de chimarrão. Domingo, jogam os dois melhores clubes de futebol do mundo. Um deles é o Meu Inter. Definitivamente, ~tudo~.
~*~
Bom fim de semana e que domingo seja para nós, colorados, o melhor domingo de todos os tempos.
panela nova é que faz comida boa...
conta comigo! eu sou uma das pobres mortais interessada no bla bla bla!!
lembra aquela do Zizek?
"não se faz a revolução pelo caminho da revolução. o revolucionário não está no lugar onde o sistema o espera."
aos agentes a quem tu te refere no texto, parece que um dia vestiram a camiseta da mídia revolucionária; e então entregaram tudo por um danoninho e um brinde.
maioria tá errada, e quem não tá errado tá sozinho, isolado ou é tomado por lunático - que é o teu caso. (heh)
como faz a ponte entre a incompreensão completa das TIC e o cenário que se aponta como possível e verdadeiramente novo para a ferramenta e as mídias?
respondamos, se possível! :)