Querência Minha

Alcei a perna no pingo*
E saí sem rumo certo
Olhei o pampa deserto
E o céu fincado no chão
Troquei as rédeas de mão
Mudei o pala de braço
E vi a lua no espaço
Clareando todo o rincão
rio grande amado,
vai aqui um abraço
deste teu filho expatriado.
e que neste 20 de setembro
a chama farroupilha
ilumine o brasil inteiro.
sirvam [sempre] nossas façanhas
de modelo à toda terra.
sendo por ti parido,
gaúcho portoalegrense sou sempre
por mais distante.
e esse é meu consolo:
mesmo longe da terra
a querência, de fato,
mora e sempre estará aqui dentro.
E a trotezito no mais*
Fui aumentando a distância
Deixar o rancho da infância
Coberto pela neblina
Nunca pensei que minha sina
Fosse andar longe do pago
~*~
* versos da música "Deixando o Pago", de Vitor Ramil com a poesia de João de Cunha Vargas.
Acho lindo esse amor do gaúcho pela sua terra. E a gente, o que faz? Dá parabéns?