julho 2006 Archives
foi lamentável...
o que marginais da torcida tricolor gaúcha protagonizaram no grenal de ontem no beira-rio. inacreditável. e dentre as cenas absurdas, a mais marcante para mim não foi da destruição ou do incêndio do banheiro químico, mas a festa que faziam alguns torcedores atrás das chamas, comemorando o vandalismo. tomara que os bandidos possam ser identificados e punidos.
o amigo, gremista, discute o assunto.
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tarefa cumprida
e depois de duas manhãs perdidas, uma reprovação de vistoria, pneus, triângulo e luz de freio reparados, menos muitos reais na conta, enfim tenho placas "rio de janeiro" no meu carro.
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chove...
no rio de janeiro, depois de uns 4... anos, ou 33. e diferente da imensa maioria da população nativa, fico contemplando e achando o dia chuvoso e cinza maravilhoso. e o quase frio de 15ºC também.
o maraca é nosso!
e foi caipirinha e samba e comidinhas estranhas e 'pancadão' (medo). e passear pelas cadeiras do estádio à noite, vendo logo esse gigante vazio e silencioso. para a próxima visita, que seja em atividade. foto nos vestiários com a camisa do glorioso colorado, em breve. que por eu ser um sujeito desprovido tecnologicamente de uma câmera digital, minha imagem anda perdida por aí em câmeras alheias. como a que capturou a cena aí embaixo, num momento 'la tazza del mondo è il nostro'.
e então, onde está o gejfin?
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e o sapato, é de quem?
desde semana passada passo por um par de sapatos bege-claros dentro do túnel zuzu angel, sentido barra - são conrado. na primeira vez que vi, estavam os dois alinhados em um lado da via, noutro dia encontro-os caprichosamente alinhados de novo, mas do outro lado. ontem, menos organizados, mas lá estavam os sapatos. e olha que, pelo menos assim na passagem rápida, até que não são de se jogar fora, os sapatos.
e eu que ia começar ontem um post dizendo "rio, julho, 9h, 25ºC" e daí descubro que em porto alegre tá o maior calorão de inverno 30ºC. deu até sede.
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todo dia que eu entro no supermercado para deixar meu carro (é minha garagem do trabalho) tem uma senhora que fica apertando o botão do ticket para o 'cliente' e distribuindo junto um folheto de oficina. todo dia. então foi tanto todo dia que nos últimos dias eu passo por ela, ela ri, dá bom dia, confirma "você já tem esse aqui, né?" e me entrega só o ticket. todo dia.
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tem "festinha" da empresa segunda-feira, depois do expediente. no maracanã.
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que fome...
A Copa acaba, começa oficialmente a corrida eleitoral, que nos tomará tempo e saco por intermináveis 3 ou 4 meses. Problemas, promessas.
Ontem, navegando na Internet, descobri que o Google Earth agora já tem Porto Alegre mapeada. Até alguns meses atrás, dava para sobrevoar em boa definição só Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Depois de achar lugares familiares, parti num vôo sobre 'favelas' da capital gaúcha. Morando no Rio de Janeiro, favela está na pauta o tempo todo. A distância entre as duas cidades neste quesito não tenho ainda certeza realmente de quão grande é - violência urbana, guerra do tráfico e coisas do tipo. Diferença grande existe é em como isso está para o resto da cidade e para a mídia; o que se sabe, com o quê se convive, o que se vê. No Rio assusta é a ferida exposta. As favelas, especialmente na Zona Sul, ocupam os morros e estão ali explícitas para quem quiser contemplá-las, seja com olhos curiosos como se fossem bichos selvagens em uma jaula de zoológico - tal qual deve ser o olhar de muitos turistas - ou medrosos e apreensivos que avistam um mostro incontrolável que a cada dia está um pouco maior - tal qual vêem muitos daqueles que por elas passam todos os dias ou sabem delas pelos jornais. Na Idade Média, as mazelas existiam para além dos muros dos castelos, que sendo gigantescamente altos e populados em seu topo de soldados armados que viam enquanto não podiam ser vistos. Algumas favelas aqui lembram fortalezas, que lá do alto, injustamente mas simbolicamente e factualmente, oprimem e amedrontam aqueles que vivem aos pés de suas muralhas de barracos quase que da mesma forma.
Em Porto Alegre acontece um fenômeno diverso, que já percebia, mas vendo a cidade pelas fotografias do Google, fica mais evidente. As favelas também estão encravadas no meio da cidade. também temos morros e muitos são muito perigosos, mas as maiores áreas favelizadas de Porto Alegre ocupam vales. Para além de uma sutil diferença geológica, o importante dessa constatação é que assim, com a cidade elevada, funcionando acima das cabeças da maior parte dessa população, estas áreas poucas vezes são vistas, percebidas. E, não raramente, são então desconsideradas por completo dos olhos de quem passa ou de quem 'conhece' a realidade pelos jornais. mais difícil, assim, legitimar os problemas que ali existem, a pobreza, o crime, e que tudo isso se multiplica.
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Zona Sul, ao longo de um canal que corta o bairro Cristal na altura do Hipódromo.
Zona Sul, Vila Cruzeiro, parte do bairro Cristal e que se estende por trás do morro Santa Teresa.
Zona Sul, ainda a Vila Cruzeiro, na extensão que vai até próximo ao Estádio Olímpico, no bairro Medianeira.
Zona Sul, Vila Nova.
Zona Sul, Vila do Sargento no bairro Guarujá.
Zona Sul, parte mais favelizada da Restinga.
Zona Sul, morro Santa Teresa.
Zona Leste, bairro Bom Jesus.
Zona Leste, bairro Partenon próximo ao Presídio Central.
Zona Leste, bairro Partenon extensão mais a leste do Presídio Central.
Zona Norte, bairro Navegantes entre a Av. Castelo Branco e a Voluntários da Pátria.
Zona Norte, Vila Farrapos.
Zona Norte, próximo ao Aeroporto e à Av. Sertório.
Zona 'Nordeste', a leste da Av. Assis Brasil e norte da Av. Baltazar de Oliveira Garcia.
Para comparação de escala das áreas demarcadas, o Estádio Olímpico e o Parcão (parque Moinhos de Vento). Abaixo, a Rocinha, no Rio de Janeiro.
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*clique nas imagens para ampliar.
hoje é meu aniversário de blog. 3 anos. 3 anos. tu vê...