maio 2006 Archives
desejo ao geva que a partir de hoje, 7h05min, o 28 passe a ser tão mais e definitivamente mágico como sem qualquer razão ele deveria ser e é sempre.
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dia de saudade de estar perto dos meus pais e de todos vocês aí.
dia feliz de estar perto de ti e pelo carinho de todos vocês aqui.
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dia dividido.
o que fazer?
ora, beber a isso.
... às vezes aparece.
Sexta-feira de outono. Outono-primavera-verão-quase inverno. E eu quase acreditando que fez frio mesmo. A julgar pelos casacos e comentários, os 20ºC são abaixo de zero. E se uma única certeza eu tenho agora sobre o tempo, é aquilo que todo mundo já dizia: frio é mesmo psicológico. Dias chuvosos, menos hoje. Céu azul. Fim da semana, primeira de trabalho novo, de tudo novo. E preocupado tenho ficado é em saber onde, diabos, coloquei as angústias e dificuldades de adaptação de quem chega de um lugar diferente? Ora bolas, não consigo achá-las em lugar nenhum. E a carteira de investimentos do fator estranhamento está percentualmente bem recheada não de Rio, mas de Barra. Ô esquisitices. Dei de cara com não-lugares ocupando áreas gigantescas e logo numa cidade que quando se lembra e imagina, só o que parece não ser possível é exatamente ter dentro de si algo que não signifique nada. Nem tudo é assim. Não vou ser tão malvado. Aqui, ali, acolá, até que tem coisas legais. Mas em geral, e o geral é bem grande, a que horas sai mesmo o próximo ônibus para o Rio de Janeiro de verdade? Ônibus. Resposáveis por parte da aceleração do meu ser em se tornar ser carioca. Já aprendi a fazer escândalo agitando os braços para o motorista resolver parar, e depois correr como um louco para embarcar, e que parada é ponto e descer é saltar, e que se não puxar a cordinha não há qualquer possibilidade de o maldito parar. Dentro, em movimento, outra interessante experiência: os condutores tem certeza de que o ônibus não é maior que uma magrela 125 cilindradas. Outro desafio é saber que linha te leva para tal lugar. Que um dia entrei num que dizia X e passava no Downtown e no outro dia esse mesmo X ia por outro lugar. Com um único destino, já peguei meia dúzia de diferentes, mas na dúvida sempre ao subir, pergunto se passa lá. Trabalho num lugar ótimo. Prédios baixos comerciais com uma área tranqüila de muito verde e fontes e laguinhos artificiais rodeando o lugar. Os laguinhos tentam reproduzir um cenário natural, então são cheios de pedras e plantas. A descoberta do almoço - e que deu uma forcinha para que eu tomasse vergonha na cara e escrevesse para vocês - foi ver que as pedras são falsas! Imitações, aparentemente muito bem feitas, mas não é que de repente, prestando mais atenção, notei que um exemplar danificado, grande, enorme, descolada das demais, incrivelmente habitava a água num gracioso f-l-u-t-u-a-r! Achei o máximo. Dei risada, lembrei de uma fábula que escrevi uma vez sobre pedras que não são pedras e ainda fiquei pensando o quanto divertido não seria sacanear um suicida com uma pedra que não afunda.
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Bom fim de semana e até segunda.
O blog ficou sem o post de despedida. Quem sabe eu publico num insert, algum dia. Memória da partida. Tudo foi muito rápido.
Alguma intimidade com o Rio eu já tinha, então tenho estranhado mesmo, assim nesses primeiros momentos, é me dar conta de repente que o tempo vai passando, as coisas todas acontecem e não há, entretanto, um aproximar-se do ir embora. Não há o ir embora.
Feliz, sim, muito. Saudade, sim, muita. E essas duas forças vão me acompanhar assim, existindo sempre juntas.
Pessoas. De diferentes formas, maravilhosas.
Agora: na TV fala-se sobre o terror em SP, da janela entra uma brisa ótima, minhas malas espalhadas pelo quarto, papéis pela cama, Internet wireless de alguém ou algum lugar que sei lá.
No dia 10 de fevereiro de 2005, voltando do Rio, depois de passar o carnaval na companhia do amigo-gêmeo Tiagón e da maravilhosa Jojo, escrevi um texto que terminou assim:
[...]
Aliás, Rio!, estás absolutamente proibido de ousar lembrar agora que eu existo, ligar, deixar recado, mandar carta, telegrama, e-mail. Não me responsabilizo. Na melhor de três desta história, pobre terra gaúcha, mas vai ser difícil não largar a galope dos pampas para desembarcar outra vez nas tuas curvas, e dizer no mais forte sotaque farroupilha que, tchê, manda avisar todo mundo que é nesta terra que eu fico.
A terceira vez que estive no Rio foi em outubro de 2005, e por acaso, fazendo um desvio na volta da visita que fiz ao amigo Rafa em Brasília. E não fazia idéia do quanto de mágico e definitivo existia naquilo que eu havia escrito.
É isso mesmo. Tchê, tô indo.
:: Anthony Garotinho faz greve de fome. Exijo a presença de organismos internacionais para fiscalizar o jejum e, quem sabe, com um pouco de sorte de todos nós, ele não se recupera. Se bem que tem uma boa reserva de gordura pra queimar.
:: Grêmio toma 5 X 2 do Paraná. Foi lindo.
:: Frente fria, mais massa polar, mais ciclone extratropical derrubam as temperaturas do outono gaúcho. O dia amanheceu em 10°C, com máxima prevista de 15°C para o dia. Delícia.
:: E ontem foi a largada para o meu inferno astral.
Ademais, em breve.