abril 2006 Archives
tac tic-tac tic-tac tic-tac...
hoje dei a volta na quadra - para vir trabalhar eu ando 5 quadras, mas venho de carro porque ah me deixa e preciso fazer a volta na quadra por causa da mão única nas ruas e etc e tals - quando eu dava a volta na quadra, era só uma quadra, e vi três. nem um, nem dois, mas três em apenas uma quadra. três caminhões de mudança que descarregavam ou carregavam não faço idéia. uma empresa se chamava Nancy e lembrei do que sempre lembro quando vejo caminhões de mudanças que é da empresa mudanças Simone que tem aqui em porto alegre com uma frota de caminhões rosa-choque e um "simone" em letras bold enormes acompanhadas de um símbolo que tem algo como um pandeiro ou coisa nada a ver com fazer sentido que o valha. quanta gente se mudando, pensei. e pensei que isso, também, poderia bem ser um sinal de alguma coisa. coisa que gosto muito: mudança.
mas abriu o sinal e acabou a quadra e não vi mais caminhões e logo estava no trabalho e até já passou toda a manhã e almocei e faz 25°C em porto alegre e amanhã é feriado e vou dormir.
Hoje é Dia do Índio. Quando eu era pequeno, na escola, a data tinha toda uma atenção especial. Era festinha e criançada fantasiada. Aula sobre os povos e tudo mais relacionado. Isso ainda existe?
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Ontem vi o pior filme de todos os tempos. Impressionantemente ruim como há muito nem acreditava que um filme pudesse ser. Não vou dizer nome, nem fazer crítica com mais entusiasmo que isso porque tanto não vale nem a citação do nome, como o horror é tanto que nem dá vontade de pensar muito a respeito.
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O bom é que quando tudo mais falhar, temos blogs. E falando em blogs, e falando em quem anda falando em blogs, fica aqui a dica para leitura desse post da Monica Sabino, no BrandGame. O post, que é coletivo, também está publicado no CarreiraSolo
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No próximo bloco veremos como se proteger da violência urbana usando três palitos de fósforo, mas mexendo só dois deles.
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Feliz Natal.
de volta.
depois da páscoa
fantástica
mágica
~tudo~
com uma pitada
também
cômico-trágica
porque,
claro,
eu não sou outro que não
o gejfin.
detalhes e fotos
em breve.
chego
já com saudade
sem querer estar aqui
de volta.
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e que tenha sido um feriado ótimo
para todo mundo.
O VIP Bureau (VIP - Verbeaters are Important People) teve a honra de receber no último fim de semana em Porto Alegre a curitibana Luiza, do Coerência é Coisa de Psicopata. Ela não conhecia a cidade e foi apresentada ao circuito Shamrock, Ossip, Lanchera, além dos passeios diurnos por recantos da capital gaúcha. Apesar de o seu domingo ter coincidido com uma desprezível manifestação popular provocada por fatos que prefiro não citar, espero que tenha gostado do passeio. Por cá, tudo sempre às ordens.
Abaixo, da esquerda para a direita: Fer, Luiza, Tiagón e Gejfin - na versão barba.

A protagonista das fotos é a dinossauro - ainda sem nome - que foi presente da Luiza para El_Rey. Mas claro que o meu presente foi muito mais legal. Ganhei Distraídos Venceremos, de Leminski. E ela escreveu assim:
Ao amigo gaúcho, um ilustre paranaense que sabia que palavra era brinquedo de montar feito pecinha de Lego.
E sabia mesmo.
bruna surfistinha finalmente foi desbancada do primeiro lugar de livros mais vendidos, depois de meses. fernando henrique que derrumou a moça, com seu a arte da política que, sinceramente, deve ser tão útil quanto. lista de livros mais vendidos no brasil está sempre no topo das coisas que me deprimem.
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o palhaço carequinha já não tinha morrido? enfim, uma pena.
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a maçaneta interna da porta do meu carro do lado do carona vive. eu e meu pai trocamos de carro uns dias na semana passada e, quando fui pegar o bichinho de volta, lá estava ela consertada. causou certo estranhamento. aquela maçaneta estragada - e assim estava pela falta de um único parafuso, há uns 5 anos - fazia parte da minha personalidade. tiagón que sempre dizia que o conserto não vinha porque ter que abrir a porta para as meninas, que por ventura ali estavam sentadas e se atrapalhavam para descer do automóvel, era a desculpa para eu passar a mão nas pernas delas. só boato isso, claro.
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verbeat blogs agora tem novo template de comentários. mais bonito, mais seguro. tomara.
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acordei hoje ouvindo no rádio que a defesa civil alerta para a chegada, no domingo, de uma fortíssima frente fria da argentina. vai derrubar as temperaturas em todo o estado. levantei com um sorriso enorme. chega desse inferno. vem, inverno, vem.
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pedrinho guareschi tem um estudo sobre o ideologia e comunicação onde, a partir da lista de formas ideológicas de dominação que a mídia pode exercer, teorizada por thompson, ele acrescenta uma que chama de "banalização". seria uma forma de moldar uma mensagem fazendo com que ela se torne perigosamente banal e, assim, deteriorando a importância, urgência, gravidade e significados originais de um fato, notícia, acontecimento, opinião, etc, que pode fazer com que o posicionamento crítico e necessário diante daquilo seja significamente minimizado, contribuindo para a manutenção da situação, seja qual for. para estudo de caso ele usou, na época, o programa casseta e planeta urgente e pôde comprovar todas suas hipóteses.
pois, fazia muito tempo que não assistia ao programa e o fiz na última terça, infelizmente. eles começaram por uma sátira que foi chamada de "desfocão - meninos sem foco", ambientada num cenário de favela com os humoristas vestidos de meninos do tráfico - armas na mão -, fazendo piada sobre os recursos de imagem que impedem o reconhecimento das pessoas no documentário. existem formas e formas de se fazer humor, mas no caso, em menos de 1min, com um texto sem noção eles atentaram de tal forma ao significado original da situação que cheguei e me sentir mal. falta de graça, estupidez, irresponsabilidade e violência inimagináveis. porque a forma como se significa determinadas coisas - violência especialmente - às vezes, é tão ou mais violência que ela própria. mas pior mesmo é que muita gente deve ter se mijado de tanto rir. depois do fantástico espetáculo que fizeram do material - bruto -, isso.
estava eu indo para a casa dos meus pais na zona sul da capital, minutos antes de começar o jogo. hordas movendo-se em direção ao olímpico chiqueirão monumental. o sinal fica vermelho, páro. e à frente um táxi com um único torcedor gremista de passageiro sentado no banco da frente batucando na porta do carro e gritando "tricolor". atravessando a rua, um colorado, que ao avistar o torcedor adversário, não reluta em abrir aquele sorriso de "haha, coitado!" e responde repetindo "inter, 3 a zero! inter, 3 a zero! inter, 3 a...".
- peraí, chê, tu tá indo pro estádio? não tá a fim de rachar o táxi?
...
- hein? pô, vamos rachar aí... tu vai por cima, né? ali, por cima... *
- sim, sim. ... tá bom. vam'bora!
e o colorado entra e o sinal abre e lá vão os dois desconhecidos companheiros inimigos. achei a cena um brinco. fiquei também curioso para saber o time do motorista, que ficou rindo. claro que na volta para a casa, com jogo terminado, seja qual for o resultado, isso acontecer já é bem mais difícil.
* e esse asterisco no diálogo é só porque lembrei de eu e amigo tiagón conversando com a tati não sei exatamente quando, mas explicávamos à carioca sobre como não cair na malandragem dos taxistas portoalegrenses. quando ele perguntar, depois de saber o destino, qual o caminho preferível, diga sempre um "ah, vamos por baixo" ou "ah, vamos ali por cima". é a senha. mesmo que entre os dois pontos não existam, necessariamente, opções com tais especificidades, a decodificação já é cultural, e vale, sem importar mais a real característica geológica do espaço. tu, que não é daqui, já aproveita e anota a dica para uma próxima visita.
