fevereiro 2006 Archives

ô ô ôôô!!

Fui ao estádio ontem ver o Inter bater o Nacional por 3 X 0. Fazia muito, muito tempo que não comparecia ao Beira-Rio. Bom recomeço. E de surpresa, que o convite da minha mãe (colorada indiscutivelmente mais fanática que eu e muitos colorados que conheço) foi de última hora. Vitória bonita. Vitória na Libertadores sempre será bonita. E vâmo que vâmo!

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Hoje sexta de carnaval. Há quem diga que carnaval é só na terça. Como há quem diga que desde ontem já é carnaval. Ou desde semana passada, no Rio, tô certo? Como também não há dúvidas de que em Salvador, neste momento, o povo deve estar caindo de boca na folia, folia do carnaval de 1987, ou 1988 que não acababou ainda. E isso é o que menos interessa no carnaval: tempo, datas. Mas por aqui aqui carnaval mais que uma festa, é antes um espaço de tempo definido, em que é preciso pensar antes no que fazer e, especialmente, aonde ir, já que estar na cidade significa estar fora de qualquer badalação relacionada. Este ano não há programação. Algumas opções se apresentarão ao longo do período e da pilha, no mais fiel jeito líquido de levar a vida. Quem sabe um carnaval bizarro? O revéillon bizarro de 2005 foi abre-alas para um ano perfeito. Quem sabe não está aí a magia? Bizarro ou não, diferente este caranval já vai ser, que eu e Tati-Rio (Esquilo?) vamos protagonizar uma insensata e divertida contra-mão carnavalesca, que também é um bom flagrante das diferenças culturais de nossa terra brasilis. Invertendo destinos, ela sai hoje do lugar para onde todos vão, e vem para ficar onde todos saem. Eu mesmo nunca passei um carnaval aqui, ou pelo menos desde a idade em que para colocar o pé na estrada era só querer. Estou até bem curioso, na verdade. Mas Carnavais, assim com "C" maiúsculo, à parte, às 18h30min de hoje me movo para uma outra dimensão. Quero brincar. Brincar e sair por aí achando que tudo ou quase tudo, que é pelo menos um quase tudo bem maior do que o quase tudo do resto ano, está permitido. Não vai ter bloco, nem baile, nem desfile, talvez até nem samba. Nada do que deveria. No lugar, nem sei. Surpresas. Ou reinvenções, recriações, ressignificações. Contra-mão até, confesso, me atrai e muito. Ansioso estou para que venha logo a noite. E que demore dias, meses, anos até a quarta-feira. Ou que chegue, mas que nem percebamos, mal sintonizados que estaremos - já que ouvi dizer que o sinal é fraco no mundo para o qual teremos imergido e o contato difícil, não pegam lá determinadas freqüências da superfície e da terra que anda por demais injustamente firme. Aliás, se acaso for de nos perdermos assim, por mim tudo bem. Um lindo carnaval sem fim.

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Aviso de utilidade pública: se o carnaval vai ser de calmaria, ou se sobrar um espaço de tranquilidade - e sobrar alguma coisa de cérebro também - durante ou depois, se liguem na finaleira do concurso Literatura para Todos, do MEC. As inscrições terminam dia 16 de março.

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Enfim, não se comportem. Divirtam-se pra caralho! Nos encontramos dia 2 de março, ou seja, no início valendo de 2006. Que vai ser, por coincidência, também o aniversário de 2 anos da Verbeat. Até lá.

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Bom carnaval para todo mundo!

Eco

Se eu escrever com caixa-alta deve dar eco. Que não tem post nenhum por perto. Abandono. Fases.

Posso não estar escrevendo tanto só porque tenho trabalhado demais e fico de saco cheio de computador às vezes e ler e digital e pensar texto.

Mas também pode ser porque é tanta coisa distraindo os quatro gêmeos na minha cabeça que respirar junto eu consigo, mas daí mexer os dedos já começa a ficar difícil.

Talvez também porque ando querendo saber a resposta de algumas perguntas, e que então me falem logo porque não quero dizer mais nada até que possa fazer algo com as respostas; usá-las; gastá-las, e depois de bem experimentá-las inventar outras buscas.

Quem sabe a barba. Nunca deixara que crescesse antes. Tal como Sansão com o cabelo, vai ver tem alguma influência na força com que empurro as teclas ou seguro a caneta.

Hmm. Mas claro que não conseguindo nunca escrever só com a cabeça, mas também o coração manda e desmanda no correr das linhas, confesso também brincando paixão de justificativa, que o lugar onde paira a produção tem sido de divisão injusta. Uma linda prenda tem bem levado consigo muitas delícias bobas desse escritor fajuto. Textos vivos mas que aqui nunca serão ditos.

Ou pode ser só preguiça.

E pode até nem ser nada.

Como vale só para o Gejfin, que Sêo Síndico anda em alta produtividade. Vocês verão em março.

E para não perder o hábito, vem uma frente fria para o Estado, que provocará chuvas esparsas e queda de temperatura nos próximos dias.

Ah, e hoje me peguei pensando: preciso de um chaveiro, mas como seria um que fosse a minha cara?

Ah, e hoje me peguei odiando, de novo, a PUCRS. Prazo nos olhos dos outros é refresco.

Ontem ganhei um móvel novo para minha cozinha. Vou precisar de frutas para as cestinhas.

Amanhã? Amanhã é dia bom, que vai faltar só um dia.

INSSSenhor

Matéria da TV sobre águas termais em um balneário de Santa Catarina. Entrevistam uma banhista e na legenda:

"Fulana de Tal - freira aposentada"

E eu nem sabia que existia isso. Ou pelo menos não assim tão simples.

Diz Paulo Miranda na Apresentação:

"Não acredito que a arte, a literatura, o jornalismo possam mudar as pessoas. Não acredito que possam contribuir para se ser melhor. Mas eu também não acredito em mim. Por isso, parece-me sensato fazer aquilo em que não acredito, mas que é seguramente o melhor. Parece-me melhor ligar cidades, ainda que seja apenas pela língua, do que vê-las a afastarem-se."

E por assim vai o Cidades Crónicas, blog coletivo que estréia na Verbeat. Além do Paulo, português que escreve do Rio de Janeiro, tem o Milton, sim, o Mito, daqui de Porto Alegre, a Fal Azevedo em São Paulo, Nelson Saúte em Maputo, Rui Parada em Macau, Luís Graça de Lisboa e Manuel Marmelo, no Porto.

Bom, né? Então vai lá logo fazer uma visita.

Estou sendo atacado! O inimigo foi chegando de mansinho: uma trilha no piso, depois aquele passeio pela pia. Sabia que cedo ou tarde apareceriam, mas nossa relação estava sendo bem cordial. Até hoje. Abri o armário de manhã cedo e elas, formigas, faziam uma festa no meu bolinho de laranja. Não!

Meu bolinho não! Tanto açúcar e geléia espalhados sobre a mesa, migalhas de bolacha no chão... mas meu bolinho de laranja não! Ainda mais neste mês que tô duro e ele subiu R$ 0,02. Sim, um absurdo. Dois centavos. Isso faz toda diferença no meu orçamento doméstico. Tive que espremer um pouco mais o tubo da pasta de dentes para compensar. Como bolinho de laranja Taauge - "É bom esse bolinho!*" - no café da manhã todo dia. Não sei como seria minha vida sem ele. E essas bandidas me assaltam sem mais nem menos, dentro do armário! E ainda defendem toda aquela história de que formigas dão duro, trabalham, só as cigarras se divertem. Mentira! Vagabundas! Ladras! Garantindo estoque para o inverno às minhas custas! Revoltante, não?

Em meio ao choque, parti para o crime em legítima defesa. Acabei com elas, uma a uma que encontrei. Senti a vibração do estalo dos seus microscópicos corpos nos ossos da minha mão. E foi bom. Longa satisfação. Mas sei que é só por hoje; não tenho dúvidas de que elas voltam. Um mal para o qual nossa sociedade não tem uma solução... E sendo assim, nós, pobres cidadãos, nos viramos do jeito que já. Tive que encontrar um abrigo seguro para o meu bolinho de laranja, vedado aos invasores que dissolvem pouco a pouco nossa liberdade, que pudesse mantê-los afastados, ou pelo menos impedidos de entrar. Salve a tecnologia: meu microondas agora é um armário.

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* Slogan, impresso na embalagem.

Não sou exatamente a pessoa mais sociável do mundo no trabalho. Não, não sou desses sociofóbicos, chatos, mau-humorados, workaholics pentelhos, mas longe também de ser aquele sujeito piadista que combina os jogos de futebol em churrascos com a diretoria. Nada contra. Perfil. Mas sendo assim, também para acontecer de eu me aproximar das pessoas a ponto de chamá-las de amigos - e escolho muito bem aqueles que chamo de amigos - foi raro. A vantagem é que quando isso aconteceu, essas pessoas se tornaram grandes amigos, mesmo depois de não mais trabalharmos juntos. E esse post é dedicado a um desses caras.

Renatinho Rosa - aqui e aqui. O cara foda que veio à Terra com a missão de livrar as interfaces do mundo das limitações cognitivas, ou quase isso. Nas horas vagas, ele é também o slavedesigner da Verbeat, o pai da nossa maravilhosa marca.

Somos colegas há 4 anos e isso é tempo. Lembro desde quando ele fazia toda a sala perder a concentração no trabalho porque não calava a boca um minuto, até sermos parceiros num dos trabalhos mais bacanas que já tive a sorte de fazer na vida. Foi aí, inclusive, que vi que o Renatinho, além de um maluco-guri-hiperativo-sintetizador-humano, também era gênio pra caralho. Gênio PRA CARALHO, se vocês leram rápido e não prestaram atenção. Aprendi e me diverti um bocado trabalhando contigo, tchê. Fora dele, criamos o maior projeto não desenvolvido de todos os tempos, num memorável chopp na Praça da Alfândega.

Daí hoje é o último dia do amigo aqui. Os Marinho.com chamaram e ele, que não é bobo, está indo. Leva a Renatolândia para a Baía de Guanabara. Fico feliz pra caramba. Não só pela oportunidade, mas como - e peço permissão aos cariocas por essa audácia - tenho o Rio como uma segunda casa, e é bom saber que seja justamente nesta cidade que vais parar. Para além de muitas outras - e as outras que me desculpem - é sim Maravilhosa.

Boa sorte aí, amigo. Não custa nada ela ficar sempre do teu lado, embora eu tenha certeza de que precisar mesmo, tu nem precisas. Acrescenta logo aí o terceiro "R" na tua vida e manda ver! Vai ser do caralho, disso não há dúvidas. Agora, não pensa que só porque tu estás indo embora daqui de Porto Alegre, vamos te dar carta de alforria. Uma vez salvedesigner da Verbeat, slave toda vida.

Farás falta, com certeza. Mas trata logo de botar a água do chimas pra ferver, que em breve estou aí te visitando. Te levo até uma Zero, para ler na praia. Só não inventa de me receber falando chiado que leva uma biaba na orelha.

Abração! E anota aí: tudo está sempre só começando.

~*~

Um fim de semana dessas aventuras também para todo mundo.