janeiro 2006 Archives

Wasabi. O que é isso?

Misture um agregador de RSS com uma lista de amigos. Seus sites e blogs preferidos com os sites e blogs preferidos dos seus amigos. Seu fotolog e o fotolog dos seus amigos. Ou seus amigos com seu blog, seus sites e seu fotolog. Ou aquele seu amigo e mais tudo isso. Enfim, misture pessoas sobre quem você quer saber muitas coisas às informações que essas pessoas produzem, ou com as quais se identificam. Você se identifica com o que ela se identifica? Bom. Roube um site. Ou roube aquela amiga ou prima (humm...) do seu amigo. E daí o mais legal é que é tudo isso junto, mas muito, muito simples, numa interface bacana e funcional.

O pai da criança é esse cara aqui, Danilo Medeiros, que está convocando o povo para um stress test do sitema.

Gostou da idéia? Então deixa um comentário ou manda um e-mail que eu envio o convite.

"Observemos a natureza: tudo que vive muito e contente não é inteligente. As tartarugas vivem séculos, a água é imortal, e Milton Friedman está sempre vivo. Na natureza, a consciência é a exceção; pode-se até postular que ela é um acidente, uma vez que não assegura nenhuma superoridade, nenhuma longevidade particular. No quadro da evolução das espécies, ela não é sinal de uma melhor adaptação. São os insetos que, em idade, em número e em território ocupado, são os verdadeiros mestres do planeta. A organização social das formigas, por exemplo, é muito mais bem-sucedida do que jamais será a nossa e nenhuma formiga tem cátedra na Sorbonne".

"Os homens simplificam o mundo pela linguagem e pelo pensamento, e assim eles têm certezas; e ter certezas é a mais poderosa volúpia neste mundo, muito mais poderosa que o dinheiro, o sexo e o poder reunidos. A renúncia a uma verdadeira inteligência é o preço a pagar por ter certezas, e é sempre uma reserva invisível no banco da nossa consciência".

"O intelectual está persuadido de que é inteligente, porque se serve do seu cérebro. O pedreiro se serve das suas mãos, mas tem um cérebro que lhe pode dizer: 'Ei! Essa parede não está reta, e, além disso, você esqueceu de pôr cimento entre os tijolos'. Há um vaivém entre o seu trabalho e a sua razão. O intelectual, ao trabalhar com a sua razão, não possui esse vai-e-vem, as mãos não se animam a dizer-lhe: 'Ei, meu caro, você está enganado! A Terra é redonda'. Falta ao intelectual esse retorno, razão por que ele se julga capaz de ter um parecer esclarecido a respeito de todos os assuntos. O intelectual é como um pianista que, por utilizar as mãos com virtuosidade, pensa ter aptidão para ser, naturalmente, jogador de pôquer, boxeador, neurocirurgião e pintor".

~*~

Textos extraídos de Como me Tornei Estúpido, do francês Martin Page. São trechos do discurso do bom e inteligente Antoine para seus amigos, ao anunciar - e também justificando a decisão para si mesmo - que dali para adiante se dedicaria à missão de se tornar um total estúpido, consciente de que este é o único caminho para conseguir ser feliz e bem sucedido na vida.

rá! venho só contar que agora eu tenho um microondas. é! ganhei da dona marize, mesmo que eu tivesse até hoje mantido firme minha posição de que eu seria um solteiro-que-mora-sozinho aguerrido e bravo que jamais iria admitir a falta do moderno aparêio de esquentação de rângo e assemelhados. que fogão resolvia tudo e para que diabos precisamos ganhar tempo no nosso louco dia-a-dia que essa vida funcional é uma bobagem e o fogo a chama é sabedoria e ... enfim, vocês me entenderam.

mas daí foi lindo o congelado descongelando hoje no almoço.

uma vez vi, ouvi ou me falaram tanto que não sei se é ou não verdade alguém pode me confirmar né? - que as ondas do microondas tem algum efeito sobre nós, pobres humanos, que vai além de fazer-nos felizes ao sermos inseridos no maravilhoso mundo dos hotpockts sadia. é radiação e dá sei lá o quê, tanto que aconselham que o troço fique numa prateleira não muito alta. pois que na falta de prateleiras, a caixa metálica iluminada acabou em cima da geladeira mesmo, bem, mas bem direitinho na altura que enquanto o meu cabelo regula com o display, meu queixo fica ali no "liga" e assim toda vez que o prato girar lá dentro vou estar 100% com minha mente exposta aos tais efeitos, se eles existem mesmo. portanto, aproveito esse texto para avisar os amigos de que se por acaso eu ficar ainda piorzinho que o de costume, é culpa dos novos tempos, do gejfin versão microwaves.

(e agora dá licença que vou procurar um ramster para testar de verdade o novo brinquedo)

bum. tump.

E é noivo da nossa Ministra Olivia.
E agora é também um verbeater.

Ele é o Roger.

Quero ver você encarar.
No fim de semana já combinamos de ficar ali no jardim, perto da piscina de água de coco, brincando de meter bala nos popups do inferno.

Chê, a casa é sua! Seja bem-vindo!

amígdalas

ô palavra esquisita e bizarra.
tal como é a coisa, imagino.

e eu continuaria não dando a mínima para a existência da bizarrice, não fosse, como o médico disse: "tchê, tu tá com uma baita amigdalite!". daí tomo remédio e recomenda-se não engolir qualquer coisa gelada e alcoólica.

e nesse nicho encontramos a cerveja e aquele almadén sunrise, meu vinho de verão preferido que tinha programado para 'brindes ao acaso'...

dá para desencaixar as amígdalas até segunda?

quem se importa com amígdalas?

amígdalas, amígdalas, amígdalas. assim, rápido, parace "amigas" se dito depois de algumas garrafas de qualquer coisa que minhas amígdalas não vão deixar eu beber até terça.

um diálogo, às 4h e 12°GL:

- cleunice?! aquela vaca! cleunice falava aí que era minha amígdala, mas é uma falsa! isso sim! que eu sei que tá dando em cima do ednei...
- ai, amígdala.. eu nunca fui com a cara dela mesmo. e aquelas sobrancelhas? e aquele cabelo assolan? fiquei sabendo também que ela tá fazendo extra pra enfiá aquele tal de butocs nas ruga... mas dá bola não que ela não é o tipo do ednei.
- não é o tipo? como assim, amígdala, como tu sabe aí o tipo do meu ednei?
- não... é que... veje bem... olha só... o roberson é amigdolo dele né, e daí me conta das conversas. ai, amígdala, tu não tá de penso que eu e o ednei...
- sai daqui! sai daqui! eu te considerava, viu? a gente é amígdalas desde o suspletivo. não tô crendo no que tô ouvindo! é perca de ajuízo?!
- não é isso que tu tá pensan... ai! laraga o meu cabelo! socorro!!!
- vô marcá teu lombo com minha chapinha, vagaba! te cuida, que agora tu arrumô uma inimígdala! uahhh!

~ * ~

bom finde! comportem-se durante as refeições e não esqueçam o guarda-chuva.

feliz em significa.sendo
eu
corto
sangro
a pele fina que separa
o que se vê e o que pode ser visto sem assim o ser
me faz tão bem
abrir
atravessar
das vezes que for
para o lado que for

falta faz não fazer

disso, pois te conto:
é acordar nessa manhã cinza, chuvosa e fria de verão
que esqueceu de ser
dia de graças
e pronto sair a absorver - e absorvo - do que quer que passe está surja esqueça desapareça
(mesmo que nunca conheça)
uma beleza um cheiro um tato um gosto
um gozo
difícil de explicar

de outro jeito
- para que melhor entendas:
muito sol às vezes
me atrapalha a vista
e assim,
as letras.

e passo o dia faltando alguma coisa.

Caprichos

A boa novidade da semana. Eis que algumas das super-poderosas e maravilhosas mulheres da Verbeat resolveram brincar no escurinho (ou nem tanto) com a gente. Estréia hoje Vodca, Caprichos e Libidinagem. Na descrição: "não-linearidade dissoluta". Na mira... ora, vejam lá.

Nós, homens, estamos cercados. Especialmente nós, vizinhos, homens da Verbeat. Que tem Caprichos de um lado, as Pimentinhas do outro... e eu confesso, fui eu, me prendam, me maltratem, me... hãn. Nunca ficar cercado foi tão bom.

Verbeat, o condomínio mais sexy, gostoso e charmoso da blogosfera.
Ler refresca, mas antes também esquenta.

~~*~~

Tremei Senhor dos Anéis. Eis que surge, no domingo último, via Messenger, o épico nórdico totalmente baseado em erros de digitação: Caminhos para Vlaha. Voç^e nunac viu ndaa igual.

Que ontem, na previsão do tempo do telejornal de manhã, a guria disse: "a máxima para hoje no país é 37°C, em Porto Alegre e no sertão do Piauí"... Bã.

~~*~~

Mas hoje já está bem melhor. Consegui dar uma ou duas respiradas pela manhã, enquanto passava uma nuvem.

~~*~~

Se tu moras no Rio, ou vais passar por lá até dia 29 de janeiro, não sejas bobo e vá ver de uma vez Dinheiro Grátis, segunda parte da Trilogia Brasileira, de Michel Melamed, com direção dele e da Alessandra Colasanti. Espaço SESC de Copacabana; quinta a domingo. Aliás, falando na Alessandra...

Se tu moras no Rio, ou vais passar por lá em alguma quarta-feira, não sejas bobo e vá dar uma banda na Casa Laura Alvim, em Ipanema, para conferir o 'manifesto cênico' Ovo Frito. Todas as quartas, 21h.

~~*~~

Pois, vejam só, é que lembrei do Porto Verão Alegre, que começou dia 5 por cá, mas na hora daquela puta vontade de ir ver teatro, veio a vontade de estar lá no Rio, antes. Mas tem uma porção de coisas legais aqui também. Olha só. Há 5 anos, o Porto Verão Alegre é um jeito de tentar movimentar um pouco a capital, nessa época em que a cidade agoniza.

~~*~~

Desde o Poa em Cena que tô com um texto poético-filosófico inacabado sobre a experiência de assistir teatro. Um dia eu acabo e publico. Ou não.

~~*~~

Falta muito para o inverno?

vamos?

começou, começou o ano. como começou o ano pra vocês? eu descobri que não tenho dinheiro pelas próximas duas encarnações, se conseguir economizar uns trocados. mas é assim mesmo. e não é também. vai saber. eu prometi que esse ano eu vou me concentrar mais no trabalho. quer dizer, eu acho que prometi. eu não lembro das minhas promessas. vocês lembram? e também preciso definir o que é trabalho. isso eu faço depois. vou te contar. vou te contar. eu faço aquele papelzinho onde escrevo as coisas e daí tem que jogar na água e tal. e eu coloco dinheiro embaixo do pé e converso com o que eu não vejo nem defino e nem... sei lá direito como o que é. o importante é se comunicar. falar sozinho e tal vale também. eu sou não sendo às vezes. outras sou mais normal. outras eu não sou nada. e tem aqueles dias que sou tudo. mas esses dias dão uma canseira danada, embora eu não consiga evitá-los. eu preciso contar sobre a viagem que eu e tiagón fizemos, de sampa, do rio. mas não consigo me concentrar e escrever. quando eu páro, já tem outra coisa passando, e daí quando vou pegar, olho em volta e nem sei mais onde estou. outro ponto. e é assim mesmo. de novo, e cada vez mais. vocês vão ver. 2006 promete. só espero que ele não esqueça, como eu. mentira. eu não esqueço. e não esquecer pode ser de duas formas. o primeiro é quando a gente fica lembrando, o segundo é quando não tem jeito porque aquilo não é possível de ser esquecido e nem precisa ser lembrado para estar ali, sempre. é assim com coisas boas que acontecem meio sem querer, ao acaso, impossíveis, e sendo assim, reais.

{vamos? ir indo. essa coisa da distância... sempre que nos encontrarmos vamos estar algum dos dois fora do lugar. sabes que eu gosto disso? vamos? vamos para lugar qualquer? para todos? aquela minha frase na geladeira que ficou faltando uma palavra... eu pensei. e me dei conta que não tem como completar, agora que minha geladeira também tem um monte de palavras. a palavra que tava faltando tá aqui. e já vi que faltam algumas. certo que estão aí. a gente se encontra vezes últimas não sendo só sabe quando na próxima onda. ondas. mar. eu não sei pensar uma coisa assim direitinho atrás da outra. só sei pensar bagunçado tudo junto. embaralhado. u e t t a i o a p a u a s d e d r o i. mas o que era mesmo? ah sim: vamos?}

contei dos meus planos para vocês? eu quero um apartamento em paris (eu sempre vou querer isso). e um hammer para passar por cima de umas coisas aí. eu vou um dia ganhar na loteria e perder o bilhete. esse é o plano. não importa o porquê. pode não dar certo também. eu aviso qualquer coisa. vou acabar com esses popups também. e sem apagar comentários. esse é o plano. também tenhos planos para a verbeat, mas esses eu não vou falar porque sempre com surpresa é mais legal. mas saibam que 2006 passa rápido. mais, se a tv ficar ligada. passa e vocês nem vão ver. desliguem a tv. só vale ligar nos jogos do brasil. copa é copa. é. copa é copa e foda-se. e se o brasil for hexa eu vou comemorar. e bastante, porque depois da copa a gente só vai ouvir falar em política. e políticos falando em política e não dando a mínima para o que não for parte do jogo político. não, eles não estão nem aí pra vocês, nem pra mim. nem para ninguém. nem para nada. e acho até que muitos nem se dão conta disso. tem os espertalhões, claro. mas a maioria... condicionados, com a vantagem desse condicionamento ter um tanto de benefícios que a gente que rala não tem, ora pois. a gente paga o pato. lembrei da minha avó, que era de origem polonesa e fazia uma sopa de sangue de pato que era uma loucura. não arrisco aqui escrever o nome porque vou errar. tem gente que não se dá conta do que anda fazendo, o que está experimentando, no que está acreditando, para onde está se movendo, o que está enxergando. eu uso óculos. tenho 1,5 grau de miopia num olho e 1 no outro, mas nunca lembro direito qual é o que é mais miope. eu gosto de enxergar tudo desfocado às vezes. e eu tenho medo de lentes de contato. nunca vou conseguir colocar aqueles troços no olho. não adianta. não adianta. mas tô bem. minha pressão é normal. nunca tomei injeção. contando o chimarrão, acho que bebo os 4 litros de água que os nutricionistas falam pra beber todo dia, e tenho até comido salada, entre um e outro pastel de chocolate e aquela derrubada na churrasca da esquina. saco só esse calor de 40 graus. mas eu sobrevivo. é mais divertido sobreviver. eu garanto. pelo menos assim a gente têm o que ficar fazendo entre uma coisa e outra. natal, digo. entre um natal e outro. porque já é quase natal. sempre é. e não faz diferença. ih, vai começar a chover. vou lá... abrir as janelas.

Os blogs da Verbeat passaram o fim de semana sem comentários. Isso tudo porque eu fui tentar matar uma mosca popup de propaganda do mal com um tiro de fuzil e daí... já viu (rimou, argh!).

Mas agora está tudo bem.
Eu acho.

Puf.

Plantão

O Núcleo de Jornalismo sem Jornalistas da Verbeat informa que já está no ar o VT com toda a cobertura da passagem de Milton Ribeiro pela Itália, num surpreendente trabalho da nossa competente equipe de amadores.

A obra, de autoria do mago dos encontros de blogueiros da Europa, Flávio Prada, tem as participações especiais na redação, locução e comerciais deste blogueiro cá e comparsa Tiagón.

Não perca!

: : : :

Na próxima semana o nosso especial de Réveillon. Sinta toda a emoção de voar, explodir, brilhar e desintegrar, com nossas câmeras exclusivas escondidas nos fogos de artifício chineses em Copacabana.

Acabou 2005. Quer dizer, vamos fazer de conta que sim, como se existisse mesmo uma linha que separasse um período de tempo do outro, e como se não existisse Faustão e a marmota.

Começou 2006. Embora nada começa nem termina, tudo continua. Até a vida.

O fluxo não pára. Nem a gente. Nem nada. Queiramos nós ou não, seja isso bom ou ruim, a largada já foi dada e tem tempo bem mais que o último primeiro de janeiro. A chegada não existe e a corrida cada vez tem mais surpresas, fantasia, curvas, caminhos que se escolhe. Só o que não se pode escolher é o estar ou não na corrida. Mas assim é a vida líquida. E dela não se foge.

Não há um lugar único onde se possa chegar, e nem a certeza de que os lugares todos que existem estarão lá quando pensarmos deles estar próximos. E assim, o jeito é seguir liquefazendo-se, e correndo não para chegar, mas por correr.

Dica para 2006? Goste disso ainda mais que gostou em 2005. Que se `precise` menos de tudo. Que se `deseje` menos tudo. Mas que se `queria` muito, muitas coisas, e agora. O tempo continua sendo `agora`.

De resto, tudo. Significativo e impossível.
E não espera nada. Ser é uma tarefa. Não seja, torne-se.

Algum cuidado? Com o sentido dado ao tudo. Ou com permanecer preso a um único sentido.

E para além de tudo, a guerra está declarada.
A onda está formada.
E vai chegar na praia.

Bom ano novo.