agosto 2005 Archives

Lição do dia

Valorizar muito as festinhas de aniversário na empresa, de final de expediente, quando se mora sozinho.

Vai uma fatia de torta aí?


antiestupro.jpg

Essa mulher aí acaba de lançar na África do Sul uma 'camisinha antiestupro', o 'estuprex' ou, como seria mais popularmente difundido em terras brasilis, *esTRUpex*.

Leia sobre a novidade e depois me responda, que eu não entendi direito: a idéia é que as mulheres incorporem o invento à indumentária do dia-a-dia? É isso? Porque não teria outra forma de garantir a efetiva proteção. Bizarro, não? Muito bizarro.

E rezo pelos homens de bem para que não encontrem no trilhar do seu caminho sexual uma garota sulafricana prevenida mas um tanto esquecida. O acidente seria bem desconfortável. Aliás, por via das dúvidas, para antiacidentes antiestupro, o jeito é fazer sempre uma verificadinha antes. Se 'pegar', que pegue SÓ um dedo.

ou meu primeiro grande diálogo com o zelador.

Saio do elevador no térreo e encontro o zelador. Uma velhinha espera para subir. Ele apresenta.

- Dona (-----), esse é o novo morador. Leandro, essa é a síndica. Mora ali do lado do teu apartamento, no quinto andar.

Ela tem uns 70 anos, e me pareceu uma velhinha simpática. Se for então um tanto surda, perfeito. Cumprimentei a senhora, que me deu boas vindas, sorriu e entrou. Dali perguntei para o Seu (-----) onde colocava o lixo. Então ele me mostrou o lugar dos latões, explicando os dias corretos para o seco e o orgânico e toda a importância da separação de lixo para o bem do planeta e o futuro responsável e as famílias que baseiam sua renda na reciclagem e dos papeleiros que ele já conhece e que nem dá tempo do DMLU pegar, não duram 5min as caixas e eu atrasado pra caralho para ir para o trabalho.

Abri o carro. Entrei, abri a janela. Ele falando. Na primeira pausa, virei a chave. Disse:

-- Então um bom dia, Seu (-----).
-- Ah... esqueci de te perguntar. Tu vai querer 'a santinha'?

(pausa para imaginar a minha cara de interrogação)

-- Hã... 'a s-a-n-t-i-n-h-a'?
-- É. Tem uma senhora que leva 'a santinha' em todos os apartamentos, daí eu não sei se tu vai querer...
-- Querer?... Olha... pois é...
-- É que às vezes as pessoas não tem muito tempo, então a gente pergunta...
-- Isso. Que pena. Tempo. Fica ruim mesmo. Acho que não...
-- É. Esse corre-corre do dia-a-dia...
-- É. A gente não pára. Um bom dia para o senhor.
-- Bom dia. Até logo.

Para entender a gravidade da situação, faço questão de lembrar que tudo isso se passou às 8h30 na manhã.

Agora valendo

Mudei! Cruzamento mais frio de Porto Alegre? Agora só exercitando ser um bom filhinho que vai almoçar aos domingos na casa da família.

Ademais, apareça. Invada.
Mi casa, su casa.

Pergunte-me como.

~ o ~

Minha segunda ida ao supermercado:

- uma caixa de fósforos;
- um salgadinho;
- uma lixeira (pro banheiro);
- uma cerveja.

~ o ~

E o dia da mudança do Gejfin teve:

- pista bloqueada na zona sul cedinho da manhã por conta de uma camionete que atravessou a pista e invadiu uma petshop matando dezenas de bichinhos;
- chuva;
- mais chuva;
- Pessoal da montagem da cozinha (que deveria ter feito o serviço sexta) chegando junto com a mudança. Isso tudo = coisas no corredor do prédio;
- A Itapemirim me ligando, depois de 6 meses, por causa disso, para dizer que como uma compensação pelos transtornos causados, tenho direito a uma passagem para o mesmo trecho para ser utilizada em até 12 meses. Jojo, tô indo AGORA, tá?

~ o ~

E o dia da mudança do Gejfin ainda vai ter:

~~~ ~ ~ ~ ~ .. .. .

Consultoria II

Eu não falei que meus amigos eram experts?

Recebi praticamente um menu (faz biquinho aí, faz) da Lisi, a guria-do-palio-vemelho, que leciona os seguintes cursos, com pagamento a combinar:

:: como disfarçar - e não limpar - pêlos de gato do carpete
:: como não precisar limpar vidros
:: como lavar e secar roupas em dia de chuva com uma área de serviço aberta
:: como matar violetas
:: como derramar cerveja em CDs
:: como acumular roupas de uma semana em cima de uma - só uma - tábua de passar roupa
:: e, para momentos de fúria, como arremessar um sapato contra a parede sem deixar marcas...

~ o ~

Contribua você também para esta causa e deixe suas dicas nos comentários. Serão muitíssimo bem vindas. Prometo ainda fotos das práticas sugeridas, se eu sobreviver a elas, claro, e se eu lembrar (nunca) de fotografar, mais claro ainda.

~ o ~

Bom fim de semana para todo mundo!

Consultoria

Por isso que me orgulho dos meus amigos. São uns experts.

De Gejfin para Tiagón:

E hoje foram as primeiras compras: balde, vassoura, pano de chão, lixeira, prendedores. ehehe :D
Isso significa que o ap já está pronto para se fazer sujeira.

De Tiagón para Gejfin:

Que nada! Vai estar pronto pra fazer sujeira é quando tiver BEBIDA! =D
(ah - prendedores de madeira são uma bosta)

De Gejfin para Tiagón:

Os que comprei são de madeira, óbvio, eram os mais baratos... mas na verdade eu comprei só porque pensei que iria precisar estender o pano de chão...

De Tiagón para Gejfin:

Os de plástico custam umas 4 vezes mais. Mas duram horrores, não sujam as roupas e "prendem" com mais vontade. Essa molinha dos de madeira é muito lixo e a roupa acaba escorregando no fio do varal. Além disso, plástico é reciclável, e quem nos garante a procedência da madeira utilizada? Isso é consumo responsável, cara. Lembre-se sempre: tu és responsável pelo lixo que produzes! Saint-Exupery ficaria orgulhoso.

E isso é tudo o que eu tenho para dizer sobre prendedores de roupa. Isso, e que meu pai se divertia colocando prendedores de roupa na orelha de gatos desavisados. Eh, eheheh.

~ o ~

Não perca: Tiagón autografa "Dicas Definitivas del Rey Para Seu Lar de Solteiro", pela editora Ofélia Não Sabia Nada. Livraria Cultura, segunda-feira, 8h da manhã. Durante o evento, o autor dará entrevista ao Louro José, enquanto Ana Maria Braga prepara um bobó de camarão servido com prendedores.

Gracinha

Um dos extras adquiridos foi um espetacular... pano de chão.
Simples, não? Foi o que pensei. Que bobinho.

É impressionante, mas existem umas 12 mil variedades de panos. Que duplicam ao passo que cada variedade tem a sua promoção de pague 1 e leve 3. Cheguei e fui logo pegando aquele que correspondia à referência que eu tinha de um... pano: branco, com cara de pano. Qual não foi a surpresa quando vi que eu estava completamente por fora. A onda é o amarelo e é um troço feito em laboratório. Nada de... pano. Deu muito medo. Mas como já tinha posto no carrinho o... pano, que tinha mais cara (e preço) de um... pano, os... panos trangênicos ficam para análise em uma próxima oportunidade. Não, na verdade não foi só isso. É que ali no meio, um desses vinha embalado na cara da Hebe e se chamava Gracinha. O slogan era tão terrível que foi direto ao inconsciente e de lá só me dará pesadelos; esqueci.

~ o ~

Procuro investidor para grande empreendimento. Uma oportunidade única de negócio com garantia de lucros extraordinários. A revolução dos supermercados. Entre em contato, e logo; não vá perder a chance da sua vida.

Eu precisava só de uma vassoura e um balde. Em 5min entre as gôndolas eu queria levar todo o supermercado. TODO.

Foi por pouco. No final, resisti muito bem. Saí com mais do que o planejado, mas tudo amplamente justificável, claro.

A justificativa?

Hã... Hm... Outra hora que agora estão me chamando. Ó, tô indo.

Coerência é coisa de psicopata?
Pergunte para a garota na privada.

~ ~ ~

Seja bem-vinda, Luiza!! :)

Gejfin, minha casa

O sacrifício de hoje:

Ir até o centro de Porto Alegre, meio-dia, com ventos de um quase ciclone-subtropical e calor de 30°C ameaçando AQUELE temporal. Fazer um rally entre o caos humano, tendo que agüentar ser abordado por gente que diz assim:

- Precisando de dinheiro? A gente empresta feliz.

Ou assim:

- 'Pirce', 'tatuage', corto cabelo, compro 'orôôô'.

O prêmio:

As chaves. :)

Telefone, Internet

Como é DIFÍCIL essa gente! Putaquepariu!

Na frente da TV

Palocci presidente! Do PT, do Brasil. Voto pra síndico, pra líder da equipe de gincana. Acordei ontem e dei de cara com a coletiva na Globo News, ao vivo. Queria agora era fazer clones diversos do Palocci para colocar nas CPMIs, no Congresso e na imprensa. Bom seria se todo problema e toda crise acontecesse nesse tom, nesse nível, e não coberta do discurso que todo mundo bem conhece e que tomou conta de acusados, acusadores e jornalistas. Bem melhor seria a vida se toda crise fosse palocciana. Boa seria a vida se toda política institucional fosse palocciana. Ganharíamos em tempo, competência e boa saúde para os ouvidos. Se tem alguém que conseguiu se mostrar muito maior que a crise, foi o Palocci. Deixou no chinelo PT, oposição e governo, inclusive o Lula.

~ o ~

Bom o novo filme da Kaiser - da melhor cerveja -, não? Bá, eu gostei. Claro que não tanto o suficiente para ficar com vontade de tomar Kaiser, mas oxigenação nos anúncios de cerveja me faz feliz.

~ o ~

Aquela série sobre bactérias do Fantástico é coisa de doido. Se alguém realmente levar tudo a sério vai precisar viver só em função disso; paranóia total. Espero que eu não tenha nunca que conviver com caçadores de bactérias. Sou daqueles que acha que o que não mata engorda e viver bem e com saúde é, antes de tudo, viver tendo bom senso. E que todo tipo de peste ataque sem piedade pessoas dessas que tem uma embalagem de álcool em cada cômodo da casa. Não se aproximem de mim que escarro na sua cara e ainda saio rindo, gritando pra todo mundo, que vi quando colocou uma dose de Veja Multiuso na vitamina de banana.

~ o ~

O olho grudado bem mais do que o normal - até bastante anormal, diria - na TV este finde foi porque pode ter sido o último domingo com cabo e boa imagem. No próximo fico à deriva dos canais cujas ondas chegam pelos clássicos tufos de esponjas de aço nas pontas das antenas. O que não quer dizer também que isso vá fazer efetivamente uma grande falta na minha vida. Não mesmo.

E..

... bom fim de semana!

Que por hoje já entreguei os pontos.

Vai lá!

Ver o que aprontaram(amos) para o Milton. Baita aniversário do amigo!

Na aula de hoje: Técnicas avançadas para comer um pastel de chocolate.

As orientações baseiam-se na experiência de dois importantes pesquisadores.

Introdução: What are you fucking talking about?

Simples. Pastel de chocolate vem com o recheio esbugalhadamente derretido, feito bosta mole - nunca faça essa compração à mesa. E vem também quente como o próprio inferno. Depois de muito sujar mesa e roupa, bem como queimar de fazer bolha a língua e o céu da boca, encontrou-se a definitiva solução. Eis que você será, agora, um privilegiado sabedor deste conhecimento, para aplicação sem restrições ou cobrança de rôialtis.

Preparação

Contenha-se e não vá com tanta gula à massa. Utilize um dedo limpo, de sua escolha - recomendamos um dedo próprio - e na contra-pressão do polegar opositor retire uma pequena lasca da massa. Afaste o rosto. Veja quanto vapor. Tente enxergar um coelho loucamente apaixonado por um velho desenhado encantadoramente na fumaça, para ganhar tempo. Olhe agora para o fundo do pastel, certificando-se de que todo o recheio esteja depositado no fundo. Se não estiver, das três uma: seu pastel veio sem recheio, reclame; o recheio está frio e duro, o que é esquisito, reclame; o recheio ficou proporcionalmente espalhado pelas paredes internas, o que significa que seu dedo, aquele limpo, deve estar queimado. Enxugue a lágrima e vá ao banheiro. Advertência: o pastel não deve acompanhá-lo(a).

O segredo

Se tudo correu bem até aqui, é hora dos finalmente. Devore-o! E é exatamente onde estas instruções farão toda diferença, contribuindo para que você acabe a deliciosa e difícil refeição são e salvo e feliz e... gordo(a).

pastel.jpg fig.1

Passo 1: o segredo é a Mordida em Cascata ® - ver fig.1. Devorá-lo em linha, em flor ou em ferradura leva ao total fracasso. As dentadas devem ser dadas respeitando a inclinação, de cima para baixo. Comece relaxado, não se preocupe, mas pare imediatamente assim que fizer contato visual mais intenso com o chocolate. Respire. Concentre-se. Siga para o Passo 2.

Passo 2: A partir de agora, serão combinadas duas técnicas: a Mordida em Cascata com a Apertadinha. Veja fig.2.

pastel2.jpg fig.2

Você vai notar que o recheio se deslocará levemente para o lado mais baixo do pastel, é a gravidade. Siga este movimento com atenção. Não perca jamais o chocolate de vista. No exato momento em que, na parte baixa, o recheio ameaçar transbordar, caia de boca! Mas o faça com certa delicadeza, sem morder a massa, só o recheio. Mordendo a massa junto, logo abaixo do recheio transbordado, já era, maluco. Não fode. Se tudo for seguido à risca e realizado com sucesso, basta repetir o processo - passos 1 e 2 -, até não sobrar mais nada. Disfarce o sorriso e não me agradeça.

* * *

No programa de amanhã: como assustar caracóis de jardim até que eles se dissolvam.

Blog do Gejfin, educar é tudo muito.

... eu perdi. Quer dizer, estava lá, nela. Mas a pôurra do Messenger disse agora que não lembra de nada e perdi, perdi de colocar aqui alguns trechos fantásticos.

Tudo começou quando a Olivia me avisou que estava tentando convencer o Luciano a não pular do telhado. Fui chamado para participar da conversa. Acabamos todos subindo no telhado. Então não é que o Sérgio resolveu aparecer? Pois se aprochegou na prosa, o bagual também. Problema é que ele não achava a escada para subir no telhado. Até que chegou um camelo, presente do Renato, um cachorro e uma abelha bêbada bem dadinha. O cachorro chamava Jesus. O camelo, Ivo. Ivo comeu a escada, ou melhor, começou comendo a escada. Atrás da escada, quem diria, um elevador. Sobe! Deu problema. Quando chegamos - eu no manejo dos botões - ao 4o andar, de CDs, DVDs e LSDs, foi bem na hora que entrou o Roger! A chapa esquentou. Os polícia isolaram a área, invadiram e foi aquele corre-corre. Freud disse algumas coisas no meio da confusão também, que não recordo. E o tal general Maurício? Nem sei como foi parar lá também. No final acho que ninguém pulou do telhado. Ou, até o momento, não tive qualquer notícia. Só da abelha, tadinha, que foi vista saindo acompanhada do camelo. Eu tô aqui ainda, pelo menos. Vivo, quero dizer, não no telhado. Enfim.

Foi o medo...

... da angioplastia do Alencar que baixou a bola do impedimento do presidente. Entre corrupção e Severino, vê aí um mensalão com fritas e Fanta Uva litro.

... é abastecer o carro sendo atendido por uma frentista. E o que é melhor: uma frentista simpática e até que bem bonitinha. Para a perfeição ficou faltando só darem às gurias uniformes um tanto DIFERENTES daqueles mesmos macacões usados pelos homens. Aliás, como cliente-que-tem-sempre-razão fico à total disposição para consulta nada técnica, embora totalmente relevante, sobre idéias para o modelito. Algo me diz que isso teria algum efeito significativo no aumento da fidelidade ao estabelecimento e, assim, impulsionando a economia, gerando mais empregos e ajudando o país, pois.

... a crise política?

Que cansei dessa história toda. Cansei de CPMIs, cansei da imprensa, cansei do discurso governista, cansei do discurso oposicionista e cansei da terceira via: discurso bate-cabeça de todas as alas petistas sobre tudo. Continuamos vivendo excessivamente o universo das representações ao invés do universo dos acontecimentos, o que cansa. Eu quero a minha república agora. Eu não quero ser governado nem pelo Fogaça, nem pelo Rigotto e nem pelo Lula, nem ser representado por qualquer uma daquelas criaturas lá no Planalto Central. Quem vem?

... a relação idiotice e sucesso profissional?

É que assisti ontem a um programa sobre a Finlândia. E que a matéria começava falando dos celulares - é o país dos celulares - e de como o desenvolvimento dessa tecnologia por lá, que é incomparável a outros países, pode ter a ver com algumas carcaterísticas culturais deles, da individualidade e introspecção até hábitos provenientes da vida sob rigorosos invernos. Daí lembrei de uma reunião que tive uma vez para conversar sobre uma parceria de negócios com um diretor da divisão Internet de um grande grupo de comunicação aqui do Sul (é, óbvio, esse mesmo). Era para oferta de conteúdo para uma operadora de telefonia celular. No meio da conversa 'informal' o cara lembra da Finlâdia e começa a discorrer, do alto da sua reconhecida arrogância, sobre a superioridade do país nórdico em relação àquela tecnologia. O gerente de contas que me acompanhava pergunta: "e o que será que levou a isso?". Eu, que já estava bereteando justamente sobre o ponto, acabei soltando um "poxa... sei lá, mas pode ter muito a ver com o clima, com aspectos culturais deles...". O tal diretor interrompe, olha pra mim, dá uma risada e diz: "não, nada a ver, isso aconteceu lá porque duas das maiores empresas de tecnologia são finlandesas". E eu continuo pobre. Enfim...

... mudanças?

Tudo pode dar errado, até que dê certo. Resta esperar.

... sair para tomar uma ceva eu e três mulheres lindas, legais e solteiras?

1) Não mereço tanto;
2) Pra falar tem que levantar o dedo;
3) Coisa louca esse 2005.

... sobre o tempo?

AAAaaatchooo!

... sobre a Ana Paula Padrão?

Ótima a declaração do diretor de jornalismo do SBT: "a gente quer envelhecer as notícias dos outros telejornais".

... sobre a liquefação da vida?

Eu já sabia.

... sobre a morte?

Veja lá pelo que andas vivendo. Estão nos enganando e a vida anda matando.

... sobre tudo?

Nada. Pelo menos agora. E agora já é muita coisa.

Falta faz uma cadeira "Esquemas de Corrupção" na faculdade de publicidade. A gente se forma sem estar preparado para o mercado.

E se eu... !

... ah.

Não.

Neodadablogagem

E se eu postar a dezena de textos inacabados rascunhados e idéias que não foram a lugar algum e ótimas palavras que nunca começaram os maravilhosos textos que deveriam começar...

Hmm...

[ * ]

Shhh...!

Onde anda?

A cabeça do Rigotto? O senso do Rigotto? Sobra cara-de-pau. De novo o governador só é citado no jornal na matéria sobre pré-candidatura à presidência. As prévias do PMDB devem acontecer em fevereiro. Enquanto isso, pelo perdi-já-a-conta mês seguido, o Rio Grande Sul vai lomba abaixo, enquanto todo país continua crescendo. Da segurança nem vou perder meu tempo falando de novo porque enche o saco.

~ o ~

E o Zambiasi? Ninguém está dando falta dele? Que coincidência o nosso tão renomado senador do *PTB* simplesmente d.e.s.a.p.a.r.e.c.e.r justo quando seu partido está metido, como outros, em lama até o pescoço. Por que ele não fala nada? Depois de - sei lá - 15 anos de uma vida dupla na política e na comunicação, por que exatamente um dedinho antes do seu companheiro de partido, Bob Jefferson, ter iniciado toda essa maçaroca aí, ele pediu afastamento do rádio e da TV, alegando "vontade de se dedicar exclusivamente à vida pública" mas, foi dizer isso, e desaparecer? Ele não é pouca bosta, é senador, e do PTB, e com recorde de votos. Quantos senadores o PTB tem do 'naipe' dele para ser coerente essa invisibilidade? Por que ele não dá entrevistas? Por que ele não dá as caras em Comissão de Ética e qualquer das CPMIs? E por que ninguém está achando isso muito esquisito?

Como Tiagón disse ontem, post gaúcho é mais gaúcho se começar falando do tempo. Este, no caso, pior, *é* sobre o tempo.

Sou um feliz - ok, não tanto - morador da zona sul de Porto Alegre. Isso significa que ir para casa é andar um bocado, seja de onde eu estiver vindo. Minha casa nunca é caminho para lugar algum, e o oposto, exatamente por isso, é verdadeiro: toda Porto Alegre fica no caminho da minha casa.

E num lugar onde tempo não precisa ser considerado assunto assim tão fútil - é uma coisa louca -, quão útil são aqueles relógios de rua que marcam a temperatura! No trajeto passo por pelo menos uma dezena deles e, quando está daqueles frios de rachar, distraio a meia-hora de viagem cuidando para ver qual marca a temperatura mais baixa. Nesse 'levantamento' diário que já tem uns nove anos, chegou o dia, claro, em que não era preciso mais procurar, mas confirmar. O relógio campeão não falha. Fica num cruzamento, mais ou menos no meio do caminho, no centro de uma rotatória de encontro de duas avenidas importantes da região. O luminoso ali, é batata, vai mostrar sempre a temperatura mais baixa, podem tirar a prova.

E o que Milton Ribeiro tem a ver com essa bobagem? Pois que um dia o digníssimo Milton Ribeiro e sua digníssima esposa Cláudia convidam para um jantar na casa deles. E não é que o casal mora justamente numa das esquinas do cruzamento mais frio de Porto Alegre! Há horas com isso na cabeça, lembrei de falar só ontem pra ele.

Gejfin: -- Tchê, tô há horas para te dizer que tu mora no lugar mais frio da cidade. Tu sabia disso? Sempre aquele relógio é o que marca a temperatura mais baixa, de todos os relógios por onde eu passo. E olha que são muitos.
Milton: -- Putaquemepariu! Por isso que eu tô sempre errado, exagerando no casacão! Nunca saio de casa sem antes abrir a janela para ver quantos graus o maldito está marcando.

~ o ~

Serviço de Utilidade Pública: saiba as mínimas do inverno portoalegrense todos os dias. Ligue Tempo do Milton, das 6h às 7h da manhã. Atende todo o Brasil.

Menos mal...

Tocam mp3 do REM.

***

Lembro de ontem, enquanto chovia e esfriava, eu digitava, digitava, sentado na cama, de frente para a janela - e para a chuva -, meio corpo sob um cobertor. E eu digitando. Não tem preço.

Mas...

Segunda-feira clássica: tudo horrível, desprezível, cansativo, e parecendo que vai ser assim para sempre.

***

Tenho mais trabalho do que acho que seria justo ser eu responsável.

***

Tenho menos inspiração e idéias e vontade de salvar o mundo das cáries do que acho que seria apropriado.

Se...

hoje fosse ontem, a esta mesma hora, estaria chovendo.

Vá viver assim...

Fui comprar um chocolate no supermercado da esquina. Falaram que eu deixasse celular e carteira aqui na empresa porque "parece que estão assaltando na saída do Nacional".

***

Meu pai, professor em uma escola estadual, dando falta de cada vez mais alunos, descobriu semana passada que existe toque de recolher na Vila Jardim - perto onde moram muitos que ali estudam. Depois das 21h ninguém pode estar na rua. E, ainda, se estiver de boné ou touca, morre.

Enquanto isso...

A entrevista do Rigotto é sobre PT, Lula, mensalão e uma provável pré-candidatura à presidência da república.

***

O Fogaça? Morreu, não morreu? Nunca mais ouvi falar.

Bã...

Buf...*

Agora ninguém mais pode reclamar que não há nessa família qualquer ser que contribua definitivamente para a elevação espiritual, moral e filosofal de seus leitores. Edson Aran estréia hoje o blog da iluminação. Faça dele sua página inicial e descubra que seu dia será um dia diferente daquele que seria se por acaso você não tivesse vivido o dia que viveu. Acesse e reflita. Pensamentos Estúpidos do Aran, a partir de hoje, da Verbeat para o fundão do seu coração.

Ou Quando falta um tanto de tudo pra mais, é isso

~ o ~

Entrevista de um Pintor

Por que detesto ser retratista?
Porque não suporto chamar de retrato
Alguns quadros pintados
De cadeiras que pra mim sempre estiveram vazias.

Se me inspiro na vida?
Não. Nunca.
Desta, prefiro que seja vivida.
E a pintura é só uma tela em branco
Coberta de algumas camadas de tinta.

Se fantasio,
Quando pinto um nu artístico?
Mais que isso.
Faço de tudo, gozo e ainda gero um filho.

Se traduzo na arte meus amores?
Não é possível.
O que faço é traduzir nos amores
A arte que sinto.

~ o ~

Milhões de fragment-os
Desen-contr-ei teu-s ver-so-s.
Derra-m-ado-s po-r so-br-e a te-r-ra,
Des p r ciam a c da v nta ia,
A é s br r
ó o na d .

~ o ~

Do tempo

... e se o Sol perder a hora?
Justo a hora de ir embora?
O que será desta história
Sem o desfecho que há anos espera
A hora em que hoje o Sol for embora?
... e se o vento,
Aquele inconstante
Resolver estragar tudo?

Não te preocupes, amigo.
Seria eu tão conceituado no reino
Se justamente para embaraços como este
Não tivesse sempre um conserto?
Fique tranqüilo.

Mais calmo fico, com certeza.
No entanto, posso saber de tal proeza do nobre amigo?

Também não tal importância eu teria,
Meu caro,
Se toda façanha minha,
fosse publicada em detalhes no diário do dia.
Deixemos de papo furado,
Já sinto o cheiro da noite.
Assistamos, enfim, aquilo pelo qual viemos.

[E no banco da praça, sem mais nem menos,
Josefa e Geraldo, setanta e poucos anos,
Se apaixonaram logo após comentarem
sobre o tempo.]

~ o ~

Bom fim de semana!

E por falar em Paris, ontem recebi um acesso via Google.fr. Alguém procurou por "blog do brazil" e, de 1.400.000 sites, o Blog do Gejfin é o quinto. Como, eu não faço a mínima idéia. O mais engraçado é que seja lá quem veio, foi cair logo no post da Mélissa.

Bueno

Pois que rolou ontem uma ceva combinada há horas e conheci a veterinária (isso não faz o mínimo sentido) Larissa, do Blog de Notas. A história é a seguinte: essa pessoa é responsável por ter mudado para sempre a forma como reajo no exato momento em que ouço uma gata (a de quatro patas) berrando. É isso mesmo, mas eu explico. Ela um dia contou tudo sobre o que acontece quando os bichinhos estão se 'divertindo', do início ao fim, e vai conseguir achar 'normal' aquilo não sendo veterinário! E de espículos à Boaventura Santos, de Paris a aventuras de morar sozinho, de tudo a tudo, as 4 horas de papo passaram voando. Supimpa; divertidíssimo. Beijos pra ti. :)

Atendendo a pedidos, Mélzinha fica por aqui mais um dia. Nada que eu escrever vai roubar qualquer atenção mesmo e ainda dificulto a vida das pessoas na hora de rolar a tela. Isso tudo vale pra mim também, claro. Nunca visitei tanto meu próprio blog e fiquei feliz de não atualizá-lo. Opa! Já escrevi demais. Até amanhã.

Dados o enorme impacto e a repercussão do post abaixo, convidei uma ex-namorada francesa para comentar o assunto e ajudar a exorcizar a imagem da secretária mucra deste blog. Fala, Mélzinha, fala... oh...

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Gejfin, je non acreditou quando vi essa treboufou no teu blog!

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E foi capa do jornal aquele! Tsc... tsc... Le fin. Pior que ella deve estar gostando. Achando que vai se eleger. Essa gente non tem espelho, non non.

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Antes fosse só la feiúra, mas ouvem o que ella fala! Tanta mulher bonita nesse país! Esse Marco Valério é una besta! Quem contrata uma secretária dessas? Olha o cabelo dela!

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Vai ver ele tá comendo. O que é pior. Tá certo que aquela mulherzinha dele é meio esquisita, mas ninguém merece! Non entendo esses homens... Aliás, por que tu colocou le photo dela aí?

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Tu nunca mais me ligou, né? Je acreditei quando tu prometeu voltar e a gente ia casar e ter filhos e morar num castelo... Tu não presta! Je devia ter imaginado desde o início. Seu... seu... humpf... merde!

mel_5.jpg
Pourquoi, hein?... deu saudade. Ai... me liga plus tard?


*Versão brasileira Verbeat Richards