julho 2005 Archives


Coitado do João Castilho - Folha Imagem -, que fez as fotos. Não deve ter conseguido dormir.

Com um ensaio da Fernanda Karina, quem precisa explodir metrô? Imagina pelada! Não... por favor não!

Ih!

Contei já do que tá rolando a.q.u.i? Não? Capaz!

* * *

Está série de sexta-feira foi um oferecimento All Flavors, o macarrão instantâneo definitivo. Mais um sucesso de vendas da Empresa de Produtos Manufaturados Gejfin - a gente faz, você compra, a gente faz mais.

* * *

Chega. Bom fim de semana.

Hã?

Eu ia contar também do sonho doente que tive hoje. Mas esqueci tudo. Ok... não tudo. Eu lembro que ele foi muito sem sentido (nenhuma novidade), em lugares que eu nunca estive com pessoas que eu nunca vi, e que ia acabar num belo final, onde eu ia comer uma loirinha querida que era uma guia e me levava até algum lugar que eu talvez devesse ir. Daí tocou o despertador, claro. Vai ver foi por isso que eu esqueci, para não gritar com as pessoas no trabalho quando me dessem bom dia. Hmm... - coisas vindo - para vocês terem uma idéia dos absurdos, toda a trama da história envolvia o sumiço da tampa de uma garrafa de cachaça que eu havia comprado numa feira livre. Não... ninguém tem idéia do quanto isso pode mudar a vida de uma pessoa. Eu, no caso.

***

Qual o número do galo no jogo do bicho?

Foi semana passada, ou na outra ou não lembro. Mas foi um 'viajar' todo dia meia-hora pra ir e outra pra voltar com um tzzZZ-tzzzZZZZ-tlec-tlec-tzzzZZZ-TLEC ininterruptamente! Poutz!

Tudo começou quando eu saía de um shopping há bons meses e de repente um tlec-tlec-tpLOF-BUM fez eu pisar no freio e trancar meio mundo. Depois de um esforço sobrehumano de racionalidade sob buzinadas para rastreamento do que poderia ter feito aquela merda, não descobri o que era, mas a relação ligar a ventilação no "1" resolvia temporariamente o problema. E no meu caso, "temporariamente resolvido" significa, não raras vezes, que vai ficar assim para sempre.

E funcionou, até dias atrás, quando esse plano A foi para o beleléu. O "1" nem "2" nem "desl.". Nada mais dava conta. Era TzzZZ-tzzzZZZZ-tlec-tlec-tzzzZZZ-TLEC sem trégua.

Plano B: abrir o capô para desvendar de vez o mistério (nunca). Sabe-se lá... podia encontrar um alicate, um rato, aquele livro que eu tinha perdido. Enfim. Identifiquei a região geográfica do problema, mas e daí? Que diabos se faz agora? Claro: engenharia reversa! Desmontar o que tivesse na frente daquele inferno. Mas estranhamente a peça era presa demais para só aquele parafuso que eu coneseguia ver. Não entendo porque fazem alguns carros com tecnologia de espaçonaves. Plano C: violência. Foram umas cinqüenta batidas, aplicando todas as técnicas orientais que eu tinha visto em filmes. TzzZZ-tzzzZZZZ-tlec-tlec-tzzzZZZ-TLEC.

Fusíveis! Claro.. vou desligar a ventilação. É... eu não ACHEI a porra dos fusíveis. Foi pegadinha, só pode. Eles não estavam ali onde o manual dizia que deveriam estar.

O plano D era comprar um amplificador para o som.

Então a luz!

Não é que eu vi um conector elétrico ali escondido, atrás da joça! Fui com vontade. Puxei o troço e tcharam! O silêncio da vitória. Fechei o capô, entrei no carro. Verifiquei algumas funções vitais, como luzes, limpador de pára-brisa, fechamento das portas, vidros etc. Tudo ok. Fui embora.

Mas o momento é de constante tensão, já que, estranhamente, a ventilação, o ar quente e o ar-condicionado CONTINUARAM funcionando perfeitamente.

Puerto Ajegre é uma pacata metrópole situada às margens do lago Guariba. O povo é hospitaleiro, forte, aguerrido e bravo, além de ser composto, entre espécies variadas, dos melhores exemplares de fêmeas humanas do Brazil. Todos amam cultivar suas origens e particularidades da sua terra querida, especialmente quando puder fazer isso numa roda de chimarrão ou num boteco da Cidade Baixa contando histórias para estrangeiros (lê-se para além do Chuí, Uruguaiana, Oceano Atlântico e Torres). Entre os muitos causos folclóricos que passam de geração para geração, alguns impressionam por serem curiosos; inacreditáveis. Embora, afirmem os contadores, trata-se da mais pura e imaculada verdade.

Capítulo 2: O Enorme Xoping Cristal Paraguaio

Quando Puerto Ajegre pertencia ao império platino do Plata, foi construído, bem ao lado do Estaleiro Pó, uma arena de jogos selvagens. Na era moderna, aproveitando-se da reconhecida fama do espaço para o divertimento coletivo, um governante mandou erguer sobre as ruínas o Hipódromo do Cristal. Ele também já teve sua época áurea mas hoje agoniza, sediando um ou dois Grandes Prêmios importantes por ano e cedendo seus salões e pista, no resto de tempo, para todo tipo de eventos, de Festa 15 Anos a shows do Kiss. No entorno existe uma imensa área de pastagem nativa que nunca se soube para que serviria. Ou ninguém imaginava...

No início dos anos 70 chega à cidade um paraguaio baixinho e barbudo chamado Jorge Alejandro Multim Plán que, envergonhado de sua origem e aproveitando o sotaque estranho, dizia-se um empreendedor carioca, freqüentador do Posto 9. Na época cairam na conversa do impostor. Ele disse que desembarcava nos pampas com uma grande idéia, a fim de realizar o maior empreendimento já visto no extremo sul do país. Um shopping de proporções continentais, o maior da América Latina e blá, blá, blá. A Província ficou se achando. Mandou cercar o terreno gigante, comprado por um dúzia de teclados Casio, caixas de Chivas falsificados e uma Kombi, também falsificada. Convocou toda a população e, no dia 10 de março daquele ano, lançou a pedra fundamental - na verdade um toco de eucalipto pintado com as cores do Rio Grande - do futuro Xoping Cristal, by Grupo Multin Plán do Brazil. As obras começariam no segundo semestre e estariam concluídas dali um ano e meio.

Passou o semestre. A prefeitura, que tinha se comprometido de embelezar a área, fez sua parte, removendo vilarejos e duplicando avenidas. Passou um ano. Alejandro vem à Puerto Ajegre, convoca a imprensa, sobe na pedra fundamental da obra e reafirma: - Início daqui 6 meses, inauguração em um ano e meio! E o povo acredita. O tempo passa, o tempo voa, e nada.

Um dia um empresário local, muito gordo - que é uma informação muito relevante -, resolve arrendar parte da área e abrir ali um supermercado. Erguido em tempo recorde, é um sucesso e o gordo fica cada dia um gordo mais rico. Passado um ano, Alejandro repete o discurso na pedra fundamental, tentando fazer crer que o tal mercado estabelecido é na verdade a primeira loja-âncora do Xoping e dentro de 6 meses no máximo o resto do complexo será construído em volta. E que isso justifica a aparência de caixote mal acabado do tal Bigue Shopi. Passam-se meses e nada acontece.

Mas na primavera de 77, Joaquim Souza e Manoel Naubuco, dois abonados irmãos portugueses donos de uma rede de açougues chiques na Europa, estão de passagem pela capital por conta do aniversário da colonização portuguesa, sobrevoam de helicóptero despretenciosos o local. Pois que, de olhos arregalados um fala para o outro:

- Viste aquilo, Manoel?
- Vi! E tu, viste?!
- Vi sim, ô pá.
- Não era assim que tu estavas a procurar?
- Sim, ô pá. Maria vai adorar.

Pousaram, chamaram o gordo, fecharam negócio à vista, enquanto ninguém estava olhando, e foram embora, de helicóptero, para Portugal. Assim, para quem não sabe, nasceu o império da Sónau no Brasil. Hoje tem Bigue Shopi em tudo quanto é canto do país.

Enquanto isso o Xoping Cristal, nada. Mas Jorge Alejandro Multim Plán ainda, todos os anos, em meados de março, é visto subindo na pedra e declarando o início das obras para o próximo semestre, com inauguração dali um ano e meio. Faz questão de listar os exageros do projeto como quinze salas de cinema, dois hotéis, estacionamento para espaçonaves, entre outros absurdos. Depois chora um pouquinho e vai embora. Ficou conhecido como o "homem da pedra filosofal". O que não faz o mínimo sentido, já que era fundamental a pedra. Mas o erro no jornal nunca teve errata. Ou foi de propósito. Não dá para confiar nesses jornalistas sensacionalistas.

Originalmente publicado em mar/2004, mas mexi no texto pra caralho.

Desde a aprovação do referendo que quero falar sobre o desarmamento. Então hoje rolou na empresa um e-mail a respeito, com texto a favor das armas que listava massacres cometidos por governantes depois de terem desarmado a população, dados sobre o "fracasso" de leis contra armas em alguns países etc. Já conhecia o texto, não foi surpresa. Ele pode ser encontrado no site Movimento Viva Brasil. O que me deixou surpreso foi que de todas as respostas que o e-mail recebeu (foi enviado a uma lista que chega a todos), umas 15, só 1 foi a favor do desarmamento, 1 isenta e as outras todas defendem o comércio, posse e porte de armas com o mesmo argumento, o conhecido "pela legítima defesa", na luta pelo "direito do cidadão de se defender contra a violência".

Eu acho isso da maior estupidez. Poderia escrever um texto enorme sobre o porquê, mas não vou. Em poucas palavras, o que penso é que nada, NADA é justificativa para alguém que não é polícia ou bandido portar uma ferramenta com o poder de tirar a vida de outra pessoa.

Sei lá quantos não são os interesses por trás de ambos os lados, da proibição ou não proibição do comércio de armas no Brasil, mas sejam quais forem, simplesmente pela vida e pelo agir com humanidade, sou radicalmente contra armas e vou votar SIM no referendo de outubro.

Links úteis:
ONG Desarme
Portal Arma Não
ONG Viva Rio

Todos perdem

O episódio absurdo da execução do brasileiro em Londres só nos coloca diante de mais uma triste charge do status atual da guerra dos nossos tempos. Essa que separa irredutíveis monstrengos personagens das rédeas político-econômicas mundial de um lado com boa parte de suas sociedades privilegiadas e deveras doentes e míopes, e irresponsáveis lunáticos fanáticos - e poderosos - do outro. E os dois frutos um de boa parte da história do outro.

Como sempre acontece, quem paga o pato é quem fica no meio, ou seja, fatias generosas do planeta que ou é controlada pelo sistema eficientíssimo de reclusão com boa dose de alienação a partir dos preceitos da liberdade, especialmente econômica-consumista, ou a outra massa, religiosa e ideologicamente preenchida e violentamente estimulada. Os excessos da razão, contra os excessos do 'coração'. É a III Guerra, por que não? Mais confusa, porque só existe o mal, figuras corroídas pelo próprio sistema que nutrem e por onde são nutridas, diferente de quando tínhamos aquela baba de Eixo e Aliados. Ambos, como criminosos do pior tipo, têm um discurso forte capaz de convencer quem for descuidado sobre sua inocência, com a alegação de um elenco admirável de argumentos para justificar seus crimes bárbaros. Enquanto assistimos à mais uma simbólica implosão dos pavilhões do Carandiru, talvez não nos demos conta de que todo o planeta hoje é um grande pavilhão onde há 6 bilhões de detentos vivendo e se relacionando a partir das mais desumanas, desiguais e selvagens regras.

Nesse quadro, dificilmente o agir não é revide, a ação não é reação, o resultado não é trágico e o círculo viciante. Toda escolha que fazemos no dia-a-dia, das mais simples, exige que se considere os fatores medo e desconfiança. E com medo a gente se protege, ainda mais aprendendo dentro deste ambiente hostil que a melhor forma de se proteger é atacando. Estamos jogando na lata do lixo o sapiens do homo, estamos regredindo, e de uma forma muito mais desastrosa, já que nosso poder destrutivo é incomparavelmente gigantesco frete a nossos admiráveis ancestrais macacos.

O que provavelmente aconteceu em Londres, de atual cenário caótico e aqui contextualizado, foi um homem com medo sair correndo justamente pelo pavor de poder ser vítima do jogo do qual ele não dá as cartas. E mesma coisa pensou a polícia quando viu que aquele suspeito, correndo, poderia ser uma potencial tragédia. Com as armas só de um dos lados, Jean levou a pior. E o exagero do descontrole é flagrante nos 5 tiros dados na cabeça (eu disse cabeça), à queima-roupa. Ganham aqui, sem dúvida, os 'terroristas', que ponho entre aspas porque os policiais, para o brasileiro, foram nessa hora tão ou mais terrorristas do que os titulares. Ganham, os terrorristas originais, porque isso é exatamente o que eles entendem como vitória: o time da razão perdendo a razão e, assim, pelo menos por enquanto, eles dão de goleada numa disputa onde sempre, sempre mesmo, todos perdem.

Tem horas que realmente eu odeio ter vindo ao mundo gente. Seria tão mais fácil ter nascido vegetal, até macaco. Ou ainda, pelo menos, se inevitavelmente humano, com o dom de ter nascido cego-surdo-mudo, e burro. Que inferno.

Errou, se pensaste em grandes dúvidas da humanidade, imersões filosóficas e coisas do gênero. Não faria isso numa sexta-feira. As grandes interrogativas são puro bereteio.

É que estava pensando, por exemplo, como acho legal, em inglês, o "what are you talking about?" Vai dizer que não é tri bom dizer isso, e gritando? Outro bom é "what the hell is it?". Na verdade boa parte das questões com hell no meio ficam tri boas de serem ditas, como também a adição de fucking na resposta.

Eu, por exemplo, acho que "hã?" é mais do que só uma interrogativa que mora no meu pobre discurso cotidiano. Eu sou "hã?" o tempo todo. Inclusive tenho uma admiração enorme pelos meus queridos amigos, que continuam meus amigos, apesar de todos os "hã?" ditos e como resposta a uma pergunta sobre aquilo que eu deveria estar ouvindo, mas bem na hora eu vi o quadro na parede com a moça descalça segurando uma cesta de frutas e... Eu, se fosse eles, não falaria mais comigo pra sempre, às vezes.

Outras são tão boas de ouvir; acabam características quando ditas por algumas pessoas. Tenho algumas colecionadas. Por exemplo, nada, nada no mundo das interrogativas supera a doçura, o charrrme, e a personalidade do maravilhoso "o quê?", da Jojo. Se tiveres a chance, experimente.

Nos últimos tempos, ainda, uma em especial tem chegado por vários meios - escrita, falada, imaginada - e, dependendo do contexto e de quem interroga, é sim na lata: "agora?".

***

Fim de semana? Que seja bom, claro.

Oba!

Direto da Califórnia, as impressões de uma carioca exilada, agora na Verbeat.

E viva a Internet, que nos proporciona essas maravilhas: ter 'vizinhos' desterritorializados.

Leila, seja muito muito bem-vinda!

~ ~ vooosh ~ ~

Ah que hoje aquela vontade de jogar jogar as coisas todas num texto mas a cabeça gira que não acompanha qualquer isso depois disso depois disso e periga sair tudo emlarhodaba. Vou indo. Sabe quando a gente "vai indo"? Não sei aí, aí ou aí, onde vocês estão, mas por aqui a gente fala seguido "vou indo". Não "vai" ou "está indo", mas "vai indo" - acho que eu vou indo. É engraçado, mas mais que engraçado, é genial. Um ir dentro de outro ir. É ir, indo. Tem um movimento dentro do movimento. Não é só ir, matemático, de quem vai e pára, vai uma vez só ou só vai de novo depois que chegou em algum lugar, e nem também o "estar indo" - bom já - de permanecer no desencontro, diminuindo consideravelmente os pontos fixos. Manter-se "ir indo" é o movimento que se fragmenta para dentro, admitindo camadas difererentes com ritmos diferentes, e simultâneas. O segredo, quem sabe, do jeito aquele de perceber o tempo em momentos que tem uma duração que jamais corresponde ao quanto se mede dele mecanicamente.

E agora vou indo, con.seguir sempre isso.

Estou me deixando. Estou me deixando.

E na última curta navegação acelerada, sentindo o frio na barriga, ele contemplou ainda o passar da cidade borrada, que achou linda, e a definição exata do único destino que lhe cabia. Mas ao contrário do que pensavam, deixou sim um bilhete, para a família:

[“Obrigado mas não precisava. Burrice agora pagar uma fortuna para colocar embaixo da terra quem nunca esteve em cima.”]

Calma, amigos, que isso é de mentirinha, claro. Um fragmento de um texto meu chamado "Melancolia". Mas e se fosse sério? E se eu usasse o blog para contar quando e como vou tirar minha própria vida, assinando com um pseudônimo para que ninguém fora deste ambiente me descobrisse até que eu estivesse morto? Pois esse cara aqui, um publicitário italiano de 26 anos, fez. Depois de 3 meses anunciando e discutindo seu suicídio no blog - dando detalhes sobre como e quando faria -, foi lá e cumpriu o prometido. Durante o período ele interagia com seus leitores, discutindo problemas que surgiam e pedindo ajuda dos internautas para resolvê-los. Marcado para 20 de julho, foi consumado antes do previsto, no dia 11, segunda-feira passada, como está relatado neste outro blog, onde programou posts para serem publicados após sua morte.

Ciro Eugenio Milani dizia que estava insatisfeito com sua vida e seria impossível fazer algo para mudá-la, mas que, apesar disso, mantinha uma vida normal, inclusive no realcionamento com seus amigos, família e no trabalho. E que isso seria justamente para não levantar suspeitas sobre a decisão tomada.

Em 1999 a Organização Mundial da Saúde lançou o SUPRE, uma iniciativa para a prevenção do suicídio. Como um dos resultados foi redigido um documento, cuja base é de um texto ainda com data anterior, que se propõe a ser um "Guia para Profissionais de Mídia" ajudarem na prevenção da prática suicida. Consiste em um conjunto de orientações sobre a forma adequada de noticiar ou expor o suicídio em veículos de comunicação, prevenindo que essa exposição se torne um incentivo para outras pessoas seguirem o mesmo caminho. Isso, para profissionais da mídia. Mas e os blogs? Seus autores, e em não raras oportunidades, já podem ser considerados agentes e produtores poderosos de informação, com influência, especialmente em países onde a penetração da Internet é enorme, e daqui um tempo também em países menos desenvolvidos, a partir do resultado de fundamentais projetos de inclusão digital.

É uma porta escancarada ao suicídio-espetáculo? Que perigo tem isso? Como tratar a questão - e a liberdade e democratização da comunicação nesse contexto?

Respostas? Da minha parte, nenhuma. Alguém teria uma idéia?

~ o ~

Crédito e links: quem deu a dica da notícia foi o Moe, leitor do blog, que soube pela nota que saiu ontem no Terra. Tem mais informação, em italiano, aqui e aqui. Além deste link, que é do blog do cara já filtrado apenas pela categoria de posts "suicídio". Se alguém por lá tiver mais informações também, nos conte.

Ah...

Faltou dizer que tivemos que reforçar a segurança do condomínio. A rua está tomada de tietes que gritam "Sérgio, Sérgio, Sérgio, te amo blogueiro brazuca". Essa fama fantástica...

~~o~~

E queria dizer também que minhas pernas doem.

ou Como escrever sem ter a mínima idéia de um título

[abre frio]

Rá! Eu tô de manta e faz 10°C e vai fazer menos e menos e menos e meus dedos congelam e eu acho bom e a vida e ahh. Mmm. Nham. Joops. Drum-drum-drum.

~~o~~

Agora sim! Vai, vai lá no novo vizinho. Acabei de visitar (ei, são apenas 10h!) e já tinha um monte de gente na sala comendo salgadinhos.

~~o~~

Vocês não sabem. Não... não sabem a idéia supimpa que eu a a Ministra tivemos ontem! Nós vamos pegar vocês! Ah vamos! É!

~~o~~

Absolutamente imperdível! Obrigatório. Quem levantou a bola foi a Luiza, com esse post. Então Tiagón levou a discussão quentíssima - e íntima e úmida e... enfim - lá para o blog dele. Devore especialmente os comentários, ao ponto.

~~o~~

E por falar na Luiza, em breve, e com muito prazer, ela será uma vizinha. Para vir para a Verbeat só fez uma exigência: que sua morada tivesse janela para os fundos, depois da repercussão da discussão acima. Pois informo que o condomínio também mandará podar algumas árvores. Descobri que os surfistas já estavam planejando a construção de uma casinha lá em cima só para ficar espiando.

[fecha frio]

Esquentou, né?

Uh...

Con.texto

A gente andou exagerando no contexto.

A gente andou exagerando nos contos que contamos. Não que não tenham sido viagens maravilhosas, mas exageramos no contexto. A gente andou excedendo nossas metáforas. Não que elas não nos bem tirasse do chão nas horas certas e nos fizesse mais próximos, mas exageramos no contexto. A gente andou exagerando pessoas. Não que sem elas existiria o nada, mas foram pessoas demais também quando deveriam ser menos, bem menos. A gente andou exagerando a trama. Não que o desacomodar não tenha mexido o que foi bom ser mexido, mas exageramos no contexto. A gente andou excedendo o imaginar. Não que não tenha sido mágico, mas tem contexto imaginado demais. A gente andou exagerando a ficção. Não que não tenha sido apaixonante, mas os espaços e o tempo foram sendo todos ocupados, faltando acontecer de verdade.

A gente andou exagerando o contexto. Exagerando o preciso fora de contexto, exagerando o desejo. Ficou faltando dar os beijos.

A gente andou exagerando e foi se perdendo, em todo o contexto, texto, fala, no meio indefinível entre ficar ou ir. A gente exagerou na subjetividade. Não que não tenha sido o que nos trouxe até aqui, mas...

E se caíres no canteiro de tulipas, já aviso de antemão que nem acudo, nem te seguro. Passa a valer aquele momento infinito líquido, sem passado, sem futuro, no presente sempre. Porque ali, claro, não é à toa que fiz esse canteiro do que disseste ter outra forma. É o meu jeito de te tirar da cena em que meu personagem fica de fora. Minha armadilha - toda a história e as tulipas que ali foram postas para ti, são nossas.

Pode pegar. :)

~ o ~

Bom fim de semana.

Mais gente e eu

Queria ter escrito sobre o episódio Daslu. Mas como não consegui tempo, acabei falando um bocado lá na Larissa, que escreveu algumas das coisas que penso sobre o assunto e foi presenteada com comentários 'graciosos' de um anônimo.

Eu mesmo, entre aspas, de :

Eu ia fazer um post sobre o assunto; fui atacado pela falta de tempo e não consegui... :/ Mas o que sinto é por aí também.

Sem entrar no mérito da 'questã', Anônimo, vamos pelo menos não escorregar nos números. Porque, a menos que se viva nessa outra realidade que vive quem tem a grana como o fim da vida, sim, é óbvio que R$150,00 são bem que suficientes para matar a fome de uma família bem numerosa por bons dias. Mas não acho o exemplo bom. Até porque o zero que separa 1500 de 150 não pode ser assim tão relaxadamente desconsiderado.

Eu não sei o que faria com a dondoca. Ela merece desaparecer. E não porque é capitalista. Não é o regime, mas - como tudo - os excessos dele. Depois do que ela disse sobre porque Porto Alegre precisava de uma Daslu, tudo que desejo para ela é uma anulação. Sabe? Assim... nulo... a pessoa não morre, mas perde dinheiro, direitos, identidade, relacionamentos.

Uma loja como a Daslu em Copenhagen, em Estocolmo, em Mônaco poderia ser vista de outras formas, mas na Marginal Pinheiros, em São Paulo, Brasil, é sim amplamente questionável. Acho de uma violência e desumanidade tão grande comparada à mesma intensidade de se ter uma arma apontada para a cabeça por um guri de 15 anos que quer roubar teu tênis.

Mesmo se tivesse dinheiro para tanto, jamais conseguiria pisar no tapete vermelho de uma loja dessas sem me sentir constrangido, porque não vivo numa bolha. Quem consegue fazer isso e defende, sinceramente, sei lá... é a escória.

E que Anônimo entenda que não está se discutindo um regime, mas um conceito, uma postura. Ter dinheiro e gastá-lo é legítimo, mas gastá-lo simplesmente pelo fato de que é 'gostoso' mostrar que o tem de sobra e que o está gastando em coisas fúteis, num país de miseráveis, é uma monstruosidade.

Apesar que ainda mais monstruoso do que existir a loja e a empresária, é uma população de políticos estar presente na inauguração, depois deles terem sido eleitos com a promessa de acabar com a desigualdade social, fome, desemprego etc.

Das alternativas, sei lá... mas não escolheria a letra "a". Isso porque apesar de ser uma idéia supimpa, não daria dois meses para ela virar a mulher do traficante, se esse fosse o jeito de conseguir voltar a ostentar as coisas que o dinheiro compra, únicas que parece ter na vida para ostentar, no caso.

Essa gente toda

Nossa Super-Ministra-Olivia-Sem-Acento convida para espiar e participar do Blogmotion. O que é? Com a palavra, a própria:

A idéia, a princípio, são histórinhas mudas contadas em quadros, que podem ser fotos (de gente, de bicho de pelúcia, de Lego, de massinha), desenhos, colagens ou o que for. Se você tem uma idéia genial mas zero de habilidade com um Photoshop ou semelhante, me peça ajuda.

~~ o ~~

Semana passada descobri, pela Aninha (blog abandonado), um blog coletivo d'além-mar sobre tudo. Como produzem! Viva o RSS! Chama Afixe, que eu não sei se diz "aficse" ou "afiche", já que lembro que quando eu estava por aquelas terras - não virtual -, aprendi que FIXE ('fiche') é uma gíria para "legal" ou, o correspondente mais gaúcho, "afudê".

~~ o ~~

Mas é um CHATO mesmo! Já ia anunciar hoje a estréia na Verbeat e ele vem dizer que começa só segunda. Bom, sengunda então, O Chato na Verbeat.

~~ o ~~

Supimpa demais todos os comentários do post abaixo, que falava do Prêmio Multishow com uma crítica à cultura "tipicamente brasileira". Eita!

~~ o ~~

Crise política? Dê uma olhada na blogosfera, além das outras mídias. Recomendo, por exemplo, o Balanço de um Mês de Incêndio no PT, do Idelber.

~~ o ~~

Update 13h30: Mundo sem-noção? Espia aqui o que o Smart achou. Pior não é existir um OdeC, mas gente que escuta o que ele diz. Cadê o [reset]?

"O público votou e escolheu". Essa foi a deixa para o 12° Prêmio Multishow de Música Brasileira, que rolou na terça-feira passada no Municipal do Rio de Janeiro, transmitido ao vivo para o Brasil e Portugual. Acabei assistindo por acaso, já que nem tinha me ligado no dia. Que coisa horrenda! É isso mesmo. Não acato nem o meio-termo. Achei mesmo uma porcaria. Por que o Brasil insiste em produzir coisas do gênero? Vai dizer que não seria bem mais legal inventarmos nosso prórpio jeito de premiar, que não fosse abraçar o modelo OscarGrammy e assemelhados. A gente não sabe fazer isso.

E se já não bastasse a flagrante falta de jeito para a coisa, fiquei impressionado com o engajamento dos artistas que ali estavam, concorrendo ou não, em desmerecer o "ser premiado". Não ouvi um só músico dizer que levar o caneco era bacana nas entrevistas que antecederam a festa, além de muitos lembrarem isso nos agradecimentos. É bonito ser humilde, mas humildade demais pode ser deselegante às vezes, especialmente quando se fala, nada mais nada menos, através do canal que promove o evento, para o público que escolheu os vencedores. Se acha que não tem nada a ver, ora, é só não ir. E os shows? Estavam de lascar. Não sei se isso acontecia porque o áudio que ia para a transmissão estava péssimo, ou as apresentações foram mesmo medíocres. Era música mal arranjada, mal tocada, mal cantada. A largada foi com uma maçaroca de cantoras interpretando a música Sob o Mesmo Céu, do Lenine, junto com ele. Achei que ficou uma bagunça. Ensaiaram aquilo? Outros shows lamentáveis foram do Capital Inicial (não é novidade) e da Tati Quebra-Barraco (argh!). Nada contra pessoas que gostam disso, mas, vamos combinar, é MUITO RUIM, tchê! Mas só eu acho isso, pelo visto, pois enquanto ela se esgaçava no microfone o povo pulava na platéia. O Marcelo Nova cantando Raul foi divertido, mas a Pitty entrou no meio da música e estragou tudo. Gostar, gostei mesmo só gostei do D2. Funcionou. O cara trouxe o Fundo de Quintal e mandou bem no seu hip hop com samba à procura da batida perfeita. Os grandes vencedores da noite foram o Rappa (melhor show e melhor grupo), D2 (melhor cantor e CD), Pitty (melhor cantora e clipe). O coelho deve ter sido amplamente responsável.

O tema da festa era "de quantos 'Brasis' é feito o Brasil?" Não consegui contar direito, mas numa passada rápida de olhos dá 4: Rio de Janeiro, Bahia, uma cabeça em São Paulo e uma perninha em Minas. Isso para mim desquelificou de vez a festa. Não sei se foi falta de dinheiro para a produção, mas para que homenagear os vários "Brasis" se não era isso que estava representado ali? A melhor tentativa de se adequar ao tema foi a abertura, escalando o time de cantoras que fez a salada vocal para a música do Lenine. A idéia era representar os estados brasileiros. Estavam lá Fafá de Belém, Elba Ramalho, Fernanda Abreu, Ana Carolina, Alcione, Vanessa da Mata, Sandy e mais alguém que não lembro. Opa! Fora outras baixas, não tinha uma sequer de qualquer dos estados do sul! A gente não é Brasil? Ou a música que se faz aqui não é brasileira? Não fiquei sem dormir sofrendo por causa disso, mas é um saco. Prefiro pensar, inclusive, que foi só uma infeliz coincidência e prováveis convites feitos não puderam ser aceitos. Mas não é de hoje nem só nesse contexto que isso vem, assim, sutilmente à tona. Esquecendo o teatro de abertura, o que dizer dos concorrentes e demais shows? Lembro de ter visto a Adriana Calcanhoto em uma disputa, uma única. De resto, D2 do Rio, Rappa do Rio, Tati Quebra Barraco do Rio, Cidade Negra do Rio, Pitty baiana, Caetano baiano. O homenageado era baiano radicado do Rio de Janeiro - Raul Seixas. Teve Minas, São Paulo, teve Brasília, sim, já numa representação rarefeita. Para não dizer que o Rio Grande não estava lá representado, o Lucas Lima, que tá pegando a Sandy, ficou sentadinho acompanhando a moça, e a Daiane dos Santos apresentou um dos prêmios, dizendo, inclusive, que a música que ela gostava de ouvir nas viagens por representar bem o Brasil era... o funk. - "adoro a Tati!". Porra!

E depois ainda nos chamam de arrogantes quando dizemos que antes de ser brasileiros, somos gaúchos. Não é arrogância, é constatação. Não fazemos parte da música brasileira, nem dos 'Brasis' que formam o Brasil, pelo menos para o Multishow. É a vida. Quem sabe se tocássemos funk nos CTGs ou incuíssemos trios elétricos nas comemorações da Semana Farroupilha as coisas seriam mais fáceis. Não. Tomara que ninguém leve a sério isso! Prefiro continuar vendo o Emerson enrolado naquela bandeira estranha de listras diagonais vermelha, amarela e verde na conquista da Copa das Confederações. E isso não é querer negar que somos brasileiros, ou separar tal qual defende aquele velho doente de Santa Cruz do Sul. Não. A gente só quer dizer que frio, neve, fandango, vaneirão, gaita, chimarrão devia ser tão "típico brasileiro" como pandeiro, berimbau, calor. Se entregar à assimilação, jamais! Não sei se em outros lugares é comum cantar o hino do estado, mas por aqui se canta, e dentre seus versos, está "Já não basta / para ser livre / ser forte aguerrido e bravo / povo que não tem virtude / acaba por ser escravo". Isso, inclusive, também deveria ser tão brasileiro como todo o resto.

Mesa #1

Clássica combinação "apae" + "festa dos bombeiros". Só não dá para identificar quem é quem. Ela é estranha e parece uma assistente de florista com síndrome do pânico; ele é estranho e parece um anão esticado. Não devem se reproduzir ou o planeta perde. Tem jeito de pessoas que se conheceram na Onda, Rota, EJC, esses encontros de jovens. O cara é órfão.

Mesa #13

Um velho - seus 60 e poucos - trejeitos meio esquisitos. Anda bancando o bronzeamento artificial da sua acompanhante. Uma loiríssima nos seus 50 e poucos, dondoca, que consegue estar hiper queimada numa semana em que a temperatura na cidade não passou dos 15°C. Pistoleira atrás do viúvo... certo!

Mesa #15

São aqueles que, de todos, menos fazem parte deste lugar. Estão, com certeza, desfalcando alguma mesa da Padre Chagas essa hora. Como de praxe, são duas mulheres maravilhosas acompanhadas de bolhas. Uma loira e uma morena. Lindas. Peitos maravilhosos. E, devem ter combinado, apesar da cor diferente, usam blusas quase iguais daquelas que cruzam na frente e valorizam com todas as honras eles, os peitões. São espertas. Sabem que têm peitões. Devem adorar seus próprios peitões. E eu concordo. Peraí. Estão chegando mais pessoas nesse momento. Um cara muito palha, todo de marrom, com gola rolê e blazer (argh!). Ele gostava de ser a árvore na peça da escola.

*Tiagón, André e eu, no Nito.

Crime?

A DaniCast, do ótimo MadTeaParty, perdeu 1 mês (sim, eu disse UM MÊS) inteiro de dados do seu blog, por uma possível falha da Bluehosting, seu serviço (quase ex-serviço agora) de hospedagem. Como de praxe, a responsabilidade da empresa pelo fato ficou camuflada pelo discurso "problemas desse tipo acontecem com qualquer provedor", o que é um segundo absurdo. Não é possível que se pague um serviço que se caracteriza justamente por "armazenar dados" e que seja tão fácil para quem o provém se livrar da responsabilidade de garantí-los sob qualquer hipótese. No site, como também de praxe, fica claro que paga-se por um backup diário dos dados, procedimento que justamente se propõe a dar essa segurança. No entando, no caso da Dani, isso não foi mais do que propaganda enganosa, já que o resgate feito, quando solicitado, trouxe dados distantes do prometido "dia anterior". E, para isso, ela ainda precisou fornecer senhas de acesso ao sistema de publicação - nunca vi disso!

Se você tem um blog já sei que deve ter achado absurda essa história, até aqui, pois tem a exata noção do que representa perder do dia para a noite, por falha de terceiros, 1 mês inteiro de informações. Mas então preste atenção no desenrolar.

A Dani, durante a esgrima de mensagens trocadas com a empresa, fez um post relatando tudo e publicou no blog. O que aconteceu? M.i.s.t.e.r.i.o.s.a.m.e.n.t.e o post desapareceu. Você concluiria o quê?

Eu concluo que a empresa pode ter agido com má fé. Ou se não agiu, continua tudo sendo de sua responsabilidade. Se com assassinato, ter ou não a intenção de matar não exclui a responsabilidade pelo crime, neste caso, tendo ou não a intenção de prejudicar a Dani, a empresa cometeu duplo homicídio, quando não assegurou que o backup diário, prometido, fosse realmente feito e, depois, quando permitiu que se perdesse nos confins no virtual mundo dos bytes a manifestação dela, feita num ambiente privado, cuja privacidade também deveria ser garantia do serviço prestado.

Mas a sorte nossa, clientes desse tipo de serviço, e azar de empresas de atuação irresponsável, como a citada, é que a opção de "calar" na Internet, ao menos aqui no Brasil, felizmente ainda não é possível. Isso é democracia. Isso é lutar por direitos. E disso ninguém deve abrir mão.

Para saber, na íntegra, de toda a história clique aqui.
E, depois, se você quiser se posicionar a favor da Dani, não deixe de escrever também e toda vez que incluir no texto o nome da empresa "Bluehosting" fazer um link deste para o post do Satélite.

Opa!

Um bom fim de semana!

Está cada vez mais difícil disso aqui virar um condomínio sério. ;D

Aran, em breve na Verbeat.

Rá!

Profundamente abalado com a mensagem exposta no post anterior, o Blog do Gejfin, num rompante de auto-afirmação, assume sua identidade, seu conteúdo ou, na verdade, a ausência total deles, entre lágrimas, e lança a campanha mundial "Meu blog é OCO".

pega! pega!oooooopor que não pegou ainda, seu OCO!

Todos aqueles que são estúpidos o suficiente para não entender a grandiosidade de ter algo acrescentado à sua Sabedoria, ou que seu tempo anda valendo menos do que um passe de ônibus ou um cachorro-quente de carrocinha ou que, ainda, e mais importante, sofrem por não encontrar o caminho para ser um Novo Ser com maiúsculas, já aderiram.

Agora só falta você!

~ o ~

Charlinhos Brownie também aderiu à campanha e compôs, no amor, o que será certamente o hino do carnaval do ano que vem: A dança do OCO*.

Aeôô!
Aeôô!

[Sai do chão, galera!]

Essa é a dança do OCO
Ocoo-ô! Ocoo-ô!
Bota a mão na cabecinha, o que tem aí?!
Nadaa-á! Nadaa-á!
Bota a mão na cinturinha
E Rebola o oco
E Rebola o oco
E rebola o oco

Quando aquele leitor chegoooou oou
Emburreceu de vez
[de vez! de vez!] 2x
Não tinha tempo a perder
Queria ser um novo ser
Mas se f**** eeeu eeeu
O blog que leu
Sua sabedoria não elevooooou

[por que galeraaa? sacode!]

Era um blog OCO
Um blog OCO
Um blog OCO
Um blog OCO

Era um blog OCO
Um blog OCO
Um blog OCO
Um blog OCO

(repete 17 vezes)

*Todos os direitos reservados, mas eu não tenho capacidade de gerenciar.

Aaaargh!

Recebi esse spam:

Aaaaargh...

*escondi o endereço e nome do blog porque, óbvio, não quero ser eu a dar acesso para essa criatura.

Eu e meus colegas de núcleo fomos agraciados com fones de ouvido hoje. Estou gostando. Prometo em breve tentar uma reversão do meu autismo musical ou, na pior das hipóteses, pelo menos trabalhar mais contente.

A verdade é que sempre tive preguiça de comprar fones de ouvido.

Mas não pense que o presente foi porque gostam de nós, nos querem bem, ou porque tiramos fotos comprometedoras de algumas colegas e fizemos chantagem - valeria bem mais. É que a ordem é trocar o telefone pelo famoso Iscáipe, para interurbanos. Ou seja, como nada pode ser perfeito, a belezura vem com um microfone grudado. Sim, no maior style atendente de call center.

Assim, estarei indo treinar meu gerúndio às ganhas para bem aproveitar a novidade.

Novos Tempos

Porto Alegre, num momento de inverno típico de inverno, 5°C.

~ o ~

A última da 'política' é o Roberto Jefferson na canja do Jô.

~ o ~

Quer dizer, essa era a penúltima. A última é que finalmente vai à falência o antigo slogan ideológico imortalizado por Maluf - rouba mas faz. Agora a moda é: rouba mas denuncia. Ou rouba mas é herói.

~ o ~

À parte da gozação dos tricolores dizendo que esse é o único jeito de uma final da Libertadores acontecer no Beira-Rio, o fato é que o Inter vai tirar bons proveitos do jogo. Além da grana do aluguel, a diretoria está empenhada no bom trato de todo mundo que lá vai estar, especialmente a imprensa nacional e internacional, numa promoção das últimas melhorias feitas nas instalações do estádio. Ao Atlético Paranaense e São Paulo - são times que não fazem a mínima diferença pra mim; nem simpatia nem ódio - desejo um bom jogo. Para os torcedores que vierem de longe, que apreveitem a estada, façam festa e não se metam a besta de querer arranjar confusão imaginando que só porque a casa é neutra, isso aqui seja terra de ninguém.

~ o ~

Para quem jogou na Super-Ultra-Mega-Sena, todo azar do mundo! Boa sorte só pra mim. Perguntado sobre o que fazer com os milhões (matéria de praxe dos jornais) um cidadão portoalegrense largou essa: "Compraria uma loira e sairia do Brasil. Pra sempre." Achei o máximo "comprar uma loira". Quanto está custando?

~ o ~

Amanhã: como preparar sopa de araucárias com pedras fumegantes e molho de piolhos, um prato típico do inverno gaúcho do tempo das cavernas.

E no sábado ainda conversávamos sobre o Rio Grande do Sul ser ou não dos - ou O, como gostam de dizer por aqui - mais politizados Estados brasileiros.

Perguntou a Rádio Gaúcha, no programa Polêmica:

Na sua opinião, Roberto Jefferson deve ser cassado (é autor confesso de crime eleitorial e suspeito de desviar recursos públicos para campanhas de seu partido) ou perdoado?

Foram 2827 ligações.
31% acham que deve ser cassado e... 69% perdoado.

Por isso que eu bebo.
Política brasileira faz mal à saúde.
Inclusive, esqueça este post. Olha o que está aí abaixo, muito mais legal. Ou dê boas risadas com o de hoje do Rafa Galvão, que está sensacional.

... ou Dois Anos!

É hoje! O Blog do Gejfin está de aniversário. No dia 4 de julho de 2003, postava meu primeiro "oi" ponto. Ainda não existia Verbeat, o blog tinha até outro nome. Porra, muita coisa aconteceu. Se lá eu não tinha nem idéia - ou outra idéia - do que fazer ou como construir um "blog pessoal", hoje tem horas que me assusto e me confundo, com o quanto passei eu, pessoa, a ser construído por esse ambiente. Blog é muita coisa! Do blog veio a Verbeat. Pelo blog percebi novas formas de ver algumas coisas. Com o blog adicionei um jeito especial de me relacionar com pessoas próximas e distantes. E foi pelo blog também que fiz novos e importantes amigos. Conheci pessoas que hoje eu admiro muito, como também tive o prazer de me saber admirado por outras. Descobri mais sobre eu mesmo. Não foi o blog que me ensinou a beretear ou beber a vida em momentos, sendo que de comum essas duas coisas tem o fato de que tudo é e deve ser muito mais do que normalmente a gente presta atenção. Pois se isso não veio do blog, quer coisa que melhor combine? Este espaço é uma janela para o infinito, indo muito além da dimensão da tela, da rolagem vertical, de texto sobre um template.

A vocês que passam por aqui - seja todo dia, seja de vez em quando, seja por acaso, a vocês que ainda nem chegaram, um abraço - de verdade - apertado. Sintam-se parte indissociável de mim dentro e também, cada vez mais, fora da blogosfera.

~ o ~

E agora a cobertura da comemoração dos aniversários dos blogs meu e do Tiagón na última quinta-feira, no Shamrock - Porto Alegre.

Chegamos lá umas 20h - eu, Tiagón, Tatjana, Rafa, dinossauro -, e o Afonso Chato já nos esperava, acompanhado da breve futura mamãe Kaya. Amontoamos mesas no terraço do irish pub. Pedimos rápido nossos chopes grandes porque ainda era hora da promoção. Chega o André. Chegam Milton Ribeiro e a Cláudia. Logo depois a Raq; Roman e a esposa. Começa o festival de flashes - foram mais de 200 fotos até a hora de ir embora. Dá aquela vontade de jogar sinuca. Vamos para o andar do meio satisfazer o desejo. Lá estava acontecendo um aniversário palha, com pessoas palhas, que fizeram uma reserva palha dos sofás maravilhosos que a GENTE queria ter reservado. Tudo bem. Nos espalhamos: alguns foram para o balcão, outros se atracaram nos tacos, outros se abancaram numa única mesa vazia. Bom, dali não saímos mais. Eram vários os chopes grandes, risadas,tacadas, socialização com as mesas periféricas e fotos, claro. Fomos instruídos pela atendente do bar que não poderíamos ter ficado ali jogando para sempre, mas sim deveríamos obedecer uma ordem exposta num quadro que, por sinal, nem tinha ainda o nome de ninguém "dos nossos". Liberamos a mesa e, para nossa surpresa, fomos convidados a ingressar no jogo inimigo. 2° tempo da noite e, como de costume, chega a "Garota do Palio Vermelho", conhecida também como Lisi (quase lincável). Mais bagunça, agora só no balcão. Fizemos um sensacional torneio de dardos e mais partidas de sinuca, mas agora já estávamos só eu, Tiagón e Lisi. E um pouco antes de ir embora, a glória, o pessoal palha se retira e ocupamos os sofás para a saideira. Isso, creio, eram já 2h. Foi apenas uma quinta-feira.

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Os anfitriões Tiagón e Gejfin.

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O chope grande. André e Raq com efeito.

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Ainda no terraço, André com o Afonso - que explica para o Milton como se pega um... -, ao fundo; Kaya ouvindo o Afonso com o Roman também ouvindo o Afonso; Sentido horário: Afonso, Roman, esposa, Milton e Cláudia.

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Todos descem para a sinuca. Num rompante de alegria, os blogueiros se reunem para confratenizar e se exibir. Gejfin, Tiagón, Roman, Milton e AfonsoDeus, como vocês podem comprovar - não é montagem.

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Todos se divertem. Dinossauro vem participar da festinha e ganha toda a atenção. A harmonia reina.

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Dinossauro sai e deixa dinheiro no seu lugar. Provação da amizade. Gejfin, como um legítimo Gejfinbein, sacou logo um Real que julgava seu de direito. Milton vai garantindo o resto, disfarçando com um sorriso para a câmera.

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Enquanto Gejfin continua a exibir seu merecido Real roubado, Milton Ribeiro deixa que a ganância tome conta do seu ser. Roman também observa a nota, hipnotizado. Aquele Real... Aquele Real... Tiagón levanta os braços indignado e Afonso pensa em ligar para o Bob Jefferson.

racha
Todos dispersam. É a maior crise da blogosfera gaúcha. Tiagón e Milton fazem de conta que não mais se conhecem. Afonso desconfia da gravação e Roman agride o fotógrafo. Gejfin fugiu com a nota de um Real.

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Momentos sinuca. A mesa; Tiagón e Milton; Rafa organizando as coisas; Rafa, Gejfin, Tatjana e André; RaqRickman.

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Momento sinuca com André, Tiagón e Gejfin muito loucos. Mais o dinossauro. Mais vultos. Essa foto me dá medo.

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Drops nós e las mujeres. Tiagón, Lisi, Gejfin; Sorriso de Tatjana; Tiagón e Tatjana duas vezes; Gejfin e Lisi; Gejfin e Raq.

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Ele, o dinossauro. Todos querem uma foto. Uh, dinossauro!

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Momento de tensão da noite: disputa de dardos assassinos ingleses. Gejfin e Tiagón se posicionam.

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LANÇAR!

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Dá tudo errado. Tiagón acaba roubando e tenta fincar o dardo no círculo central um pouco perto demais, mas é pego em flagrante. Gejfin é testemunha da fúria do dardo-contra-ataca e por sorte não acaba com o pé furado.

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Lisi então humilha os amigos e vence a competição! Todos bebem.

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Saideira no sofá. Fim de festa. A gente precisa ir embora porque eles querem fechar o bar.

Obrigado pela presença, amigos! E que a próxima vez seja logo! :)

Shamrock

o registro da noite de ontem foi adiado para as próximas horas. O porquê disso é que deixamos as máquinas fotográficas sob os cuidados do dinossauro do Tiagón e ele, que não poupa sociabilidade, registrou mais de 200 cenas que ainda não se encontram sob nosso total domínio. E sem as fotos, não tem a mínima graça. Aliás, o dinossauro avisa que quer comemorar seus 75 milhões 288 mil e quinhentos anos em grande estilo. Mais festa.

~ o ~

Um Chato na Verbeat

Pois que a família creeesce mais um pouquinho. Afonso, O Chato, em breve na Verbeat. Colega, amigo, blogueiro entusiasmado e entusiasta, uma máquina produtora de bytes (é impressionante!).

Foi assim:

De: Gejfin
Para: Afonso

Tá... o negócio é o seguinte: nossa horta com a plantação de tremoço sofreu demais com a seca, e estamos loteando a área, antes que o Bia resolva plantar enlatados pornográficos... um perigo! Verbeat convida: Seu Chato, quer entrar pra família? :)

~ o ~

Ip! Ip!

E, por falar em comemorações, minha mãezita está de aniversário hoje. Parabéns! Parabéns! Parabéns! De agora até de noite, movimentação, falação, comes e bebes rolando no 'Clube dos Gejfinbein'. Logo mais estarei lá.

~ o ~

Esse Google...

Na quarta postei a bobagem de dizer que a música que eu estava escutando era "ring... ring... ring..." - sim, só um telefone tocando. Pois que buscando "ring ring" no Google, de 162.000 resultados, o Blog do Gejfin é o 10°. E isso ainda deve melhorar, já que escrevi "ring" agora, nesse post, mais várias outras vezes.

~ o ~

nAuM...

Em alguns blogs como o da DaniCast, o (P)arte - post da Dani Silva - e no Bia, rola discussão e indicação de textos sobre o uso da linguagem apelidada de 'internetês' ou 'miguxêis' ou o que seja. Sigam os links e links dos links que tem coisa muito interessante. Minha opinião é a mais líquida possivel. Não gosto de quem abomina esta forma de comunicação, especialmente se usar como argumento qualquer coisa que seja uma visão hermética da linguagem por ela mesma. Isso é burrice. Tanto porque todo pensamento hermético, para mim, é de uma certa idiotice, como agir em nome da depreciação do execício dessa escrita, pura e simplesmente, com sua conseqüente condenação a algo que deve ser erradicado, combatido ou isolado, só contribui para que daí sim, a partir disso, o que podia ser uma evolução se transforme em uma merda. Mais um conflito de comunicação num mundo que é a porcaria que é porque as pessoas não fazem o mínimo esforço para se entender. Mas isso não quer dizer que deva se aceitar como um processo, uma transformação, e jogar no lixo a 'escrita correta'. Não. Mas toda e qualquer análise deve sempre lembrar que a linguagem serve à comunicação, que serve ao indivíduo. E nunca poderá ser descartado da discussão, para que seja realmente válida, um olhar para este sujeito que comunica, sua evolução, o mundo em que vive, suas características, seus inícios, meios e fins. E minha curiosidade agora é saber (se alguém souber, me ajuda!) de dados de pesquisa sobre o tema, na seguinte delimitação: o escrever 'internetês' nos meios relacionados tem influência direta numa hipotética queda na qualidade da escrita - também analisada nos meios em que deveria ser apropriada? Isso que vai determinar o quanto podemos estar sendo apenas cuidadosos ou estúpidos em se preocupar tanto com isso. Visto que, caso exista sim uma relação, vale tentar mudar o quadro, mas mostrando que SEM deixar de escrever 'axim', é preciso saber escrever 'assim'. Agora, se não existir relação e o 'assassinato da língua' onde não poderia existir, se existir, for culpa de inúmeros outros problemas... ora, meus caros, é bom tratarmos de aprender esse 'dialeto' novo é bem logo, porque estes que o sabem estão anos-luz na frente de quem 'simplesmente escreve corretamente'.

~ o ~

Uma boa tarde e noite de sexta-feira para todo mundo.