junho 2005 Archives

Vai dizer? Poderia ser um bom título da minha autobiografia, se um dia eu escrevesse uma. Pode, Jojo? ;)

E você aí? Diga: qual seria o título da sua?

Shamrock hoje!

A partir das 19h30min. Pra quem pergunta onde é, entre aqui. Tem até mapa.

O bar tem tudo a ver com os blogs. Sabes por quê? Porque não estaríamos na blogosfera não fosse o incentivo de Aulay, Gerry e Wilbie, os Três Leprechauns Publicitários, nativos da Hidden Ireland. Aliás, parece que eles estarão por lá escondidos. Protejam suas orelhas. São umas pestes.

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ou aquele post que ia publicar segunda, mas os ratos não deixaram.

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El Rey Tiagón sopra (soprou) duas velhas... não, digo velas, hoje (segunda). Não... digo, o Bereteando completa (completou) dois anos. Idade de blog é como idade de cachorro e deve ser multiplicada por alguma coisa. Digo... dois anos é muita coisa. Viva a não-linearidade, a revolução, a sensibilidade e as citações. Ip! Ip! Ip! Urreiô axé babá! Esse meu amigo é muito foda! :)

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Quase saí de fininho, mas tomei vergonha na cara, voltei e me entrego à depcepção alheia com este aceite da "batuta" ou "radinho", meu perfil musical autista. Recebi como batuta del Tiagón e como radinho da querida Su. Vamos lá entón:

Quantos gigabytes usados com música: acho que 1,5GB, depende onde... em casa um monte, no trabalho menos. Mas é raro eu escutar música no trabalho... ou em casa no micro. Meu universo musical aflora em trânsito e, para quem pensa que isso é pouco, tinha que ver quanto tempo da minha vida eu passo dentro do meu artomóver.

Último CD que comprei: Não compro CD há uns 2 mil anos. Vale CD que ganhei? Tá... mas não faz diferença porque não ganho CD há 2 mil anos. Isso é lamentável, eu sei. Mas poupem-me, sou apenas um Gejfin. Ok... lembrei que o último CD que comprei foi o de lançamento da Superphones, no show idem. Superphones é supimpa, do que fazem ao que todos eles são e significam, sou tri fã.

Música tocando no momento: Ring... ring... ring... (telefone Siemens, modelo daqueles que todo mundo tem). Deve ser meu chefe.

Cinco músicas que tenho escutado bastante:

Como escuto música geralmente só no carro e deixo lá um CD... tocando... e às vezes fica dias, só porque tenho preguiça de tirar, acaba num loop fantástico. Então vou quebrar as regras e pinçar algumas músicas de vários CDs que, num período bem maior, tenho escutado... ou elas tem tocado, já que às vezes nem lembro o que vim escutando. Não... não tô inventando. Sair do ar é minha especialidade.

Superphones - "Lonely Dance"
The Smiths - "There Is a Light That Never Goes Out"
Nando Reis - "O Mundo é Bão, Sebastião"
John Pizzarelli Meets The Beatles - "I've Just Seen a Face"
DJ Patife - "A Go Go"
Legião Urbana - "Marcianos Invadem a Terra"
Roupa Nova - "A Viagem"
Marcelo D2 - "A Maldição do Samba"
CEP 20000 - "As Árvores" - de Osvaldo Pereira

Pessoas para quem estou passando:
Igor Barbosa (do prédio ao lado)
Diego (pra incentivar a produção)
Laura Paz (fala tão bem sobre palavras, fiquei curioso pra saber o que escuta)
Larissa (só não vale derreter a indicação)

Quantos eram mesmo?

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Segunda foi o Bereterando, semana que vem é este bloguio que faz aniversário. Ueba! E, para comemorar essas datas tão importantes, vamos beber. Vai dizer que não é boa idéia? A função é a seguinte: eu e Tiagón estaremos abancados numa mesa do Shamrock, a partir das 19h30min, desta quinta-feira (30/06). Blogueiros e leitores de Porto Alegre e arredores, vamos adorar se vocês... assim... de surpresa, aparecerem por lá! Vamos fazer vários brindes e conversar sobre mudar o mundo. Ou os mundos. Ou os universos. Ou as partes do universo. Ou... sei lá. Uh! :)

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Pingos de chuva no pára-brisa do carro atravessados pela luz dos postes, nas avenidas de Porto Alegre. Eu em movimento. A imagem pela lente da câmera que perigosamente estava na minha mão, e ligada. Sem projeto ou produção. Só clique, clique, clique. O resultado: fibras multicoloridas de matéria ausente. Que medo. Preciso aprender a dirigir sem beretear ou, pior, sem querer guardar o que invento.

Um elefante rosa fugiu do quarto da Ministra e sentou nos cabos de energia. Por isso a Verbeat esteve fora do ar nas últimas 24 horas.

Para quem não acredita na verdade, uma das histórias que o povo está contando é que mudamos de hospedeiro e por isso os transtornos bobos chatos feios.

Agora está tudo bem. Mas o síndico SOFRE.

:)

Sexta-feira movimentada. A Fer dá sinal de vida e anuncia que foi presenteada com férias, cuja contagem regressiva já começou em negrito. Que beleza! Longe daqui, na Itália, Flávio Prada me faz perder uns quilos de tanto dar risada da sua boa vontade com uma dieta. E o Rafal Galvão, quem diria, roubando poesia!

Adiantada a hora, não sei se consigo ainda girar por aí mais um pouquinho. Mas lembro que é só sair clicando na coluna da direita que tem coisa boa que não acaba mais.

Bom fim de semana pra todo mundo!

Grande Idelber nomeia blogueiros como presidentes de alguns clubes brasileiros. Eu votaria no Milton certo! E seriam hilárias as mesas de bar com o amigo-gêmeo Tiagón comandando o clube aquele da Azenha, mais conhecido como de segunda divisão.

Nove posts. Nove só hoje, ou até agora. Gonzo-mestre-blogueiro Cardoso é uma MÁQUINA. Viva o RSS! Já que estás em corredores Insanus, deixe na Carol Bensimon a lista de suas cinco palavras para participar do "logo-rallye" e colocá-la em dificuldades. E cuidado ao cair, tropeçar ou tropicar ali no Menezes!

Girando por aí

Não adianta. Não sai post hoje. Idéias falham e ocupar uma só linha a mais com histórias do assalto de ontem não vale a pena.

Então, deixo-os nesta sexta-feira em que Porto Alegre aprecia um dia maravilhoso de friozinho ameno e céu azul, com um giro pela blogosfera.

Dá para começar pelo Bia, que homenageou, com fotos, essa francesas maravilhosas. Aaaahhhh. E, já que vais passar por ali, leia os dois relatos do encontro de blogueiros que aconteceu em Sampa semana passada.

Ainda nas dependências desse humilde condomínio, Tiagón El Rey desfia o último álbum do Foo Fighters, Ministra Olivia (sem acento) deixa escapar que mantém uma plantação de ratos no jardim da frente, Caco Ishak interage com comentários alienígenas (ou ninjas), Norinha conta histórias de sapos e princesas, Milton o Mito publica trechos colecionados de e-mails recebidos... consegui reconhecer um. Sérgio Saleiro Descartável bereteando, Jojo - que é apenas uma Joaninha - deixa morrendo de INVEJA os amigos distantes e o Marcão, na volta de viagem, larga "rapidinhas". Enquanto isso, Renato O Pai parece que foi andar de camelo e não voltou - não posta há três dias, Zadig homenageia e comemora São João e Uilson Bolchevique-Líquido protesta hoje por quadrinhos... ou pelo menos eu acho que é hoje, porque não tem data nos posts (acho isso muito bom). O Carol? Ah o Carol! Pois não é que um surfista maluco subverteu tudo e postou uma... foto!

ACABO DE LEVANTAR DO CHÃO.
A EMPRESA FOI ASSALTADA.
SAÍRAM HÁ 5 MIN.

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::: Não adianta ligar. Levaram meu celular.

Update (15h45): Das coisas incríveis. Levaram dois carros, notebooks, celulares, carteiras, palms, pastas, mochilas, casacos de mais de 30 pessoas. De mim, só o celular. Pois que na fuga os assaltantes em um dos carros bateram num táxi, a uns 5km daqui. No escapar do carro, deixaram cair dois telefones. Um deles, o meu. Assim, o prejuízo que fica é o moral - pior, na verdade -, de cenas que não deveriam, mas são inevitavelmente "colecionadas", como a porra do revólver na minha cara. Era isso. Vou pra casa.

Ultimamente os anúncios, em qualquer mídia, de qualquer indústria, estão ruins, chatos e outros adjetivos que podes escolher à vontade. A propaganda brasileira está vivendo uma maré bem baixa, acho eu, que sou apenas um Gejfin. Aliás, a Daniela Silva, do Idiossincrasia (que está de endereço novo), escrevendo no (P)arte, da Ana Lucia, postou uma crítica sobre aquele filme da Volkswagen, dos futuros engenheiros.

Tá, mas toda essa enrolação é só pra dizer que gostei deste anúncio publicado no jornal de segunda, dia da chegada oficial da estação do frio. É bobo, mas é divertido. Cocô e orelha congelados foram meus preferidos.

Clica! Clica!

Clique na imagem para ampliar.
O anúncio é da Polar Bock e a agência é a AlmapBBDO.

Essas francesas

Nunca entendi bem o que provocou e provoca, mas Lolita Pille (e não me venha pronunciar o "Pille" como se fosse inglês) me fascina. Li o Hell assim que foi lançado no Brasil. É um livro meia-boca e, se provocou tanto rebuliço na França à época, isso não se propagou na mesma intensidade pelo mundo - mesmo que tenha inspirado reality shows e vá virar filme. De qualquer forma ela virou uma celebridade e, como parece ser bem esperta, não seria surpreendente se tudo que diz não passasse de marketeting barato. Ou isso é o que se discute sobre ela. Como se ela é ou não igual à personagem de seu primeiro livro. Nada disso para mim importa: Se está dizendo a verdade ou não. Se está querendo aparecer ou não. Se seu livro é bem escrito ou não. Esse jeitinho menina-rica-revoltada-escritora-metida-inteligente-ou-quase-isso me atrai. Não sei dizer o porquê. Pesa o fato de que é francesa (minha eterna fraqueza) e uma guria deste gênero batendo pezinho e fazendo escândalo, em francês, tem lá seu encanto. Diferente do que se fosse uma lolita genérica portoalegrense dando chilique no meio da Padre Chagas. Mas, quem sabe, também é só porque ela é uma gracinha, no alto dos seus 22 aninhos.

Imagina se mexendo!

A foto é de J. R. Duran em ensaio para a Trip deste mês, que publica um perfil da moça e uma entrevista feita durante a Bienal do Livro no Rio. O país homenageado neste ano, como se sabe, foi a França. Seu novo livro, Bubble Gum, já está nas livrarias.

A Lisi (quase lincável) que vai ficar feliz. Aliás, agora mais ainda que pode ler por CTRL+F ;D. A ZH folheada cedinho desta manhã de inverno pauta o blog. Total influência do mass media. Se bem que jornal não é tão raro, mais difícil é ser pautado pela TV, quando não é para criticar, mas - ei ei!- semana passada perdi uma matéria que devia ter visto, né? Anyway...

* * *

Há alguns anos (uns 15, se não me engano) que se discute o cercamento de parques aqui em Porto Alegre que, diferente de muitas cidades no Brasil e no mundo, são abertos desde sempre, e todos. O vereador Ibsen Pinheiro (conhecem, não conhecem?) está querendo que a população da cidade vote, junto com as próximas eleições, se deseja ou não grades e cercas nos limites dessas áreas (pelo menos os maiores parques da cidade). O argumento que justifica a consulta, como sempre, é segurança, ou ainda "porque nos outros lugares é assim". Os parques seriam refúgio para bandidos, viciados e demais "outros" demonizados pela nossa sociedade moderna. Desde a semana passada o jornal vem discutindo o assunto, trazendo opiniões de personalidades aqui da cidade que são contra e a favor do cercamento.

Na edição de hoje falaram o cineasta Carlos Gerbase (a favor) e o escritor Armindo Trevisan (contra). E é deste último que transcrevo na íntegra a opinião aqui no blog, porque vem muito ao encontro do que penso.

"O projeto de cercar praças e parques evidencia um aspecto triste de nossa convivência cidadã: os espaços públicos estão se tornando espaços privados, isto é, reservados aos assaltantes. O cidadão comum já não sabe por onde pode andar. A única possibilidade que temos, realmente, de movimentar-nos é a da imaginação. Já não basta vivermos em edifícios que se parecem a presídios. Agora, teremos que passear dentro de grades, como aves cujas asas foram aposentadas por inúteis.

O Evangelho nos diz que a violência não pode ser vencida pela violência. É uma violência cercar praças e parques! Uma violência aos homens livres. Que fazer, então, para combatê-la? Penso termos chegado a um limiar que não podemos transpor: o da concentração da renda (o Brasil é o penúltimo neste campeonato horroroso!). É preciso enfrentar os problemas que temos diante de nós. Basicamente: fome, crise habitacional, desemprego. A governabilidade passa antes por isso que pelos conchavos partidários.

Cercar praças e parques é, mais ou menos, confessar que os excluídos se tornaram tão numerosos que já estamos, nós próprios, a caminho da exclusão. É uma exclusão física - e até psíquica - sermos obrigados a divertir-nos numa prisão legalizada.

Alguém dirá: não estaremos, com isso, negando a existência de marginais e delinqüentes? De forma alguma. Eles existem, e são cada vez mais numerosos. Cada vez mais agressivos. Cada vez mais detestáveis. Não se trata de negar o mal. Trata-se de superá-lo. Trata-se de buscar uma alternativa ao seu poder hipnótico, sem abrir mão do que nos distingue dos animais: a liberdade."

Nada

Hoje foi um dia em que nada funcionou. E do que funcionou, não foi bem. Eu, por exemplo.

Futebol

Hmm... não. Acho melhor não falar NADA sobre futebol hoje. Futeb.. o que mesmo?

Tempo

Voilà! Parece que o inverno vai mesmo começar como... inverno! Ou é o que estão dizendo. Vem, frio, vem!

Encontros

No último sábado, um bando de figuraças da blogosfera se reuniu em Sampa, no Canto da Madalena. Fiquei aqui me mordendo de inveja. Inveja louca de boa, claro, porque deve ter sido bom pacas. Para saber como foi a função, quem estava e ver fotos, siga os links na blogosfera. Eu comecei pelo Bia, depois fui para o Alex Castro, Donizetti, mas já vi que o Idelber fez um baita relato e lá tem atalho para todo mundo.

Na última quarta fomos eu, Tiagón e André nos aventurar numa sinuquinha. Acho que desde a época que fizemos essa matéria na MOOD sobre o assunto, em 2001, que os três não se reuniam para umas tacadas.

[abre parênteses]

Eu ganhei muito. Todas. Eu não sei como fiz, mas ganhei. Ganhei tanto que na saideira cordialmente cedi minha vez para que os amigos pudessem jogar entre si. Como isso nunca mais vai acontecer, já que eu não jogo nada, é claro que tinha que contar! Rá! ;D

[fecha parênteses]

Mas o que quero dizer não tem a ver com sinuca. É que naquele dia, no meio do jogo, um cidadão que jogava na mesa ao lado se preparava para dar uma tacada quando viu que eu me encontrava parado bebendo minha cervejinha num espaço que o atrapalhava. Isso acontece toda hora, normal. Só pedir licença. Só. Mas ele, olhando para o chão, esticou o polegar do tipo: "sai daí, veleu?" e sem dar uma palavra. Aquilo me irritou tanto que quase fiquei ali parado. Às vezes a falta de vontade de se comunicar das pessoas me irrita profundamente. Entendo que existam tímidos (sou um, aliás), sociofóbicos, anti-sociais, idiotas e toda espécie de indivíduos, mas então que não seja necessária a interação, que não cruzem por mim, que não joguem na mesa ao lado, ora, porque é um saco.

Pode ser um atrito num jogo ou, sabemos, guerras nucleares. Se a população do mundo soubesse e se empenhasse em bem se comunicar, com certeza metade dos problemas estariam resolvidos. A outra metade se resolve com mais sexo. Aliás, até problemas de sexo se resolve com boa comunicação.

Oha isso que recebi esses dias. É um briefing, redigido pelo próprio prospect, solicitando um trabalho:

"Para colocar o projeto em pratica e análisarmos a opinião dos alunos e usuários, tivemos que colocar um site no ar, daí desenvolvemos um Layout simples publicamos o site está no ar, na Locaweb."

Ou, do mesmo e-mail:

"Agora, antes de iniciarmos nossa campanha de marketing, precisamos refinar o DESIGN (LayOut) e APARÊNCIA VISUAL de tudo e, em reunião entre as diretorias, resolvemos contratar uma grande agência para desenvolver este trabalho."

"Aparência visual" em caixa alta é minha preferida. Em todo o texto ele conseguiu escrever lay-out três vezes, todas diferentes. E provavelmente a criatura que fez isso é um diretor e deve estar ganhando dinheiro às pampas. Muito mais que eu, que sou apenas um Gejfin. Não é texto que vem de quem é analfabeto, é texto de quem não tem a mínima vontade de conversar que não seja com ele mesmo.

A questão não é falar ou escrever errado. Eu faço cada merda... Claro que isso deve ser cuidado, mas não é o ponto. Comunicar é entender e se fazer entendido, além de dar alguma importância a isso, quando preciso. Para quem quiser viver dentro de uma bolha, ok, esqueça. Para quem tem a possibilidade de um dia qualquer esbarrar que seja com alguém na rua, porra!, será que dá para pedir licença falando, olhando na minha cara, e não só levantando o dedo?

Substratos da comunicação. Aprendi isso no trabalho que fiz com a Aninha, minha dupla distante. Experimentamos e depois analisamos a forma como nos comunicávamos para nos conhecer e para discutir os temas do estudo. O resultado: 15 páginas fabulosas de um passeio pelos substratos.

Depois disso passei a cada vez mais prestar atenção em todas as formas de linguagem que utilizamos nas mais variadas maneiras de relação e comunicação. Substrato é isso. O líquido que envolve a linguagem escrita e falada, mas extrapola seus códigos. E quanto mais a tecnologia avança, experimentamos mais outras novidades no jeito de interagir com outras pessoas. Conversar num bar é muito diferente de falar no Messenger. Como não se "fala" num e-mail como se fala num telefone, e nem numa carta. E, se para alguns isso pode ser um martírio - lidar com todos esses meios -, eu fico fascinado. Atento a tudo que existe numa conversa por telefone, ao que pode a estrutura da escrita num e-mail, o uso de N caracteres, emoticons, espaços e o que for em comunicadores instantâneos, até a expressão, o olhar, o gesto numa conversa de pertinho. O silêncio e a pausa em todos eles... Podia tudo ser um simples papo, uma simples troca de informação. Mas não é. Tem muita coisa aí. Muita.

Isso tem visitado cada vez mais minha 'intraleitura'. Até me dar conta, por exemplo, que alguns dias não estou para texto. Que me incomodam os substratos do escrever. Fico querendo falar... falar... falar, ou encontrar, olhar. Às vezes até SÓ olhar. Quanta coisa não se diz assim? Outros dias isso tudo tanto faz. Outros tudo que não é escrito fica tão difícil... É bom e estranho, ao mesmo tempo, prestar atenção nos substratos da comunicação. Maluquice? Paranóia? Quem sabe? Mas uma coisa é certa: uma vez que a gente se dá conta do prazer que é se comunicar e de alguma forma gostar também de brincar com o uso e percepção dos vários substratos das formas de comunicação ("ei ei"), talvez não tenha mais a mínima graça viver dentro de uma bolha, ou de uma caixa, já que o mundo ao redor, não tem jeito, é fluido e te envolve, te encharca, exige troca, mesmo se não quiseres.

Um fim de semana de muitas experimentações comunicacionais gostosas e divertidas para todo mundo, seja com quem for.

Quis evitar, mas não consegui. Então ontem, quando cheguei em casa, zap zap zap e lá estava eu, a TV e a Globo News (ou a TV Câmara). Fiquei assistindo ao depoimento do Roberto Jefferson. Coloquei várias almofadas na minha volta caso, de repente, eu começasse a querer quebrar tudo. Mas não foi preciso. O que fica não é raiva, não é surpresa, não é curiosidade, ou nada que seja mais sério ou profundo do que perplexidade; essa é a palavra. Não vou lembrar agora mas na blogosfera ou na Blog-Left alguém comentou (Pedro Dória? Sim... acho que sim!) sobre o absurdo que é a agenda de discussão da política brasileira, a pauta histórica que é formada pelo jogo político e muito menos pelos problemas públicos a serem solucionados, e do quanto a imprensa é cúmplice ou, muito pior, uma geradora Itaipu de energia para esse grande e impressionantemente ridículo circo. Sim, está certa a Ministra (deste condomínio!) Olivia que reafirma o que muita gente pensa, corretamente: não dá pra levar política a sério. Sim, é. Horrível, mas é. Horrível porque é na mão deles que a gente está. "É" porque é absolutamente sem explicação o círculo de baboseira, o afogamento retórico e o estúpido vazio que (olha o trocadilho infame) preenche estes espaços. Mas antes de qualquer coisa, queria das os parabéns ao Roberto Jefferson. Se ele ainda exerecesse a advocacia criminal eu ia matar alguém só para contratar ele para me defender. CEOs do mundo, vocês têm também MUITO a aprender com esta pessoa. Digo isso porque também não há lugar mais propício ao discurso pelo discurso como no mundo corporativo hoje. Não sei quanto durou tudo, mas do pouco que vi (e já tinha se desenrolado muito) nada lá fazia sentido. Tanto ele não respondeu o que pudesse ser relevante, como também ninguém perguntou nada que importasse. Como entender isso? Fácil: é que tudo não passa de uma palavra atrás da outra. Palavras contra ou a favor de palavras. Essa é a impressão. A realidade é deixada de lado para que vivamos dentro - e cada vez mais fundo - do discurso. Posso estar maluco ou tinha alguma coisa muito louca no suco que bebi ontem à noite enquanto assistia ao "esquete" na Comissão de Ética, mas fiquei estarrecido por simplesmente não conseguir extrarir uma só coisa que fosse concreta, que dissesse alguma coisa que pudesse ser conectada com a realidade. Sabe... coisas que a gente toca, coisas que a gente vê... coisas assim, que existem. A denúncia tem sido um jogo de palavras, a defesa é a reorganização das mesmas palavras. A acusação é outra ainda recombinação do que foi disse. E a discussão pública é um terceiro tratamento da bagunça que já está isso tudo. Olha que sou um "ativista" do viver de forma líquida, mas a propriedade etérea da política brasileira não raro diz que ainda tenho muuuuito que aprender sobre desconstruir tudo, derreter tudo, e refazer tudo usando como argamassa pura representação, pura simbologia, pura projeção. Gente morrendo de fome - de verdade - enquanto o deputado Aleluia, do PFL, pede a palavra para citar Michael Jackson e dizer que a "opinião pública" - que pra ele se resume ao que diz a Folha de S. Paulo e a Veja - já condenou esse governo, caiu a máscara da ética e que, assim, nem faz diferença continuar apurando so fatos; já tá de bom tamanho. Tem adolescente sendo morto com canivete por causa de tênis enquanto o Roberto Jefferson interpreta a cena em que, diz ele, o Lula chorou na sua frente ao saber do mensalão. Como assim chorou? Como assim alguém chama o presidente da república de um país de 180 milhões de pessoas num cantinho para dizer sobre compra de deputados e ele chora. Só um pouquiiinho! O FH era o "presidente do Brasil". O Lula é "um carinha ali bacana que tá sentado na cadeira e curtindo a parada". Cadê o respeito? Cadê o Lula que não está se dando ao respeito também? Como um deputado - de novo o baiano Aleluia - diz que, embora o Jefferson tenha "inocentado" o presidente, ele está convencido de que Lula é culpado, porque é quem manda? Acha que Lula tem culpa e pronto. Como "acha"? Isso não é um conversa de boteco. Enquanto corria o depoimento, uns deputados davam risada no fundo, outros falavam no celular. O Roberto Jefferson fazia gracinha com o relator, o presidente da Comissão de Ética era interrogado junto. Alguém tem idéia de quanto dinheiro, quantos Reais por minuto NOSSOS, foram gastos naquilo ali ontem? Porque é a gente que paga para eles falarem, para eles pensarem, para eles, querendo ou não, dirigirem boa parte das nossas vidas. Datas não batem, nomes não batem. Quando ele olhava para a câmera e dizia: "Palocci, eu falei pra ti, não falei? Dirceu, eu falei pra ti, não falei?" Eu não sabia se desligava a TV, se ria, ou se aplaudia de pé, sozinho, o cara, porque como profissional da comunicação não tem como não fazer dele um ídolo. Ele é MUITO bom! Tenho certeza que não vai dar em nada isso... porque, mesmo sendo verdade, o bolo é pura cobertura e a cada vez que vejo o assunto ser exposto, me dou conta do quanto é fácil ficar brincando de Lego com a realidade moldada única e exclusivamente pela linguagem; desfazer de repente tudo que foi feito e que, na verdade, nunca existiu. Ou existiu e tanto faz porque o que existe de fato já ficou anos-luz de distância da verdade forjada pelos discursos, pela imprensa, pelas representações, o que dificulta muito uma investigação séria. Mas, quer saber, vou até dar meu tirinho analítico (furado, muito provavelmente), que eu sou apenas um Gejfin.

Há meses Tarso Genro deixou parte dos gaúchos de cabelo em pé aqui no Rio Grande quando deixou escapar que estava tramando com o Zambiasi (PTB) uma aliança para o governo do estado em 2006. E até ficaram de pé os pentelhos quando os rumores eram de que o radialista (olha os bons comunicadores de novo aí) seria o candidato a governador, enquanto o Tarso (PT), seria o vice. Ontem o Jefferson falou de toda a confusão que foi o apoio do PTB ao PT na Bahia, minado por um escândalo envolvendo os partidos - noticiado por Veja (oooh que surpresa!) - à época e em como o apoio à Marta em São Paulo foi o principal motivo para ele (Jefferson) não ter falado sobre mensalões antes. E que ele só resolveu falar tudo para a imprensa porque a "cúpula do governo" decidiu que queria implodir o PTB - "estava incomodando porque não queria participar do jogo sujo" - com a história dos Correios. Quem era o PTB nos governos Fernando Henrique? A cena política nacional era povoada só pelas beiradas por esse partido. Aqui no Rio Grande o PTB só é alguma coisa porque o Zambiasi é um fenômeno popular. É histórico na Assembléia Legislativa a entrada de deputados "a lá Enéias" só porque os votos do Homem-que-Consegue-Cadeiras-de-Rodas puxavam mais 15. PL e PTB acho que foram os dois partidos que mais ganharam na ocupação de espaços desde Lulalá 2002. Agora é hora de aproveitar, não? Por que continuar à sombra dessa benfeitoria do PT se já se está fortinho pra tentar ser mais dono da bola ou do campinho? E o PSDB? Desapareceu... O partido que mais sonha em ver o governo afundar de repente se desinteressou por tudo isso. E o que é o Jefferson bancando o herói salvador, dizendo que matou no peito tudo isso e vai encarar tudo de frente porque tem esse dever na defesa do partido?! Então é isso: tô jogando minhas fichas numa virada do PTB para o lado do PSDB até o início do ano que vem. A oposição mais ácida vai ficar a cargo do PFL sozinho. Enquanto isso, o PSDB vai passar a dar entrevistas dizendo que os poderes tem que investigar esses absurdos que o PT está fazendo, a sociedade e a imprensa tem que ficar de olhos bem abertos, mas que é preocupação deles também não esquecer de tocar o Brasil pra frente. O Jefferson é "o homem que teve a coragem de dar um basta na pilantragem". Um novo caçador de marajás? O PTB um partido renovado, revigorado... "venham todos!". PP e PL vão voltar para suas tocas escuras. Quem sabe até vir a se juntar com o PFL. o PT fica isolado. Lula então de um lado, na luta. Um candidato do PFL, com apoio do PP, pelo menos, na rebarba. E Geraldo Alckmin com um vice do PTB no outro lado do ringue. Lembrete de última hora: o PMDB. Ah... que diferença faz? O PMDB sempre vai estar no governo, não importa com quem e nem como começam as eleições, até o fim dos dias.

Engraçado também ontem era como o Jefferson dizia ser tudo um absurdo, mas sempre quando se dirigia a alguém fazia questão de reforçar que estimativa muito tal pessoa, respeitava, admirava etc. Incrível como ele é amigo de todo mundo. Quer dizer... nem tão incrível, já que o elemento beira os 25 anos de carreira por entre aqueles corredores.

E olha o tamanho que ficou essa porra de texto! Sim... fui contaminado. Acabei de reescrever mais uma vez palavras que não servem pra nada, sobre nada. É melhor começar tudo de novo. O texto? Não. O mundo. E agora, ó: 1, 2 e...

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Extra: pra lembrar que neste post tem mais do mesmo, só que com muito mais verdade.

Completando as últimas deliciosas estréias de junho da Verbeat Blogs, anuncio hoje o grande Zadig. Eu tô que não tenho mais palavras que possa usar para dizer que amo muito tudo isso. :)

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E na onda de novidades do mês, pois que a Verbeat já está ajeitando a bagunça que ficou o salão de festas, para mudar toda decoração e receber mais uma grande comemoração. Vivas! Vivas Vivas para a Ministra Olivia (sem acento)! Por quê? Ora, vai lá ver!

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E não é que o Micheal Jackson se safou mesmo?! Mas o que me assusta mesmo são aqueles fãs enlouquecidos tratando a decisão como se fosse a coisa mais linda que aconteceu no mundo. Definitivamente, odeio fanatismo. De qualquer tipo. O Michael Jackson não vale tudo isso.

A Crise A380

Na redação

Editor-chefe: -- A manchete vai ser "A maior crise do governo".
Repórter: -- Mas chefe, essa foi a outra, não?
Editor-chefe: -- Putz. É verdade. Mas se a gente escrever "crise" com maiúsculas?
Repórter: -- Já fizemos também.
Editor-chefe: -- Que tal então "O crisalhão do governo"?

[Entra trilha orquestrada muito triste]

Embaixo da escada

Thomas Jefferson: -- Baby, eu não agüento. Eu vou contar tudo. É muita pressão.
Fernando Bezerro: -- Deita aqui no meu colo. Fica assim não. A gente vai sair juntos dessa. Vamos pra Las Vegas casar.
Thomas Jefferson: -- Agora? Não, baby... Eu preciso comprar umas roupitchas. E minha calcinha tá furada. Vai dar azar. Vamos depois da CPI.
Fernando Bezerro: -- Tá bom, chuchuzinho.
Thomas Jefferson: -- Meu docinho de coco.

Enquanto isso alguns políticos fazem reuniões nos gabinetes

Aldo Rebolaelo: -- Luizinho, isso não é justo.
Luizinho: -- Aldo, faz parte da democracia. Daqui a pouco passa.
Zezinho: -- Tio, quero ir no parquinho.
Huguinho: -- Eu um PlayStation
Pato Donald: -- Esse mês tá ruim, piazada. Aquela grana extra não vai entrar.
Aldo Rebolaelo: -- Quanto foi o jogo ontem?

No gabinete-puxadinho

Enéias: -- Eu já sabia.
Enéias: -- Eu também. E o que vamos fazer?
Enéias: -- Vamos explodir tudo com a minha bomba atômica.
Enéias: -- Como 'sua', a bomba é minha! Tô com a barba coçando...
Enéias: -- Par...
Enéias: -- Ímpar...

E em mais um

Deputado do Peele 1: -- Eu aposto 4 evangélicos.
Deputado do Peele 2: -- Eu passo.
Deputado do Peele 3: -- Eu cubro e coloco um Garotinho.
Deputado do Peele 4: -- Ei.. você não pode colocar um Garotinho... ele nem é do partido.
Deputado do Peele 2: -- Vocês estão me desconcentrando.

Chega uma crupier gostosa só de avental

Crupier gostosa: -- Mais champagne, meninos?
Deputado do Peele 1: -- Vem cá, vem gracinha!
Deputado do Peele 3: -- Opa! Quer fazer o favor!
Crupier gostosa: -- Querem que eu ligue para minhas amigas?
Deputado do Peele 1: -- Eu cubro seu Garotinho. Mostra as cartas.
Deputado do Peele 3: -- Um four de Ás, paspalho.
Deputado do Peele 4: -- Mas... peraí! Eu tenho um ás aqui comigo. Tu robou, filhodaputa! Vai pro inferno!
Deputado do Peele 2: -- Shhh...
Deputado do Peele 1: -- Royal street flush! Ganhei, babacas! Agora liga pras tuas amigas, honey, que eu banco. Uhuu...

Na redação

Repórter: -- E existe "crisalhão"?
Editor-chefe: -- Acho que não. É feio né? E que tal "Uma crise como você nunca viu"?

Lula reúne a cúpula para avaliar crise

Marisa: -- ... então você põe creme de leite, mexe e daí só depois que leva ao fogo. Espera um pouquinho e vai adicionando a salsinha e o pimentão picados...
Paloccio: -- Não acha que tem filé demais aí Marisa?
Vice-presidente-empresário-bem-sucedido: -- Esqueci de pagar a porra da fatura do cartão. Agora os juros vão acabar comigo. Eu odeio juros.

Baco Carcellos encontra Jose Derseu no aeroporto de Lisboa

Baco: -- Ministro, uma palavrinha sobre a crise?
Jose: -- Pobrema, companheiro. Pobrema pracarai. Mas e quem nunca teve uma crise que atire a primeira pedra na oposição. Eu tô tranqüilo. Pobrema se resorve. Brabo mesmo é ter nascido com essa batata na boca.
Baco: -- O Sr. pretende se reunir com o presidente quando chegar ao Brasil?
Jose: -- A gente marcou um futebol.

Coletiva no diretório do PT

Genuíno: -- O PT é tudo! O PT não igual a você, a mim, a Deus. O PT é o PT, entende? Uma coisa assim meio louca, acima do Universo. Olha aqui minha tatuagem do PT...

[flash] [flash] [flash] [flash] [flash]

Tesoureiro Lipídio: -- Eu... rrrg... casa.. coelho... chouriço...
Genuíno: -- Se acalma. Toma isso.
Tesoureiro Lipídio: -- Uuuuouuu... Iche... tô me sentido outro. Liga aí câmera. Liga aí! Aviãozinho de R$50,00... Iooou! Aviãozinho de cem! Quem quer dinheiroooo? Quem quer cheque? Queria mostrar pra voxês aqui uma Luis Vitton que comprei ontem pra guardar dólares. Olha que luxo!
Genuíno: -- Meu deus... ele tá maluco. Vou passar uns bilhetes.

Genuíno e a mulher do tesoureiro passam bilhetes

Tesoureiro Lipídio: -- Cartinha da Creusa, de Boca do Leão, no Mato Grosso. Ela diz que adorou o programa, manda beijo pro presidente, acha o Genuíno um pedaço de mau caminho e pergunta: a Ciccarelli tem mesmo 6 dedos no pé? Querida Isalva, o PT não se rende!! A gente nunca comprou apoio político!!

E, enfim, a CPI é instalada

Pedro Simon&Garfunkel: -- Quanto você ganhou pra inventar o telefone, Jefferson?
Thomas Jefferson: -- O telefone não fui eu que inventei, sua anta!
Pedro Simon&Garfunkel: -- A lâmpada?
Thomas Jefferson: -- Ahhh! Eu não ganhei nada. Eu paguei. Eu fui enganado. Eu tenho provas. O mensalão existe!
Todos: -- Oooohhh
ACM Neto: -- Eu sabia. Isso é absurdo. Esse país precisa de ética. Vou ler aqui um trecho do livro do vovô "Ética e Idoneidade na Política"...
Aloísio Mercadoro: -- Ei! Mas esse texto eu recebi há meses num PPS!
Gejfin: -- Alguém troca uma de dez?
Fernando Henrique: -- Vinte e duas horas...tck... trinta e dois mintutos... tck... vinte segundos.
Deputados do PSDB: -- O que é isso?!
Deputados do PFL: -- Alguém pegou minha carteira.
Deputados do PTB, mais o Zambiasi: -- Foge Jefferson!
Sera, por telefone, para Sir Árthur Virgílio: O que é isso?!
Sir Árthur: -- Ô professor... foi mal aí. Tava programado na hora certa.
Sera, por VoIP: -- Seu imbecil. Agoro todos sabem que o ex-presidente aqui é um boneco. Como você foi fazer essa bobagem?
Sir Árthur: -- Desculpa... desculpa. É que dormi com ele hoje e esqueci de mudar. Chuif......
Sera, por telepatia: - Tá... não chora, verme. Diz que é culpa da Marta. Xau. Beijo.
Gejfin: -- Olha o vale. Valevalevalevaleeeê!
Severino: -- Eu quero!
Pedro Simon&Garfunkel: -- Pra quem era o mensalão?
Supla Pai: -- Eu protesto, meritíssimo! Não é correto usar "pra" num ambiente como esse. Meu professor de oratória foi muito claro.
Relator da CPI (desconhecido): -- Isso não é um júri, idiota.
Gejfin: -- Puxa-puxa, bala de goma, pastel, celular, AR-15, urânio enriquecido...
Thomas Jefferson: -- Que bom que eu não tenho mais estômago pra agüentar essa chatice.
Heloísa Helena, invadindo a CPI: -- Seus porcos imundos! Pensaram que iam me impedir de participar disso! [ela sobe na mesa] Eu vou ler agora umas palavras que escrevi para esse momento:

...........Se o Brasil
...........Se o Brasil
...........Fosse uma almofada cor-de-rosa de vinil
...........Saudades do PT eu tenho
...........Saudades, oh, saudades
...........E isso me mata
...........Viva a revolução!
...........Preciso cortar o cabelo
...........Meu coração é um tsunami dentro do peito
...........Eu quero ser eleita
...........Eu quero ser eleita
...........Voltar a ser criança
...........E ter esperança
...........Se o Brasil
...........Se o Brasil
...........Fosse uma caçapa de sinuca
...........Eu amo todos vocês

Todos, chorando: -- Lindo, senadora. Lindo!

Apagam as luzes. Entra o Wando com uma pizza meia chuchu com água benta, meia pamonha. Trancam a porta.

Deputados do PSDB: -- Mmmmm
Deputados do PFL: -- Mmmmm... ui....
Deputados do PT: -- Grrrr... au! au!
Todos, misturados: -- Auuuu!
Thomas Jefferson: -- Ai...
Todos: -- QUE FOOOI JEFFERSON!?
Thomas Jefferson: -- O Wando... logo hoje que eu vim sem calcinha.

Na redação

Editor chefe: -- Como é mesmo o nome daquele avião que é o maior do mundo?
Repórter: -- Aquele da Airbuzz?
Editor chefe: -- Isso!!!

#1

Lucinha nasceu num dia 12 de junho. No dia dos namorados. Quando criança, pouca diferença fazia. Só quando cresceu que viu como isso poderia ser a desgraça da sua vida. Organizava as festinhas e sempre uma parte dos amigos nunca aparecia - tinham outro programa. Com os seus namorados também era um problema, já que quando não era uma noite de jantar em família, o pobre coitado tinha que levar Lucinha bêbada para casa depois do porre que tomava comemorando a data maldita. Aos poucos ela, de saco cheio, resolveu que avisaria todos os pretendentes, antes, da condição faltante daquele futuro namoro. E pelo outro lado, das amizades, passou a se engajar, e muito, da dissolução dos relacionamentos de seus amigos assim que chegava junho. Que dúvida: começou a dar tudo errado, ser odiada, e ficar cada vez mais sozinha. Até que um dia conheceu o homem perfeito. Não pensou duas vezes, casou com o americano e foram embora para o estrangeiro. Infeliz ironia do destino. Você não vai acreditar se eu disser em que dia ele inventou de nascer nos Estados Unidos...

~ o ~

Bom, os outros ficam para o ano que vem.


Bom fim de semana e muito(a) ____________.
Preencha conforme seus status amoroso. ;)

Mas enquanto não, fico aqui querendo fazer um post sumpimpa na sexta-feira pré-finde dos namorados e... nada. Me sugam, esses porcos. Grak! Grak!

~ o ~

O Fenômeno

O cara disse que ia começar só na segunda. Marketing? Vai saber... mas funcionou. Luiz Biajoni já tem a maior bilheteria de pré-estréia da história da blogosfera brasileira. Verbeat, que contratou mais seguranças para tentar controlar as tietes, dá as boas-vindas ao mais novo condômino. Sinta-se em casa e agora dá licença que também vou lá participar da festinha... uhuuuu!

~ o ~

Esse ano, diferente de muitos últimos, terei um Dia dos Namorados de solteiro. Eita que tô achando isso porreta, na verdade. O que vou me dar de presente? Rá rá rá...

~ o ~

Aliás, falando nisso, lugar de relacionamentos recentemente abalados, Brasília deverá ter um melancólico Dia dos Namorados.

Tomara que tenhas sonhado com desejos. Depois me conta. Eu tive insônia. E eu nunca tenho insônia. Tomara que no sonho tenhas andado de roda gigante, sem medo, e tenha sido bom e que tenhas desejado ir mais uma vez. E que a primeira tenha sido ao amanhecer e a outra no pôr-do-sol e assim para ter visto tudo lá de cima pelo encontro e reencontro, pela idealização e pela melancolia, pelo acaso e pela coincidência e por todas as coisas que unem o que parecia ser diferente, também. Depois me conta.

Tomara que tenhas sonhado com alguns mistérios e tenhas te dedicado a eles. E tenhas acordado e olhado para algumas coisas como se fosse a primeira vez que as tivesse olhando. Tomara que tenhas imaginado como é ser aquela caixinha mergulhada no mar e inundada por ele. Tomara que no sonho, quem sabe, tenhas experimentado se desfazer do que separa. E que tenhas gostado. Depois me conta.

Tomara que tenhas sonhado com um lugar onde se precise pouco, se deseje menos, mas que se queira muito. E que tenha uma divisão de tempo em momentos cuja duração é definida no percorrer dele, nunca antes. E que tenhas acordado querendo muito muitas coisas. Depois me conta.

Tomara que se estiver lá, encontres. E se tiver mesmo uma chave, que a experimentes à vontade. E se tiver mesmo um poema, que o coleciones. E se tiver mesmo um pó mágico, que guardes para usar na hora certa. Depois me conta.

Tomara que tenhas visto isto. Mas não me conta não! Fico eu imaginando sem saber. Não tendo certeza. Terminando com reticências, quantas vezes for...

Entrevista

Escrita falhando... bzzt.. bzt* Boa hora para republicar alguma coisa. Como isso:


{vinheta de abertura}

E aí! Esta é Carla. [Porra, vem cá, mulher, tá no ar!] Ela é mãe, casada, mas é puta. Vamos conhecer um pouquinho de sua hitória. Carla, fala para a gente como é essa vida dupla, de vagabunda e mãe de família.

- Tendo a agenda bem organizada, não tem problema. Aposto que tenho mais tempo que muita dondoca para cuidar das minhas crianças.

Quantas são?

- Três. Essa é a Lídia. Linda né?! O Deivison e a Letícia estão no colégio.

E como o teu marido lida com isso? Tipo, tu fode o dia inteiro com um monte de caras nojentos. Ele aceita na boa? Os amigos não tiram sarro do jeito que ele é corno. [Oi Lídia. Diz oi para o titio, diz.]

- Ah. É assim e pronto. O patrão explora ele o dia inteiro. Acho que banca o otário. Eu que boto dinheiro em casa. A vida não deu oportunidade. Ele entende. Se não entender é só ir embora. E os amigos que vão para o inferno. Ele que sabe.

Posso falar com ele? Tá aí?

- Não. Foi na padaria.

São duas filhas. Tu não acha que é um mau exemplo? O que tu diz quando elas perguntam o que a mamãe faz?

- A pequenina não entende as coisas ainda. Com a Letícia eu converso às vezes. É um trabalho como outro qualquer. Tô de saco cheio de as pessoas perguntarem. Fodam-se todos! Acham que eu devia estar roubando?

Ei. Eu adoro putas! Vamos falar do trabalho então. Que tipo de programa tu faz? Vai dizer... que oportunidade agora, tu tá ganhando uma baita publicidade de graça, aproveita. [Menininha, vê se estuda pra não ser puta como a mamãe.]

- Não gosto de dar o rabo, mas o cliente é quem manda. Se o cara não for chinelo, tiver grana, até invento umas coisas diferentes. Quer saber? Confio no meu talento. Ninguém nunca reclamou, pelo contrário, tudo que é cliente volta. Até as mulheres.

Tu se acha gostosa?

- Claro. Me cuido, e quando sobra dinheiro também dou umas reparadas. Afinal, é investimento no negócio. Olha só esses peitos.

Posso tocar?

- Lídia, vai pro quarto! [...] Tá, toca.

Quanto é?

- Varia... depende do dia, do lugar e da cara do...

Não. Quero te comer. Quanto é? Agora, pra mim. Quero te chupar até de manhã. Deixa eu só encerrar essa bosta.

I'm Hank, Bukowski, and I am the Correspondent For One Day, to Fantástico. OK... Now, give me back my fucking beer, shit producer! Give me back! Fuck you! Get out! Leave me alone with her... my little sweet girl... mmm.

{vinheta de fechamento}

No BoingBoing:

"Brazil is wiring up its favelas (shantytowns) using free software and recycled hardware, turning GNU/Linux into a serious force for sustainable development. Bill Gates is so freaked out by this that he's tried, unsuccessfully, to book a meeting with the President of Brazil, who turned him down. BRRRRRAAAAZZIIIILLLL!"

30°C em Porto Alegre. Inverno? Alguém esqueceu de ligar a chave.

~ o ~

Um domingo confuso. Sonhei que acordava e ligava para os amigos querendo saber sobre como acabou a noite. Me dou conta de que estava dormindo ainda. Pra quê? Levantei correndo e comecei a ligar para os meus amigos querendo saber sobre como acabou a noite.

~ o ~

Que inferno. Jogaço do Brasil mesmo. Agora... precisava a ZH fazer uma chamada no jornal de hoje na cobertura do jogo assim: "Uma volta pelos lugares de R$500,00"? Blé...

Para Poucos

Neste domingo, aqui em Porto Alegre, o Brasil joga contra o Paraguai. Alguém duvida que vai ser um jogão? Eu não. Por isso queria estar lá. Já me mordo de raiva quando lembro que perdi o Brasil X Argentina. Queria mas não vou. Porque sou apenas um Gejfin. O Inter reformou todo o Gigante da Beira-Rio para esse jogo. O estádio está lindo, as ruas já estão se enchendo daqueles ambulantes vendendo bandeiras. A NIKE desde semana passada publica anúncio (acho que dia sim, dia não) na ZH das camisas comemorativas. Uma festa. Mas para ver de fora. Não sei a proporção exata (e não vou me dar ao trabalho de procurar) mas a imensa maioria dos lugares no estádio já estava ocupada há meses, na mão da CBF e de patrocinadores. Os da CBF são para "amigos", os das empresas são para promoções absurdas como a da VIVO, que faz tu comprares um celular para poder ganhar um ingresso (sou cliente deles à quase dez anos e nada disso vale pra mim). Nem todos os ingressos foram raptados, é verdade, deixaram alguns cantinhos (boa parte da geral) para os mortais. Mas desde que sejam mortais com bastente dinheiro. O ingresso mais barato é R$50,00. Cinqüenta Reais! Não que não seja um show que valha o preço, mas acho um absurdo. Como se sente aquele brasileiro que é seduzido pelo Idiota-Galvão-Bueno em toda transmissão dos jogos da seleção? O cara é instigado a morrer de amor por futebol e por ter como objeto máximo dessa adoração a seleção. É embalado a fazer de um time e de um esporte, uma extensão de todas suas idealizações. Por ali ele deve ser brasileiro, mais que por qualquer outro meio. Ele deve torcer como se torcesse pela vitória de sua própria vida. O Brasil, a seleção, os ídolos, tudo isso... e então ele é barrado na festa. Humilhado. Descartável. O espetáculo não é para ele quando não convém. E "ele" é o universo de pessoas que não podem estar lá, que não têm permissão porque não são importantes, ou bons clientes, ou bem relacionadas, ou abonadas. 70%, talvez 80% das pessoas estejam nesse grupo, percentual que, numa triste coincidência, deve corresponder aos lugares que foram tomados para que a fatia que fica nos 20% do topo da pirâmide aproveite confortavelmente e, pior, às custas dos outros 80% que vão ver o jogo pela TV. Não é para isso ser a maior tragédia da história, mas a semente da revolta vem de pensar que mudando alguns sujeitos e objetos é apenas uma perfeita ilustração do que acontece todos dias num país que é especialista em exercitar o extermínio na dignidade humana, a manutenção dos abismos sociais e a produção em massa desse tipo de violência psicossocial (sei lá se existe essa expressão). E que no fim o conjunto é tratado com aquele sarcástico "deixa disso", afinal o que importa mesmo é ter orgulho de ser único pentacampeão do mundo e cala a boca que a bola vai rolar, bando de vagabundos.

~ o ~

Bom fim de semana. E, apesar dos pesares, um bom jogo (na TV).

~ o ~

Extra: Já está no ar CACO ISHAK. Passem lá!

Vuuupt

~> Parabéns! Parabéns! Comora-se hoje os aniversários de dois grandes amigos: Afonso, o Chato e Aninha. Tudo de bom pra vocês! :)

~> Tá ficando muito chique esse condôminio! Nos próximos dias estréiam por aqui Caco Ishak, Zadig e Biajoni! Como Síndico devo dizer que não fazer barulho depois das dez dá brotoejas nas dobras.

Depois da viagem que fiz a todas as partes ontem (que não só o Universo), estabilizo hoje a dois centímetros do chão.

~ o ~

- Baby, you are gonna miss that plane.
- I know.

Definitivamente muita coisa ali não podia ter sido dita pra mim, muito menos onde foram ditas. Não pode, entendeu? Simplesmente não pode. Modo escritor ligado hoje, e no máximo.

~ o ~

O único comentário sobre a realidade que desfio é que já dá para subir a plaquinha do "eu já sabia" para isso que aconteceu ontem. Ainda não é a decisão definitiva, mas como disse lá atrás, as chances, só para variar, de dar em nada sempre foram maiores. 2006 e os Garotinhos vêm aí de novo. Isso sim parece ficção. Mas é de verdade, porque, ora, porque é Brasil.

~ o ~

Mas já saio rapidinho da política. Fico mais um pouquinho no lugar. Saudades do Rio de Janeiro! E a Jojo não pode mandar mensagem de aniversário dizendo o que disse. Queres resposta?

(resposta automática)

Leandro Gejfinbein viajou para o Rio de Janeiro. Das praias no plural, foi humilde, escolhendo abrir mão do "s" para ficar só ali pelo Leme mesmo, que achou ótimo. Não volta. Recados devem ser enviados por pombo-correio.

Atenciosamente,

;)

~ o ~

Fiquei. Olho para os lados e é mesmo Porto Alegre. E Porto Alegre típica, numa semana de primavera no meio de outono. Semana que vem será o quê? Aguardemos.

~ o ~

O que quero mais hoje? Sair do trabalho correndo para encontrar Melinda e Melinda.

~ o ~

Amanhã já é sexta. Que rápido. Embora amanhã seja longe pra caramba.

Estou vendo a vida toda passar diante dos meus olhos. E não é a minha.

Às vezes eu queria ter nascido Lego.

- Quem é Gejfin?
- Tu, infeliz. Acorda logo.
- Não me xinga.
- Não tô xingando. Acorda.
- Onde eu tô?
- No planeta Zim.
- Tá... tá... também não precisa ficar me avacalhando.
- Ei, mas esse *É* o planeta Zim, Gejfin! Não acredito que tu não lembra de nada...
- Claro que não.
- Mas então acorda de uma vez. Tu precisa tomar um banho antes de ir para o laboratório.
- Não.. peraí. Eu preciso é trabalhar. Que horas são?
- Gejfin, tu nunca mais vai precisar trabalhar.
- Tu tá maluco. Sai fora. Cadê meu celular? Quero ver as horas...
- Hahahaha
- Que foi?
- Tu não lembra mesmo, né?
- E do que exatamente eu deveria lembrar?
- Do número.
- Deixa eu ver.
- De jeito nenhum. Só no laboratório. Ou nem lá. O telefone já foi para a reconfiguração.
- Eu acho que vou é dormir de novo.
- Experimenta pra tu ver só... não vou te contar quem vem para o jantar.
- Quem, meu deus?
- Chuta.
- ... Ela?
- É teu presente de aniversário.
- Onde fica mesmo o laborátorio?
- Por ali. Te encontro em 20min.
- Ok. Mas posso tomar um Engov antes?
- Mais um?!
- Tomei já? Quantos?
- Todos, Gejfin, todos. Te mexe de um vez.
- Não... não fala isso.
- O quê?
- "Se mexer". Já fico imaginando ela chegando.
- Puta que pariu... Ok. Tu ganhou. Volta a dormir. De tarde passo aqui de novo.
- Me traz um Engov quando voltar?

~ o ~

Gejfin bebe suco de zim de pêra.
Mas na falta tem que substituir.