Um Dia de Progaganda de
Um Dia de Progaganda de Margarina (ou quase isso)
Tem sido raro acordar, ligar rádio, ver jornal, e receber boas notícias. Hoje foi um desses dias. Tirando, claro, que "acordar", e cedo, já é começar mal. Mas vamos lá...
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Começou com o anúncio de que o Charlie Brown Jr. vai acabar. Se tem uma banda que podia já há horas ter sofrido um desastre, do tipo todos comerem uma salada de tremoço estragada e ficarem de gaganeira até as trombetas do fim dos tempos tocarem, essa banda é o Charlie Brown Jr.. Mas se nem todos gostessem de tremoço, ficaria contente se só o Chorão comesse. Claro que ele é o pivô da separação. "Se atacou dos nelvo" e quer dar um tempo na relação. Mas como nada é perfeito, disse ele que vai agora lançar um trabalho solo. Assim, meu projeto da salada de tremoço não será engavetado. É... também pode ser só mais uma manobra promocional. Daqui a um ano eles voltam, vão no Faustão se abraçar e lançam um CD-gravado-ao-vivo-na-banheira que vende 2 milhões de cópias.
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A segunda notícia é que o jagunço promovido a coronel, Severino, e seu "baixo clero" viram afundar, por hora, o projeto de aumentar seus prórpios salários. Foi um movimento do "alto clero", que é um pouquiho mais espiado em relação à opinião pública. Óbvio que o naufrágio deve ser só imersão temporária e, quando a imprensa estiver preocupada, daqui a alguns meses, com outra coisa qualquer (como a CD solo do Chorão), eles vão lá, aprovam, e ninguém vê nada.
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Acho que é uma série, chamada "Mulheres, a Nova Geração", da ZH - Segundo Caderno -, que tem a ver com o dia 8, o Dia Internacional delas, as Mulheres. Na largada de hoje, a entrevistada foi a Carol Bensimon, de textos ótimos, bandeirinha fincada na blogosfera e parceira deste sujeito que vos fala, mais Tiagón, Ana, Júlia e Karine no já extinto Poetikaos. Para quem leu ou for ler a matéria fica um adendo que, felizmente, a Carol é MUITO mais do que a Mariane Scholze despejou por lá, num texto e numa mini-entrevista que beiram a mediocridade. Em uma passagem que não está na Internet, a jornalista diz que blogs, hoje, são um estágio obrigatório para escritores. (Ei! Ei! Blog/Internet não é etapa de aprimoramento para se chegar a livro impresso!). Já na entrevista propriamente dita, depois de perguntar "Você já é quem queria ser quando crescesse?" e ter como apropriada resposta da Carol "Não. Nunca tive muito esses sonhos de "o que vou ser" quando pequena.", para fechar a pergunta foi "Onde você poderá ser vista daqui a 10 anos?" (Ahhh!) E a resposta, óbvio, não podia ser outra: "Ai, meu deus... Não imagino nada daqui a 10 anos. Não tem como saber nem daqui a uma semana, e isso é uma coisa que me angustia um pouco. Tenho um certo complexo de Peter Pan. Acho melhor não criar expectativas."
Não, Carol, não um "complexo", uma patologia. Fica tranqüila. É simplesmente ser líquido, como muitos e muitos de nós somos hoje, tirando tua entrevistadora, e o Severino. Não, ele definitivamente não é líquido.
é. algumas distorções e muito do interessante cortado.
eu já previa.
e obrigada pelas elogiosas palavras, menino. :)
Meu pai era um cara dado a frases (vide comentário em Tiagón) lapidares. Uma delas:
Às vezes, a boa notícia está no obituário.
Abraço.
Já tinha lido no Offset sobre a reportagem, e a Carol até elogiou a técnica da moça em anotar no bloco sem tirar os olhos dela.
E a repórter fez tudo isso mesmo??? Vou ler a matéria agora, enquanto como meu Cup Noodles de tremoço.
Cara, tu não sabe o quanto eu vou ficar FELIZ quando a gente demolir com toda essa idiotice acerca dos blogs.
Convidemos o Chorão para tocar conosco na Verbeat'n'bass'n'drum'n'rock'n'roll Band dos Cristos dos Últimos Dias. Posso depois lançar o CD pela FREAK Records.