agosto 2004 Archives

Estreiamos nova casa! Espero que vocês gostem. Essa internet é mesmo estranha, quando faz com que troquemos de casa, mantendo o mesmo endereço. Prático isso. Tudo por aqui é mais rápido agora.

E aos poucos também, agora que a morada nova oferece muito mais qualidade de vida virtual, começaremos em breve a lançar aí no cyberespaço outras idéias.

Verbeat... Verbeat...

Do Lado Esquerdo

Sextavados são os dedos em ferida de Gracindo, aquele velho sujo, cego, surdo que goteja saliva na esquina da Paris com a Frederico Lima. No andar de cima, mora Gerusa. Uma triste gorda que distribui chocolate suíço aos garotos que vê treparem nos brinquedos na pracinha para que trepem depois nas suas gorduras. O descaso da vida: Tudo acontece pouco depois do meio-dia. No céu, o sol brilha. Menos para Maria, que se chegar a palmos de pensar em abrir a persiana leva outra pancada do marido, Lúcio, barbeiro bêbado, de olhos injetados, que almoça todos os dias sentado na calçada seu bife à parmegiana. Feliz no bairro, só mesmo Claudinha, que não importando ser madrugada ou dia, está sempre com o corpo coberto de suor por ter amado várias vezes vários homens sem nome como se fosse sua primeira ou última vez na vida.

Poetikaos: foi bom. Foi ótimo. Foi um espetáculo! Claro, era a estréia, mal terminou e já fomos lá discutir o que temos para melhorar. Mas o importante foi ver as pessoas atentas, as pessoas rindo, as pessoas angustiadas. Sentindo os textos. O que não podem as palavras? O que não podem?!

* * *

Tenho estado com um pouco de saudades de mim mesmo.
Mas é assim às vezes.

* * *

Dia 15 de setembro lá estamos nós outra vez. Recitando, conversando, contando histórias, nos divertindo. Não deixem de nos visitar. E de participar.

* * *

Sempre fui fragmentado. Problema é perder os pedaços.

* * *

Vida longa a nós, ao Poetikaos!

Ele Ela
ou vice-versa

Olha que jinga
Que graça
Que balanço
Que traços
E que fogo no rabo.
Dançando daquele jeito.
Só falta a faixa:
"Tô pronta para o abate."

E ela vai passar do meu lado.

- Tens um cigarro?
Tenho um caralho.
- Seu grosso! Otário!
E carro importado.
- Que senso de humor refinado...
E uma cobertura no melhor bairro.
- Oi. Meu nome é Luana.
E campagne no quarto.
- Minhas amigas sumiram, que pecado...
E não sou do estado. Estou a trabalho.
- Logo vi o charme do sotaque arrastado.
Cheguei de Búzios, de helicóptero.
- Não quer dar uma volta? Aqui está abafado.
Ando tão cansado...
- Cozinho, lavo, passo.
Sou casado.
- Me adapto fácil.
Não querias o cigarro?
- Prefiro ficar com o caralho.
Pensei que tinha sido indelicado.
- Pensou errado.
Quer uma bebida?
- E perder de sair daqui rápido?
Mas achei que tinha visto você recém entrado.
- Assim lembro onde fica a porta. Vamos?
Vamos. Mas só tenho até às quatro.
- Estou sem nada por baixo.
Pena. Acho lingeries o máximo.
- Sempre trago na bolsa. Vou até o banheiro e coloco.
Estarei te esperando. Dá teu cartão que eu pago.
- Voltei. Estou pronta. Louca para tirar de novo.
Ah... essa música eu adoro.
- Dá toda hora no rádio. Escutamos no carro.
Desculpe o plástico dos bancos. É desconfortável. Mas peguei ontem na concessionária esse BMW.
- Que nda... Esse barulhinho me deixa excitada.
Ah é? Tá molhada? mas eu ainda nem...
- Encharcada. Falta muito?
Depois daquela parada. Esta vendo o prédio azul clarinho?
- Vendo, mas não tô acreditando.
Achou feio?
- Acho que te amo.
Só esse elevador social que é meio barulhento.
- Sou eu, gemendo.
Então bem-vinda e desculpa a bagunça.
- Tô me sentindo em casa. Onde fica a hidromassagem?
Na minha suíte, subindo as escadas.
- Então vou indo. Sexo na hidro é tudo. Vou te levar a loucura.
É que eu estava pensando na sacada aqui da sala.
- Ótima idéia. A vista, a brisa. Te espero rebolando apoiada do pára-peito.
Ali porque fica a piscina. Se você não se importa...
- Não. A água gelada me deixa todinha arrepiada.
É térmica.
- Estava mesmo um pouco resfriada.
E a champagne, taça longa ou curta?
- Traz a garrafa.
E você também deve estar com fome...
- Nunca como nada essa hora.
Tudo bem. Deixamos os morangos para outra hora.
- Uma caixa só não chega.
Um brinde! A nós!
- Tim-tim. Mas agora vamos tirar essa gravata.
Essa lingerie em você ficou mesmo divina.
- Posso desfilar e depois fazer um striptease.
Tinha pensando em arrancar a dentada.
- Visto de novo.
Não sei se agüento. Esses peitos enormes...
- Soutien incomoda. Pronto. Toca...
Antes, vira de costas. Quero te ver abaixar...
- Claro. Tenho bom fôlego embaixo d´água.
... a calcinha.
- Sabia. Brincadeirinha. É que estou um pouco ansiosa.
Quer parar?
- De conversar? Agora!
Opa! Esqueci a camisinha.
- Coincidência.... Eu de tomar a pílula.
E você não acha arriscado?
- Quero que nosso filho tenha os teus olhos.
Mas ele nunca vai conhecer o pai. Você não acha triste?
- Triste era minha vida até eu passar do teu lado.
E agora?
- Cala a boca e vem cá, seu desgraçado.
Humm... gosto mais de mulher mandada.
- Gostava.
[Nhammm! Splash! Tsss... Fsk... Fsk... Fsk... ...]
Tá bom. Go.. s... taaa.. va.

Rápidas, curtas e diretas sobre marketing...

Shampoo (ou xampu, para os de casa) e condicionadores são dos produtos mais difíceis de comprar. Isso todo mundo já sabe. Dada as aplicações: cabelos secos ou danificados por escova; normais que ficam oleosos ao longo do dia; expostos a duras condições, como piscina, sol etc... e por aí vai. Não existe mais, como era antigamente, aquela barbada de normal; seco; oleoso. Hoje a vida é mais complicada. Mas superando este primeiro obstáculo, vem todas as "vantagens" da fórmula, como pró-vitamina B5 combinada com extrato de girassol; ou ceramidas e silicone com um toque suave de essência de algas marinhas etc. Então peguei uma embalagem que dizia "NOVO - com exlcusiva Matéria Essencial" assim mesmo com maiúsculas. -- Como assim? -- pensei. Virei para ler o que dizia atrás, se explicava o que era a tal óbvia e misteriosa "Matéria Essencial". Só piorou. Insistem que a fórmula é revolucionária, pois contém o tal ingrediente. E que ele deixa -- mesmo, agora é pra valer -- os cabelos com brilho, volume e outras palavras comuns que esqueci. Mas o final do texto reservou mais uma surpresa. Destacado em "bold" a frase: "Comprovado por testes. Em x semanas seu cacelo terá mais Matéria Essencial." (!?) Devolvi o troço para a prateleira. Achei um que dizia "cabelos mistos". Pelo menos diziam nada com menos caracteres. Não li atrás. Peguei e fui para o caixa. Correndo.

Ok. Eram duas.

Na saída do supermercado, num dos corredores do shopping, um estande de uma empresa que fabrica e comercializa colchonetes massageadores. Inclusive, tem uns divãs onde se pode testar o produto. Na demarcação do espaço a eles concedido, uma placa enorme anuncia. "Indicado para dores em geral." (!?)

Política e o Brasil do Tudo ou Nada
ou O Irresponsável Teatro da Imprensa a Serviço da Política

Definiu o presidente Lula sobre as informações que correm na imprensa: "denuncismo". Essa expressão não existe, mas sou solidário à opinião.

Esta sendo mais uma vez algo que pouco merece comentários essa nova investida de setores e instituições contra todos, a favor de si, ou de "sis" que pouco conseguimos identitifcar de forma clara.

A semana está recheada de notícias "bombásticas", não segundo a opnião pública, mas segundo aqueles próprios que noticiam, o que é engraçado. Notícias com "denúncias" e "descobertas" que, "coincidentemente", vêm à tona dia antes e dia depois do primeiro debate entre candidatos a prefeito, com destaque para a disputa mais representativa do país, a da prefeitura de S. Paulo, "curiosamente" governada hoje pelo partido do governo, vítima das tais bombas "denuncistas" de que estmaos falando. Mas claro, são só coincidências.

Coincidências com o formato de ventilação de escândalos maquiados e oportunos semelhantes aos que vimos recentemente nas eleições de 2002, capitaneados, entre outros, pelo PSDB, partido que, coincidentemente, também é o adversário de Martha em SP. Opa! E não que não é só o mesmo partido, mas o mesmo candidato! Tsc... tsc... tsc. É incrível como a estratégia se repete. Mas pior mesmo é que só se repete porque existe ainda uma forte garantia de suporte, de sucesso. Esses continuam com bala na agulha (lê-se bons aliados) para sustentar o teatro. E por aliados, não posso deixar de relacionar, só podem estar algumas empresas como a dona da revista ISTO É, a Editora Três. Mas isso, dizem, faz parte do jogo político.

Mas vamos aos fatos:

Hoje a revista Isto É publicou e alavancou mais um super "furo-escândalo". É de novo sobre Meirelles, o presidente do Banco Central do Brasil. Foi o Cristo escolhido da vez. Engraçado mesmo é resgatar a história. Há poucos anos as mesmas revistas que hoje ajudam a querer derrubá-lo estampavam sua foto com outros títulos. Meirelles era considerado o executivo modelo do Brasil. O homem, corporativo, dono de uma das carreiras mais invejáveis. Era o guru do empresariado nacional. Respeitado nesta posição de tal forma, pelo que fez e era, como nunca nenhum outro executivo foi. Mas é passado, não é mesmo? No Brasil isso nunca importou. Voltamos ao presente.

A bola da vez é sobre um sítio (na verdade parte de um sítio), no interior fluminanse, que Meirelles adquiriu em 1989. Repito: 1989. E passou para o seu nome em 1998. Até aí nada de especial. O ponto escandalizado é que, segundo a receita, essa tal propriedade foi declarada como valendo R$1,00. E só doações podem ser declaradas com valor simbólico. Mas está lá registrado no cartório do município que existiu uma transação, mas a compra foi mesmo simbólica e o sítio foi vendido por um advogado aposentado para Meirelles por algo como R$0,01. E então começa a brincadeira de palavras. A revista procurou técnicos para conseguir uma declaração de quanto vale realmente a propriedade. A manchete do Terra (hospeda o site da IstoÉ) fala em R$220 mil. Já é o primeiro absurdo. Lendo a matéria da própria IstoÉ, lá está que esse valor corresponde à toda propriedade do tal advogado. Só que a parte comprada por Meirelles é 7%. (Tem uma inverdade estampada na capa do Terra, mentira mesmo). Mas seguimos. Foram atrás do tal advogado que disse que na verdade não vale o registro do cartório, e ele afirmou que vendeu por o equivalente a R$ 14 mil. "Afirmou" de boca para a reportagem da Isto É, mas não conseguiu provar. Agora pergunto: por que, diabos, um dos maiores executivos do Brasil, iria cometer irregularidades por R$14.000,00, que não devia ser, já na época, metade do seu salário mensal? E, o que isso tem a ver com a competência dele ou legitimidade dele para fazer parte do governo e estar à frente no banco Central? O que uma coisa tem a ver com a outra?! Nada provado. Nada fazendo sentido. Será que só eu acho demais descarada essa tentativa de plantar inverdades até que se tornem verdades de mentira?!

Pois vamos a outra denúcia.

A mesma revista disse que "descobriu" que Meirelles movimentou em 2002 a quantia de US$50.000,00 entre contas nos USA, onde a conta de entrada do dinheiro pertenceria a um dos tais doleiros investigados na CPI do Banestado. E, mais uma vez o que eles acham "absurdo" é que simplesmente essa conta, tanto a original, quanto a outra, não constam na declaração da receita.

O que a imprensa não tem interesse em mostrar ou discutir sobre isso:

Se foi uma movimentação entre contas americanas, esse dinheiro estava lá. Claro. Nessa época era lá que ele morava, presidindo o BankBoston. E, mais uma vez, esse valor devia corresponder, quando muito, a uma metade do que ele recebia mensalmente pelo cargo que ocupava. Nessa época ele prestava contas ao fisco americano, não brasileiro. Essa tal transação foi uma transferência de dinheiro, dinheiro dele, ganho lá e declarado lá. Não consigo ver onde está o problema. E, é só alguém ler com calma tudo que vai chegar a mesma conclusão: onde está a irregularidade? Qual a gravidade? Estão tentanto nos fazer acreditar em algo que não existe.

Pensem: Henrique Meirelles tem um patrimônio avaliado em mais de R$100 milhões de Reais. Nunca teve qualquer problema com a receita tanto brasileira quanto americana. Desse patrimônio, o sítio que, segundo a revista, é motivo para que ele peça demissão do BC, representa 0,04%, em valores corrigidos, da sua fortuna. E a transação (aproximadamente R$150.000,00) corresponde a 0,15%. Repito: 0,04 e 0,15! Um homem que é exemplo de competência e seriedade, respeitado, que possui e declara uma fortuna fora do comum, para que diabos ele ia sujar as mãos por nem meio porcento, na soma, do que possui?! Isso faz sentido?! Mas vou ainda além. Mesmo que sejam irregularidades, que tipo são? Qual critério a imprensa tem para julgar que alguém deve ou não fazer mais parte do governo, que é ou não honesto etc? Mesmo que tenha havido alguma irregularidade, essas transações foram feitas com dinheiro dele! Dele! Não houve roubo, desvio. E, se 40.000,00 é muito para alguém como nós, o que é isso no meio de uma declaração de bens que chega aos 100.000.000,00?!

Claro. Se mudarmos agora a pergunta: qual interesse tem uma empresa em tentar plantar essa trama com a desculpa de estar "trazendo a verdade para os brasileiros"?! Pois essa pergunta eu também me faço. A quem interessa?

Os dados sobre a transferência foram encontrados em um CD com mais de 700.000 informações sobre transações feitas no exterior, fornecido pela justiça americana. Encontram UMA, entre 700.000! Agora vai me dizer que isso é trabalho de jornalista?! Imagina só se uma revista como a IstoÉ, por ela mesma, teria poder sozinha de movimentar uma equipe a pesquisar sem mais nem menos 700.000 linhas de informações em um CD que, até segunda ordem, deveria ser restrito à justiça - ou seja, precisou ainda de algum dinheiro para corromper pessoas. Faria isso só "para mostrar a verdade aos brasileiros", pela "transparância"? Ora... como diz o poeta: deixem-me em paz, eu nasci ontem demais!

Bom, lendo e relendo eu concluo, pelo menos por enquanto, que não tem nada de irregular aí no meio. Ou pelo menos nada que seja tão grave que justifique o alarde ou, em qualquer hipótese, o afastamento de Meirelles do cargo ou a confiança no governo. Mas sabem qual era o texto de capa da IstoÉ que publicou as primeiras denúcias? Tem uma foto dele sorrindo e diz assim: "O que ele não explica - Henrique Meirelles, até o fechamento desta edição, presidente do banco Central do Brasil." (!!) O que é isso? Jornalismo?! Quem eles pensam que são? Como pode um país do tamanho do nosso, na era da informação, ainda dar espaço para esses absurdos?

Durate os anos de FHC foram incontáveis as barbaridades que apareceram... barbaridades, daí sim, sérias, roubo, milhões desviados da administração pública, compra de votos etc. Desvios de 1, 2, 10, 30 MILHÕES de Reais. Mas não abalaram. Era só um detalhe. E era roubo. Agora fazem um escândalo como nunca fizeram em qualquer irregurlaridade descoberta em anos anteriores por algo sem cabimento. Que relação tem um homem, então empregado fora do Brasil, fazer uma transferência de dinheiro que corresponde a 0,15% do seu patrimônio, com querer dizer que o Brasil, nas mãos do PT, corre perigo? O que tem a ver? Fico assustado é de pensar que talvez as pessoas só leiam manchetes e não se esforcem para tentar relacionar informações, entender e pensar sobre o que lêem. Eu, pelo menos, não consegui entender até agora um milímetro sequer que explique, do ponto de vista não político, não eleitoral, tamanha movimentação, tamanho teatro.

Pelo menos uma coisa é certa, e me deixa mais tranqüilo: se toda essa energia é gasta para maquiar e potencializar coisas sem sentido, com objetivos políticos, significa também que a munição desta gente, deste Brasil de velhos políticos e, por que não dizer, atuais perdedores, está acabando. Pois se existisse coisa "séria" mesmo a ser mostrada e dita que possa arranhar um governo que, comparado aos últimos anos e a todo medo que tinham dele, está excelente, já teriam usado. Se isso não aconteceu, substituído por esta palhaçada, é porque acabam-se as balas. E, nessa hora desesperada, é que sempre se fazem as maiores merdas. Pois ficarei esperando. E torcendo para que esse lixo humano, da política servindo só ao bem individual, ao poder pelo poder, ainda continue por muito tempo mais vivendo a histórica derrota que obteve em novembro de 2002.

Ou ainda, na pior das hipóteses, mesmo fazendo de conta que sou um ignorante e que o escândalo montado sim é motivo para colocar em cheque um cargo e uma estratégia, arrisco continuar tendo a última palavra e digo: quem mandou também o PT confiar em um homem que se elegeu deputado pelo PSDB!

Daqui de Porto Alegre, fico agora torcendo, entre outras coisas, pela reeleição da Martha.

Como vou amadurecendo aos poucos minha convicção, mesmo que prematura, de que quero Lula de novo em 2006.

E morte ao PSDB e ao jornalismo criminoso.

Hoje amanheci assim...
Meio ontem,
Meio amanhã,
Menos hoje.

Assim...
Amanheci
Meio noite,
Meio se pondo,
Meio fim do expediente.

Amanheci hoje
Meio desacordando
Meio indo,
Meio voltando.
Menos ali.

Às vezes acontece
De a gente encontrar-se
Estando estranho
Estando errado,
Estando fora.

Estando existindo longe de onde estamos.

E amanheci assim hoje:
Meio em outro tudo.

* * * * *

Instantes estranhos no estranho mundo moderno

Ontem à noite acessei o Orcute.
Havia algum problema no servidor.
O que fez constar na capa a seguinte informação:
"você tem zero amigos".
Foi, definitivamente, muito estranho.
Mas já está tudo normalizado.

Atentados Terroristas

Hoje os norte-americanos descobriram que as informações que tinham, sobre possíveis ataques a alvos econômicos, em especial prédios como o da Bolsa de Valores, FMI e Bird, em Nova Iorque, era velhas. Centenas de policiais estavam em alerta máximo vigiando estes lugares ontem porque o país estava com medo e precisa se proteger de um fantasma, que não se sabe nunca de onde vem, nem o que irá aprontar.

E, claro, exatamente ISSO é terrorismo: causar pavor, terror, seja físico ou psicológico. E os caras são eficientes.

Tão eficientes que não só fazem ataques físicos e psicológicos, como cumprem promessas "velhas". Como livros escritos há décadas que nos deixam atônitos pela atualidade das palavras, informações não servem para nada quando não cuidadosamente interpretadas.

"Alvos econômicos" não precisam ser prédios. Atentados psicológicos e físicos funcionam mas também não são as únicas possibilidades. No mundo de hoje, onde a fluxo de capitais, que movimenta absolutamente tudo, baseado no fluxo de informação, poder. Eles viajam pelas vias virtuais. Não falo de Internet, mas da virtualização. Não há coisa mais nonsense e virtual do que o dinheiro, a economia.

O preço do petróleo bateu há pouco recorde de 14 anos, com negociação futura superando marcas que desde 1990 não eram ameaçadas. Da nossa história recente, nunca a cotação desto ouro negro esteve tão lá em cima. As bolsas caem, a inflação dispara porque o custo aumenta (tudo está direta ou indiretamente ligado ao petróleo), principalmente nos USA, país que mais consome este produto no mundo. Há a desestabilização. E a desestabilização, econômica, leva à perda, ao desânimo. Não há coisa mais terrível no capitalismo do que ver o capital retraindo, evaporando, perdendo-se em algo fora de controle. Do controle nosso, deles. Mas muito bem controlado por outros, lá na Arábia Saudita, país berço do terrorismo.

O ministro saudita, reforçando a declaração do presidente da Opep, disse que o preço está mesmo muito alto, mas tudo que podia ser feito já foi feito. Não há mais como aumentar a produção, pelo menos imediatamente. E, assim, os países ricos começam a fazer fila para aumentar suas reservas antes que o patamar ainda aumente mais. E, todos sabem, quando há mais procura do que oferta, há valorização. O preço alto fará o preço ficar mais alto.

Enquanto isso, os policiais continuam alertas em Nova Iorque, olhando para o céu, a espera de um novo Boeing em chamas. Algo me diz que ele não virá. Não é mais preciso, bobinhos.