Pouca poesia Mais um índice
Pouca poesia
Mais um índice de desemprego. Assustador e um pouco sensacionalista, também diria.
O quadro é mesmo triste, mas deviam também parar de tratar todo mundo como coitadinhos. Da massa desocupada, existem, como em tudo, os bons e os nem tanto. E ainda existem aquelas dúvidas. Como pode a exuberante Salvador registrar o mais alto índice do país, 17 vírgula alguma coisa, bem acima da média nacional? A Bahia é um dos estados que mais despontou na última década, principalmente no setor do turismo que emprega tanta gente. E depois ainda "surrupiaram" nossa querida Ford (como diriam anti-petistas). Como é feita a pesquisa? Será que contam aquelas pessoas que são confortáveis investidoras, sem qualquer vínculo empregatício, que moram na Bahia do desemprego gastando suas fortunas de família, que rendem sob a chancela de corretoras paulistas? E contam aqueles informais, vendedores ambulantes, que em Salvador devem ser muitos milhares (mesmo!)? A quem interessa a catástrofe do desemprego? Toda culpa de falta de trabalho, de forma exagerada, sempre sobrou aos ombros federais, o que é forçar um pouco a barra.
Porto Alegre, mais uma vez, na pesquisa foi considerada privilegiada. Mas as pessoas acreditam mesmo que nossas condições aqui são assim tão mais favoráveis que em outros lugares? Nosso turismo é um fracasso, não somos o primeiro estado mais industrializado, nem o primeiro em tecnologia, nem o primeiro em oportunidades. Normalmente isso tudo fica para o eixo Rio/Minas/São Paulo. Como então podemos ter bem menos desempregados (o índice é de 9 vírgula alguma coisa)? Meu palpite é que sejamos apenas melhor organizados na hora de dizer que alguém é desempregado.
E, continuando, no lado escuro desta moeda, quem nunca viu passar lotado um indivíduo "desempregado" do tipo que acha que todo trabalho não o merece. Que ele é muito além daquela vaga, que é muito longe de casa, que é cedo. Ou aqueles que desistem na primeira semana, porque não gostaram da cadeira. Sim, não estou desconsiderando todo submundo de problemas: "quem indica", educação fraca, miséria, demissões em massa, idade etc. Mas sempre é nobre considerar todas as faces reais de um problema.
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Para fechar, então, uma ilustração dos absurdos de desorganização e não confiabilidade da justiça neste pedaço continental de malandragem chamado Brasil. Uma conselheira do Tribunal de Contas, Terezinha Irigaray, conseguiu na justiça um documento inusitado. Perante a lei foi comprovado que a requintada senhora não tem a idade que suas certidões mostram, mas é dois anos mais nova. Pensou em vaidade feminina? Quanta ingenuidade... acontece que a velha teria que se aposentar no final do ano, na chegada dos 70. E assim, presumo, deixaria de incorporar uma cesta de privilégios. Agora, tendo voltado no tempo, na flor dos seus 67, até 2006 a placa com seu nome fica na porta.
Viu só?! Até viajar no tempo as pessoas fazem para garantir seu "mísero" emprego. O juiz desta sentença é do tipo que diria: vagabundo tem mesmo mais é que morrer de fome!
É... a partir de amanhã eu estou desempregada... porém, uma desempregada mtooooo feliz, desempregada pq eu quis!!!
Valeu pelo comentario no blog! Terça iremos atualizar os links e com ctz seu blog estará lá... linkadinho... bunitinhu!!!!! hehehehe
Bjos
O Tiagón, só porque escrevi um post sobre dentista, tombou com dores bucais. O que comentar sobre teu post? Nada, só ler. Olha, aconselho a todos nós irmos ver a Mônica Salmaso hoje na UFRGS. Abraço.
Estamos atualizando os links dos blogs amigos no Laranjada. Por favor deixe um coments com o link p o blog e que nome vocês querem no link! Valeu galera!!!!!!! Bjos
...parece que ninguém leu, mas, ah, comentar o quê sobre um assunto desses? em que precisamos ter um mínimo de coerência nas idéias políticas? e um quadro bem definido da situação socio-politica do Brasil pelo menos desde a ditadura?
sei lá. desemprego é uma merda, assim. e... o meu dente tá doendo e... o grêmio goleou... e eu comprei um pacotinho novo de yu-go-oh!...