abril 2004 Archives
Pouca poesia
Mais um índice de desemprego. Assustador e um pouco sensacionalista, também diria.
O quadro é mesmo triste, mas deviam também parar de tratar todo mundo como coitadinhos. Da massa desocupada, existem, como em tudo, os bons e os nem tanto. E ainda existem aquelas dúvidas. Como pode a exuberante Salvador registrar o mais alto índice do país, 17 vírgula alguma coisa, bem acima da média nacional? A Bahia é um dos estados que mais despontou na última década, principalmente no setor do turismo que emprega tanta gente. E depois ainda "surrupiaram" nossa querida Ford (como diriam anti-petistas). Como é feita a pesquisa? Será que contam aquelas pessoas que são confortáveis investidoras, sem qualquer vínculo empregatício, que moram na Bahia do desemprego gastando suas fortunas de família, que rendem sob a chancela de corretoras paulistas? E contam aqueles informais, vendedores ambulantes, que em Salvador devem ser muitos milhares (mesmo!)? A quem interessa a catástrofe do desemprego? Toda culpa de falta de trabalho, de forma exagerada, sempre sobrou aos ombros federais, o que é forçar um pouco a barra.
Porto Alegre, mais uma vez, na pesquisa foi considerada privilegiada. Mas as pessoas acreditam mesmo que nossas condições aqui são assim tão mais favoráveis que em outros lugares? Nosso turismo é um fracasso, não somos o primeiro estado mais industrializado, nem o primeiro em tecnologia, nem o primeiro em oportunidades. Normalmente isso tudo fica para o eixo Rio/Minas/São Paulo. Como então podemos ter bem menos desempregados (o índice é de 9 vírgula alguma coisa)? Meu palpite é que sejamos apenas melhor organizados na hora de dizer que alguém é desempregado.
E, continuando, no lado escuro desta moeda, quem nunca viu passar lotado um indivíduo "desempregado" do tipo que acha que todo trabalho não o merece. Que ele é muito além daquela vaga, que é muito longe de casa, que é cedo. Ou aqueles que desistem na primeira semana, porque não gostaram da cadeira. Sim, não estou desconsiderando todo submundo de problemas: "quem indica", educação fraca, miséria, demissões em massa, idade etc. Mas sempre é nobre considerar todas as faces reais de um problema.
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Para fechar, então, uma ilustração dos absurdos de desorganização e não confiabilidade da justiça neste pedaço continental de malandragem chamado Brasil. Uma conselheira do Tribunal de Contas, Terezinha Irigaray, conseguiu na justiça um documento inusitado. Perante a lei foi comprovado que a requintada senhora não tem a idade que suas certidões mostram, mas é dois anos mais nova. Pensou em vaidade feminina? Quanta ingenuidade... acontece que a velha teria que se aposentar no final do ano, na chegada dos 70. E assim, presumo, deixaria de incorporar uma cesta de privilégios. Agora, tendo voltado no tempo, na flor dos seus 67, até 2006 a placa com seu nome fica na porta.
Viu só?! Até viajar no tempo as pessoas fazem para garantir seu "mísero" emprego. O juiz desta sentença é do tipo que diria: vagabundo tem mesmo mais é que morrer de fome!
Hoje eu só consigo pensar em me deixar esquecer de acordar, ou perder o coletivo para um inferno qualquer. De mais a mais, estou cá, enquanto morre o sol.
Moléculas cotidianas...
Quem lembra que o feriado de quarta foi por causa de um tal de Tiradentes? E que ontem foi aniversário de descobrimento do Brasil?
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Passei de carro e lá estavam funcionários do Zaffari removendo o letreiro da fachada da pequena loja da Protásio Alves. Para quem não sabe, o espaço agora desativado foi a primeira filial na capital deste que hoje é o maior grupo gaúcho do segmento de supermercados, 6° maior do País.
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Mais: Eles voltaram! Eles voltaram! É bom você ficar atento para não ter suas calças forradas de fliwcks durante a madrugada. Não entendeu nada?! Ninguém nunca entendeu, mas é muito divertido: Três Leprechauns Publicitários.
Segue Escalada
Santa caridosa era a alma
Do compositor de rua
Fê-lo mais uma vez sustenido
Das suas melodias sujas.
Sua surdez não importava
Por música mendiga
Passa-se às pressas
Ninguém escuta.
:-)
Mas não era só isso que tinha para contar, desde antes de ontem. Mas me perdi e fui me achar só agora há pouco. Eu estava, vejam só, bem debaixo do meu nariz. Well...
Na segunda-feira aconteceu uma coisa muito legal e vim aqui dividí-la com alguns bits e meu template. Embora não seja essa a caracterísitca deste humilde blogue. Depois de muitos anos de fracassadas tentativas, finalmente veio a luz sobre uma variação do sobrenome da família que pode levar a prováveis ramificações perdidas pelo mundo. Qual é a variação? GELFENBEIN. Para quem não sabe, o "Gejfin", do Blog do Gejfin, vem de Gejfinbein. Pois bem, pela primeira vez encontrei registros na Internet com uma variação do sobrenome que tem uma probabilidade bem grande de ser quente. Gente na Rússia, na Ucrânia, nos USA, Canadá, Argentina e Chile. Mas apesar dos vários lugares, são poucas as pessoas. Somando não deve chegar a 15. O que é mais legal ainda. :-) Como o amigo Tiagón diz: "É fascinante tudo que nos coleciona."
Também queria publicar um conto maluco... mas vou deixar para outra hora.
Queria escrever tanta coisa hoje. Vamos por gotas... começando por um pingo bobo.
Escalada
E qual não foi o acontecido!
O bemol ganhou na loteria.
E mudou de vida:
Tornou-se sustenido da noite para o dia.
{vinheta de abertura}
E aí!
Esta é Carla. [Porra, vem cá, mulher, tá no ar!] Ela é mãe, casada, mas é puta. Vamos conhecer um pouquinho de sua hitória.
Carla, fala para a gente como é essa vida dupla, de vagabunda e mãe de família.
- Tendo a agenda bem organizada, não tem problema. Aposto que tenho mais tempo que muita dondoca para cuidar das minhas crianças.
Quantas são?
- Três. Essa é a Lídia. Linda né?! O Deivison e a Letícia estão no colégio.
E como o teu marido lida com isso? Tipo, tu fode o dia inteiro com um monte de caras nojentos. Ele aceita na boa? Os amigos não tiram sarro do jeito que ele é corno. [Oi Lídia. Diz oi para o titio, diz.]
- Ah. É assim e pronto. O patrão explora ele o dia inteiro. Acho que banca o otário. Eu que boto dinheiro em casa. A vida não deu oportunidade. Ele entende. Se não entender é só ir embora. E os amigos que vão para o inferno. Ele que sabe.
Posso falar com ele? Tá aí?
- Não. Foi na padaria.
São duas filhas. Tu não acha que é um mau exemplo? O que tu diz quando elas perguntam o que a mamãe faz?
- A pequenina não entende as coisas ainda. Com a Letícia eu converso às vezes. É um trabalho como outro qualquer. Tô de saco cheio de as pessoas perguntarem. Fodam-se todos! Acham que eu devia estar roubando?
Ei. Eu adoro putas! Vamos falar do trabalho então. Que tipo de programa tu faz? Vai dizer... que oportunidade agora, tu tá ganhando uma baita publicidade de graça, aproveita. [Menininha, vê se estuda pra não ser puta como a mamãe.]
- Não gosto de dar o rabo, mas o cliente é quem manda. Se o cara não for chinelo, tiver grana, até invento umas coisas diferentes. Quer saber? Confio no meu talento. Ninguém nunca reclamou, pelo contrário, tudo que é cliente volta. Até as mulheres.
Tu se acha gostosa?
- Claro. Me cuido, e quando sobra dinheiro também dou umas reparadas. Afinal é investimento no negócio. Olha só esses peitos.
Posso tocar?
- Lídia, vai pro quarto! [...] Tá, toca.
Quanto é?
- Varia... depende do dia, do lugar e da cara do...
Não. Quero te comer. Quanto é? Agora, pra mim. Quero te chupar até de manhã.
My name is Hank, Bukovski, and I am the Correspondent For One Day, to Fantástico.
OK... Now, give me back my fucking beer, shit producer! Give me back! Fuck you! Get out! Leave me alone with this little sweet girl...
{vinheta de fechamento}
Muito divertido brincar de mini e microcontos. Mini-conto não sei se tem definição. Microcontos, em tese, devem ter no máximo 50 letras. Letras... não caracteres. Pontos e espaços à vontade, e o título não conta.
Olha o que saiu:
Lealdade
"Fecha o caixão e enterra!" - lembra o amigo do suicida, na prisão.
Suspense
Foi correndo ver quem era. Não deu tempo.
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E dois mini-contos meus antigos:
Caio e Fim #3
Caio não entendera a piada. Todos os outros gargalhavam. Cris então era o que ria mais alto. Líder do bando, ele que apontava a arma, anunciando o assalto.
Caio e Fim #2
Quase meia-noite e Caio subia depressa as escadas. A garrafa escorregando da mão e ele só de olho no relógio. Estava exausto e para o terraço ainda faltavam 10 andares.
Pobre Caio, vai acabar perdendo a hora, pulando só no domingo, e não conseguindo morrer no sábado.
:)
O ciclo: o que era, era. É tudo. Tirando as pessoas, que ficam.
No bairro que trabalho aqui há uma casa, aparentemente residencial, onde, dizem muitas línguas, funcionava um estabelecimento daqueles que prestam serviços diversos, discretos e muitíssimos antigos, preferencialmente a clientes masculinos. Um puteiro. Sei lá se era verdade, mas não deixava de ser esquisito ver todo dia várias "meninas" diferentes, seja que hora for, varrendo, despretenciosas com um olho na sujeira e outro na rua, a sacada e a frente da casa, além de que janelas e cortinas ficavam religiosamente fechadas, também não importando horário e dia. Pensando agora, é fato que já há algum tempo as cenas haviam se tornado mais raras. Férias, baixa temporada?! Nada disso. Passando hoje ali na frente de carro, chamou minha atenção rápida a presença de alguém, como não poderia deixar de ser, varrendo a frente da casa. Entretanto, de menina não tinha nada, estava muito bem arrumada, e usava um avental e uma camiseta muito coloridos. Cores tais da logomarca sendo instalada na fachada. A casa, que em outros tempos cultivou uma fama pra lá de promíscua, passa a ser agora uma pré-escola. Parabéns ao novo empreendimento. Sem preconceitos. Passado é passado. Mas caía bem se boa parte do capital de investimento fosse destinado a reformas no imóvel.
E também, óbvio, para terminar bem essa história, não dá para fugir do humor da pior espécie. Imagine a cena nojenta, mas bem provável, de um pai voltando ao endereço conhecido das horas de "relaxamento", entregando a mãozinha do pequeno filho à simpática e atenciosa senhora, que o pega no colo, lhe dá um beijo, olha para o pai e diz: Fique descansado, prometo os melhores cuidados.
Recortes, só para não ficar sem escrever
Tremeram as pernas os postos de combustíveis com os alarmes de que estavam vindo investigar cartel aqui em Porto Alegre. Como é bom quando um veículo compra uma briga dessas. Não tem um posto com mesmo preço. Claro que isso não vai durar muito, mas que seja eterno enquanto dure. (dã)
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Até quando vão tratar como coitadinhos esses fora-da-lei?! Os caras são bandidos. Em nome de uma bandeira eles atravessam, em bandos, toda e qualquer fronteira da lei. E, antes, vão para a mídia ameaçar com as "ações", sem divulgar dia e local. São organizados e possuem ramificações em tudo quanto é parte. Destroem, enganam e lavam a mente de gente pouco instruída para formarem seus exércitos, astutamente treinados. De quem falo? Terroristas internacionais?! Não. Dos Sem-Terra. Mas achei que existem mesmo algumas "ingênuas" coincidências.
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O Lula chamou a imprensa semana passada para um puxão de orelha. Ora, será que dá para pararem de incitar ao caos e divulgar a "agenda positiva"? Também acho que alguns grupos de comunicação têm jogado sujo, mas tendo o governo o tamanho que tem, tendo o PT o tamanho que tem. Tendo a TV Globo de amiguinha como, inacreditavelmente (ou nem tanto), agora eles têm. Vão trabalhar, pô!
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O Kerry passou o Bush de novo nas pesquisas. Foi a semana democrata. Comecemos a republicana. Isso é um ciclo idiota. Até lá, são mais quantas semanas? Não sei. mas se você fizer os cálculos, dá para casar quinhentinhos que acerta o novo presidente. O mundo espera que o cowboy se mande. Mas hoje me bateu uma outra coisa: Será que é bom mesmo? Desde a minha existência nunca existiu um "levante", seja lícito ou ilícito, contra os USA. E isso porque o Bush, não é mais idiota, mas é o menos discreto dos presidentes americanos dos últimos tempos. Ninguém que for presidente lá vai ser bonzinho, ou menos "mauzinho" como o cowboy. Sò será um pouco mais requintado e político, como o Clinton, o que acalma a sociedade, as críticas, tudo, fazendo com que o mundo siga seu caminho: eles tudo e a gente dando um jeitinho. O Bush atiçou o terrorismo, o ódio, a crítica ao imperialismo, o que, bem ou mal, está mexendo com o mundo que andava paralisado há muito.
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E o churrasco lá em casa...
Foi por pouco, mas acho que sobrevivi. Por favor comentem este post para eu me certificar de que não estou escrevendo na World Wide Web do além.
Estive pensando... (ai, que medo!)
Vivemos hoje as primeiras etapas do que muitos pensadores entendem como o caos da informação. Ou seja, com o avanço das tecnologias da informação, da digitalização e da concectividade, tudo melhor traduzido na tal Internete, toda informação produzida no mundo pode ser facilmente acessada por qualquer um, em qualquer lugar, a qualuqer hora. Além de também ter aumentado muito a capacidade individual de produzir informação pública, como vocês vêem aqui mesmo, agora mesmo, neste humilde blog. A conseqüência disto seria então uma sobrecarga na nossa capacidade de receber esse turbilhão todo, como, mais difícil ainda, domá-lo e organizá-lo. Isto tudo porque já domamos o espaço, mas não o tempo.
Assimilou o "lance"?
Pois bem, minhas dúvidas vão além. Tendo isso aí em cima se estabelecido, acalmado e minimizado, qual seria o novo caos?
Tenho um palpite: o caos das relações. Claro, porque não é só a informação que desce ladeira abaixo, esses mesmos brinquedinhos tecnológicos conectam as informações e as pessoas, e as pessoas que estão por trás das pessoas. Potencialmente, hoje, poderíamos conhecer o mundo inteiro... pelo menos o conectado pela rede. Isso deve dar, atualmente, umas 700 milhões de pessoas (4 Brasis). Quem já não viveu, por uns minutos no ano, aquela árdua tarefa de atualizar e organizar os contatos do ICQ, MSN, Outlook e tal, que aumentam significativamente? De tentar separar por grupos (trabalho, amigos, família, outros...)? O que fazer com aquela lista de 50 outros? Ou organizar os links do próprio blog, a agenda do celular? Ficou tão fácil se comunicar com as pessoas que se aumentou em 1000% as rodas de amigos ou conhecidos. Mas isso é uma progressão geométrica. As comunidades virtuais avançam. Como dar conta? Como sustentar tantos relacionamentos interpessoais? Ignorar essa realidade é possível? Antes, no trabalho, em uma grande empresa, não se conheciao mais do que uma dezena de pessoas do departamento. Hoje, fico conectado todos os dias, diretamente pelo meu ICQ a 100% dos funcionários da empresa. Mesmo que não fale seguido com eles, fico vendo eles na minha frente, na tela.
Como sair dessa cilada? Como contornar? Como dizer "não"? Qual o critério?
Organizaremos informações baseados em quem as endossa? Ou organizaremos pessoas pela informação que nos é transmitida? Ou nada disso? Como será o padrão, o equilíbrio? Falaremos por chat com amigos de infância, ou tomaremos uma cerveja por semana com os novos amigos de Taiwan?
~ ~ ~ [ei, vc! tô krente. vamo tc? Naum diz q naum...]
1º de abril
Passei o dia de ontem inteiro alimentando uma vontade enorme de escrever alguma besteira em homenagem ao dia da mentira. Aliás, no meu tempo de guri, esse dia era muito mais cultuado. Nos últimos tempos tem sido meio esquecido. Será que estamos falando mais verdades, ou dentre 364 dias de mentiras, seria bom se o 1º de abril fosse o dia de se tentar não enrolar ninguém? Enfim, voltando à homengem, decidi por fim enganar a mim. Então contei uma baita lorota, que eu havia escrito laudas e laudas do melhor conto sobre mentiras da história, quando na verdade não consturei uma só dupla de palavras.
E, falando em mentiras...
Rapidinhas sobre política:
* Definitivamente o PT deixou de ser aquela criança raivosa e superativa. Entrou na faculdade e está formado, com honras, em política. A oposição não quer acreditar e está tomando um laço.
* Nem o Botox está salvando a cara de pavor do Rigotto. Pensou que governar era baba? Que um logotipo meigo, um slogan adequado e uma campanha impecável eram o suficiente? Agora toma! E, independente de razões, legado ou eficácia administrativa, o fantasma do atraso de salários voltou, como em todas as administrações do respectivo partido, infelizmente.
* E os professores? Essa classe é um mistério. Ajudou a eleger o Olívio como o salvador. Passou um tempo e ele virou vilão. Ajudou a eleger então o Rigotto como o salvador. Passou o tempo e lá estão eles "enterrando" o governador. Onde estão os professores na política? Quantas cadeiras ocupam na Assembléia? Fazer greve é fácil, difícil é ter competência para parar de falar, agir com competência, chegar lá um dia e mudar.
* E, voltando ao federal, durante 1 mês, desde o carnaval, quando estourou o caso Waldomiro, em todo telejornal lá estava o presidente do PSDB, Artur Virgílio, afiadíssimo, descascando o governo. Faz 3 dias que a tal segunda fita apareceu, deixando no ar algum envolvimento dos tais procuradores com o PSDB, e de repente ninguém, ninguém, mais ouviu se falar no parlamentar. Será que o tucano perdeu a língua?
* Ainda sobre o mesmo caso, da mesma forma que o "Seu Artur Vigia" gritava sem parar contra o governo, a Agência Folha (através do jornal, Folha Online e do UOL) também fazia questão de deixar durante 5 horas sem pausa chamadas totalmente dúbias na capa do UOL sobre os "tropeços" do governo Lula, que eram amenizadas depois, por eles mesmos, no conteúdo da matéria, que poucos lêem. Uma nojenta parcialidade. Pois bem, ontem e antes de ontem, ninguém estranhou que não havia uma, UMA linha sequer sobre o assunto Waldomiro, nem nas letrinhas mais miúdas, dentro destes veículos de comunicação?
* Ah... só para não ficar, eu, sendo parcial também demais, foi lamentável o governo "deixar de ver" o quebra-galho do Duda Mendonça na propaganda oficial. Para quem não sabe, o filme que falava dos benefícios que o crédito para agrigultura familiar trouxe no ano passado a milhares de famílias, mostrava imagens de uma fazenda particular e de empregados do proprietário, um grande produtor, que não precisa de crédito do governo desde 1980. Disseram, as partes, que é culpa da produtora, contratada pela outra produtora, contrada pela agência, contratada pelo ministério. Bom, achoque ninguém entendeu: era só a comemoração antecipada do primeiro de abril.
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Inverno! Cadê o inverno?! Eu quero inverno!