Propaganda? Diga que não estou.

Propaganda? Diga que não estou.

O Nizan perdeu as estribeiras. Eu acho.
Já não bastava a apelação e o baixo nível da reta final da derrotada campanha do Serra para presidente do Brasil, que provocou muita discussão, não sobre do "produto", mas das formas como ele é foi vendido pela Regina Duarte.

Depois vem ele de novo e protagoniza o escândalo VIVO, onde a direção de arte e fotografias de alguns outdoors espalhados pelo país continham uma identificação "coincidente" com a campanha da Oi. De novo, pouco atingiu as empresas, mas gerou-se uma discussão pública em volta da ética na propaganda. Bom se a briga permanecesse dentro das agências e escritórios, mas invadiu a opinião pública.

Agora lá vem ele de novo. Pegou o Zeca Pagodinho para fazer propaganda da Brahma, com discurso "malandrinho" de que não custa nada experimentar outra marca, mas boa mesmo é a número 1.

Sei que o mercado de cerveja é um dos mais nervosos do país, mas até onde o marketing enraízado nas agências e nas empresas brasileiras anda saindo à rua para saber o que pensa realmente o consumidor quando vê uma coisa dessas? Duvido que o Zeca tenha sido o grande culpado pela abocanhada bem significante de mercado gerada pela ação "Nova Schin" que, lembrando, vai muito além de comerciais de TV, passando por "renovadas" em preço, produto e distribuição. Como também não será ele o culpado por algum novo movimento nas fatias desse bolo de alguns bilhões de Reais. Até porque quem perdeu mercado para a Nova Schin não foi a Ambev, mas a Kaiser.

Sendo assim, a única coisa que fica é uma nova onde de "opinião pública" invadindo jornais e websites populares de todo país perguntando mais uma vez: existe ética na propaganda, o que vale para se vender um produto?

Então, em um país que já vê o marketing, as "vendas", a propaganda há alguns anos como uma coisa pejorativa e "aproveitadora", apesar dos esforços intrauterinos dos publicitários, iniciativas como esta acabam por alimentar uma descrença dos clientes pela comunicação de produtos e empresas. No fundo, isso não deve ter muito impacto para as corporações, que resolvem o problema por outras vias. Entretanto, ao contrário, considero um grave ato terrorista contra o mercado publicitário.

Nizan Guanaes quer se tornar um mártir, explodindo dentro da sua própria sala de estar. Garçom, por favor, uma água mineral!

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comentários deste post (28)

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17mar | Gejfin

Ah! É isso aí!
Finalmente alguém para terminar a discussão.
Sem réplica, vamos aos próximos posts.
:-D

17mar | Sergio

saudações, essa é minha primeira visita aqui. então, antes de entrar na polêmica, quero dar os parabéns ao dono da casa.
dito isto, quatro curtas opiniões:
- o Nizan é um gênio.
- mas eu não comprava um carro usado dele.
- o Eduardo Fischer chorando me lembra o Bebeto.
- um ponto positivo nisso tudo: a destruição do mito de que campanhas com celebridade são uma forma segura de sucesso. pôrra, já não era sem tempo de neguinho ver que uma celebridade, antes de mais nada, é uma pessoa, sujeita a erros, crimes, seduções, enfim, humanidades de toda sorte. e que numa campanha dessas existe, sim senhor, o risco de comportamentos imprevisíveis respingarem na marca. e tá, eu admito, essa opinião não foi tão curta assim.

17mar | Gejfin

Continuo concordando com quase tudo dito aqui. Mas vocês continuam não entendendo o que, afinal, eu quis questionar lá no texto inicial... Enfim, vamos beber.

Sobre os números... esses não fazem muita diferença. É óbvio que a tal divulgação de números faz parte da estratégia. Noepisódio da VIVO X Oi, dias antes da discussão pegar fogo, já existia um site hospedado na própria Africa, com toda a defesa pública da campanha. Sabe-se que um sitenão se faz do dia para noite. Até porque entre os defeitos do Nizan, a burrice nem faz parte do dicionário.

E não que eu duvide dos números, mas transformar informação em argumento é fácil. O que não explicam os números é o quanto de responsabilidade o novo filme teve nestes 100 e poucos % de aumento. Isso pode se dever a milhões de coisas, como tacadas de mestre na distribuição, protagonizada pela AmBev, como o exemplo que tivemos aqui com o Opinião. Imagina o que não é um Bar como Opinião simplesmente de um dia para o outro reabrir vendendo outra marca. Pode ter certeza que o consumo ali representa alguns pontos significativos de "consumo no fim de semana da praça Porto Alegre". Aqui foi para a Polar, mas sabe-se lá quantas outras ações semelhantes a AmBev não fez para incrementar a Brahma no resto do país. Continuo defendendo a mesma coisa que defendi no início: falta um pouco de senso de auto-preservação.

17mar | Anonymous

"Mundo-mentira da "arte" que serve ao mercado"? Meu Deus, isso aqui agora é uma mesquita???

Só pra rebater os teus dois exemplos. Ferrari e Dell fazem, sim, propaganda. Um tipo de propaganda diferente, inteligente, sutil, mas propaganda, sem dúvida nenhuma. Não fazer propaganda, é, também, uma maneira de fazer propaganda. E nessa frase em especial enfatizo a definição mais intrínseca de "propaganda" (vs. publicidade).

Ainda: eu nunca disse que "publicidade é a magia que faz vender". Mas publicidade é parte dessa magia. A outra parte fica com o consumidorzinho e suas necessidades pessoais. (Ana, vem me ajudar nisso aqui.) O que eu defendo é que não adianta tirar uma parte desse processo - seja o publicitário, seja o cara de marketing, seja o engenheiro ou o motora do caminhão que entrega o produto. Está tudo interligado. Não funciona sem uma dessas peças. A gente sabe do exemplo - quantas vezes tu já viu a Nova Schin pra vender aqui em Poa?

(Ah. Nizan não quer se tornar um mártir. Nizan é baiano. Nizan é rico. Todo baiano rico quer é mandar na Bahia. Nizan quer ser senador quando for velho. Nizan não se importa com coisas como "propaganda". Ele só faz o trabalho dele. E bem feitinho.)

Ainda: tu viu o que é o filme da Schin avacalhando a Brahma? "Prato do dia: Traíra", escrito no quadro-negro do butiquim. Um sósia do Zeca no canto. O cara insinuando que, por 3 milhas, dá até a bunda. AGORA tu pode falar de ética! Agora baixou o nível! Agora ficou vergonhoso! Agora a Ambev conseguiu colocar a Schin no "seu lugar" - insignificante, mal-humorado, temeroso, indigesto, sem esportiva. Quem é o malvado? O Nizan que roubou o Zeca? O Zeca que aceitou a proposta? Ou a Schin, que nunca deveria ter pegado o pagodeiro?

Bah, que sede.

17mar | ander

e mais, o conar indeferiu o pedido da schin de suspender o comercial, a notícia tá no invertia também...

17mar | ander

gejfin, não sei se serve como prova, mas é alguma coisa... http://br.invertia.com/noticias/noticia.asp?idNoticia=200403161320_GZM_27596169&idtel= ...

17mar | Gejfin

O Al Ries é completamente idiota mesmo. Quer dizer... idiota ele não é, bem pelo contrário, proque está nadando em dinheiro fruto das "idiotices" planejadas que faz. O cara entende tudo de marketing, mas sóaplica para ele mesmo. Boa parte do que ele diz pode ser simplesmente deconsiderado.

A PP é sim ferramenta. Nãoimportaa origem. Importa o que é hoje. Só o marketing, sem essa "publicidade dos deuses" que citas, não acaba em planilhas e comparações numéricas de características nutricionais. Existe um universo de empresas hoje que não pisam nem perto da "mass media", dos comerciais de TV, de lindas campanhas institucionais, do mundo-mentira da "arte" que serve ao mercado. As coisas evoluem. Mídia massiva é cara e até hoje, depois de anos e anos disso, nunca conseguiram apresentar relatórios decentes de retorno. Tudo é muito subjetivo,embora o dinheiro seja algo bem objetivo. A Dell nuncaprecisou do Zeca Pagodinho para ser líder mundial. Nem a Ferrari precisa anunciar no Jornal Nacional ou no Super Bowl americano. 95% dos carros produzidos em um ano são vendidos para já clientes. E não venha me dizer que montar uma equipe de fórmula 1 foi idéia de um publicitário. Se publicidade fosse a magia que faz vender, teríamos publicitários comandando a maioria das maiores corporações do mundo. Mas o que temos? Engenheiros. A propaganda é sim apenas um pedacinho, e pequeno, de gigante engrenagem. E que, hoje, está abaixo do marketing... que, por sua vez, tem respondido freqüentemente a engenheiros. :-)

17mar | Gejfin

"Tomando Brahma ou não."?
Que etapa laboral?! Tratada o quê? Magnitude? Isso é ensaio para um discurso na ABAP?
Me poupem de umbiguismos, pedestais aqui não estão em discussão.
"Como é que eu não vou dar uma paradinha no mercadinho mais próximo e comprar uma dúzia de BRAHMA."
Já que a discussão foi elevada à técnica, por favor, dados técnicos assegurando que a estratégia escolhida converteu-se em resultados, números, e que só esta estratégia traria os resultados desejados.

Debater que assunto? Sobre o embate Brahma X Nova Schin? Esse embate nunca existiu. Sei pouco dos números de mercado, mas que me lembre a Brahma ocupa um segundo lugar, enquanto a Nova Schin se posiciona em quarto, ou quinto, depende da região. E emboraa distância em colocação seja até próxima, em participação não é. Se é para discutir imagem... fico admirado da toda poderosa Brahma ficar com medo da nanica Nova Schin. E é aqui que entra meu questionamento inicial: Precisava o Nizan levantar discussão sobre ética na propaganda na opinião pública sem muitas justificativas numéricas? Então continuo achando que faltou senso de preservação do próprio mercado publicitário.

17mar | Menina Má

é sempre tudo sobre poder, reconhecimento, glória... ai.. ai...

17mar | ander

GARÇOM!!!! TRAZ A CONTA E MANDA TRÊS POR CONTA DA CASA!!! de preferência, Polar...

17mar | tiagon

O marketing se desenvolveu a partir das premissas criadas pela publicidade, estudando-se academicamente esse monstro chamado "vendas". Mas isso a gente já sabia. Agora, tire a publicidade do marketing e teremos ensaios, papers e monografias, cara, pra qualquer consumidor ler. Que tipo de idéia criativa um executivo de mktg pode ter? Toda promoção seria uma tabela comparativa de insumos e impostos para convencer o cliente que a marca X é 2,99% mais barata e tem 1,99% de cálcio a mais. PP e mktg andam de mãos dadas; se complementam. Como o mktg é relacionado à administração, fica mais acadêmico.
Aliás, porque será que todo mundo adora dizer que manda na publicidade? Essa gentinha de mktg - executivos, claro - sempre adorou dizer que PP é ferramenta. Agora ainda tem os RRPPs, apoiados pelo idiota supremo do Al Ries (ou deveria dizer gênio indomável?). Que saco.

17mar | Menina Má

Tiagón: nada de ciúmes enlouquecedores! estou numa fase zen. do tipo: "o Senhor é meu pastor, nada me faltará"

Ander: é tudo, sempre, sobre relacionamentos e poder. concordo. é sempre a maldita busca do poder (para não dizer falo e assustar as criancinhas). Freud disse isso há 110 anos. por isso que amo esse homem. (ei galera, em um sentido figurado!).

Menino Trovão: pois não era pra polemizar? teu livro vai vender horrores! :D

16mar | Menino Trovão

Gejfin, meu velho: quem foi mesmo que disse que o pessoal NÃO ia se morder quando um certo livro fosse escrito? :)

16mar | Menina Má

poxa... eu li o post de manhã (quando não tinha comentários) e pensei em comentar. daí não deu tempo. então entrei aqui para colocar a minha opinião mas fico *tímida* de comentar com tanta discussão assim... minha opinião psicológica vale? :P

16mar | um pinguço

Olha meu camagada, acredito que tu, como um reles aprendiz de publicitário, não conseguiu enxergar a magnitude de uma campanha desse tipo. É evidente que na etapa laboral da conta em questão a proposição "ética" foi tratada por Nizan como ponto chave para que uma propaganda de cerveja ganhasse amplitude, destaque em jornais, radio internet, rodas de botequins, etc.
Até nesse Blog FURRECO se trata desse assunto... Como é que eu não vou dar uma paradinha no mercadinho mais próximo e comprar uma dúzia de BRAHMA. Além disso o Nizan pode ter perdido os critérios, mas fora aqueles comerciais fantásticos que ficam em nossa mémória e que aparecem uma vez por ano como destaque absoluto em se tratando de opnião pública, a campanha do cara deu certo. E a prova disso é que motivou milhares de pessoas a debater o assunto. Tomando Brahma ou não!!!

16mar | Anonymous

A discussão tomou outro rumo. De novo: não quis discutir se a propaganda é ou não ética, ou se deve ou não ser. Só levantei a bola da preservação. Tipo.. nem estou querendo ser politicamente correto. Tanto que a hipocrisia anda de mãos dadas com a preservação. O que questiono é a forma de exposição. Para não querer se parecer com alguma coisa são regras primárias: negue, negue até a morte, finja de morto, proclame a ressurreição. No fim, as pessoas acabam acreditando. Se na primeira denúncia um governo vai à tribuna e diz: "É, na real a gente enganou vocês e somos fdp também. Roubamos, e daí!" ia acabar no lixão, sem chance de defesa. Mas não... faz-se exatamente o contrário, estancando a sujeira e dizendo "não, nunca, nem tava sabendo". E assim, mesmo culpados, vão se preservando. E só achei que é nisso que a publicidade está pecando: falta de um pouco de preservação, o que naturalmente corrompe a imagem, colocando à prova a sua eficácia.
E, em tempo: propaganda não faz ninguém deixar de bater manteiga. Quem faz/fez isso foi o marketing. Propaganda não é marketing. Propaganda serve ao marketing.

16mar | tiagón

..."é incrível como sempre que se discute a ética quem paga o pato é propaganda"... é vero. E a pergunta é sempre: a ética claudicante da sociedade faz da propaganda algo pouco ético, ou a propaganda e sua falta de ética innfluenciam as pessoas? Nem um nem outro. Se a publicidade seguisse a ética à risca, estaríamos no estágio dos breaks ao vivo dos anos 40, nos EUA. Isso tornaria a televisão ainda mais chata, e as pessoas acabariam não assistindo mais TV, começariam a ler livros, ir a teatro, ficar mais cultas, e aí já viu - iam querer reivindicar direitos! Imagina! Lutar pelas coisas! Ah, ainda bem que a gente tem a propaganda! Falta de ética, tudo bem, mas desobediência civil, nem pensar. (Em tempo. Sem o desenvolvimento da propaganda, não teríamos o desenvolvimento dos produtos, também. Ainda estaríamos batendo manteiga como os peregrinos.)

16mar | ander

eu sou burro mesmo... o comentário abaixo é meu, tá??

16mar | Anonymous

antes de mais nada... a próxima rodada é de vocês... ainda não ouvi a música nem vi o comercial e tô cagando pra guerra de cervejas, até porque eu prefiro polar, bohemia e serramalte e, mesmo as marcas pertencendo a AMBEV, nenhuma delas envolve-se nesta confusão publicitária que é o mercado de cervejas... portanto, também não estou nem aí para esta nova patuscada do nizan... sinceramente não acho que esta e nenhuma das outras desventuras dele possam influenciar no mercado publicitário e torná-lo mais ou menos desacreditado... emrpesa depende de produto, conforme disse o tiagón... propaganda emplaca por um tempo, depois acaba, por isso esta necessidade constante de renovação de linguagem e meios para atingir mais e melhor o público-alvo... ética? que porra é esta? é incrível como sempre que se discute a ética quem paga o pato é propaganda... é o tempo todo fórum sobre ética da propaganda, em busca da ética no mercado publicitário, e mais um monte de bla, bla, blas do gênero... posso parecer radical, mas, pra mim, a ética acaba a partir do momento que se descobre o próprio preço: se pagarem o que se pede, acabou o escrúpulo, e acho que nem preciso usar exemplos que estão em voga nos noticiários para provar isto, já que as páginas políticas estão repletas de frases e fotos que retratam tão bem como o poder e o dinheiro podem "mudar" as pessoas... o zeca pode não ser um gênio do marketing, mas não há dúvida que sabe gerenciar sua vida muito bem: atenderam suas exigências e ele cantou, pronto... a publicidade é mesmo hipócirta e manipuladora, tanto que estudamos noções de psicologia e os efeitos das mensagens na cabeça das pessoas... se é pra questionar ética, por favor, vamos pelo menos atirar as flechas para o lado certo, já que, como dizem os mais velhos "o exemplo vem de cima" e o pessoal do topo está deixando bastante a desejar... se tem lisura ou não a nova "cria" do nizan, pra mim não interessa, pois a atitude dele não colocou milhares de pessoas no olho-da-rua para tentar abafar o caso... então, vamos deixar a propaganda em paz e pedir mais uma, afinal de contas, a gente prefere polar e nenhum de nós dança pagode (a não ser bêbado e pra agradar a namorada)...

16mar | Nizan

Deixa a vida me levar... vida leva eu... Yo... Blufs blufsundungs

16mar | tiagón

piorou um pouco com esse teu comentário, gejfin. como diria o Woody Allen, isso não passa de "um miasma de álibis lunáticos". Zeca Pagodinho não é visto como um traidor sem ética - e sim como um esperto, que provou a porcaria da Schin e voltou pra beber Brahma. E ao tu dizeres que "propaganda, produtos e empresas são um bando de aproveitadores", tu estás repetindo a antológica e tão reprisada frase daquele nosso colega de faculdade: "A Publicidade É Uma Hipocrisia!". Quando, na verdade, a publicidade é aquela putinha que tá te olhando sexy nesse momento, esfregando as coxas e tremendo os lábios. Tu sabe que prostituição é um problema social. Mas vai esquecer na hora em que ela te pegar pela mãozinha e disser "vem cá, nenem". Ora, bolas. (Nota à prova de namoradas: veja que estamos falando tudo em sentindo figurado, e não nos referindo à Tâmara, "morena mignon e liberal", que trabalha na Ijuí 412/202, atende eles, elas e casais, com acessórios.)

16mar | ander

vocês dois bêbados ficam um saco... garçom, mais uma bohemia aqui pra mim e renova a calabresa que eu vou entrar nesta peleia!!!

16mar | Gejfin

Então acho que ficou pouco esclarecedor. Enfatizei que não acredito nunca que essas brigas venham a prejudicar ou mesmo interferir muito nas fatias de mercado. Mas vejo uma falta de senso de preservação do mercado publicitário, o que se justifica, porque tãos empre um querendo comer ooutro, no piorsentido. A opinião pública não é técnica em propaganda ou mercado, e mostra a coisa como "falta de ética", como "traição", mostrao Zeca como mercenário e tal. Não tô dando opinião, tô recortando o que vi ontem e hoje por aí. E "por aí" é o senso comum. Ou seja, bebendo Brahma ou Schin, e nunca deixando de tomar nenhuma delas, o que fica disso tudo, até as práoximas campanhas serem lançadas é mais um reforço de que propaganda, produtos e empresas são um bando de aproveitadores. Acho isso ruim para o meio. Aliás, fica provado que santo de casa não faz milagre. Está faltando cuidado com a imagem pública do fator "publicidade".

16mar | tiagón

Só pra variar eu vou discordar de ti, quando o assunto é propaganda. Que o Nizan anda escorregando no pepino, é verdade; mas não houve falta de ética no caso Cervejagate. Eles foram lá, pagaram mais caro pelo Zeca, criaram uma música - composta pelo próprio Nizan - excelente e fizeram o filme. Mais: quem reclamar, perde, e a Schin só tem a perder usando o Conar pra reclamar que o Zeca quebrou o contrato. Isso nos lembra que, lição número 1 (ops): Propaganda sem produto não se sustenta por muito tempo. Schin não tem produto, não tem distribuição, não tem tradição. Chega a ser triste, essa briga. O anúncio veiculado por eles, fazendo intriga com a Interbrew, foi digno de pena. Perderam a cabeça, e a Fischer, de novo, está agindo como amadora - da mesma maneira que na campanha de lançamento, quando os tapes vazaram da ilha para a mão do concorrente. Mas pô, terrorismo é forte demais. Terrorismo é o Assolan dançando versão de música do Felipe Dylon. Guerra de cerveja informa e posiciona o público diante do assunto. E podia continuar falando sobre isso, mas tá na hora do meu Chandelle.

diga aí


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