Adonai O pássaro observador sobrevoa
Adonai
O pássaro observador sobrevoa um espaço finito.
Sem diretrizes religiosas, com certo senso crítico, boas doses de curiosidade e, confesso, uma carga de expectativas positivas, estive duas noites dentro de um clube fechado. Talvez não totalmente fechado, mas restrito. Também pudera, sinto que existe no ar uma necessidade de prevervação forte, que atravessa milênios, passando por catástrofes recentes. Feridas superexpostas, às vezes até expostas muito e muito além do necessário. Entretanto, como disse no discurso um membro, "seja bem-vindo a uma imensa família de entusiastas". Dificilmente uma grande força ou idéia nasce em cima do muro, nasce indiferente, nasce para todos. E por isto há de se considerar e entender radicalidades de qualquer que seja o lado. São enormes e marcantes, portanto as virtudes, na mesma proporção dos defeitos. Mas ainda assim, encontrei mais do primeiro tipo do que do segundo. Talvez porque, feliz coincidência, aconteceu a tão incógnita identificação, exatamente com essas virtudes, um valoroso crédito, enquanto o débito permaneceu em um nível perfeitamente suportável. Isso vendo de fora e de dentro, comparado àquela casa que ora sob a eterna penitência da cruz. Não, não concluo nada. Só discorro sobre o que observo agora da minha própria existência, enquanto parte de alguma coisa qualquer por aí. Sobre Ele. Ou nada disso.
Deve ser algo parecido à nostalgia de um pampa gaúcho que eu nunca vivi, mas herdei por osmose do avô materno que foi peão de estância. Nunca pisei no Alegrete mas nem por isso me emociono menos com o Canto Alegretense, que é, sim, minha terra e meu berço por hora não descoberto.
Como sói acontecer a nós, amigo, nos fascinamos por tudo o que nos faz colecionar-nos.