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Uma postagem de Marshall Kirkpatrick no ReadWriteWeb analisa o papel desempenhado pelas mídias sociais na cobertura da renúncia de Fidel Castro. A idéia geral é a de que, na Web 2.0, as pessoas consomem cada vez mais notícias de forma social (através de redes sociais, de indicações de amigos, em blogs), e, por isso, uma análise de como foram essas coberturas seria algo pertinente. O post segue a linha do Uncov, que faz divertidas críticas a empreendimentos de Web 2.0.

Os sites Digg, Mahalo, Memeorandum (não conhecia, é uma espécie de agregador da blogosfera política), Slashdot, Technorati, Twitter e Wikipedia foram analisados. Como considerações gerais, Kirkpatrick constata que o Twitter é o melhor lugar para ficar sabendo primeiro dos fatos (as informações fluem de forma rápida), porém não é bom para acompanhar os desdobramentos do acontecimento (okay, nenhuma novidade nisso - vide a categoria microblogging ali no menu ao lado). Já o Mahalo, com suas páginas de resultados construídas manualmente, fornece uma boa quantidade de links para quem busca informações básicas sobre o fato, já no meio do desenrolar do acontecimento. Por fim, a Wikipedia seria o melhor caminho para acompanhar os desdobramentos de um fato (numa espécie de megajornal em tempo real).

A partir do questionamento "What social news site can break the news, offer quality background resources and stay relevant for a global 24 hours news cylce? So far, no one but mainstream media has proven able to do that", Kirkpatrick analisa site por site, vendo o destaque conferido ao fato logo que a renúncia foi anunciada, e mais tarde, algumas horas depois. Com isso, ele percebeu que a maior parte desses sites não continuou a dar destaque a Fidel Castro ao longo do dia. A conclusão a que ele chega é no sentido de que o potencial da Web 2.0 para notícias é imenso, mas que nenhum dos sites analisados teria conseguido fazer uma cobertura completa por si só.

Mas, espera aí... quem disse que a mídia social precisa fazer exatamente a mesma coisa que a mídia tradicional? Qual é a graça de imitar o que já faz a grande mídia??? Outro problema é que a análise leva em consideração o número de notícias, a quantidade de tempo que o fato permaneceu em destaque nas redes sociais, e não tanto o que foi dito e como foi dito. E conclui que a cobertura social foi um fracasso, sem nem ao menos analisar o conteúdo do (pouco) que foi dito. Será que as pessoas realmente queriam mais informações sobre o caso? Será que o tempo que o fato ficou em destaque nas redes sociais não demonstra o grau de importância que as pessoas realmente deram ao fato (em contraposição ao tempo excessivo que a mídia tradicional achou que ele mereceria)? E tem mais... nos comentários ao post, as pessoas se deram conta do fato de que a análise feita pelo ReadWriteWeb desconsiderou completamente a cobertura em espanhol sobre o caso - provavelmente a maior e mais completa.

Bom, de qualquer modo, passadas mais de 24 horas do fato, lanço a pergunta: como você tomou conhecimento da renúncia de Fidel Castro? Foi por blogs, pelo Twitter (enfim, pelas mídias sociais), por um site de notícias tradicional, ou por algum outro meio? E o meio escolhido foi suficiente, ou você precisou procurar mais dados por outra via?

Circulação da Folha

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A Folha é o jornal de maior circulação do país. Segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC) para setembro deste ano, são em média 307 mil exemplares diários. (Isso é considerado muito?) Produzir 307 mil exemplares não significa que apenas 307 mil pessoas leiam o jornal, até porque um mesmo jornal pode ser lido por mais de uma pessoa, por uma família inteira, e até por uma turma inteira de alunos (é mais ou menos o que acontece com a assinatura da Folha lá na ECOS). De qualquer modo, 307 mil parece um número baixo. Principalmente se se considerar que, em 1997, eram 530 mil exemplares, e, no ano 2000, 441 mil (ou seja, circulação em declínio). A tendência é mundial. Cai o número de leitores do impresso, aumentam os leitores do online. (Mas, se serve de consolo, o índice de circulação de impressos no Brasil despencou até 2004, e, desde então, tem tido uma lenta reabilitação, inclusive com crescimento, ainda que tímido).

Não encontrei índices de leitura de jornais online no Brasil. Mas, a título de comparação [tosca], o blog Pensar Enlouquece tem 1.945 assinantes via FeedBurner. O Cardoso tem 3.331 assinantes. Okay, mal chega a 1% do alcance da Folha, mas... é um número considerável, para uma mídia não massiva.

Essas e outras informações [exceto a comparação forçada com blogs] constam na reportagem sobre o perfil do leitor da Folha [também realizada em 1997 e 2000], publicada na edição de hoje da Folha de S. Paulo. A pesquisa Datafolha traz informações interessantes sobre os leitores do jornal – como o fato de que a maioria é assinante (91%), tem nível superior (68%) e pertence às classes A e B (90%).

Via Diagrama

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O que é jornalismo?

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Estou em busca de uma definição de jornalismo que contemple o que se faz/o que se pode fazer no Twitter. Basicamente, é preciso partir da idéia de que o jornalismo é uma prática, e não um produto; de que é uma forma de agir diante dos fatos, e não necessariamente algo que advém da qualidade intrínseca a um determinado ser humano (ou seja: não só jornalistas podem fazer jornalismo; e basta haver fato novo, que se estará diante de jornalismo).

De acordo com a Wikipedia, o “Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações”. Opa. Uma leitura apressada permite concluir que apenas jornalistas profissionais fazem jornalismo (“atividade profissional”). E os blogueiros, e os cidadãos repórteres, e todo o resto? O que eles fazem? “Blogam”? Alguém que envia atualizações sobre os incêndios na Califórnia no Twitter, faz o quê? “Twitta?”

Mais adiante, no mesmo “verbete”, a massa de anônimos do wiki faz a ressalva de que “Também define-se o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais”. E nesse caso, é preciso ser jornalista profissional? Ou qualquer um que colete, redija, edite e publique dados sobre fatos atuais exerce jornalismo? E se o evento não necessariamente for atual, permanece sendo jornalismo??? Não bastaria que o fato contivesse a idéia de ‘novo’ no sentido de que aquele fato, daquela forma, pelo menos naquele veículo, ainda não foi transmitido?

Não dá para simplesmente definir o jornalismo pela linguagem, pelo caráter de novidade, independente de quem escreva, e independente de onde se veicule (desde que haja uma publicidade, ou potencial de publicização, mínima – como nos blogs)? É realmente preciso ser jornalista para fazer jornalismo, ou basta haver coleta, redação, edição e publicação, como na segunda parte da definição da Wikipedia? E, nesses casos, uma pessoa comum (não-jornalista; embora isso não queira dizer que os jornalistas sejam especiais, ou estejam em uma categoria superior) que reporta fatos em seu blog – ou, pior, em um microblog - pode, efetivamente, fazer jornalismo?

Ou, como disse Paul Bradshaw, referindo-se ao jornalismo cidadão, por que importa tanto se a gente chama isso ou não de jornalismo?

Talvez seja mais fácil admitir que a complexidade e mutabilidade do jornalismo não cabem em uma definição estática e simplista...

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Um rio de notícias

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Baseado na idéia de que as pessoas que procuram notícias na Internet querem novidades (‘news’) e não velharias (‘olds’), Dave Winer, um dos precursores da tecnologia RSS, criou o formato por ele denominado de “rio de notícias” (newsriver). Nesse formato, as notícias são dispostas em ordem cronológica inversa. Há um link para a matéria, seguido de um brevíssimo resumo do acontecimento. Fatos de mais de 24 horas atrás são removidos da página. O resultado é um rio de notícias, em que as informações mais atuais aparecem no topo da página. Pense no Twitter (de acordo com Winer, “um grande rio com todas as pessoas que você segue”). Pense em um “minuto a minuto” que cubra todos os fatos do dia.

Doc Searls (um dos autores do The Cluetrain Manifesto) fez um texto em seu blog elogiando a idéia de Winer. Para ele, “Notícias são um rio, e não um lago. São ativas, e não estáticas. Trata-se do que está acontecendo, e não do que aconteceu. Ou não apenas do que aconteceu”.

Um “rio de notícias” não serviria para todo e qualquer tipo de notícias. Ainda haveria a necessidade de se produzir matérias completas sobre determinados fatos. A idéia é usar o modelo de rio apenas para notícias do estilo atualização contínua, para fatos recentes, enfim, para acontecimentos ‘novos’.

De acordo com Betsy Devine, “Sim, é claro que os leitores também querem matérias bem escritas com análises cuidadosas. Mas quando nós estamos ansiosos para saber o que está acontecendo agora, nós não queremos essa informação em ritmo mais lento e misturada com um monte de outras coisas que não nos interessa”

Para entender a idéia de Winer na prática:
Experimente abrir o NYTimesRiver em um navegador de celular. Você terá apenas as novidades do dia, e nada mais. O público-alvo é bastante específico: pessoas que querem saber o que está acontecendo agora, e apenas isso.

Também dá para navegar por palavras-chave. Da mais popular à menos freqüente. Basta parar o mouse em cima dos numerozinhos para saber o título da notícia. A lista de palavras-chave é atualizada de hora em hora, e renovada uma vez por dia (“After all this is news, not olds”...).

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O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), decidiu rever a medida que passou a vigorar na semana passada na capital paulista proibindo a circulação de determinados tipos de publicações gratuitas nas ruas da cidade. Pela redação original da lei, já em vigor, estaria proibida a circulação de veículos impressos gratuitos que tivessem menos de 80% de conteúdo jornalístico. O objetivo seria impedir a distribuição excessiva de anúncios publicitários.

A medida foi altamente criticada, inclusive por vereadores. O motivo? Tanto a Constituição Federal quanto a Lei de Imprensa asseguram a liberdade de informação. Além disso, exigir no mínimo 80% de conteúdo jornalístico de uma publicação restringiria enormemente a circulação de pequenos jornais de bairros, sustentados muitas vezes por intensa publicidade.

Como a intenção original ao se promulgar a lei era a de intensificar a proibição à distribuição de panfletos (proibidos em São Paulo desde 2002) e regular a distribuição de jornais, a medida será revista nos próximos dias.

De qualquer modo, é algo um tanto absurdo o poder Executivo pretender, por meio de uma lei municipal, legislar acerca de como deve ser realizada a distribuição de conteúdo de uma publicação impressa. Pareceria menos insano (embora igualmente absurdo) restringir em termos de conteúdo (censura explícita), do que adotar medidas que cerceiam absolutamente qualquer tentativa de expressão.

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A alteração proposta pretende substituir o atual §2° do artigo 26 da Lei Municipal n° 14.517 de 16 de outubro de 2007, de

§ 2º. Excetua-se da vedação estabelecida no “caput” deste artigo a distribuição gratuita de jornais e publicações contendo, no mínimo, 80% (oitenta por cento) de matéria jornalística, nos termos a serem definidos em regulamentação própria.


para

§ 2º. Considerando o disposto no inciso IX do artigo 5º da Constituição Federal, excetua-se da vedação estabelecida no "caput" deste artigo a distribuição gratuita de jornais e periódicos que se enquadram na Lei Federal nº 5.250, de 9 de fevereiro de 1967"


A título de curiosidade, o inciso IX do artigo 5° da Constituição Federal diz que ”é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. Dentre os requisitos estabelecidos pela Lei Federal n° 5.250/67 (Lei de Imprensa) para a circulação de jornais, está a obrigatoriedade de registro.

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A Casa dos Representantes dos EUA aprovou, por 398 votos a 21, o projeto de lei federal conhecido como “Ato de Livre Circulação de Informação” [Free Flow of Information Act, FFIA]. Esse é apenas um dos passos para a aprovação da lei (que, na fase final, precisará ainda ser aceita pelo presidente Bush, bastante resistente ao Ato). Mas a esmagadora diferença na votação traz indícios de que a preocupação com a liberdade de informação não é de poucos.

O FFIA estabelece, dentre outras coisas, que os jornalistas têm direito a preservar suas fontes, e, por isso, não devem ser obrigados a revelá-las sem que haja um motivo relevante [e após um devido processo legal, que assegure contraditório e ampla defesa]. Mas o interessante do documento é que ele traz uma definição bastante ampla de jornalismo, o que permite até mesmo estender a proteção a blogueiros profissionais.

O documento protege quem exerce atividades de jornalismo de forma remunerada. Jornalismo, de acordo com o documento, significa reunir, preparar, coletar, fotografar, gravar, editar, publicar, reportar, ou publicar notícias ou informação de interesse local, nacional ou internacional, ou outro assunto de interesse público. Com essa redação, a atividade de probloggers que se utilizam de fontes para produzir a informação poderia ser enquadrada como ‘jornalismo’.

O assunto abre precedentes para discussões interessantes – faz repensar o que é o jornalismo (processo ou produto? atividade meio ou atividade fim?), e até que ponto o que fazem [uma parte dos] blogueiros e jornalistas se assemelha. Um blogueiro pode exercer jornalismo, assim como um jornalista não precisa necessariamente exercer a atividade jornalística. Um blogueiro que se utiliza de técnicas de jornalismo para produzir sua informação [ou então: um ‘cidadão jornalista’ que escreve uma matéria para um site colaborativo] é, efetivamente, apenas um blogueiro? Ou estaria mais para o lado de um jornalista? Jornalista é apenas quem possui o registro, mesmo que não produza nada, ou também quem exerce a atividade jornalística, mesmo sem ter registro? Para essas questões, toda e qualquer tentativa de definição legal se mostra insuficiente...

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Estadão erra, de novo

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Não bastasse a grande perda para a dramaturgia brasileira, o Estadão acabou matando Paulo Autran antes do tempo. Pouco depois das 11h da manhã, uma nota no site informava a morte do ator. A notícia foi removida, e mais tarde, às 16h10, com a morte confirmada, o assunto voltou à pauta do veículo.

Nada mal para um jornal que em agosto publicou como verdade uma notícia estapafúrdia. Depois nós é que somos os macacos...

Via André Deak.

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Notícia é um fato novo, de interesse comum para uma determinada sociedade, transmitido de forma unilateral por profissionais (jornalistas) para leigos (público em geral). Essa definição clássica e tradicional de uma notícia pode ser aplicada ao que acontece atualmente na produção de notícias na Internet? Não é preciso pensar nem por três segundos para perceber que não, terminantemente não!! A começar pelo fato de que a fronteira entre ‘emissão’ e ‘recepção’ encontra-se cada vez mais nebulosa.

É com base nessas modificações provocadas pela Internet que Jeremy Wagstaffy (colunista de tecnologia do Wall Street Journal Asia) escreveu em sua coluna que não há mais notícias, ou pelo menos não como tradicionalmente a conhecemos. No lugar, temos apenas informação. Alguns dos pontos abordados em “The Future of News”:

# O leitor não é mais apenas um consumidor. Ele também produz conteúdo (jornalismo cidadão, Wikipedia, social bookmarking).

# A interconexão em rede (Internet, celulares de terceira geração) faz com que modifiquemos nossa forma de receber notícias. Podemos ficar sabendo dos fatos por familiares, amigos, em blogs, ou por jornais.

# Há informações que são consideradas notícias para muita gente. Mas, em geral, a noção do que é notícia varia para cada pessoa.

# Com o acesso facilitado às informações, cresce o interesse por notícias de caráter hiperlocal.

# Há ainda o que o Wagstaffy chama de notícias “hiper-hiperlocais”, como, por exemplo, acompanhar as atualizações nos status dos amigos pelo Facebook para saber o que eles estão fazendo no momento.

# O significado do que é notícia sempre foi diferente para jornalistas e não-jornalistas. Na Internet, isso se potencializa.

# Agora que as pessoas têm acesso direto às informações, elas estão mostrando o que realmente interessa a elas, o que revela a existência de nichos de audiência, e abre espaço para veículos de informação sobre assuntos especializados (ressaltando o poder da cauda longa).

Em suma,

What we're seeing is that people get their news from whoever can help them answer the question they're asking. We want the headlines, we go to CNN. But the rest of the time, "news" is for us just part of a much bigger search for information, to stay informed.”


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E então, o que seria uma notícia no século XXI? Informações transmitidas em escala global por pessoas comuns via celular, como no caso dos monges budistas nas ruas de Mianmar? Informações sobre seus amigos no Facebook? Saber quando vai ser o festival de bandas da escola do seu bairro? Apenas o que diz a CNN e as outras empresas jornalísticas? As matérias mais votadas no Digg? Aquilo que a sua mãe ouviu no cabeleireiro e apresenta como novidade? Ou tudo isso e mais um pouco?

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US Candidate Match Game

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O USAToday elaborou um jogo interativo (ou seria apenas um infográfico mais elaborado?) para apresentar aos seus leitores algumas das propostas dos candidatos à presidência dos Estados Unidos. A idéia é a pessoa responder um quiz indicando como se posiciona diante de determinadas questões polêmicas, como aquecimento global, guerra no Iraque e casamento entre pessoas do mesmo sexo, e o sistema indicar qual dos candidatos possui um perfil mais parecido com o seu. Interessante para aprender mais sobre os candidatos. Interessante como uma forma criativa de newsgaming. Meio catastrófico como jogo na prática – uma posição extremada já é capaz de determinar quem deveria ser o seu “candidato”.

Para mim, deu Dennis Kucinich, um democrata.

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No mesmo sentido, há o jogo “Presidential Pong”, da CNN. Bem mais elaborado, bem mais divertido – mas no estilo “mais jogo, menos informação”.

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Tem até a categoria de “tabloid games” – como no jogo The Prision Life: Paris.

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Em tempo: notícias com informações apresentadas na forma de jogos seriam o próximo passo da evolução da prática de construção de infográficos interativos?

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Um ano de G1

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O portal de notícias na Internet da Globo, o G1, completou um ano no dia 18 de setembro. Como uma forma de marcar a passagem da data, o portal tem publicado uma série de especiais sobre o primeiro ano do site. Há notícias que destacam as principais coberturas desse último ano (ótimo para recapitular o que foi notícia nos últimos meses, e também para constatar que o tempo passa), as notícias mais bizarras, as grandes disputas tecnológicas, as principais inovações do G1 nesse primeiro ano (algumas das grandes sacadas do portal são a presença marcante de infográficos, o grande número de vídeos para ilustrar as matérias, a possibilidade de comentários em [algumas das] notícias, e o canal de participação do leitor), e até uma matéria que explica, em detalhes, como são feitos os infográficos do G1.

Não costumo ler sempre o G1 (embora assine o feed de Tecnologia do site) - mas é inegável o quanto eles parecem se preocupar em produzir conteúdo voltado para a Internet (em termos de linguagem e recursos multimídias). É um dos poucos sites que fazem isso hoje em dia, infelizmente. Deveria ser a regra geral.

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Em setembro de 1893, um artigo do New York Times comentava a queda da monarquia no Brasil e os primeiros anos da República. O artigo, em uma página de jornal entupida de texto (bem ao estilo da época), trazia ainda um mapa do Brasil, para ajudar os norte-americanos a compreender a localização daquele novo país recém-descolonizado. Histórico. Interessantíssimo. E acessível gratuitamente via arquivo do New York Times na web - todas as edições do jornal, de 1851 a 2007, estão disponíveis na íntegra na Internet. Os textos publicados até 1922 (e que estão em domínio público) podem ser lidos gratuitamente, em pdf. Para os demais, é preciso pagar pelo acesso. Dá para ficar horas e horas perdido em leituras sobre o passado.

(Via GJol)

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Notícia online

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Pirâmide invertida, pirâmide deitada, news diamond... afinal, qual o modelo ideal para uma notícia na internet? Há, de fato, um modelo ideal, ou seria possível lidar com uma verdadeira multiplicidade de opções - algo como... cada tipo de fato requeriria um tipo de texto, que, por sua vez, seguiria um modelo diferente?

A idéia do news diamond parece interessante. E ainda inclui o Twitter (ali no topo, no 'Alert', como primeiro passo de uma notícia na internet).



(Via André Deak. Via GJol. Via Online Journalism Blog)

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Há algum tempo atrás, Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, iniciou uma página em formato wiki para escrever um artigo sobre jornalismo wiki. No dia 13 de setembro, o resultado final foi apresentado na Future of Newspaper Conference, na Cardiff University, Inglaterra. O artigo delinea as principais possibilidades de utilização da ferramenta wiki para a produção jornalística (com ou sem a participação dos leitores).

Aproveitando o assunto, fiz algumas perguntas por e-mail para autor, sobre jornalismo wiki e o futuro do jornalismo online, em uma entrevista para a disciplina de Jornalismo Digital. O resultado pode ser conferido no meu blog de aula (em português), ou no próprio blog de Paul Bradshaw (em inglês).

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Em tempo: normalmente, uma jornalista de verdade não precisaria pedir isso... mas... se alguém notar algum deslize grave na tradução, favor noticiá-lo via comentário. É a primeira vez que tento fazer algo do tipo, e erros costumam fazer parte do processo de aprendizagem :)

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Zero Hora

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Da Zero Hora de hoje, página 36:

- Não é a primeira vez que fazem uma barbaridade dessas. Meu marido e meus filhos também têm moto, poderia ter sido eles – alerta uma moradora que pede para ser identificada

Desculpem o post meio Verdade Absoluta, mas...
Por favor, alguém identifica a moça! Coitada, ela está perdida e não sabe quem é. Deve ter ficado transtornada com a história do motociclista degolado.

(Não me perguntem o que eu estava fazendo lendo a página policial da Zero Hora de domingo; mas é interessante notar que os erros de supressão de palavras não acontecem só no jornalismo online)

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Falando em jornalismo online... A Zero Hora irá lançar uma nova versão online na quarta-feira. A estratégia faz parte da comemoração dos 50 anos do Grupo RBS. Dentre as novidades anunciadas, estão notícias em tempo real e espaços para a participação dos usuários. (Finalmente a ZH vai sair do modelo transpositivo!). Só não precisavam fazer tanto suspense, substituindo a página tradicional do site por um contador no estilo “nós vamos mudar o mundo”. A roda já foi inventada. Sites mudam todos os dias.

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Update - 20/09 - hora de morder a língua e fazer a mea culpa - o resultado final do novo site da ZH é realmente muito interessante. E também não deixa de surpreender o fato de que se trata de um jornal online de uma empresa jornalística que fica fora do eixo Rio-São Paulo. No máximo, talvez eles tenham exagerado um pouco nos espaços em branco (essa é uma nova tendência feliz para o design de páginas na web?) - falta uma cor marcante e que chame a atenção.

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Um estudo do Project of Excellence in Journalism (PEJ) comparou, durante uma semana, o agendamento de notícias em sites em que os usuários podem escolher o que irá receber destaque, e na mídia tradicional. Os resultados apontam que as informações encontradas em um e outro lugar tendem a ser diferentes.

A pesquisa levou em conta as notícias veiculadas na semana entre 24 e 27 de junho de 2007, nos sites Del.icio.us, Digg, Reddit (conteúdo gerado por usuários), Yahoo! News (nas categorias mais vistas, mais enviadas por e-mail e mais recomendadas) e nos jornais normalmente analisados pelo PEJ. Na semana em recorte, observou-se que a mídia tradicional focou em assuntos de interesse público, em áreas como política, ou internacional, ao passo que os sites de conteúdo gerado por usuário focaram-se em novidades tecnológicas e científicas (como o lançamento do iPhone) e em trivialidades (como imagens de frutas e legumes comendo-se uns aos outros).

De acordo com o estudo, ainda,

“In short, the user-news agenda, at least in this one-week snapshot, was more diverse, yet also more fragmented and transitory than that of the mainstream news media”


Sim. Os resultados apontam que, se se deixar tudo nas mãos dos usuários, a audiência emburrece. Essa é mais ou menos a conclusão a que chega Nicholas Carr, ao comentar o estudo em seu blog:

“When you replace professional editors with a crowd or a social network, you actually end up accelerating the dumbing-down of news. News becomes a stream of junk-food-like morsels. The people formerly known as the audience may turn out to be the people formerly known as informed”

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Algumas considerações:

- Se o público prefere outras coisas, diferentes das tratadas na grande mídia, será que isso não poderia significar que a mídia é quem está errada?

- O fato de que o público não sabe escolher, significa que a mediação jornalística continuará necessária, talvez não tanto na geração de conteúdo, mas pelo menos na questão de selecionar o que é relevante? (Entretanto: relevante para quem???)

- Não é absolutamente normal que tenha predominado contribuições sobre tecnologia em sites como del.icio.us e digg, cujos públicos são formados, em sua maioria, por geeks?

- Qual seria a necessidade de haver agregadores de notícias controlados por usuários se fosse apenas para reproduzir o conteúdo da grande mídia?

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