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O que é o Twitter? -- Sim, eu sei, é um microblog. Mas e o que é um microblog? Um blog pequenininho?
A primeira vez que tentei definir o Twitter, ainda em 2007, saiu assim:
"O Twitter é um microblog. Um microblog é uma ferramenta que permite atualizações rápidas e curtas e, se possível, a partir de uma multiplicidade de suportes diferentes. É possível atualizar o Twitter, por exemplo, pela web, por instant messaging (IM), ou até pelo celular - por short message service (SMS) ou internet móvel." (daqui).
Apesar de simplória, essa definição já chegou até mesmo a ser descaradamente copiada, com as mesmas vírgulas, sem referência alguma, em um artigo científico de uma desconhecida numa revista acadêmica (mais detalhes sobre esse assunto em posts futuros; aguarde). Mas, sei lá, dizer que um microblog é qualquer coisa que permita atualizações rápidas e curtas é muito limitado, ou não?
Mais adiante, passei a adotar a definição de José Luis Orihuela, segundo o qual o Twitter seria uma mistura entre blog, rede social e mensageiro instantâneo (parti dessa definição neste trabalho, por exemplo). Tentando ampliar as considerações do autor, pode-se dizer que o Twitter seria blog na medida em que envolve a publicação de conteúdo em ordem cronológica inversa. Seria rede social porque nele cada pessoa é representada por um perfil, há uma lista de contatos, e pode-se interagir uns com os outros. Já o caráter de mensageiro instantâneo decorreria da limitação de tamanho a cada atualização, e do fato de que as pessoas costumam ficar bastante tempo online nele, o que faz com que se possa estabelecer conversações síncronas - como numa espécie bizarra de MSN coletivo.
O interessante dessa definição é que ela não se prende a um ou outro aspecto dos microblogs - e sim faz uma analogia com o pouquinho que o Twitter tem de cada coisa.
Só que aí, quando a gente está quase aceitando que o Twitter é isso, eis que surge algo tipo o Plurk. O Plurk foge completamente à idéia do que se imagina para um blog - as postagens são exibidas em ordem cronológica inversa, mas dispostas numa linha do tempo. Onde já se viu, blog em uma linha do tempo??? Por outro lado, há a possibilidade de se responder plurks, o que de certa forma guarda semelhanças com a relação entre postagens e comentários em um blog.
E nessa situação a gente começa a se perguntar até que ponto os microblogs são "micro" e "blogs" mesmo. Ou será que já se tornaram um gênero autônomo, tão autônomo que de blog só possuem o sufixo no nome? E será mesmo que são tão micro? Claro, não dá para escrever um tratado em 140 caracteres. Mas dá para desdobrar uma informação entre vários tweets, ou então vir a complementá-la por intermédio de links para outros textos.
Também não sei por que cargas d'água fui me preocupar logo com isso. Qual a relevância prática de se discutir a definição de um fenômeno? Realmente importa saber se os microblogs são micro, se os microblogs são blogs, ou que raios é isso? As definições, as categorias, são apenas modos de classificar o mundo: ajudam a melhor compreender as coisas. Por outro lado, toda e qualquer tentativa de definição será sempre necessariamente reducionista (lembrando que generalizar é também sempre uma coisa perigosa).
E que tal se a gente definisse microblogs e Twitter como um bebedouro virtual? Como um bate-papo pós-moderno (aliás, o termo pós-moderno, por si só, mereceria toda uma discussão à parte)? Como a versão pública e via web das mensagens de celular? Como uma forma alternativa de representar as coisas? Como uma ferramenta comunicacional peculiar? Como a democratização das frases curtas? Como uma tentativa forçada de reduzir idéias e pensamentos a 140 caracteres - e, dessa forma, ajudar-nos a melhor compreender o mundo?
Alguém aí tem uma idéia melhor de como definir microblogs e o Twitter?
E, só para complicar um pouquinho: o Tumblr é microblog também?
Há um ano, surgia espontaneamente na twittosfera um dos primeiros memes brasileiros no Twitter. Em 2007, ao relembrar o 11 de setembro de 2001, os usuários do Twitter passaram a usar uma estrutura sintática parecida: iniciavam a frase com "Há seis anos atrás", "Há 6 anos", e após contavam o que estavam fazendo no momento em que tomaram conhecimento do ataque às torres gêmeas.
Em 2008, o mesmo fenômeno de recontar o que acontecia em 2001 pode ser observado. Mas, desta vez, com o poder de sistematização propiciado pelas tags (#11set, #11), as participações têm sido bem mais organizadas - inclusive com direito a piadinhas relacionadas ao meme.
O que mudou em um ano? Os usuários do Twitter passaram a ser mais unidos, em maior quantidade, mais propícios a participar em ações coletivas, conhecem mais a fundo o sistema (aprendemos a usar as #tags!)... Mas, mesmo que o tempo passe, permanece ainda marcado em nossas memórias o que fazíamos no fatídico 11 de setembro...
Estive em Porto Alegre ontem para apresentar os resultados de uma pesquisa sobre usos sociais do Twitter em um evento de iniciação científica. Enquanto minha monografia focava no caráter de blog do Twitter, a pesquisa de IC foi mais voltada para o aspecto de rede social do sistema. E o que pude notar, a partir de uma observação participante da ferramenta, é que, além de servir como plataforma para publicação de conteúdos (algo mais voltado para o caráter de blog), o Twitter pode ser usado para diversas formas, digamos, mais "sociais", tanto para estabelecer (conhecer novas pessoas) quanto para manter laços sociais (reforçar amizades), e esses usos costumam mobilizar diferentes formas de capital social*.
Entretanto, embora tenha encontrado vários exemplos de utilização social da ferramenta, cada vez me convenço mais de que o Twitter se presta mais para difusão de informações do que para conversações. As pessoas parecem usar o Twitter mais para comentar, compartilhar e distribuir informações (notícias estrito senso, ou até mesmo fatos sobre suas vidas) do que propriamente para conversarem umas com as outras. As próprias conversas muitas vezes emergem espontaneamente a partir de informações originalmente compartilhadas pelos usuários. Até surgem conversas, diálogos, mas em geral, pelo que tenho observado, eles rapidamente se dispersam no mar de outras informações no Twitter. O sistema não favorece interações com mais de três usuários, e as trocas comunicativas com mais gente se tornam confusas e difíceis de acompanhar.
Uma apropriação um tanto diferenciada pode ser observada no Plurk, por exemplo; lá, a própria estrutura do sistema favorece que haja mais conversações, mais discussões de determinados tópicos, uma vez que as "conversas" ficam agrupadas debaixo de uma atualização motivadora inicial. Como resultado, tem-se um afastamento ainda maior da idéia de "blog". (-- A Raquel Recuero fez recentemente um post bem interessante sobre as diferenças entre Twitter e Plurk enquanto suportes para conversação.)
E vocês, o que acham? Para que serve o Twitter? Ele estaria voltado mais para a difusão de informações, ou para usos mais sociais? Depois de tantos usos diferenciados que vêm surgindo para ele e para as demais ferramentas similares, ainda faz sentido comparar microblogs com blogs?
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* Para uma maior discussão sobre o tema, deixo aqui
um link para o trabalho que produzi com os resultados da pesquisa sobre capital social e usos do Twitter (uma versão mais burocrática desse mesmo texto foi apresentada à UCPel como relatório de pesquisa).
Na tarde de ontem, aconteceu um terremoto em Los Angeles de 5,4 pontos na Escala Richter. Abstraindo um pouco a parte trágica da coisa (na verdade, só houve danos materiais; ninguém ficou ferido), o interessante foi que, ao menos desta vez, foi possível ter uma boa noção geral do quanto o Twitter pode ser ágil como meio de comunicação nessas situações.
De acordo com o blog do Twitter, as primeiras atualizações sobre o terremoto teriam levado segundos para aparecer no microblog (em contraposição, o despacho da AP sobre o terremoto só foi ser emitido 9 minutos depois do acontecimento). Pouco tempo depois, a conta da Cruz Vermelha no Twitter já enviava dicas de como enfrentar a situação para possíveis atingidos pelo terremoto (um uso bem interessante da ferramenta, como apontou o Tiago Dória, considerando que se pode receber as atualizações pelo celular).

Twitscoop - busca pelo termo "earthquake" nos últimos 3 dias
A quantidade de atualizações também surpreendeu (vide gráfico acima). Teve até uma mulher que fez, digamos, uma cobertura bem pessoal do terremoto, e acabou virando um meme espontâneo no Twitter.
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Curiosidade: a
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Bônus: também há vídeos interessantes do terremoto no YouTube (via newsblog).
Anteontem fiz um post sobre o TwitScoop. Em linhas gerais (para quem tiver preguiça de clicar no link para ler o post em si), trata-se de (mais) uma (dentre inúmeras) ferramenta criada a partir da API do Twitter, cujo diferencial é exibir uma nuvem de tags atualizada em tempo real com as palavras que estão sem mencionadas naquele instante no Twitter. Divertido, não?
Mas foi só depois de fazer o post que percebi o potencial dessa ferramenta para o jornalismo. No mesmo dia, cheguei a comentar no Twitter que fiquei sabendo de um terremoto nas Filipinas a partir do TwitScoop (veja a imagem acima). E hoje o Donizetti comentou que ficou sabendo de um atentado à embaixada norte-americana em Instambul pela mesma via.
O que há de interessante no TwitScoop, então, é que observar as tags aumentando e diminuindo de tamanho em tempo real não só pode nos revelar tendências do Twitter, como também permite acompanhar o estopim de grandes acontecimentos, em um autêntico crowdsourcing. Em síntese, trata-se não só de uma poderosa ferramenta de marketing, como também pode ser usado como uma ferramenta para o jornalismo.
Ontem e anteontem estive em Niterói, RJ, acompanhando, junto com o Gilberto Consoni (amigo e companheiro no mundo cientifico), as discussões do GT de História da Mídia Digital no VI Congresso Nacional de História da Mídia. Além de acompanhar, nós dois também aproveitamos a oportunidade para twittar sobre o evento. Apesar de termos parecido um tanto anti-sociais (muitos não tinham entendido, a princípio, o que tanto a gente fazia digitando no celular o tempo todo, e, por uma questão de tornar a situação mais interessante, optamos por deixar para contar o que estávamos fazendo apenas no dia seguinte), a experiência foi bastante divertida.

À esquerda, busca pela tag #cnhm no Tweetscan. Ao lado, alguns dos replies recebidos durante o congresso.
A parte mais interessante de ir contando aos poucos o que acontecia no evento talvez tenha sido, mais tarde, acessar o Twitter pela web e poder ver as respostas (ou questionamentos) que tínhamos recebido de pessoas que estavam acompanhando a cobertura (infelizmente, não conseguimos ver todas as respostas em tempo real - a interface do Twitter móvel é bastante simplificada, e ela só mostra as 10 últimas atualizações - clicar no older vária vezes pode se tornar um tanto inviável economicamente -; mas, na medida do possível, os recados enviados pelo Twitter foram repassados para o pessoal do GT). (As atualizações foram feitas pelo celular porque no prédio do IACS, da UFF, não tem wi-fi).
De qualquer modo, quem quiser acompanhar o que aconteceu nos dois dias do GT, pode refazer o caminho da tag #cnhm no Twitter, no Terraminds, no Summize, no Twemes, no Tweetscan, ou em seu buscador derivado do Twitter favorito :)
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[modo entusiasmo acadêmico on] Além de twittar freneticamente o tempo todo e floodar os amigos com repetidas mensagens com a mesma tag, também fomos a Niterói para apresentar trabalhos no GT. O interessante é que o evento aceita trabalhos de todos os níveis - de iniciação científica a pós-doutorado, de trabalhos científicos a relatos profissionais - e todos apresentam em sessões conjuntas, sem aquelas frescuras a la Intercom de separar as apresentações pelo nível de formação do apresentador do trabalho. Digamos que apresentar trabalho pela primeira vez para uma platéia que não era majoritariamente constituída apenas por outros graduandos foi uma experiência extremamente interessante. Mas mais legal ainda foi poder acompanhar as discussões de (quase) todo o GT (tivemos de sair um pouco mais cedo no último dia, em função do horário do vôo).
Foi ótimo poder conhecer e assistir às apresentações de trabalhos de pesquisadores como Adriana Amaral, Sandra Montardo, Walter Lima Jr. (coordenador do GT), do pessoal do curso de graduação em Jogos Digitais da Feevale, o relato do (in)sucesso do CD produzido pelo Roberto Tietzmann lá em 1996/1997... Não tem como não sair de um evento desses sem se sentir em um turbilhão de idéias e inquietações. [modo entusiasmo acadêmico off]
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Update 21/05 -- aí vai um link para baixar o trabalho que apresentei lá em Niterói, para caso alguém tenha interesse em acessá-lo:
>> Dos Blogs aos Microblogs: Aspectos Históricos, Formatos e Características [PDF]
Em um post recente no ReadWriteWeb, Marshall Kirkpatrick discute, em linhas gerais, a idéia de se fazer jornalismo através do Twitter. Na verdade, o post enumera as formas com o próprio RWW vem usando a ferramenta. E o resultado acaba sendo um apanhado bem útil do que se pode fazer com o Twitter:
- ficar sabendo das últimas notícias - seja através de feeds de jornais online, seja a partir de comentários de amigos - o que, no caso de um blog sobre novidades na área de tecnologia, como é o caso do RWW, acaba sendo algo bastante útil. Muitas vezes, postar primeiro que os demais acaba sendo um fator crucial para conseguir um maior número de visitas.
- realizar entrevistas - o RWW tem pedido direto através do Twitter sugestões de perguntas para seus leitores, e essas perguntas são depois selecionadas e usadas em entrevistas realizadas pela equipe do site.
- controle de qualidade - além de se poder usar o Twitter para fazer perguntas rápidas (e, na maior parte das vezes, obter respostas), ele também serve como um canal para obter feedback rápido sobre determinados assuntos - por exemplo, ao se postar o link para um post de blog no Twitter, tem-se mais chance de receber comentários e correções/complementos das pessoas do Twitter pelo próprio Twitter do que junto ao post do blog.
- divulgação - a criação de um feed para notícias é citado no post do RWW como o uso jornalístico mais óbvio do Twitter. Há inúmeros feeds de notícias espalhados pelo Twitter. E a maior parte deles não é oficial. Entretanto, no Twitter vige uma espécie de regra não escrita segundo a qual fica chato usar a ferramenta o tempo todo para se auto-promover - talvez por isso muitos blogueiros optem por linkar apenas alguns dos seus posts, ou então criar contas no Twitter em separado para servirem como feeds de seus blogs.
Os usos que o RWW faz do Twitter dão uma boa idéia do potencial que a ferramenta tem para ser usada para assuntos sérios. Ou seja: há muita coisa para além da pergunta "O que você está fazendo?". O Twitter não é só o que deixa transparecer o hype em torno dele.
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Paul Bradshaw também fez, recentemente, uma espécie de texto guia sobre jornalismo no Twitter, voltado para jornalistas, com várias sugestões de usos interessantes que estão sendo feitos do sistema ao redor do mundo. Vale a pena conferir.
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Falando em usos interessantes do Twitter, em um dos comentários ao post sobre jornalismo no Twitter do RWW, cheguei até o Crowdstatus, uma ferramenta criada por Darren Stuart a partir da API do Twitter que possibita a criação de páginas com grupos de usuários do Twitter que permitem que se visualize a última atualização desses usuários de uma forma amigável em um mesmo endereço. Dá para criar manualmente os grupos (criei um lá, como teste, com alguns exemplos de usos jornalísticos do Twitter), ou então entrar com seu nome de usuário e acompanhar as atualizações dos seus contatos nesse formato diferente.
Na sexta-feira, Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, usou sua conta no Twitter para fazer algo à primeira vista um tanto estranho: narrar, em tempo real, seu progresso e suas impressões na leitura do livro "Here Come Everybody", de Clay Shirky. E ele não fez isso sozinho. Pessoas de várias partes do mundo participaram, acompanhando a leitura, fazendo críticas, perguntas e sugestões, ou apenas recebendo a avalanche de atualizações sobre um mesmo assunto.
Ainda no mesmo dia, sobre a situação, Dave Lee, do jBlog, fez uma constatação interessante: "Você não pode oferecer uma cobertura ao vivo de algo que, você sabe, não é ao vivo!". Afinal, qual é o propósito de se contar, minuto a minuto, o que está acontecendo enquanto se faz a leitura de um livro? (ou, indo mais a fundo... qual é o propósito de se contar o que quer que se esteja fazendo para um monte de pessoas, conhecidas ou semi-conhecidas, ao mesmo tempo? - afinal, pra que serve o Twitter???).

A grande questão é que a idéia de Paul Bradshaw não era fazer uma espécie bizarra de "cobertura ao vivo da leitura de um livro", e sim experimentar a possibilidade de utilização do Twitter para construir um forum público de leitura. Enquanto contava o que lia no livro, as atualizações dele eram recebidas por várias outras pessoas, que tinham a possibilidade de intervir, de forma síncrona ou assíncrona, no que estava sendo discutido. Mesmo quem não tivesse lido o livro poderia acabar se interessando pela temática da obra, por exemplo, e - por que não? - fazer perguntas.
O que ele fez de certa forma tem menos a ver com a idéia de se usar o Twitter para coberturas ao vivo, e mais a ver com a proposta de se usar o Twitter como uma espécie de ferramenta de gerenciamento de conhecimento, como um instrumento para a construção de uma inteligência coletiva (e aqui cabe uma leve ressalva: até hoje não sei ao certo se entendi a proposta de Lévy para o termo), enfim, como uma gigantesca conversação (as)síncrona e pública.
Não entendeu? Experimente usar o Twitter para fazer uma pergunta, qualquer que seja. Em instantes, alguém irá responder, nem que seja para reclamar que a pergunta é idiota. E nem precisa ser uma pergunta para que se obtenha respostas. Há vezes em que simplesmente resolvemos jogar um pensamento para o alto, fazemos uma pseudoreflexão solta no microblog, e, no mesmo instante - ou então horas depois (no Twitter não se está preso à sincronia) -, quem a gente menos espera nos diz alguma coisa. No fim das contas, o Twitter é útil para que percebamos que não estamos navegando sozinhos...
E não vale argumentar que dá para fazer o mesmo em outros espaços públicos virtuais da web, até mesmo em blogs... a grande graça do Twitter está no fato de que as mensagens precisam ser, obrigatoriamente, curtas! :P
O TwitDir mostra em sua página inicial o total de usuários do Twitter que ele consegue detectar. Esse número, ao menos em tese, corresponderia ao total de contas públicas do Twitter - se a pessoa opta por manter sua conta privada (aquelas, com o cadeadinho), essa conta não é indexada pelo sistema do TwitDir.
Se você olhar lá por agora (ou ali, na imagem acima), verá que há 954.202 954.235 usuários no Twitter (até terminar de escrever o post, o número mudou) - lembrando que esse número representa apenas os usuários que mantêm seus perfis públicos. Já este post do Twitter Facts comenta que o ritmo de crescimento do Twitter tem diminuído, o que demonstraria um caminho rumo a uma certa estabilização do sistema. Mas o post também apresenta a estimativa de que cerca de 15%* das contas do Twitter poderiam ser privadas, o que em termos práticos significaria que é bem possível que o número total de usuários do Twitter já tenha ultrapassado a marca de 1 milhão.
Mas será que não estaria havendo uma espécie de onda de privatização das atualizações, ou algo do tipo? (o que faria com que o crescimento do Twitter, ao menos aparentemente, estivesse diminuindo, visto que o TwitDir é incapaz de contabilizar as contas privadas). Já tem gente reclamando do excesso de informação provocado por seguir muita gente ao mesmo tempo no Twitter. Será que, passada a apropriação inicial do sistema, os usuários não estariam modificando seus hábitos, e passando a restringir suas atualizações a um número reduzido de contatos, como uma forma de controlar o excesso de informação?
Mais adiante, outro post no Twitter Facts chama a atenção para o fato de que também se pode especular sobre o total de usuários do Twitter a partir do número atribuído a cada novo usuário no momento do cadastro (para saber o seu número, veja o endereço do seu RSS feed; é esse número seqüencial que determina a posição que as pessoas vão aparecer na lista de seguidores em outros Twitters). Até novembro de 2006, esse número era atribuído em seqüência. A partir de então, ele passou a ser aleatório, embora continuasse em ordem crescente. De qualquer modo, se considerarmos os dados fornecidos pelo Twitterholic, então já teríamos cerca de 12 milhões de usuários no Twitter. Como exemplo, a minha página por lá acusa que fui a pessoa de número 5.789.092 (!) a entrar no Twitter.
Toda essa confusão quanto ao real número de usuários no Twitter se deve ao fato de que a empresa não informa as estatísticas oficiais. Tudo o que se tem são meras estimativas, baseadas no número de usuários públicos que se consegue rastrear (TwitDir), ou no número seqüencial atribuído a cada novo usuário no momento de seu cadastro (Twitterholic). Uma maneira - nada prática - de se verificar isso seria digitar, manualmente, cada um dos endereços de feed para os supostos 12 milhões de usuários no Twitter. (Alguém se habilita? :P).
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Para quem não quiser se perder no caos informacional do Twitter, uma dica é criar feeds com filtros, através do Yahoo! Pipes. O Mike Sansone, do ConverStations, criou um pipe que reúne apenas as atualizações que contenham links de seus amigos no Twitter (veja passo a passo em português no Twitter Brasil). Também dá para criar pipes derivados restrigindo a determinadas informações (como 'apenas as atualizações dos amigos que contenham a palavra blog', por exemplo). É um tanto mais específico que a ferramenta track (porque permite acompanhar apenas o que diz os seus amigos, e não o que dizem todos os usuários do Twitter). A solução ideal meeeesmo seria o Twitter permitir organizar as informações - com tags, talvez? - ou algo do tipo. Mas, enquanto esse tipo de função não surge, o jeito é se contentar com paliativos para não se afogar no mar diário de tweets.
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* Fiz um levantamento rápido, e constatei que, de 100 dos meus amigos no Twitter, apenas 1 mantém as atualizações privadas, o que, estatisticamente... não quer dizer absolutamente nada :P
Sabe quando você tem algo legal a dizer, mas não tão legal a ponto de render um post, ou não tão relevante a ponto de se contar em um e-mail? Para essas situações, tem-se o Twitter!
Link para o vídeo. Se alguém quiser ajudar com as legendas, siga aqui. Se preferir, veja mais vídeos do Common Craft Show.
Via Dossiê Alex Primo.
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Em tempo: não deixem de acompanhar também o blog Twitter Brasil :)
Howard Rheingold, autor, dentre outros livros, de Smart Mobs, fez uma lista dos motivos pelos quais ele gosta do Twitter, meio que tentando explicar por que o Twitter vicia. De forma sintetizada, esses motivos seriam:
A abertura (qualquer um pode acessar, seguir e ser seguido - embora seja possível restringir suas atualizações para apenas conhecidos, pouca gente efetivamente faz isso), o imediatismo (as informações fluem o tempo todo), a variedade (os assuntos tratados são os mais diversos, e vão de política a tecnologia, de fofocas a notícias, de trivialidades do dia-a-dia a experiências de produção literária em 140 caracteres, etc.), a assimetria (Rheingold chama a atenção para o fato de que muito pouca gente segue exatamente as mesmas pessoas que as seguem), o fato de que o Twitter pode ser utilizado como um canal de comunicação com vários públicos (no sentido de que é possível usá-lo para divulgar informações aos seguidores, como posts de blogs, ou o andamento de determinados projetos), uma maneira de se conhecer novas pessoas, um lugar para encontrar pessoas com quem se compartilha os mesmos interesses, além de servir como uma janela para o que está acontecendo no mundo, na medida em que é possível seguir pessoas de situações e lugares os mais diferentes.
Por que esse post de Howard Rheingold é relevante? Ao que parece, ele desencadeou uma espécie de nova onda de adoração do Twitter Internet afora. Dezenas de pessoas aproveitaram a oportunidade para expor os motivos pelos quais também curtem (ou odeiam) o Twitter, fora os que já falariam do assunto em situação normal (como o Jeff Jarvis, que comenta a brevidade do Twitter em sua coluna de hoje no The Guardian).
Russell Beattie, por exemplo, parte do post de Howard Rheingold para acrescentar o fato de que o Twitter tem quase um milhão de usuários, e, mesmo assim, nele (praticamente) não se vê spam ou trolls. Na verdade, conforme foi percebido nos comentários à postagem de Beattie, até há algumas formas de se fazer spam (como ao adicionar o mesmo grupo de pessoas várias vezes, fazendo que cada uma receba zilhares de notificações de novo seguidor - a Capricho costumava fazer isso, e era extremamente irritante), mas elas costumam ser bastante desencorajadas pelos demais usuários. Agora, alguém já viu algum troll no Twitter? E pára-quedista/salsinha?
Bom, não sei se é por conta da brevidade, da rapidez, da possibilidade de conversação, da simplicidade ou da diversidade de temas tratados (ou de uma combinação entre os cinco, e muitos outros fatores), só sei que o Twitter realmente vicia...
E vocês, por que gostam ou odeiam o Twitter? É só uma bolha, ou os microblogs ainda irão marcar época?
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Assunto paralelo: logo mais, às 22h40min na TV Cultura, vai ao ar a entrevista com Steven Johnson no Roda Viva. Os questionamentos foram feitos por Ricardo Anderáos (Metro), Alexandre Matias (Link/Estadão), Tiago Dória (blogueiro do IG), Gustavo Villas Boas (Folha de S.Paulo), Juliano Spyer (Radarcultura) e Ronaldo Lemos (Creative Commons). Vale a pena conferir. A entrevista já havia sido twittada pelo professor Luli Radfahrer, no dia 13 de fevereiro, data em que foi gravada.
Uma pergunta para aqueles que seguem veículos jornalísticos no Twitter (G1, Último Segundo, BBCBrasil, etc.) - vocês efetivamente acompanham o que dizem os veículos, ou preferem tomar conhecimento dos fatos pelas atualizações dos amigos? (Óbvio que não me refiro aqui àqueles que lêem notícias apenas pelo Twitter - seria insano, não? - mas aos que, além de recorrer a outros sites e meios, também acompanham notícias pelo Twitter).
Chris Garrett, do Blog Herald, questiona se o Twitter não estaria modificando nossos hábitos de consumo de notícias. Garrett comenta que a maior parte das notícias que ele lê atualmente é lida a partir do Twitter (em detrimento de outros meios ou de outros sites). Mas não necessariamente essas notícias vêm da mídia tradicional - ele também fica sabendo das novidades a partir das sugestões dos amigos.
O questionamento veio logo após a morte de Heath Ledger, em janeiro - ocasião em que os usuários do Twitter mostraram-se particularmente ávidos em (re-)informar a novidade, disputando o direito ao furo (ou re-furo, pois reverberavam um fato anteriormente divulgado pela mídia). Mas será que as pessoas realmente acompanham o que diz a grande mídia, ou preferem ler o que seus amigos dizem sobre o que diz a grande mídia? É mais ou menos assim: é mais provável que você tenha tomado conhecimento da morte do Heath Ledger porque algum dos seus amigos comentou sobre o fato (algo como "oh, pobre Ledger, era tão novo e foi dessa para uma melhor") do que propriamente por ter visto a atualização do G1, por exemplo, com link para matéria sobre a morte. Não sei quanto aos outros, mas, de minha parte, já até desenvolvi uma espécie de "filtro subconsciente" para o mar de atualizações no Twitter, e na maior parte das vezes acabo 'pulando' o que dizem os veículos para ler logo as atualizações dos amigos.
Para quem busca notícias, o Twitter traz alternativas interessantes. Há desde empresas jornalísticas que disponibilizam bots automáticos para manchetes e links (mais ou menos desempenhando o papel de um feed) até complexos projetos colaborativos que contam com a participação de vários usuários (também tem vários experimentos praticamente desertos, mas isso é outra questão). A idéia geral é que, se você seguir vários bots de notícias no Twitter, é possível receber notícias o tempo inteiro. Mas isso, por si só, não significa que a pessoa estará bem informada. É como ao assistir televisão: se você não assistir ao telejornal, não vai ficar sabendo das notícias (e isso vale mesmo que a televisão esteja ligada durante o jornal, mas você esteja longe dela).
Assim, há um problema prático ao se usar o Twitter para tomar conhecimento das notícias: como Tamar Weinberg aponta em seu post sobre o consumo de notícias em redes sociais, publicar notícias é apenas uma das 17 maneiras de se utilizar o Twitter, o que significa que é extremamente fácil se perder no fluxo contínuo de informações (a menos que se crie uma conta APENAS para acompanhar notícias, o que ainda leva ao segundo problema prático de simplesmente se esquecer que essa conta existe e voltar a consumir informações apenas na conta principal do Twitter - aquela que tem seguidores, permite falar e ser lido e responder às mensagens dos outros).
Com isso, retorno à pergunta inicial: dentre os que acompanham notícias pelo Twitter, quantos, efetivamente, o fazem a partir de veículos tradicionais? E, só para complicar ainda mais as coisas, substituta "Twitter" por "Internet" ao longo do post, e tente responder à pergunta, tentando pensar na relação blogs, redes sociais, conteúdo colaborativo X sites tradicionais de notícias.
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Assunto paralelo: Lembram da perguntinha embutida como assunto paralelo alguns posts atrás? Obtive o imenso total de QUATRO respostas, e cada respondente anônimo (ou quatro vezes a mesma pessoa) informou ter chegado ao blog de uma forma diferente... Dos quatro, dois chegaram por feed, um por link em outro blog, e outro por indicação de amigos. Veja o gráfico abaixo:
Interpretação absurda dos dados: Versão otimista: tenho apenas quatro leitores, dos quais dois são fiéis (assinam o feed). Dos dois fiéis, um tem blog e colocou link para o meu blog em algum lugar (o que explica o leitor que chegou por link em outro blog). O outro leitor do feed indicou o blog para um amigo (o que explica o quarto leitor). Versão pessimista: Tenho um único leitor, e este, sentindo pena, respondeu a pergunta quatro vezes, de formas diferentes e aleatórias. Versão pulso-cortante: Eu mesma respondi o questionário quatro vezes, enquanto testava o sistema, e esqueci de apagar os dados. Versão super otimista: o questionário estava fora do ar, daí muitas possíveis respostas se perderam. Versão extremamente otimista: o Google entrou em colapso com tantos acessos ao questionário que esqueceu de coletar as milhares de respostas obtidas. Versão realista: colocar uma pergunta teste como assunto paralelo em uma postagem sobre outro assunto não foi uma boa idéia :P (e vejam que insisto no erro, colocando o resultado novamente em assunto paralelo).
O site argentino 20palabras.com suspendeu suas atividades no início de fevereiro. O motivo: seus criadores pretendem dedicar-se a outros projetos.
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Não é nada fácil dar uma notícia completa em apenas 20 palavras. Mas essa era a proposta do 20palabras.com, um projeto argentino idealizado por Pablo Mancini e Darío Gallo, inspirado na idéia de brevidade do Twitter. No ar desde setembro do ano passado, junto com as notícias curtas, o site também trabalhava com uma proposta de redação descentralizada, e apostava em publicações a partir de e para dispositivos móveis.

Ao suspender suas atividades, o projeto demonstra as dificuldades que ainda se enfrenta ao se tentar inovar online. As vinte palavras que José Luis Orihuela, do eCuaderno, usou para comentar a suspensão das atividades do 20palabras.com sintetizam bem essa idéia: "un proyecto original que se toma um respiro porque innovar no es fácil y triunfar no es barato. Hasta pronto".
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Também na linha de propostas inovadoras em jornalismo que não tiveram fôlego para ir adiante está o ChicagoCrime.org. O projeto de Adrian Holovaty estava no ar desde 2005, e usava dados do departamento de polícia de Chicago para mapear os crimes ocorridos em Chicago. Dava para navegar por tipo de crime, ou por localização. O mapa criado por Holovaty foi um dos primeiros mashups criados com o Google Maps, em uma época em que acrescentar dados a um mapa não era nada fácil (hoje, basta ter uma Google Account para fazer isso). O projeto foi o vencedor do Batten Awards for Innovations in Journalism no ano de 2005.
Mas a idéia do ChicagoCrime não morreu por completo - foi incorporada ao EveryBlock, um projeto mais abrangente de jornalismo hiperlocal, também idealizado por Holovaty.
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Ver grandes idéias chegarem a um fim em tão pouco tempo nos faz repensar os rumos do jornalismo digital. (Mas vai dizer que não seria bacana tentar misturar tudo isso e fazer uma salada mista do tipo notícias colaborativas via Twitter em caráter hiperlocal e posicionadas sobre um Google Map??? -- foi mais ou menos isso o que o Google tentou fazer na Super Terça...)
A partir de um artigo escrito para um jornal da Suíça, Nico Luchsinger fez um post no Online Journalism Blog sobre o potencial de utilização do Twitter por jornalistas. O texto é interessante porque, além de falar do uso óbvio – usar o Twitter como uma forma de ‘alerta’ de notícias (na forma como Último Segundo, G1, BBCBrasil, e outros tantos utilizam – tipo um feed em um formato mais reduzido ainda) – o autor também explora possibilidades mais específicas do Twitter, como interagir com leitores, ou reunir dados e utilizá-los em formatos diferenciados (o Twitter tem a API livre, o que permite que uma série de mashups e integrações possam ser realizadas). Um dos exemplos de sites que reúnem informações que possam ser interessantes do Twitter é o Hashtags, que acompanha e agrega todas as utilizações de palavras precedidas de “#” no Twitter (as hashtags). Um dos criadores do site é Nate Ritter, que ajudou a popularizar o uso das hashtags ao usar a tag #sandiegofire durante os incêndios na Califórnia.
Partindo dos exemplos fornecidos no post de Luchsinger (e incluindo outros que consegui lembrar), resolvi fazer um teste e mapear algumas das iniciativas de utilização do Twitter que tenham relação com o Jornalismo (como no caso dos incêndios na Califórnia). A princípio está tudo meio caótico. Mas assim que tiver dados mais específicos, vou atualizando o mapa. Sugestões (de fatos ou formatos) são extremamente bem-vindas.
Para acessar o mapa, clique aqui.
Agora no começo de janeiro entrou no ar, em versão alpha, o Wikia Search, o sistema de buscas proposto por Jimmy Wales, fundador da Wikipedia. A proposta é acabar com o monopólio do Google a criação de um buscador social de código aberto, de modo que, tal qual ocorre na Wikipedia, todos possam contribuir para tornar os resultados melhores.
O Techcrunch fez um post praticamente detonando o projeto, dizendo que os resultados são terríveis e que não há nada de ‘social’ no Wikia. O próprio Jimmy Wales respondeu, nos comentários às postagens, que se trata de uma criação dentro do conceito de ‘release early, release often’, explicando que “It’s a project to *build* a search engine, not a search engine”. Em termos objetivos, isso significa que o projeto foi posto no ar, mesmo que ainda não esteja pronto, para dar mais transparência ao desenvolvimento do produto.
Por enquanto, o que se pode fazer é criar uma conta, preencher dados em um perfil (à lá rede social, com direito a adicionar amigos, e acompanhar os movimentos deles a partir de um friend feed), e sugerir textos para os “mini-articles” que aparecem no topo das buscas – que na verdade são caixinhas de texto com uma definição curta sobre o que se está procurando (mais ou menos o que se obtém com o comando “define:” do Google, sendo que a diferença é que essa pequena definição pode ser elaborada coletivamente). Ao procurar por um termo, como o Twitter, por exemplo, os resultados mostram uma definição curta, e algumas fotinhos na lateral, de pessoas que adicionaram o Twitter como palavra-chave em seu perfil. Por enquanto, isso é tudo de social que há no buscador. Os resultados são terríveis porque ainda não se investiu em ferramentas para iniciar a construção coletiva do buscador. Mas há planos de, aos poucos, implementar novas ferramentas. Ou seja: não será da noite para o dia que irá surgir um buscador para derrubar o Google...
Enquanto isso, outras tentativas de combater o poder do Google continuam pipocando por aí. O Mahalo aposta em páginas de resultados construídas manualmente. Há bem menos termos indexados do que em outros buscadores, mas a qualidade do conteúdo impressiona (como exemplo, veja o resultado para “Twitter”). Já o Powerset traz a proposta de criar um buscador semântico, que não só procure pelo resultado, como também entenda a busca (veja exemplo aqui). Para isso, conta com uma equipe de colaboradores em todo o mundo. Por enquanto, as experiências são feitas a partir da base de dados da Wikipedia (aliás, e por que o Wikia não parte do acervo da Wikipedia para fazer seus testes com os resultados das buscas?).
São propostas diferentes. Resta saber se alguma delas conseguirá, enfim, derrubar – ou, pelo menos, abalar – o monopólio do Google.
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Assunto paralelo: a Verbeat está mais verde. Estreou hoje, no condomínio, o blog coletivo Faça a sua parte.



