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Uma das coisas mais legais que rolaram semana passada lá no 6o Encontro da SBPJor (as demais coisas legais serão comentadas em posts futuros) foi a cobertura que fizemos pelo Twitter. Não tanto por ter feito a cobertura em si, mas pelas discussões paralelas que acabaram sendo desencadeadas com o pessoal que estava acompanhando pelo Twitter.
Foi a partir daí que o professor Alex Primo, da UFRGS, nos enviou, pelo Twitter, duas perguntas para serem respondidas pelo professor Manuel Pinto, da Universidade do Minho, um dos integrantes da mesa de sexta-feira, 21 de novembro. Não conseguimos fazer os questionamentos na sessão de perguntas, na frente de todo mundo (o que teria sido muito interessante, até porque teríamos que explicar para a platéia e para a mesa como a pergunta havia chegado até nós), mas demos um jeito de improvisar que a pergunta fosse respondida mesmo assim.
A gravação foi feita com a webcam do MacBook, então não reparem nas tremedeiras e nas vozes paralelas. A pergunta foi feita pela Laura Storch.
De qualquer modo, como já apontou o Alex Primo, não deixa de ser interessante observar o resultado da convergência entre Twitter, conexão wi fi, webcam, YouTube e blog.
... e só não deu para postar o vídeo antes porque a rede da Universidade Metodista de São Paulo (local onde ocorreu o evento) não permitia acesso ao YouTube.
Seguindo o exemplo do Träsel, compartilho abaixo o link para o artigo que escrevi sobre Twitter e jornalismo para apresentar no encontro da SBPJor (que acontece de 19 a 21 de novembro, em São Bernardo do Campo, SP). Além do Marcelo Träsel, com o trabalho "O uso do microblog como ferramenta de interação da imprensa televisiva com o público" (com resultados muito interessantes, por sinal), por lá também estará o Fernando Firmino da Silva, que apresentará o trabalho "Jornalismo Live Streaming: tempo real, mobilidade e espaço urbano".
Para mim, será uma excelente oportunidade para trocar informações com grandes pesquisadores da área. Ainda estou dando os primeiros passos no mundo da pesquisa (este será, oficialmente, o primeiro trabalho que apresento sem o rótulo de "iniciação científica"), então toda e qualquer crítica será muito bem vinda. :)
O trabalho pode ser acessado no link abaixo:
O Twitter como suporte para produção e difusão de conteúdos jornalísticos
Estive em Porto Alegre ontem para apresentar os resultados de uma pesquisa sobre usos sociais do Twitter em um evento de iniciação científica. Enquanto minha monografia focava no caráter de blog do Twitter, a pesquisa de IC foi mais voltada para o aspecto de rede social do sistema. E o que pude notar, a partir de uma observação participante da ferramenta, é que, além de servir como plataforma para publicação de conteúdos (algo mais voltado para o caráter de blog), o Twitter pode ser usado para diversas formas, digamos, mais "sociais", tanto para estabelecer (conhecer novas pessoas) quanto para manter laços sociais (reforçar amizades), e esses usos costumam mobilizar diferentes formas de capital social*.
Entretanto, embora tenha encontrado vários exemplos de utilização social da ferramenta, cada vez me convenço mais de que o Twitter se presta mais para difusão de informações do que para conversações. As pessoas parecem usar o Twitter mais para comentar, compartilhar e distribuir informações (notícias estrito senso, ou até mesmo fatos sobre suas vidas) do que propriamente para conversarem umas com as outras. As próprias conversas muitas vezes emergem espontaneamente a partir de informações originalmente compartilhadas pelos usuários. Até surgem conversas, diálogos, mas em geral, pelo que tenho observado, eles rapidamente se dispersam no mar de outras informações no Twitter. O sistema não favorece interações com mais de três usuários, e as trocas comunicativas com mais gente se tornam confusas e difíceis de acompanhar.
Uma apropriação um tanto diferenciada pode ser observada no Plurk, por exemplo; lá, a própria estrutura do sistema favorece que haja mais conversações, mais discussões de determinados tópicos, uma vez que as "conversas" ficam agrupadas debaixo de uma atualização motivadora inicial. Como resultado, tem-se um afastamento ainda maior da idéia de "blog". (-- A Raquel Recuero fez recentemente um post bem interessante sobre as diferenças entre Twitter e Plurk enquanto suportes para conversação.)
E vocês, o que acham? Para que serve o Twitter? Ele estaria voltado mais para a difusão de informações, ou para usos mais sociais? Depois de tantos usos diferenciados que vêm surgindo para ele e para as demais ferramentas similares, ainda faz sentido comparar microblogs com blogs?
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* Para uma maior discussão sobre o tema, deixo aqui
um link para o trabalho que produzi com os resultados da pesquisa sobre capital social e usos do Twitter (uma versão mais burocrática desse mesmo texto foi apresentada à UCPel como relatório de pesquisa).
Depois de passar vários finais de semana em casa digitando no Word (com direito a ficar sabendo de um incêndio na esquina de casa através do MSN, e não pelo cheiro de queimado, ou pelo barulho das sirenes dos bombeiros), depois de várias madrugadas analisando contas do Twitter, depois de quase fazer este blog virar semente na capa da Verbeat... na sexta-fera, finalmente apresentei meu trabalho de conclusão de curso!
Nos últimos meses estive envolvida com a produção do trabalho, e tive que abrir mão de algumas atividades para dar tempo de fazer tudo. Um dos mais prejudicados foi este blog (e todas as demais atividades online conexas). Mas a imersão valeu a pena. Desde meados de agosto do ano passado, quando decidi o tema do trabalho (jornalismo no Twitter) até a última sexta, foram muitas leituras, muitas conversas e discussões sobre o tema, enfim, uma verdadeira primeira grande aventura científica.
Com a correria, não deu tempo de agradecer a todo mundo que contribuiu para o trabalho - desde o Jean-Luc Raymond, o primeiro a quem pedi sugestões de contas jornalísticas do Twitter, e que não só respondeu com contribuições, como também me enviou pelo correio um livro sobre jornalismo na era eletrônica, até, bem, eu não teria dado nem o primeiro passo se não fosse a Raquel Recuero ter concordado em orientar um trabalho à primeira vista mirabolante (querer fazer uma monografia sobre jornalismo no Twitter em agosto do ano passado não parecia algo muito, digamos, viável).
Nesta sexta-feira, apresentei o trabalho, com o resultado de minha imersão jornalística no Twitter. Exceto pelo fato de que é preciso colar grau (e de que o diploma, depois, deve ser levado a registro junto ao órgão do Ministério do Trabalho para que--ok, papo chato de regulamentação de profissão), já praticamente posso me considerar uma jornalista.
A apresentação foi bem tranqüila. Ou melhor, depois que passa tudo parece absurdamente simples. Tive uma excelente banca, com diversos apontamentos pertinentes. Gostaria de agradecer, em especial, a participação do professor Alex Primo, da Ufrgs, tanto pela leitura minuciosa do trabalho, como também - e principalmente - por ter aceitado o convite de participar da banca. As inquietações levantadas pelo professor Carlos Recuero também foram bastante instigantes.
Claro que nada disso teria sido possível não fosse a excelente orientação da Raquel, cujas recomendações, sugestões e críticas não só contribuíram para a produção deste trabalho em específico, como também reforçaram em mim a vontade de continuar pesquisando - servindo de base para constituir esse "protótipo de pesquisadora", agora (praticamente) graduada, mas que pretende continuar em frente desbravando o ciberespaço.
Obrigada também aos que assistiram - como o Gilberto Consoni, o Jandré, e outros. A platéia era pequena, mas só estava lá quem realmente importava estar lá no dia :) E eu ia transmitir por live streaming para o Jorge Rocha, mas no fim ele não me lembrou e acabei esquecendo. Aliás, obrigada, Jorge, por também levantar questionamentos pertinentes, ainda na fase de elaboração do trabalho. Ainda estou devendo uma incursão pela sociologia do jornalismo.
A programação deste blog deverá voltar ao normal (a normalidade é um conceito relativo) ao longo deste mês.
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Em tempo: meu próximo TCC precisa ser entregue em agosto de 2009. É nisso que dá terminar um curso, mas continuar cursando outro. Tenho pelo menos mais um ano e meio de Direito pela frente. Na próxima semana ainda tenho algumas provas de segunda chamada, depois vêm as férias. Me formo, e 10 dias depois voltam as aulas!
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* o título do post é em resposta à pergunta feita pela Ariadne Celinne pelo Twitter.
Ontem e anteontem estive em Niterói, RJ, acompanhando, junto com o Gilberto Consoni (amigo e companheiro no mundo cientifico), as discussões do GT de História da Mídia Digital no VI Congresso Nacional de História da Mídia. Além de acompanhar, nós dois também aproveitamos a oportunidade para twittar sobre o evento. Apesar de termos parecido um tanto anti-sociais (muitos não tinham entendido, a princípio, o que tanto a gente fazia digitando no celular o tempo todo, e, por uma questão de tornar a situação mais interessante, optamos por deixar para contar o que estávamos fazendo apenas no dia seguinte), a experiência foi bastante divertida.

À esquerda, busca pela tag #cnhm no Tweetscan. Ao lado, alguns dos replies recebidos durante o congresso.
A parte mais interessante de ir contando aos poucos o que acontecia no evento talvez tenha sido, mais tarde, acessar o Twitter pela web e poder ver as respostas (ou questionamentos) que tínhamos recebido de pessoas que estavam acompanhando a cobertura (infelizmente, não conseguimos ver todas as respostas em tempo real - a interface do Twitter móvel é bastante simplificada, e ela só mostra as 10 últimas atualizações - clicar no older vária vezes pode se tornar um tanto inviável economicamente -; mas, na medida do possível, os recados enviados pelo Twitter foram repassados para o pessoal do GT). (As atualizações foram feitas pelo celular porque no prédio do IACS, da UFF, não tem wi-fi).
De qualquer modo, quem quiser acompanhar o que aconteceu nos dois dias do GT, pode refazer o caminho da tag #cnhm no Twitter, no Terraminds, no Summize, no Twemes, no Tweetscan, ou em seu buscador derivado do Twitter favorito :)
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[modo entusiasmo acadêmico on] Além de twittar freneticamente o tempo todo e floodar os amigos com repetidas mensagens com a mesma tag, também fomos a Niterói para apresentar trabalhos no GT. O interessante é que o evento aceita trabalhos de todos os níveis - de iniciação científica a pós-doutorado, de trabalhos científicos a relatos profissionais - e todos apresentam em sessões conjuntas, sem aquelas frescuras a la Intercom de separar as apresentações pelo nível de formação do apresentador do trabalho. Digamos que apresentar trabalho pela primeira vez para uma platéia que não era majoritariamente constituída apenas por outros graduandos foi uma experiência extremamente interessante. Mas mais legal ainda foi poder acompanhar as discussões de (quase) todo o GT (tivemos de sair um pouco mais cedo no último dia, em função do horário do vôo).
Foi ótimo poder conhecer e assistir às apresentações de trabalhos de pesquisadores como Adriana Amaral, Sandra Montardo, Walter Lima Jr. (coordenador do GT), do pessoal do curso de graduação em Jogos Digitais da Feevale, o relato do (in)sucesso do CD produzido pelo Roberto Tietzmann lá em 1996/1997... Não tem como não sair de um evento desses sem se sentir em um turbilhão de idéias e inquietações. [modo entusiasmo acadêmico off]
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Update 21/05 -- aí vai um link para baixar o trabalho que apresentei lá em Niterói, para caso alguém tenha interesse em acessá-lo:
>> Dos Blogs aos Microblogs: Aspectos Históricos, Formatos e Características [PDF]
Esta semana saiu a edição 9 da E-Compós, revista eletrônica da Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação (Compós). O Dossiê Temático é dedicado aos estudos de Cibercultura – ou seja, vários artigos interessantes sobre blogs, mobilidade, web 2.0, e coisas do tipo [ou seja²: bastante opção do que ler nas férias :D]
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Também esta semana saiu o segundo número da Revista Anagrama, uma publicação científica interdisciplinar de graduação – cuja proposta é publicar apenas artigos, ensaios e resenhas produzidos por alunos de graduação. A iniciativa é interessante porque ainda não são muitos os espaços dedicados à produção científica de graduandos. Na Anagrama, até o “conselho editorial” é composto por graduandos – assim como nas demais revistas científicas, nela também procura-se manter o conceito de revisão pelos pares. Tem um artigo meu nessa segunda edição da revista, escrito originalmente para uma disciplina da graduação.
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“Você pode fazer melhor que isso” foi o mote da 15ª edição do Caça-Talentos (festival interno de laboratório da Escola de Comunicação Social da UCPel). Esta edição marcou a retomada do evento após um ano sem realização do concurso. Para inovar, os trabalhos ficaram expostos durante os quatro dias da Semana Integrada da Comunicação – ou seja, além de concorrer, os alunos tinham que dar a cara a tapa e deixar suas fotos, textos, produtos gráficos ou vídeos em exibição para os demais alunos da ECOS.
Ao todo, foram mais de 300 trabalhos inscritos, em 9 categorias e 70 subcategorias. Nem todas as subcategorias tiveram trabalhos inscritos (notavelmente, a categoria de Relações Públicas foi a que menos teve inscritos em suas subcategorias – o motivo: praticamente não há mais alunos de RP na faculdade, já que o curso foi extinto), mas as que tiveram, contaram com, em média, 3 trabalhos inscritos. O top top foi a subcategoria de Reportagem Impressa (categoria Jornalismo), com mais de 70 matérias inscritas. No outro extremo, subcategorias como Editorial de Moda (categoria Moda) e Pesquisa de Opinião (categoria Relações Públicas) tiveram apenas um inscrito.
Sexta-feira, após a premiação, os integrantes da equipe de apoio do evento ficaram discutindo se fazia sentido ou não o troféu da premiação [uma versão em madeira do bonequinho usado na divulgação do evento] vir com a frase “Você pode fazer melhor que isso”. Alguns disseram que deveria vir com a frase “Você fez melhor que isso”, e o problema lógico estaria resolvido. Mas, espera aí, só porque o aluno foi premiado em um festival interno de laboratório, isso por si só já significa que ele deu o melhor de si e fez o melhor trabalho do mundo? Pouco provável, não? Portanto, “você [ainda] pode fazer melhor que isso” é uma frase bastante apropriada para o troféu. Afinal, a idéia do prêmio não é a de servir de estímulo para que o aluno faça ainda melhor da próxima vez – e não para ratificar a idéia de que ele já fez o melhor possível?
Esta edição do evento teve várias falhas, em especial em termos de regulamento. Muitos trabalhos foram desclassificados por faltar requisitos formais, outros tantos deixaram de ser inscritos por falta de uma categoria adequada. Também houve falhas estruturais que fugiram do nosso controle, como a chuva que tomou conta do ginásio [local de realização da cerimônia de encerramento] e por pouco não colocou [literalmente] por água abaixo a exposição. Mas esses problemas ficam como lição para a próxima edição do evento. Mais legal do que participar (e levar dois prêmios coletivos), foi integrar a equipe de apoio e ver uma simples idéia se transformar em um [relativamente] grande evento. E, com certeza, ainda dá para fazer muito melhor que isso!
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Em tempo: fiquei imaginando como seria um festival de laboratório no curso de Direito. Várias peças jurídicas expostas. Prêmios para melhor Recurso (subcategorias Agravo e Apelação), melhor Petição Inicial (Penal, Cível e Trabalhista), melhor Contestação, melhor Lei em Tese, melhor Parecer e melhor Defesa Oral (subcategoria especial para os metidos a advogado, para aqueles colegas que vão à aula de terno só para parecerem mais inteligentes). Chato, muito chato.
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Sobrevivi a cinco dias sem usar computador. Mas valeu a pena. Nos últimos dias, estive em Santos, São Paulo, participando do Intercom. O Intercom reúne todo ano milhares de estudantes, professores e pesquisadores em Comunicação - são vários eventos relacionados às Ciências da Comunicação acontecendo ao mesmo tempo, como oficinas, palestras, apresentações de trabalhos e mostra competitiva.
Até tinha computador por perto. Mas eu me recusava terminantemente a pagar o valor exorbitante cobrado pelo nosso hotel para usar no máximo meia hora de Internet. Preferi limitar-me a breves incursões virtuais via Opera Mini. Como eu não lembrava de jeito nenhum a palavra necessária para postar no blog por e-mail (e também não consegui acesso ao Blogger via mininavegador), continuei atualizando o Twitter (as três últimas atualizações do microblog aparecem ali ao lado no menu do blog – de forma tosca e um tanto caótica). Até tentei fazer uma microcobertura hiperlocalizada de uma única sessão de um evento, mas ninguém estava acompanhando, e acho que, por conta da impossibilidade de edição imposta pelo tempo real, acabei exagerando na crítica – ao menos foi uma experiência interessante. Mesmo que ninguém estivesse acompanhando :P
A única coisa talvez um tanto sem graça (ao menos para mim) no Intercom deste ano tenha sido o Intercom Júnior. Mas ano passado também foi assim. Além de nos isolarem em um prédio separado dos demais eventos (também foi assim em 2006), havia pouquíssima gente na sala (este ano, era, literalmente, só os que iriam apresentar, e o coordenador da sessão; ano passado pelo menos ainda tinha uns 3 ou 4 indivíduos constituindo uma ‘pseudoplatéia’). O agrupamento de trabalhos se dá mais ou menos por tema, o que é interessante – embora eu tenha me sentido meio deslocada para falar sobre jornalismo na Internet para uma platéia que sabe apenas sobre jornalismo. As críticas/sugestões/idéias foram todas no sentido de dar continuidade ao trabalho de forma diferente, explorando novos ângulos jornalísticos - como na idéia de estudar o enquadramento das notícias.
Enfim, cada vez me sinto mais estudante de Comunicação, e menos estudante de Direito; mais acadêmica, menos profissional. Pena que após o congresso a gente precise voltar à (ir)realidade cotidiana, não tão cheia de coisas interessantes a serem feitas ao mesmo tempo...
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Em tempo: só fui perceber que Santos é uma ilha quando já estava dentro dela. Minha noção de geografia é terrível.
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Tentei deduzir o endereço da programação para o Intercom Júnior deste ano a partir do endereço da programação do ano passado (praticamente uma atitude hacker :P). Depois de trocar letras e números no endereço sucessivamente, acabei encontrando o que procurava, aqui e aqui. Se esta programação que acessei estiver correta, os dois trabalhos deverão ser apresentados exatamente no mesmo horário (e notem a sutileza do detalhe de que ambos são exatamente o terceiro trabalho de cada sala). Mas a programação ainda não parece estar 100% correta, até porque em um dos trabalhos meu nome aparece ao lado de uma suposta co-autora de outra universidade o.0.
Ah, e o legal é que nesse caminho todo acabei encontrando vááários trabalhos da nossa universidade. Recorde total de participação da UCPel no ITJR :D
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E, não adianta. A resolução blogal continua não sendo cumprida pelas universidades.
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Se for para levar ao pé da letra a interpretação do resultado das notas do ENADE, eu praticamente posso dizer que estudo Direito na UFRGS e Jornalismo na PUCRS. Ao menos as notas da UFPel e da UCPel são iguaizinhas às das universidades e cursos equivalentes de POA. Nada como poder estudar no comodismo de uma cidade média mas sem perder para a qualidade do ensino da cidade grande... :)
(Mas como não é só pelas notas dos alunos que se determina a qualidade de uma instituição de ensino, ainda falta o resultado da avaliação in loco para determinar a média final de cada curso...)
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Piada sem graça - o Intercom resolveu re-prorrogar o prazo de envio de trabalhos até o dia 14/06. Depois que a gente quebra a cabeça para terminar a tempo, prorrogar por mais 15 dias não tem a mínima graça... :P Eles já tinham prorrogado antes por mais uma semana (de 23 a 30 de maio).
Consolo barato: dá tempo de fazer outro trabalho.
(Em tempo: alunos de graduação participam do Intercom Júnior; é a mesma coisa, só que em menores proporções, e com menos categorias. Também tem o Expocom, que é uma mostra de pesquisas experimentais. Os demais eventos do Congresso são para "gente grande").
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Tema: Teoria da hipótese
Delimitação do tema: A (im)possibilidade de se fazer uma hipótese decente de um dia para o outro: um estudo baseado em hipóteses
Problema: É possível fazer uma hipótese jurídica de conteúdo razoável de um dia para o outro?
Hipótese: É possível fazer uma hipótese jurídica de conteúdo razoável de um dia para o outro desde que se utilize de técnicas absurdas para determinar os demais elementos do esboço do projeto, como fazer o problema exatamente igual à hipótese, mas com uma interrogação no final.
Variáveis: Hipóteses, conteúdo juridicamente razoável, técnicas absurdas de metodologia
Objetivo geral: - Descobrir se é possível fazer uma hipótese decente de um dia para o outro.
Objetivos específicos: - Delimitar a noção de conteúdo juridicamente razoável;
- Propor várias hipóteses;
- Medir o tempo mínimo necessário para se criar uma hipótese razoável, a partir da criação de várias hipóteses.
Ordenação do tema:
Introdução
I – Teoria geral da hipótese
II – Hipóteses de conteúdo juridicamente razoável
III – Técnicas e macetes de metodologia jurídica
IV – Cálculo do tempo médio para elaboração de uma hipótese decente
Considerações Finais
Bibliografia consultada
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Uma das discussões interessantes que rolou em um dos GTs do Celacom foi sobre o fato de a Teoria da Comunicação ser ensinada nos primeiros semestres do curso e de forma totalmente desvinculada da prática. Não haveria mal nenhum em se ministrar a disciplina logo no começo do curso se ela não costumasse ser ministrada na forma expositiva clássica: um professor despeja as várias teorias na cabeça dos alunos; os alunos entram em colapso decorando nomes de teorias e suas respectivas explicações, e tudo isso para eles não faz o mínimo sentido. O resultado é um mar de alunos que acham a Teoria da Comunicação uma disciplina chata e tediosa, e são incapazes de perceber que ela é, na verdade, a base para todo o resto do curso (e justamente por isso deve ser ministrada logo de cara).
Os alunos sobrevivem à teoria e chegam ao final do curso. Lá na outra ponta, eles vão precisar se basear nessa teoria que (não) aprenderam nos primeiros semestres para poder redigir um trabalho de conclusão de curso decente. Só aí é que vão perceber o quanto a Teoria da Comunicação era importante, e terão que correr atrás do tempo perdido para recuperar a compreensão do conteúdo e a apreensão de conceitos que já deveriam ter sido assimilados muito tempo antes.
Alguns dos problemas apontados para a impopularidade da Teoria da Comunicação junto aos alunos seriam os professores despreparados para ministrar a disciplina (geralmente, a Teoria da Comunicação é dada por jovens professores, que ainda não possuem uma clara sistematização de todas as Escolas e da evolução da comunicação no país e no mundo), a forma excessivamente dogmática de ministrá-la (uma solução seria propor aos alunos aplicar as diferentes teorias estudadas a casos reais, a acontecimentos midiáticos que estejam em voga no momento em que se estuda determinada teoria) e o fato de que grande parte dos professores adotam uma corrente de pensamento (que quase nunca é a própria corrente latino-americana) e praticamente não falam sobre as outras. Isso contribuiria para outro fator relevante: a situação inusitada de que a Escola Latino-Americana de Comunicação (ELACOM) possua mais prestígio no exterior do que dentro da própria América Latina. Por aqui, predominariam professores e pesquisadores da linha frankfurtiniana, ou seguidores do funcionalismo norte-americano. Desse modo, costuma-se adotar uma perspectiva estrangeira para analisar fenômenos localizados, ao invés de se utilizar de uma teoria latino-americana para estudar objetos igualmente latino-americanos (o que pareceria bem mais lógico).
A conversa aconteceu no GT 3, Comunicação, Educação e Linguagens Educacionais, na quarta-feira à tarde, a partir da apresentação do trabalho da Dra. Maria Cristina Gobbi (da Metodista). O trabalho procurou sistematizar a evolução histórica do pensamento da ELACOM. A partir dessa sistematização, surgiu o questionamento de por que a maior parte dos presentes à sala nunca tinha estudado nada sobre a Escola Latino-Americana durante o curso de graduação. Uma coisa levou à outra, e acabou se tendo um interessante debate sobre o ensino da Teoria de Comunicação como um todo :)
Estou começando a pensar em rever minhas tendências frankfurtinianas. A crítica pela crítica não leva a nada – e o receptor nem sempre é assim tão passivo.
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