Livro: Globalidade - A Nova Era da Globalização

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Você sabia que a Tata Motors, da Índia, após anos e anos de pesquisa, conseguiu lançar no começo de 2008 um carro popular ao preço de U$2.500? Ou que a Embraer, empresa de aviação no Brasil, tem um curso de especialização de engenheiros, com titulação de Mestrado, para recém-graduados interessados em ingressar na companhia?

O livro Globalidade - A Nova Era da Globalização (com o sugestivo subtítulo de "Como vencer num mundo em que se concorre com todos, por tudo e em toda parte"), de Harold Sirkin, James Hemerling e Arindam Bhattacharya, do Boston Consulting Group (BCG), trata do papel das empresas desafiantes, em países ditos em desenvolvimento, mas que mesmo assim cresceram e se tornaram marcas com presença global. De acordo com o próprio livro, "Globalidade não é uma nova forma de se referir à globalização. É o que vem depois".

Os casos relatados no livro são das empresas que aparecem na lista, elaborada pelo próprio BCG, das cem desafiantes globais - empresas situadas em países periféricos que mesmo assim conseguiram marcar presença no mundo todo. Da China, são 41 empresas. Da Índia, são outras 20. O Brasil está representado por 13 empresas (além da Embraer, também estão na lista, por exemplo, Natura, Petrobrás, Gerdau e Vale do Rio Doce, entre outras - a lista completa pode ser conferida aqui [PDF] - no mesmo lugar também dá para ler o comecinho do primeiro capítulo do livro).

O livro é interessante por mostrar que uma empresa não precisa estar sediada em um país dominante para poder vender no mundo todo. Basta saber atuar em escala global. E como essas empresas passam a competir cada vez mais com as demais marcas globais, daí reside a tal concorrência "com todos, por tudo e em toda parte" de que trata o subtítulo do livro.

No Brasil, o livro foi lançado pela Nova Fronteira, e tem prefácio assinado por Roger Agnelli, presidente da Companhia Vale do Rio Doce.

4 Comentários

Gabriela,

Lembrei de duas coisas, ao ler o seu post. Uma, é que em 2008 a Suzana Cohen trouxe um post sobre uma onde de aluguel de carros Smart a 1 Euro, na Europa, lembrando que isso seria possível transformando o carro em um anúncio ambulante. A preocupação ali no post foi com a questão do volume de veículos, que certamente aumentaria com um acesso mais fácil a esse bem - caos e poluição já vêm à mente.

A segunda coisa que lembrei é o que dizem Don Tapscott e Anthony D. Williams no comecinho do livro "Wikinomics" (que estou lendo, também por sugestão da Suzana; aliás há o site do Wikinomics também). Na edição expandida de 2008, na p.20, está escrito "The new art and science of wikinomics is based on four powerful new ideas: openness, peering, sharing, and acting globally". Veja: "agir globalmente". Inclusive há o exemplo da GM e o comentário de que a ação global - e não meramente multinacional - pode ser a chave para sua salvação (por exemplo, ao evitar a duplicação de procedimentos nas várias localidades).

Estou curioso para saber se no livro que você indicou eles mencionam a colaboração em massa também.

Gustavo D'Andrea
Forên{J+}

Gabriela said:

Gustavo,
Aparentemente, nem todas as ações para redução de custos são bem-vindas. Tem que se pensar em outros fatores também, como impactos ambientais e tudo o mais. :)

E é mais ou menos essa a mensagem de Globalidade - agir globalmente, e não meramente de forma multinacional. Se é mais barato produzir uma determina peça na Índia, então que se faça tal peça na Índia. Não recordo se chegam a mencionar especificamente a colaboração em massa, mas comentam por diversas vezes no livro a necessidade de agir em equipes descentralizadas - inclusive abolindo a noção de "sede" de uma empresa.

Wikinomics é um livro muito interessante sobre esse aspecto de colaboração. :D

Gabriela,

Lembrei também de mais um livro, que ainda não li: "O mundo é plano", de Thomas Friedman. O livro fala justamente de globalização e surgiu a partir de uma viagem do autor à Índia.

Abraços!

Gustavo D'Andrea
Forên{J+}

Reforço a recomendação do Gustavo, Wikinomics é praticamente uma base para se falar em planificação da administração em economias abertas.

Tenho a primeira edição ainda não pude ler a segunda, mas é um ótimo livro

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Esta página contém um post de Gabriela Zago publicado em fevereiro 7, 2009 9:04 PM.

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