Tradução do post "How do you measure a blog's success", no Online Journalism Blog. O texto foi escrito no começo de abril, a partir de temática sugerida pelo próprio autor do blog (basicamente, apenas executei a idéia de comparar os blogs britânicos em mais de um ranking). 

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Há muitas maneiras de se medir o sucesso de um site. Algumas usam um método mais quantitativo, e outras são mais qualitativas. É possível dizer que um weblog é popular por muitos motivos, como:

 tráfego (page views, visits, visitors);
- discussões (comentários, trackbacks, linkbacks);
-  posição em sistemas de busca (page rank);
-  leitores (assinantes do feed, presença em blogrolls) e
-  reputação (algo um tanto mais subjetivo, baseado no que as pessoas pensam de um website, e nas qualificações da pessoa que escreve para ele).

Se você pegar todos esses dados e elaborar rankings baseados nesses diferentes tipos de informação, ha grandes chances de que nem todos os blogs listados irão aparecer na exata mesma posição em cada um desses rankings.

Desde ontem, o Google Reader oferece alguns novos recursos, como a possibilidade de escolha do template da página de Shared Items, ou a exibição das fotinhos das pessoas ao lado dos itens compartilhados pelos contatos. Mas a novidade mais legal é a possibilidade de acrescentar pequenas notas aos itens compartilhados.


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Post do Forense Contemporâneo usado como "cobaia" para testar o sistema :P


A própria idéia de se compartilhar as leituras pelo Google Reader já é algo por si só muito interessante, pois permite que a leitura de feeds se torne uma atividade social. Por meio das recomendações dos amigos, é possível conhecer os padrões de leituras dos outros, e também tem-se a chance de conhecer blogs novos, que ainda não se assina. Mas poder acrescentar comentários aos feeds compartilhados torna a experiência ainda mais interessante.

Voltemos aos tempos de outrora (aqueles, que já passaram, e ninguém lembra mais). Imagine que você está lendo um jornal impresso que costuma assinar, e lá pela página 37 encontra uma materia realmente interessante, que seus amigos iriam adorar poder ler também. Você recorta aquele pedaço da página e depois leva para os amigos lerem. Como tem algo ali, uma frasesinha só, que você não concorda, você anota, na margem, essa ressalva. Depois o papel recortado vai passando de mão em mão entre seu círculo de amigos, e alguns gostam tanto do texto que até decidem fotocopiá-lo e também fazer comentários às margens - isso sem falar nos que ficam tão fascinados com o texto que optam por assinar o jornal como um todo. Forçando um pouco a comparação, é mais ou menos isso o que permitem as notes no Google Reader.

Também dá para acrescentar notas puras, não vinculadas a itens compartilhados, ou então usar essa via para compartilhar conteúdos de páginas que não usam RSS. As notas puras parecem, a princípio, um tanto sem sentido, mas com o tempo poderão surgir novos usos, a partir da apropriação social da nova ferramenta. Ou, como o Google Discovery aponta, é como se fosse um "Twitter interno" dentro do Google Reader.


Via tweet da Olivia.

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Em tempo: o fav.or.it traz a possibilidade de converter comentários feitos no feed em comentários no post (por enquanto, só funciona em Blogger e Wordpress). Também é algo interessante.

E não, não vale argumentar que já existe o espaço de comentários nos próprios posts... Comentar os feeds é uma experiência completamente diferente.

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Fav.or.it Update -- em resposta ao comentário do Gilberto: na verdade, o fav.or.it está em beta testável -- dá para usar, mediante convite, mas só e possível adicionar os feeds previamente selecionados pela própria ferramenta para o teste. No geral, o visual é bem parecido com os outros leitores de feeds - Bloglines e Google Readers da vida - e a diferença é a presençazinha sutil de um botão "Reply" ao final de posts de blogs do Wordpress ou do Blogger. Para quem tiver curiosidade, a imagem aí do lado é um printscreen do sistema de comentários via feed do fav.or.it. E para quem for meeega curioso, é só reivindicar via comentário que envio convite para testar o sistema :)

Já imaginou como seriam estranhos nossos relacionamentos sociais se nos baseassemos no que fazemos na Internet para interagir com as pessoas no mundo offline? Pois foi pensando nessa situação que o grupo de comédia inglês Idiots of Ants gravou um video que de certa forma ilustra como seria o Facebook na vida real - são dois minutos de cutucada, mensagem na parede, e pedido de confirmação de amizade. (Senti falta de uma tentativa de tentar converter o amigo em vampiro ou zumbi...)

Via En el Medio ("apud" Dutto PR).

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Outro video interessante, também sobre a temática de redes sociais na Internet, é o Social Networking Wars, do Current.com (via O Lago).

Jornalismo e Twitter

| | Comentários (3)

Image Hosted by ImageShack.us Em um post recente no ReadWriteWeb, Marshall Kirkpatrick discute, em linhas gerais, a idéia de se fazer jornalismo através do Twitter. Na verdade, o post enumera as formas com o próprio RWW vem usando a ferramenta. E o resultado acaba sendo um apanhado bem útil do que se pode fazer com o Twitter:

- ficar sabendo das últimas notícias - seja através de feeds de jornais online, seja a partir de comentários de amigos - o que, no caso de um blog sobre novidades na área de tecnologia, como é o caso do RWW, acaba sendo algo bastante útil. Muitas vezes, postar primeiro que os demais acaba sendo um fator crucial para conseguir um maior número de visitas.

- realizar entrevistas - o RWW tem pedido direto através do Twitter sugestões de perguntas para seus leitores, e essas perguntas são depois selecionadas e usadas em entrevistas realizadas pela equipe do site.

- controle de qualidade - além de se poder usar o Twitter para fazer perguntas rápidas (e, na maior parte das vezes, obter respostas), ele também serve como um canal para obter feedback rápido sobre determinados assuntos - por exemplo, ao se postar o link para um post de blog no Twitter, tem-se mais chance de receber comentários e correções/complementos das pessoas do Twitter pelo próprio Twitter do que junto ao post do blog.

- divulgação - a criação de um feed para notícias é citado no post do RWW como o uso jornalístico mais óbvio do Twitter. Há inúmeros feeds de notícias espalhados pelo Twitter. E a maior parte deles não é oficial. Entretanto, no Twitter vige uma espécie de regra não escrita segundo a qual fica chato usar a ferramenta o tempo todo para se auto-promover - talvez por isso muitos blogueiros optem por linkar apenas alguns dos seus posts, ou então criar contas no Twitter em separado para servirem como feeds de seus blogs.

Os usos que o RWW faz do Twitter dão uma boa idéia do potencial que a ferramenta tem para ser usada para assuntos sérios. Ou seja: há muita coisa para além da pergunta "O que você está fazendo?". O Twitter não é só o que deixa transparecer o hype em torno dele.

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Paul Bradshaw também fez, recentemente, uma espécie de texto guia sobre jornalismo no Twitter, voltado para jornalistas, com várias sugestões de usos interessantes que estão sendo feitos do sistema ao redor do mundo. Vale a pena conferir.

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Falando em usos interessantes do Twitter, em um dos comentários ao post sobre jornalismo no Twitter do RWW, cheguei até o Crowdstatus, uma ferramenta criada por Darren Stuart a partir da API do Twitter que possibita a criação de páginas com grupos de usuários do Twitter que permitem que se visualize a última atualização desses usuários de uma forma amigável em um mesmo endereço. Dá para criar manualmente os grupos (criei um lá, como teste, com alguns exemplos de usos jornalísticos do Twitter), ou então entrar com seu nome de usuário e acompanhar as atualizações dos seus contatos nesse formato diferente.

Picture 4 Na Itália, alguns dos partidos dos candidatos a primeiro-ministro possuíam terrenos no Second Life, mas suas terras ficavam praticamente desertas (em um clássico exemplo de que não basta criar a conta na ferramenta; tem que usar). O ponto alto das campanhas eram as páginas dos partidos. Alguns partidos chegaram a disponibilizar vídeos no YouTube e apostar no conteúdo gerado por usuário.

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Debate Second Life Na Espanha, houve até um debate entre os candidatos que aconteceu primeiro no Second Life - e só depois foi feito um debate "presencial" na televisão. (Ainda dá para acompanhar o que rolou no debate em um video no YouTube.) Os candidatos também usaram Second Life e YouTube para ações diferenciadas. E o uso do Second Life foi apenas uma das muitas inovações que pôde ser observada nas eleições do país - cabe ressaltar, entretanto, que a maior parte das iniciativas de Web 2.0 das eleições na Espanha vieram dos veículos de comunicação, e não dos próprios partidos. (Okay, talvez falar sobre eleições e Second Life fosse um tema pertinente a outro blog.)

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Nos Estados Unidos, o uso criativo das ferramentas da Web 2.0 pelos pré-candidatos à presidencia fez com que se criasse um verdadeiro ambiente de "Eleições 2.0".

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E no Brasil? Por aqui a gente tem se envolvido em discussões mirabolantes sobre o teor de uma resolução do TSE que, aparentemente, não permite a utilização de ferramentas da Internet para as eleições municipais de 2008. Por uma interpretação estrita da resolução n. 22.718 do TSE, a princípio, só se poderia falar de eleições no próprio site oficial dos candidatos (na verdade, tem também a questão de um parecer encomendado por um pré-candidato, que, embora ainda não tenha sido emitido em caráter definitivo, proíbe expressamente a utilização dessas ferramentas). Nada de ações criativas em blogs. Nada de virais no YouTube. Nada de Twitter. Nada de Second Life. A princípio, teremos (teríamos) eleições completamente 1.0 - a menos que o TSE esclareça em que termos não se pode publicar conteúdo fora da página dos candidatos. (Se bem que... há controvérsias... as regras valeriam apenas para os candidatos, o que não impediria, por exemplo, que eles se utilizassem de "laranjas" para poder publicar conteúdo em sites de redes sociais). De qualquer modo, a resolução não atingiria manifestações espontâneas de cidadãos em mídias sociais (ou seja: nada impede que pessoas comuns falem sobre candidatos e eleições em blogs ou no Twitter - ou que postem no YouTube videos bizarros - mas com alto potencial de viralização - declarando sua paixão por um candidato, por exemplo).

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Afinal, como você acha que vai ser o uso da Internet para as eleições municipais deste ano? Pesadas restrições impostas pelo TSE, ou liberdade de expressão assegurada? Campanha 1.0, ou utilização criativa das ferramentas da Web 2.0?

Passar uma semana inteira sem postar traz conseqüências bizarras tipo ter de falar sobre assuntos que todo mundo já comentou na semana passada. Mas tudo bem, vamos lá...

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Picture 8

- No dia 9 de abril (é, a notícia é velha), o Flickr decidiu lançar a opção de se postar vídeos no site. Embora a possibilidade, por enquanto, seja bem restrita (só podem postar vídeos os usuários pro, e o vídeo não pode ultrapassar 90 segundos!), a iniciativa gerou uma grande repercurssão negativa (e um tanto divertida), inclusive dentro do próprio Flickr (o grupo We Say NO to Videos on Flickr, por exemplo, possui mais de 29 mil membros). O principal argumento de quem reclama? O Flickr serve para o compartilhamento de fotos. Ponto. Sobre o assunto, vale a pena ler o post de Gustavo Mini, do Conector, comentando o fato de que, ao menos em termos de páginas da Internet, menos é bom... (via del.icio.us do Träsel)

Videos flickr
Imagem da galeria de AlbySpace

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- Vale a pena conferir a entrevista feita pela estudante Gabriela Forlin, da Univali, com José Luis Orihuela, do eCuaderno, para o Monitor de Mídia. Dentre outros assuntos, Orihuela fala de blogs, jornalismo, e até do Twitter (via tweet da @raquelrecuero).

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Agora, além do Tweetscan, os órfãos do Terraminds têm também o Summize Realtime Twitter Search para procurar por informações no Twitter. O novo buscador até tenta agrupar os resultados em torno de "conversações". Mas, assim como acontece com o Quotably, em geral, os agrupamentos são toscos, e as respostas não costumam ter lá muita lógica com as perguntas (em especial quando há uma grande assincronia entre pergunta e reposta). Talvez um pouquinho de semântica pudesse salvar ambos os serviços... (via tweet do @paulbradshaw)

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A listinha continua assim que eu conseguir enfrentar os mais de mil itens não lidos no Google Reader... :)

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Primeira atualização - encontrei uma ótima notícia para a Gaby: foi aprovada a lei estadual (Rio Grande do Sul) que permite o transporte de animais de pequeno porte em ônibus intermunicipais. Pela lei, o animalzinho paga meia passagem, e deve viajar sedado em uma caixa própria para transporte, acomodado debaixo do banco de seu dono. Pelo menos não precisa viajar escondido... (via Zero Hora - resolvi ver primeiro a pilha de jornais não lidos)

Depois do absurdo de bloquearem o YouTube inteiro por causa de um video, agora, uma decisão da Justiça brasileira poderá levar ao bloqueio do acesso ao Wordpress inteiro em função de um blog. O motivo é uma decisão judicial expedida em março, que determina a proibição de acesso a um determinado blog, hospedado no Wordpress. O nome do blog e o motivo do bloqueio não foram revelados. O problema é que, segundo a Abranet, para que a decisão seja cumprida, seria preciso bloquear todo o domínio wordpress.com (não é possível impedir acesso a um único blog, visto que o domínio inteiro divide o mesmo IP). Blogs baseados em Wordpress, mas hospedados em outros endereços, não seriam afetados pelo bloqueio. 90% dos provedores de internet do Brasil são filiados à Abranet, o que em termos práticos significa que, caso ocorra o bloqueio, quase todo mundo no Brasil ficará sem acesso aos blogs hospedados no Wordpress.

A grande questão é: a blogosfera vai permitir que o Judiciário brasileiro ponha em prática mais uma decisão absurda?


Via Monitorando e Forense Contemporâneo.

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Atualização -- tive uma espécie de sensação de "deja vù ao contrário" ao ler este post do Global Voices Online sobre um bloqueio semelhante realizado ano passado na Turquia:

"Em 17 de agosto de 2007, a 2ª Vara Civil de Fatih na Turquia bloqueou acesso a todos os blogues no wordpress.com como resposta ao processo iniciado pelos advogados de Adnan Oktar com base no fato de que blogues hospedados na plataforma publicam relatos presumivelmente difamatórios e 'ilegais' sobre o cliente deles. A decisão judicial resultou nos internautas turcos sendo proibídos de visitar um milhão de blogues hospedados no wordpress.com."

(Apenas a título de curiosidade... atualmente, o número estimado de blogs brasileiros hospedados no wordpress.com é de 1 milhão)

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Outra atualização -- alguns detalhes sobre o caso que motivou o bloqueio podem ser encontrados neste post do Pedro Dória. Para variar, parece que tem algo a ver com o YouTube...

E já foi criado um blog, hospedado no próprio wordpress.com, para protestar contra a possibilidade de bloqueio: http://naoaobloqueio.wordpress.com/

Na sexta-feira, Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, usou sua conta no Twitter para fazer algo à primeira vista um tanto estranho: narrar, em tempo real, seu progresso e suas impressões na leitura do livro "Here Come Everybody", de Clay Shirky. E ele não fez isso sozinho. Pessoas de várias partes do mundo participaram, acompanhando a leitura, fazendo críticas, perguntas e sugestões, ou apenas recebendo a avalanche de atualizações sobre um mesmo assunto.

Ainda no mesmo dia, sobre a situação, Dave Lee, do jBlog, fez uma constatação interessante: "Você não pode oferecer uma cobertura ao vivo de algo que, você sabe, não é ao vivo!". Afinal, qual é o propósito de se contar, minuto a minuto, o que está acontecendo enquanto se faz a leitura de um livro? (ou, indo mais a fundo... qual é o propósito de se contar o que quer que se esteja fazendo para um monte de pessoas, conhecidas ou semi-conhecidas, ao mesmo tempo? - afinal, pra que serve o Twitter???).

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A grande questão é que a idéia de Paul Bradshaw não era fazer uma espécie bizarra de "cobertura ao vivo da leitura de um livro", e sim experimentar a possibilidade de utilização do Twitter para construir um forum público de leitura. Enquanto contava o que lia no livro, as atualizações dele eram recebidas por várias outras pessoas, que tinham a possibilidade de intervir, de forma síncrona ou assíncrona, no que estava sendo discutido. Mesmo quem não tivesse lido o livro poderia acabar se interessando pela temática da obra, por exemplo, e - por que não? - fazer perguntas.

O que ele fez de certa forma tem menos a ver com a idéia de se usar o Twitter para coberturas ao vivo, e mais a ver com a proposta de se usar o Twitter como uma espécie de ferramenta de gerenciamento de conhecimento, como um instrumento para a construção de uma inteligência coletiva (e aqui cabe uma leve ressalva: até hoje não sei ao certo se entendi a proposta de Lévy para o termo), enfim, como uma gigantesca conversação (as)síncrona e pública.

Não entendeu? Experimente usar o Twitter para fazer uma pergunta, qualquer que seja. Em instantes, alguém irá responder, nem que seja para reclamar que a pergunta é idiota. E nem precisa ser uma pergunta para que se obtenha respostas. Há vezes em que simplesmente resolvemos jogar um pensamento para o alto, fazemos uma pseudoreflexão solta no microblog, e, no mesmo instante - ou então horas depois (no Twitter não se está preso à sincronia) -, quem a gente menos espera nos diz alguma coisa. No fim das contas, o Twitter é útil para que percebamos que não estamos navegando sozinhos...

E não vale argumentar que dá para fazer o mesmo em outros espaços públicos virtuais da web, até mesmo em blogs... a grande graça do Twitter está no fato de que as mensagens precisam ser, obrigatoriamente, curtas! :P

No dia 12 de abril acontece em São Paulo a segunda edição do NewsCamp, uma desconferência sobre Jornalismo. Assim como a Ciranda de Textos, o NewsCamp também teve sua origem na Lista Jornalistas da Web.

Quem não puder ir até São Paulo para participar do evento pode acompanhar a "desconferência virtual". Desde o final de março, rola blogosfera afora o "Esquenta do NewsCamp!". A idéia é a de se fazer postagens sobre temáticas que se gostaria ver sendo discutidas no evento, como uma forma de se preparar para as discussões que por lá serão travadas. Além de servir como um ótimo aperitivo do que vai acontecer por lá, também é uma forma interessante de fazer com que pessoas que, como a gente, não terão como estar presentes, também possam participar das discussões.

Então, vamos lá... entrei... er, entramos (vide rodapé do post) nesta conversa mediante provocação. Sam Shiraishi, do Nossa Via, colocou em pauta a discussão sobre nova e velha mídia, além de comentar um pouco sobre as especificidades do meio online. No post, ela sugere a idéia de que uma mídia absorve a outra, e que a nova geração de jornalistas estaria mais preparada para enfrentar essas mudanças. A partir disso, a Ceila Santos, lá no blog do NewsCamp, sugeriu que a discussão fosse continuada...

Dentro dessa perspectiva, talvez fosse ser interessante discutir no NewsCamp, também, a questão das novas ferramentas para comunicação na web, e no que elas podem influenciar na prática do Jornalismo. Será que o Twitter poderá acabar com o impresso? Será que joguinhos e entretenimento serão a grande tendência do online? As empresas jornalísticas que ficarem de fora das redes sociais terão condições de sobreviver?

A discussão de como a mídia irá lidar com essas ferramentas, e também com as participações espontâneas dos internautas, não deve ser vista como um mal que irá mudar o jornalismo como o conhecemos hoje. As possibilidades de interação entre os meios de comunicação e a sociedade, através das ferramentas da Web, devem ser vistas como uma extensão do jornalismo "tradicional" - um avanço, um complemento. Por exemplo, as contribuições que podem ser feitas nos espaços destinados aos comentários de alguns veículos podem influenciar na pauta desses mesmos veículos. Além disso, os links que alguns sites estão utilizando para blogs que comentam suas notícias através da ferramenta trackback também provocam pequenas mudanças no modo como encaramos as notícias. Este é o caso, por exemplo, dos jornais Público, de Portugal, e La Vanguardia, da Espanha (e muitos outros sites europeus) que utilizam a ferramenta Twingly para disponibilizar de forma automática links das postagens de blogs que fazem referência àquela notícia. A CNN.com usa a tecnologia do Sphere para linkar para posts de blog (conforme comentado pelo Thassius). No Brasil, a própria Agência Brasil já faz algo parecido, listando as notícias "mais blogadas" em sua página inicial (como lembrado pelo Gustavo D'Andrea). Então, o leitor mais apurado, que procura ver a discussão e repercussão daquela informação na blogosfera, poderá acompanhar as opiniões das pessoas que estão escrevendo e fazendo referência àquele texto. Ou seja, a notícia online já não termina mais na última palavra do texto, mas pode ser apenas o primeiro passo rumo à discussão sobre um tema, que pode ser comentado por qualquer pessoa que possua um blog, ou então, gerar discussões em redes sociais ou servir de pretexto para diálogos no Twitter.

O leitor tem outras formas de interagir com a notícia votando nas que ele julgar melhor, dando de certa forma o seu aval àquela informação. Uma outra forma, porém mais passiva, de voto, seria o seu simples acesso, pois há sites que disponibilizam em suas home pages listas das notícias mais acessadas, que podem acabar influenciando nos clics dos visitantes. Antes, quando se comprava um jornal impresso, as manchetes eram definidas exclusivamente pela redação dos jornais. Agora, o leitor passa a poder influenciar nas manchetes que irão para a capa num simples clicar. Com isso, tem-se conhecimento instantâneo e imediato do que está sendo mais lido pelos visitantes do site, e, mesmo que ainda sejam influenciados pelas manchetes sugeridas pela redação, há a possibilidade de uma notícia que foi julgada de pouca importância para a capa ir parar na página inicial.

Essas são algumas sugestões de assuntos que também poderiam ser abordados lá no NewsCamp. E também daria para discutir no que a interconexão em tempo real poderia contribuir para a prática jornalística - será que a web e suas ferramentas não abriria a possibilidade de construção de redações descentralizadas e produção colaborativa à distância de conteúdo?

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Além de participar do Esquenta do NewsCamp!, este post também foi uma tentativa de escrita coletiva. O texto foi elaborado no Google Docs. A autoria de cada frase é indeterminada - o texto inteiro foi escrito por mim e pelo Gilberto Consoni.

Desde o começo de abril, o Facebook abriu a possibilidade de tradução colaborativa para outros 22 idiomas. Dentre os novos idiomas em tradução, consta na lista a opção "Português do Brasil". Para participar, basta adicionar o aplicativo Traduções.

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Primeiro de abril é uma data clássica para se fazer piadinhas de todos os gêneros. Em geral, é praticamente impossível de se levar totalmente a sério qualquer coisa que se leia na Internet durante esse dia. Mas, para que a gente possa se divertir, alguém tem que levar a sério a tarefa de criar essas piadinhas.

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Já virou meio que tradição o Google pregar inúmeras peças de primeiro de abril, muitas delas escondidas sutilmente em meio aos seus produtos. Este ano não foi diferente. Alguns dos serviços anunciados incluíam: busca no futuro (talvez a proposta mais divertida do dia), o fraquíssimo envio de e-mails para o passado (mas que gerou uma interessante Wiki-war na página sobre o paradoxo do avô na Wikipedia), a possibilidade de se sentir o cheiro de livros, um divertido tradutor de inglês para linguagem de chat (e ainda com a desculpa de que, com as abreviações, pode-se poupar energia!), um sistema automatizado para a criação de blogs (que faz tudo, inclusive escolher partes do texto para destacar com negrito, além de subverter a ordem cronológica inversa), uma piadinha, direcionada para os brasileiros, de substituir Orkut por Yogurt, dentre muitas outras coisas. Em anos anteriores também foram feitas outras piadinhas interessantes (veja exemplos de 2004, 2005 e 2002), como o Gmail Paper, do ano passado, bem melhor que a piada do Gmail deste ano.

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Fora do universo Google, a estratégia do @pinoquio, no Twitter, criada pela agência 5clicks de Belo Horizonte, também foi bastante interessante (e, claro, a campanha #dedureumblogueiro, capitaneada pelo Jorge Rocha, e que teve nova edição no dia de ontem, também foi divertida)

O TwitDir mostra em sua página inicial o total de usuários do Twitter que ele consegue detectar. Esse número, ao menos em tese, corresponderia ao total de contas públicas do Twitter - se a pessoa opta por manter sua conta privada (aquelas, com o cadeadinho), essa conta não é indexada pelo sistema do TwitDir.

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Se você olhar lá por agora (ou ali, na imagem acima), verá que há 954.202 954.235 usuários no Twitter (até terminar de escrever o post, o número mudou) - lembrando que esse número representa apenas os usuários que mantêm seus perfis públicos. Já este post do Twitter Facts comenta que o ritmo de crescimento do Twitter tem diminuído, o que demonstraria um caminho rumo a uma certa estabilização do sistema. Mas o post também apresenta a estimativa de que cerca de 15%* das contas do Twitter poderiam ser privadas, o que em termos práticos significaria que é bem possível que o número total de usuários do Twitter já tenha ultrapassado a marca de 1 milhão.

Mas será que não estaria havendo uma espécie de onda de privatização das atualizações, ou algo do tipo? (o que faria com que o crescimento do Twitter, ao menos aparentemente, estivesse diminuindo, visto que o TwitDir é incapaz de contabilizar as contas privadas). Já tem gente reclamando do excesso de informação provocado por seguir muita gente ao mesmo tempo no Twitter. Será que, passada a apropriação inicial do sistema, os usuários não estariam modificando seus hábitos, e passando a restringir suas atualizações a um número reduzido de contatos, como uma forma de controlar o excesso de informação?

Mais adiante, outro post no Twitter Facts chama a atenção para o fato de que também se pode especular sobre o total de usuários do Twitter a partir do número atribuído a cada novo usuário no momento do cadastro (para saber o seu número, veja o endereço do seu RSS feed; é esse número seqüencial que determina a posição que as pessoas vão aparecer na lista de seguidores em outros Twitters). Até novembro de 2006, esse número era atribuído em seqüência. A partir de então, ele passou a ser aleatório, embora continuasse em ordem crescente. De qualquer modo, se considerarmos os dados fornecidos pelo Twitterholic, então já teríamos cerca de 12 milhões de usuários no Twitter. Como exemplo, a minha página por lá acusa que fui a pessoa de número 5.789.092 (!) a entrar no Twitter.

Toda essa confusão quanto ao real número de usuários no Twitter se deve ao fato de que a empresa não informa as estatísticas oficiais. Tudo o que se tem são meras estimativas, baseadas no número de usuários públicos que se consegue rastrear (TwitDir), ou no número seqüencial atribuído a cada novo usuário no momento de seu cadastro (Twitterholic). Uma maneira - nada prática - de se verificar isso seria digitar, manualmente, cada um dos endereços de feed para os supostos 12 milhões de usuários no Twitter. (Alguém se habilita? :P).

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Para quem não quiser se perder no caos informacional do Twitter, uma dica é criar feeds com filtros, através do Yahoo! Pipes. O Mike Sansone, do ConverStations, criou um pipe que reúne apenas as atualizações que contenham links de seus amigos no Twitter (veja passo a passo em português no Twitter Brasil). Também dá para criar pipes derivados restrigindo a determinadas informações (como 'apenas as atualizações dos amigos que contenham a palavra blog', por exemplo). É um tanto mais específico que a ferramenta track (porque permite acompanhar apenas o que diz os seus amigos, e não o que dizem todos os usuários do Twitter). A solução ideal meeeesmo seria o Twitter permitir organizar as informações - com tags, talvez? - ou algo do tipo. Mas, enquanto esse tipo de função não surge, o jeito é se contentar com paliativos para não se afogar no mar diário de tweets.

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* Fiz um levantamento rápido, e constatei que, de 100 dos meus amigos no Twitter, apenas 1 mantém as atualizações privadas, o que, estatisticamente... não quer dizer absolutamente nada :P

Ou... tudo o que eu poderia ter postado ao longo da semana, em pequenas doses, mas não deu tempo...


3a edição da Ciranda de Textos

Ontem aconteceu a 3a edição da Ciranda de Textos - o tema era Jornalismo e Interatividade. Desta vez, não consegui participar. Mas vocês podem conferir os textos produzidos lá no blog Mil Idéias e Ideais de Todos, da jornalista Flávia Reis, que foi o blog-guia desta edição da Ciranda. (Se não souber o que é a Ciranda, pode consultar esta FAQ elaborada pelo Pedro Penido na edição anterior do projeto.)

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Meme: Coisas que irritam na blogosfera

A Gisele me repassou a "missão" de listar coisas que irritam em relação aos blogs. Na verdade, era para listar 3 coisas chatérrimas na blogosfera, mas ela acabou aumentando a lista para 5. Eis abaixo a minha listinha:

0. Memes (:P).
1. Excesso de auto-referenciação e meta-postagens (e sim, eu sei que também contribuo para isso)
2. Spam, splogs.
3. Egos inflados.
4. Blogs em que há mais publicidade do que blog. Ou conteúdo fraquíssimo, mas mesmo assim entupido de anúncios.
5. Pedidos de links, ainda que implícitos (o que em certos casos tem ligação com o item 0, mas para explicar isso eu necessariamente cairia no item 1, então melhor deixar quieto).

Repasso para o Gilberto, e para todo mundo mais que quiser "desabafar" sobre o assunto - em seus blogs, ou na própria caixinha de comentários. Sintam-se livres para discordar dos itens acima, ou da própria idéia de se fazer uma lista para dizer o que tem de chato na blogosfera (será que o próprio ato de fazer uma lista já não seria algo por si só chato?)

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Mais memes

Ainda na linha dos memes, o Martin, do Blog do Guri, e o Marquinhos, do Palavra de Guri (notem a semelhança acidental no nome dos blogs - isso sem mencionar que ambos possuem praticamente o mesmo layout, e os dois "guris" são pelotenses), me repassaram outros dois memes, ainda no começo de março. Do Blog do Guri, recebi um prêmio intitulado "Arte e Ponta". A proposta seria indicar 5 outros blogs para receber o prêmio (em um caso clássico de meme tipo selinho). Já do Palavra de Guri recebi a missão de listar 12 palavras com algum significado para mim. Fugindo um pouco do clichêzão de responder com termos como "amor" e "saudade" (o que faria com que a minha lista ficasse parecidíssima com a de muitos outros), respondo com um link para um poeminha tosco que escrevi em 2002, que lista ao todo 8 palavras: The Most Beautiful Word. Bom, e ao invés de indicar os 5 blogs para o selinho, ou alguém para continuar a corrente das 12 palavras, proponho uma inversão: agora o Guri do Blog poderia listar suas 12 palavras, e o Guri de Palavra ficaria com o prêmio (e com a tarefa de indicar outros 5 para recebê-lo). Que tal, Guris?

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Reading list

Assuntos sobre os quais teria sido interessante comentar ao longo da semana (ou: leituras de hoje no Google Reader; leia mais nos Shared Items)

- O Biscoito Fino e a Massa: Judiciário brasileiro inventa campanha eleitoral sem internet - pelo que diz a resolução do TSE para as eleições de 2008, as campanhas por aqui serão beeem diferentes do que tem sido as campanhas lá dos EUA. Nada de candidatos no Twitter, nada de virais no YouTube, nada de perfis em redes sociais... sem graça ao extremo!

- eCuaderno - La Vanguardia se suma a la conversación - desde ontem, o jornal espanhol La Vanguardia, assim como o Público, também utiliza o sistema do Twingly para postar links para blogs nas notícias do site.

- Pew - Most Chinese Say They Approve of Government Internet Control - é no mínimo interessante a conclusão desse relatório do Pew Internet & American Life Project sobre a visão dos chineses sobre as restrições ao acesso à Internet na China.

- Hedonismos - Notas, leituras e recomendações - o post de hoje do Doni, de onde "roubei" (tecnicamente, foi furto) a idéia de fazer esta listinha :P

Bem que os jornais brasileiros poderiam seguir essa iniciativa. O Público.PT, jornal online português cujo editor é António Granado, passou a incluir trackbacks de blogs em suas notícias. A partir de hoje, sempre que algum blog comentar alguma notícia do jornal, irá aparecer um link para esse post na area lateral da notícia, logo abaixo da foto principal da matéria. Para fornecer os links, o jornal utiliza a ferramenta Twingly. A estratégia segue a tendência de outros jornais europeus, que também linkam para blogs em suas notícias, como o Politiken, da Dinamarca, e o Dagens Nyheter, da Suécia.

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Imagem: primeiros trackbacks na notícia de lançamento do serviço


O problema prático: sistemas assim podem atrair muitos links irrevelantes, como no caso de blogueiros mal intencionados querendo atrair visitas para seus blogs a partir do trackback (afinal, aparecer em lugar de destaque em uma notícia, bem ou mal, sempre atrai alguma visita). Mas há uma solução - o pessoal do Público foi esperto o suficiente para incluir um link para reportar trackbacks maliciosos.


Via Ponto Media.

Web móvel

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screen-capture2.jpg De tempos em tempos, Mark Glaser, do Media Shift, faz posts com conceitos, histórico e links que funcionam como verdadeiros guias para determinados temas relacionados à mídia digital. O tema do guia de hoje é a web móvel (outros temas que já viraram posts guia por lá foram mundos virtuais, notícias hiperlocais, entre outros). Dentre outras coisas, o post ressalta a contribuição do iPhone para a popularização na navegação móvel - já que a ferramenta zoom (aquela que funciona com o movimento de pinça dos dedos) permite acessar facilmente não apenas as versões móveis dos websites, como também a versão original das páginas.

Pelo post, percebe-se que um dos grandes problemas para a popularização da web móvel é o ainda reduzido número de sites adaptados para o formato (o que afeta, em especial, os pobres mortais que ainda não possuem um iPhone). Como exemplo, eles mostram os resultados de uma pesquisa com 50 jornais e 50 blogs, que constatou que há mais blogs do que sites de notícias que ainda não possuem uma versão adaptada para dispositivos móveis (se bem que disso também daria para levantar o questionamento de se as pessoas realmente teriam interesse em ler blogs na tela do celular...)

Para saber mais, visite o post. Lá tem várias dicas de links interessantes sobre o tema.

Via Ponto Media.

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Um assunto diretamente ligado a isso é o jornalismo móvel. Produzir notícias adaptadas para a tela de um celular ou pda é uma tarefa bastante complexa - idealmente, até mesmo os links precisam apontar para versões móveis de outras páginas ou outras notícias. Por outro lado, a produção jornalística feita a partir de dispositivos móveis garante agilidade na publicação das informações - com um bom smartphone, é possível tirar fotos ou produzir vídeos e postá-los diretamente do local do acontecimento (dá para postar vídeos e fotos diretamente pelo celular até mesmo por serviços gratuitos, como o Flickr móvel ou YouTube mobile). Sobre o tema, o jornalista Fernando Firmino da Silva, professor da UEPB e doutourando na UFBA, mantém o excelente blog Jornalismo Móvel.

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Por fim, para quem quiser "brincar" de Internet móvel, aí vão duas dicas de sites que permitem criar páginas adaptadas para a leitura em dispositivos móveis: MoFuse e Zinadoo. O Zinadoo tem um visual bastante customizável, e um editor bem prático para montar as paginazinhas. Já o MoFuse permite criar muito rapidamente uma versão móvel de um blog, a partir do endereço do feed, mas tem menos opções de customização. Fiz duas páginas testes para exemplificar. O iuscommunicatio.mofuse.mobi é uma versão móvel do conteúdo do feed deste blog (conforme pode ser visto na imagem que ilustra este post). Já o ius.zinadoo.mobi é uma versão extremamente simplificada deste post (ambos os endereços podem ser acessados a partir de um navegador convencional).

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