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      <title>Gabriela com Café</title>
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      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2008</copyright>
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         <title>Último</title>
         <description><![CDATA[<p>essa é a despedida. não quero mais todo mundo tentando adivinhar o que sinto, o que vivo, quem sou. nem quero me ver patética, exposta, aberta nessas páginas. eu sempre questionei tornar público meus escritos. não quero ser escritora, com e maiúsculo. nem nenhuma censura sobre os textos. principalmente a minha. e olha que aqui me interrompo muito pouco. você lê o que eu sinto. naquele instante, golfada, surto. mas não lerá mais. por enquanto não. vou voltar a produzir pra mim e tentar achar o brilho que acho que perdi. meus espamos sem justificativa. meus orgasmos inversos, cheios de dor. a angústia, tristeza, alegria de mim, coçando pra virar palavra. dormi mal essa noite. tenho me inventado muito pouco. isso aqui se tornou um formato de escrita cômodo, em gôndolas, fácil. e a mulher que enxergas dá volta nas próprias sombras, corre atrás de agulha no palheiro e tá sentindo falta de vida nas veias. vou sentar em cima da máquina de lavar, pular no lustre, andar de salto...até renascer por aí. não sei se volto. mas foi bom enquanto durou. até breve.</p>]]></description>
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         <pubDate>Tue, 23 Oct 2007 10:43:05 -0300</pubDate>
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         <title>Do aprendizado de ser árvore</title>
         <description><![CDATA[<p>leva tempo. parece fácil. mas é necessário um contemplar distante de corpo presente. estar atenta, comprometida, eficiente. mas com o corpo imune, fechado, aberto. ser árvore. estar ali, mesmo que longe. diferente. falar estando muda. ouvir sendo um pouco surda. nada te atinge. nem a inveja, nem a sede de poder, intriga, fofoca, falatório. estar árvore. frondosa e cheia de frutos desenhada no papel. o sangue não sobe. a úlcera não desce. tanto faz. é passageiro. indolor. árvore que segue o fluxo do cosmo. que sente as forças da vida e sabe que ainda não é o momento de mudança. esperar. não se envolver. divertir-se. sem medos. saber ficar feliz pelo que se tem em casa, pela casa, por si. reconhecer a saúde, a sorte, os privilégios e o amor. enquanto se é árvore. do aprendizado de ser árvore.</p>]]></description>
         <link>http://www.verbeat.org/blogs/gabrielacomcafe/arquivos/2007/10/do_aprendizado_de_ser_arvore.html</link>
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         <pubDate>Mon, 22 Oct 2007 10:01:42 -0300</pubDate>
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         <title>Pedido 1</title>
         <description><![CDATA[<p>atendido. ganhei um monte de areia pra pisar. e hoje, quando as baratas chegaram com suas caras sujas, eu mordi de volta. essa insegurança não me pertence. detesto parecer frágil sem poesia. encare meu trator rosa esmagando seus ossos um a um. e ciente de que você, de calças curtas, me espera na saída. a sorte está lançada. e eu de mãos dadas com o cosmo.</p>]]></description>
         <link>http://www.verbeat.org/blogs/gabrielacomcafe/arquivos/2007/10/pedido_1.html</link>
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         <pubDate>Tue, 16 Oct 2007 20:04:09 -0300</pubDate>
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         <title>Nem que eu bebesse o mar</title>
         <description><![CDATA[<p>hoje tô a alguns passos do surto. cansada de tanto signo. nome, produto, conceito, letra, palavra. é essa espiral de gente que anda me entupindo. dor de cabeça. pesadelo de dente. vontade de ir pra casa e ficar quieta. não é angustia. mas sede. dançar descalça. olhar o mar. pisar na areia...ah, pisar na areia. é isso. tudo que eu precisava agora...</p>

<p>do que me escondo nessas palavras? vontade de pisar... agora!</p>]]></description>
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         <pubDate>Tue, 09 Oct 2007 15:32:58 -0300</pubDate>
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         <title>Lição do dia</title>
         <description><![CDATA[<p>vai pra garupa! :)</p>

<p>porque eu adorei a frase<br />
o samba, a madrugada<br />
e resolvi pegar esse mantra<br />
emprestado um pouquinho.</p>]]></description>
         <link>http://www.verbeat.org/blogs/gabrielacomcafe/arquivos/2007/10/licao_do_dia.html</link>
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         <pubDate>Mon, 08 Oct 2007 10:56:09 -0300</pubDate>
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         <title>O amor que morre é uma ilusão</title>
         <description><![CDATA[<p>minha porção amélia tá em alfa. to com saudade do meu amor. vontade de ser gueixa quando ele voltar. deixei os cachos. lavei roupa. esperei telefonema. acreditei quando ele disse que me ama. nem aí de ser ou não corna. coisa que nem passa pela cabeça quando a gente confia. sem espaço na minha porção amélia carente cantando. tô mulher até dizer chega. sua mulher. exibindo minha coleira. nem aí pras feministas, pros sutiãs queimados, pra fogueira. to louca. repartida. acho que você me carrega junto. enamoradamente iludida. apaixonada. brega. cega. amélia de você.</p>

<p>(e uma ilusão tem que morrer. Paulinho da Viola)</p>]]></description>
         <link>http://www.verbeat.org/blogs/gabrielacomcafe/arquivos/2007/10/o_amor_que_morre_e_uma_ilusao.html</link>
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         <pubDate>Fri, 05 Oct 2007 11:46:19 -0300</pubDate>
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         <title>Os alquimistas estão chegando</title>
         <description><![CDATA[<p>engraçado como a gente segue vivendo e nem se dá conta. não é preciso finalidade, emprego, objetivo. nada além de estar a fim. só é preciso estar no jogo que você inventa. e estar. disponível. já achei que deixar levar seria o caminho mais próximo do nada. e é. só que no nada se vive. e estou aí. vagando como nunca pude no fluxo. solta. com certezas internas tão próprias. me carrego comigo e é o que basta. o resto é circunstância. onda. passageiro. o que vale é o que tenho aqui e valorizo. é a nossa casa. você. tudo que seguimos construindo, possuindo, partindo. aqueles que me fazem sorrir. que me são leais e a quem admiro. pensamentos tortos que seguem atravessando. minha maturidade estranha. esse gostar de mim mesmo sem ter saber pra onde ir. o abandono desse sucesso que inventaram pra gente. aos poucos. na marra. até porque a permissão da fala com o tempo dói, corta, arrasta. fantasia de ver a vida passando. quem passa é a gente. (e meu cabelo acordou bonito hoje, saboreando os cachos, de saudade de vc)</p>]]></description>
         <link>http://www.verbeat.org/blogs/gabrielacomcafe/arquivos/2007/10/engracado_como_a_gente_segue.html</link>
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         <pubDate>Fri, 05 Oct 2007 11:02:52 -0300</pubDate>
      </item>
      
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         <title>Eu só quero é ser feliz</title>
         <description><![CDATA[<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="DSC00102.JPG" src="http://www.verbeat.org/blogs/gabrielacomcafe/DSC00102.JPG" width="320" height="240" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;"/></span>]]></description>
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         <pubDate>Wed, 03 Oct 2007 16:50:44 -0300</pubDate>
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         <title>Te amo</title>
         <description><![CDATA[<p>qualquer dispositivo que sinta<br />
acelera aquilo que não sei<br />
senta<br />
fala qualquer coisa qualquer<br />
dispositivo cinta<br />
não sei<br />
e acelera senta<br />
qualquer aquilo que</p>]]></description>
         <link>http://www.verbeat.org/blogs/gabrielacomcafe/arquivos/2007/10/te_amo.html</link>
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         <pubDate>Tue, 02 Oct 2007 11:31:46 -0300</pubDate>
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         <title>sarau sarau sarau</title>
         <description><![CDATA[<p><a href="http://www.behance.net/Gallery/cacto-liptus/41984">http://www.behance.net/Gallery/cacto-liptus/41984 </a><br />
<a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando/">tiago casagrande</a><br />
e tem gente que se pergunta o que é arte. :)</p>

<p>(pausa para uma saudade gigante no quarto)</p>]]></description>
         <link>http://www.verbeat.org/blogs/gabrielacomcafe/arquivos/2007/10/sarau_sarau_sarau.html</link>
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         <pubDate>Mon, 01 Oct 2007 09:48:06 -0300</pubDate>
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         <title>Vai que o samba vai até de manhã</title>
         <description><![CDATA[<p>não sei ao certo quando descobri o samba. desconfio até que foi ele quem chegou miudinho, na ponta dos pés, na barriga da minha mãe. contam que eu sabia de cor as pastorinhas, linda criança, tu não me sai da lembrança...e me lembro de algum tempo depois remexer as cadeiras como uma morena de angola. tive alguns anos de paixonite infantil pelo salgueiro, varando as madrugadas, no desespero do atravessar dos 5 mil componentes. dos meus carnavais em vassouras, com o baile rodando no salão. da bailarina azul que rodopiava com mamadeira na mão. dos bailes em teresópolis. do samba com os primos. das fantasias do carnaval de rua no rio. rodas de samba, bip bip, guanabara. os pés deslizando com o balanço da cadeira dela. as tristezas lavadas na cadência alegre do choro mais dolente que existe.</p>]]></description>
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         <pubDate>Thu, 27 Sep 2007 14:57:44 -0300</pubDate>
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         <title>Não penses ter a vida inteira, para ganhar meu coração</title>
         <description><![CDATA[<p>faz diferença. oscilando entre ter ganho na loteria e a moldura desse papel. de repente ganhei contorno simbólico e tenho prazer. evitei pensar sobre o significado de ter um marido e agora ele cai em mim como um machado, cortando minhas dúvidas. foi tão leve que nem percebi que nosso dia a dia tinha nome e atravessei. agora eu que ando atravessada. perplexa. engolindo o cuspe que joguei pro alto. to com sombra de casamento atrasado. só agora me permito. é que tanta coisa acontecia que meu vestido de noiva parecia uma grande brincadeira. sem esse para sempre em neon berrando na porta. hoje me dei conta de que eu quero esse para sempre. e saí correndo pra abraçar meu lado mais cafona, doente por você.</p>]]></description>
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         <pubDate>Wed, 26 Sep 2007 09:35:39 -0300</pubDate>
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         <title>Maria Robô</title>
         <description><![CDATA[<p>maria robô demora a acordar. repete a mesma rotina e veste a camisa de força de latão. entra no condutor e aguarda. adentra a cidade de playmobils, sobe na caixa, chega ao andar e coloca as bolas de ferro. maria robô é presa à cadeira e só tem direito à um banho de sol por dia. não importa se ela tem outras funções, inteligência, brilho. maria não é paga para isso, seu trabalho é repetir. e ficar calada. a cada dia a camada de ferrugem na alma é maior. são metros e metros de limo de tanto engolir sujeira. maria termina o dia engasgada. </p>

<p>aguarda a catarse da lata, que com um grito profundo, irá parir uma borboleta.</p>]]></description>
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         <pubDate>Tue, 25 Sep 2007 09:19:45 -0300</pubDate>
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         <title>D</title>
         <description><![CDATA[<p>dia amarelo caminha pela beira da estrada até cair pra cima. nadando. piscina afora. e dia amarelo descansa as pernas em cima do banco. ingênuo. macio. saber deixar viver dia amarelo todo. até voar por aí.</p>]]></description>
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         <pubDate>Thu, 20 Sep 2007 16:00:38 -0300</pubDate>
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         <title>Quem não tem colirio, usa óculos escuros</title>
         <description><![CDATA[<p>eu pago o pato por ser critica e te sirvo com laranja. engoli as papas. a lingua corre solta esbofeteando o mundo. quanta gente medíocre. inclusive eu, perdida na minha ignorância de perguntar. a verdade é que cansei. to aqui cumprindo hora até a mudança da lua. falem o que quiserem. o lobisomen sou eu.</p>]]></description>
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         <pubDate>Wed, 19 Sep 2007 09:53:41 -0300</pubDate>
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