Os alquimistas estão chegando
engraçado como a gente segue vivendo e nem se dá conta. não é preciso finalidade, emprego, objetivo. nada além de estar a fim. só é preciso estar no jogo que você inventa. e estar. disponível. já achei que deixar levar seria o caminho mais próximo do nada. e é. só que no nada se vive. e estou aí. vagando como nunca pude no fluxo. solta. com certezas internas tão próprias. me carrego comigo e é o que basta. o resto é circunstância. onda. passageiro. o que vale é o que tenho aqui e valorizo. é a nossa casa. você. tudo que seguimos construindo, possuindo, partindo. aqueles que me fazem sorrir. que me são leais e a quem admiro. pensamentos tortos que seguem atravessando. minha maturidade estranha. esse gostar de mim mesmo sem ter saber pra onde ir. o abandono desse sucesso que inventaram pra gente. aos poucos. na marra. até porque a permissão da fala com o tempo dói, corta, arrasta. fantasia de ver a vida passando. quem passa é a gente. (e meu cabelo acordou bonito hoje, saboreando os cachos, de saudade de vc)
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