" /> Gabriela com Café: outubro 2007 Archives

« setembro 2007 | Main

outubro 23, 2007

Último

essa é a despedida. não quero mais todo mundo tentando adivinhar o que sinto, o que vivo, quem sou. nem quero me ver patética, exposta, aberta nessas páginas. eu sempre questionei tornar público meus escritos. não quero ser escritora, com e maiúsculo. nem nenhuma censura sobre os textos. principalmente a minha. e olha que aqui me interrompo muito pouco. você lê o que eu sinto. naquele instante, golfada, surto. mas não lerá mais. por enquanto não. vou voltar a produzir pra mim e tentar achar o brilho que acho que perdi. meus espamos sem justificativa. meus orgasmos inversos, cheios de dor. a angústia, tristeza, alegria de mim, coçando pra virar palavra. dormi mal essa noite. tenho me inventado muito pouco. isso aqui se tornou um formato de escrita cômodo, em gôndolas, fácil. e a mulher que enxergas dá volta nas próprias sombras, corre atrás de agulha no palheiro e tá sentindo falta de vida nas veias. vou sentar em cima da máquina de lavar, pular no lustre, andar de salto...até renascer por aí. não sei se volto. mas foi bom enquanto durou. até breve.

outubro 22, 2007

Do aprendizado de ser árvore

leva tempo. parece fácil. mas é necessário um contemplar distante de corpo presente. estar atenta, comprometida, eficiente. mas com o corpo imune, fechado, aberto. ser árvore. estar ali, mesmo que longe. diferente. falar estando muda. ouvir sendo um pouco surda. nada te atinge. nem a inveja, nem a sede de poder, intriga, fofoca, falatório. estar árvore. frondosa e cheia de frutos desenhada no papel. o sangue não sobe. a úlcera não desce. tanto faz. é passageiro. indolor. árvore que segue o fluxo do cosmo. que sente as forças da vida e sabe que ainda não é o momento de mudança. esperar. não se envolver. divertir-se. sem medos. saber ficar feliz pelo que se tem em casa, pela casa, por si. reconhecer a saúde, a sorte, os privilégios e o amor. enquanto se é árvore. do aprendizado de ser árvore.

outubro 16, 2007

Pedido 1

atendido. ganhei um monte de areia pra pisar. e hoje, quando as baratas chegaram com suas caras sujas, eu mordi de volta. essa insegurança não me pertence. detesto parecer frágil sem poesia. encare meu trator rosa esmagando seus ossos um a um. e ciente de que você, de calças curtas, me espera na saída. a sorte está lançada. e eu de mãos dadas com o cosmo.

outubro 9, 2007

Nem que eu bebesse o mar

hoje tô a alguns passos do surto. cansada de tanto signo. nome, produto, conceito, letra, palavra. é essa espiral de gente que anda me entupindo. dor de cabeça. pesadelo de dente. vontade de ir pra casa e ficar quieta. não é angustia. mas sede. dançar descalça. olhar o mar. pisar na areia...ah, pisar na areia. é isso. tudo que eu precisava agora...

do que me escondo nessas palavras? vontade de pisar... agora!

outubro 8, 2007

Lição do dia

vai pra garupa! :)

porque eu adorei a frase
o samba, a madrugada
e resolvi pegar esse mantra
emprestado um pouquinho.

outubro 5, 2007

O amor que morre é uma ilusão

minha porção amélia tá em alfa. to com saudade do meu amor. vontade de ser gueixa quando ele voltar. deixei os cachos. lavei roupa. esperei telefonema. acreditei quando ele disse que me ama. nem aí de ser ou não corna. coisa que nem passa pela cabeça quando a gente confia. sem espaço na minha porção amélia carente cantando. tô mulher até dizer chega. sua mulher. exibindo minha coleira. nem aí pras feministas, pros sutiãs queimados, pra fogueira. to louca. repartida. acho que você me carrega junto. enamoradamente iludida. apaixonada. brega. cega. amélia de você.

(e uma ilusão tem que morrer. Paulinho da Viola)

Os alquimistas estão chegando

engraçado como a gente segue vivendo e nem se dá conta. não é preciso finalidade, emprego, objetivo. nada além de estar a fim. só é preciso estar no jogo que você inventa. e estar. disponível. já achei que deixar levar seria o caminho mais próximo do nada. e é. só que no nada se vive. e estou aí. vagando como nunca pude no fluxo. solta. com certezas internas tão próprias. me carrego comigo e é o que basta. o resto é circunstância. onda. passageiro. o que vale é o que tenho aqui e valorizo. é a nossa casa. você. tudo que seguimos construindo, possuindo, partindo. aqueles que me fazem sorrir. que me são leais e a quem admiro. pensamentos tortos que seguem atravessando. minha maturidade estranha. esse gostar de mim mesmo sem ter saber pra onde ir. o abandono desse sucesso que inventaram pra gente. aos poucos. na marra. até porque a permissão da fala com o tempo dói, corta, arrasta. fantasia de ver a vida passando. quem passa é a gente. (e meu cabelo acordou bonito hoje, saboreando os cachos, de saudade de vc)

outubro 3, 2007

Eu só quero é ser feliz

DSC00102.JPG

outubro 2, 2007

Te amo

qualquer dispositivo que sinta
acelera aquilo que não sei
senta
fala qualquer coisa qualquer
dispositivo cinta
não sei
e acelera senta
qualquer aquilo que

outubro 1, 2007

sarau sarau sarau

http://www.behance.net/Gallery/cacto-liptus/41984
tiago casagrande
e tem gente que se pergunta o que é arte. :)

(pausa para uma saudade gigante no quarto)