Vai que o samba vai até de manhã
não sei ao certo quando descobri o samba. desconfio até que foi ele quem chegou miudinho, na ponta dos pés, na barriga da minha mãe. contam que eu sabia de cor as pastorinhas, linda criança, tu não me sai da lembrança...e me lembro de algum tempo depois remexer as cadeiras como uma morena de angola. tive alguns anos de paixonite infantil pelo salgueiro, varando as madrugadas, no desespero do atravessar dos 5 mil componentes. dos meus carnavais em vassouras, com o baile rodando no salão. da bailarina azul que rodopiava com mamadeira na mão. dos bailes em teresópolis. do samba com os primos. das fantasias do carnaval de rua no rio. rodas de samba, bip bip, guanabara. os pés deslizando com o balanço da cadeira dela. as tristezas lavadas na cadência alegre do choro mais dolente que existe.
Leave a comment