Para a minha insustentável leveza
mais nova eu era atormentada por me sentir atormentada. não suportava o peso da minha cabeça pensando sem parar. o looping da figura do teatro de marionetes divino até chegar na idéia de morte e espiralar de vez. eu demorei muito a perceber que eu não era complicada e sim complexa. e muito mais ainda pra gostar da palavra complexa. as piadas de terapeutas sempre mexem com o fato de que eles não nos curam e sim fazem com que a gente se aceite melhor. mas o fato é, curar-se de que? de quem? de si mesma? aos quase 30 eu to muito feliz com essa coisa esquisita e paranóica que é a minha cabeça e encontrei uma "tchurma" tão questionadora quanto eu queria deixar de ser. gente que tem tesão de palavra. e tem poucas coisas melhores do que isso. ;)
* guardo até hj a dica do dé sobre o fim do meu inferno astral num cartão preto na parede.